domingo, 25 de setembro de 2016

Domingo Na Usina: Biografias: Carlos Heitor Cony:

Quinto ocupante da Cadeira nº 3, eleito em 23 de março de 2000, na sucessão de Herberto Sales e recebido em 31 de maio de 2000 pelo acadêmico Arnaldo Niskier. Nasceu no Rio de Janeiro em 14 de março de 1926. Filho do jornalista Ernesto Cony Filho e de Julieta Moraes Cony. Casado com Beatriz Lajta. Tem três filhos: Regina, Verônica e André. Fez Humanidades e o curso de Filosofia no Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio Comprido.
Em 1952 é redator da Rádio Jornal do Brasil. De 1958 a 1960 é um dos jovens escritores que colaboram no SDJB (Suplemento Dominical do Jornal do Brasil), com contos, ensaios, traduções. Em 1961 começa a trabalhar no Correio da Manhã, do qual foi redator, cronista, editorialista e editor. Com a revolução de 1964 é preso várias vezes e passa um período na Europa e em Cuba. Numa das prisões (em 1965), teve como companheiros, entre outros, Flávio Rangel, Glauber Rocha, Antonio Callado, Mário Carneiro, Jayme Azevedo Rodrigues, Márcio Moreira Alves, Thiago de Mello e Joaquim Pedro de Andrade.
Colabora por mais de 30 anos na revista Manchete e dirigiu Fatos & FotosDesfileEle Ela. De 1985 a 1990, foi diretor de Teledramaturgia da Rede Manchete, produzindo e escrevendo sinopses das novelas A Marquesa de SantosD. BejaKananga do Japão. Em 1993 substitui a Otto Lara Resende na crônica diária do jornal Folha de S. Paulo, do qual é membro do Conselho Editorial. É comentarista diário da CBN, participando do Grande Jornal com o programa “Liberdade de Expressão”.
Ganha duas vezes o Prêmio Manuel Antônio de Almeida, com os romances A Verdade de Cada Dia, em 1957, e Tijolo de segurança, em 1958.
Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, em 1996.
Prêmio Jabuti de 1996, da Câmara Brasileira do Livro, pelo romance Quase memória.
Prêmio Nacional Nestlé de Literatura de 1997, pelo romance O piano e a orquestra.
Prêmio Jabuti de 1997, pelo romance A casa do poeta trágico.
Prêmio Jabuti 2000, concedido ao Romance sem palavras.
Os romances Quase memória e A casa do poeta trágico ganharam o Prêmio “Livro do Ano”, em 1996 e 1997, conferido pela Câmara Brasileira do Livro.
Recebeu do governo francês a Ordre des Arts et des Lettres (1998 – Paris).

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