quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Poesia De Quinta Na Usina: Luís de Camões: Soneto 136:





A fermosura fresca serra,

e a sombra dos verdes castanheiros, o manso caminhar destes ribeiros, donde toda a tristeza se desterra;

o rouco som do mar, a estranha terra, o esconder do sol pelos outeiros, o recolher dos gados derradeiros, das nuvens pelo ar a branda guerra;

enfim, tudo o que a rara natureza com tanta variedade nos ofrece, me está (se não te vejo) magoando.

Sem ti, tudo me enoja e me aborrece; sem ti, perpetuamente estou passando nas mores alegrias, mor tristeza.

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