quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Poesia de Quinta Na Usina: Luís de Camões; Soneto 101:



Ah! minha Dinamene! Assi deixaste quem não deixara nunca de querer-te? 
Ah! Ninfa minha! Já não posso ver-te, tão asinha esta vida desprezaste!

Como já para sempre te apartaste  de quem tão longe estava de perder-te?
Puderam estas ondas defender-te, que não visses quem tanto magoaste?

Nem falar-te somente a dura morte me deixou, que tão cedo o negro manto
em teus olhos deitado consentiste!

Ó mar, ó Céu, ó minha escura sorte! Que pena sentirei, que valha tanto,

que inda tenho por pouco o viver triste?

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