quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Elair Cabra: MENINA:


Voz celestial a ninar pela sonora magia

Era como sereia que para atrair encantava

A mata silenciava pássaros segredavam sinfonias

porque o universo calava quando a menina cantava


Corpo de violão em concerto com a leveza de pluma

Em noites de recitais entre ondas de luz flutuava
Olhar felino marcado em compassos de um puma
O mundo parava extasiado quando a menina dançava

As cachoeiras jorravam num pranto que contagia
A chuva caia mais forte, os lagos se enchiam d’água
O canto dos anjos do céu em coro a terra descia
As fontes a lacrimejar quando a menina chorava

Nas entrelinhas da vida a menina então sorria
Encontrou-se na poesia e com desvelo versava
Ladrilhou de estrelas as nuvens e a fantasia
E o poeta sorria quando a menina poetava

Elair Cabral
13/07/14

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