quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Poesia De Quinta Na Usina:Florbela Espanca:O MEU ALENTEJO:















Meio-dia. O sol a prumo cai ardente, Dourando tudo...ondeiam nos trigais 
D´ouro fulvo, de leve...docemente... As papoulas sangrentas, sensuais... Andam asas no ar; e raparigas, Flores desabrochadas em canteiros,
Mostram por entre o ouro das espigas Os perfis delicados e trigueiros...
Tudo é tranqüilo, e casto, e sonhador... Olhando esta paisagem que é uma tela De Deus, eu penso então: onde há pintor, Onde há artista de saber profundo,
Que possa imaginar coisa mais bela, Mais delicada e linda neste mundo?!

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