quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Poesia De Quinta Na Usina: Luís de Camões: Soneto:136:



A formosura fresca serra,
 e a sombra dos verdes castanheiros,
o manso caminhar destes ribeiros,
donde toda a tristeza se desterra;
 o rouco som do mar, a estranha terra,
o esconder do sol pelos outeiros,
o recolher dos gados derradeiros,
das nuvens pelo ar a branda guerra;
 Enfim,
tudo o que a rara natureza com tanta variedade nos oferece,
me está (se não te vejo) magoando.
 Sem ti, tudo me enoja e me aborrece;
sem ti, perpetuamente estou passando nas mores alegrias,

mor tristeza.

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