quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Poesia De Quinta Na Usina: Luís de Camões: Soneto:012:



Vossos olhos, Senhora, que competem co Sol em fermosura e claridade, enchem os meus de tal suavidade

que em lágrimas, de vê-los, se derretem.

Meus sentidos vencidos se sometem assi cegos a tanta majestade;
e da triste prisão, da escuridade, cheios de medo, por fugir remetem.

Mas se nisto me vedes por acerto, o áspero desprezo com que olhais torna a espertar a alma enfraquecida.

Ó gentil cura e estranho desconcerto! Que fará o favor que vós não dais, quando o vosso desprezo torna a vida?

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