quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa:148:


"O homem perfeito do pagão era a perfeição do homem que há; o homem perfeito do cristão a
perfeição do homem que não há; o homem perfeito do budista a perfeição de não haver
homem."
"Tudo quanto o homem expõe ou exprime é uma nota à margem de um texto apagado de
todo. Mais ou menos, pelo sentido da nota, tiramos o sentido de que havia de ser o do texto;

mas fica sempre uma dúvida, e os sentidos possíveis são muitos."






Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares
Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/

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