domingo, 5 de fevereiro de 2017

Domingo Na Usina: Biografias: Luis Sepúlveda:




(Ovalle, 4 de outubro de 1949) é um romancista, realizador, roteirista, jornalista e ativista político chileno. Reside atualmente em Gijón, em Espanha, após viver entre Hamburgo e Paris.

Biografia
Em 1970 vence o “Prémio Casa das Américas” pelo seu primeiro livro Crónicas de Pedro Nadie, e também uma bolsa de estudo de cinco anos na Universidade Lomonosov de Moscovo. No entanto só ficaria cinco meses na capital soviética, pois foi expulso da universidade por “atentado à moral proletária”, causado, segundo a versão oficial, por Luís Sepúlveda manter contactos com alguns dissidentes soviéticos.

De regresso ao Chile é expulso da Juventude Comunista, adere ao Partido Socialista Chileno e torna-se membro da guarda pessoal do presidente Salvador Allende. No golpe militar do dia 11 de Setembro de 1973, que levou ao poder o ditador general Augusto Pinochet, Luís Sepúlveda encontrava-se no Palácio de La Moneda a fazer guarda ao Presidente Allende.

Membro ativo da Unidade Popular chilena nos anos 70, teve de abandonar o país após o golpe militar de Augusto Pinochet.

Viajou e trabalhou no Brasil, Uruguai, Paraguai e Peru. Viveu no Equador entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Sepúlveda era, na altura, amigo de Chico Mendes, herói da defesa da Amazónia. Dedicou a Chico Mendes O Velho que Lia Romances de Amor, o seu maior sucesso.

Perspicaz narrador de viagens e aventureiro nos confins do mundo, Sepúlveda concilia com sucesso o gosto pela descrição de lugares sugestivos e paisagens irreais com o desejo de contar histórias sobre o homem, através da sua experiência, dos seus sonhos, das suas esperanças.

Obras[editar | editar código-fonte]
Nome de Toureiro - no original Nombre de torero (1994).
O Velho Que Lia Romances de Amor - no original Un viejo que leía novelas de amor(1989).
Patagónia Express - no original Patagonia Express (1995).
Mundo do Fim do Mundo - no original Mundo del fin del mundo (1996).
Encontro de Amor num País em Guerra - no original Desencuentros, cuentos (1997).
Diário de um Killer Sentimental - no original Diario de un killer sentimental & Yacaré (1998).
As Rosas de Atacama - no original Historias marginales (2000).
O General e o Juiz - no original La locura de Pinochet (2002).
O Poder dos Sonhos - no original El poder de los sueños (2004).
Os Piores Contos dos Irmãos Grim em co-autoria com o escritor uruguaio Mario Delgado Aparaín - no original Los peores cuentos de los Hermanos Grimm (2004).
Uma História Suja (2004).
História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar- no original Historia de una gaviota y el gato que le enseñó a volar(2008)
A Lâmpada de Aladino - no original La lámpara de Aladino (2008).
A sombra do que fomos - no original La sombra de lo que fuimos (2009).
Crónicas do Sul - no original Últimas noticias del Sur (2011).
História de um gato e de um rato que se tornaram amigos - no original Historia de Max, de Mix y de Mex (2012).
História do caracol que descobriu a importância da lentidão[1] - no original Historia de un caracol que descubrió la importancia de la lentitud (2013)
A venturosa história do Usbeque mudo - no original El Uzbeko Mudo (2015)
Filmografia[editar | editar código-fonte]
Como argumentista[editar | editar código-fonte]
1986 : Vivir a los 17
2000 : Tierra del fuego
2002 : Corazón verde
2002 : Nowhere
2004 : Corazón-bajo
Como realizador[editar | editar código-fonte]
1986 : Vivir a los 17
2002 : Nowhere
2004 : Mano armada
2004 : Corazón-bajo
Como editor[editar | editar código-fonte]
2004 : Mano armada
2004 : Corazón-bajo
-Como ator[editar | editar código-fonte]
1998 : La Gabbianella e il gatto: Poeta (voz)
2000 : Bibo per sempre : Il Barbone
Como director de fotografia[editar | editar código-fonte]
2004 : Corazón-bajo
Como produtor[editar | editar código-fonte]
2004 : Mano armada
Prémios e distinções[editar | editar código-fonte]
Luis Sepúlveda recebeu, entre outros, os seguintes prémios literários:

Premio Gabriela Mistral de poesia (1976).
Prémio Rómulo Gallegos de novela (1978).
Premio Tigre Juan de novela (1988).

Premio de relatos cortos «La Felguera» (1990).

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