quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Poesia De Quinta Na Usina: Mário Quintana: Esses eternos deuses...: PARA LIANE DOS SANTOS:



Os deuses não sabem apanhar o momento esvoaçante como quem aprisiona um besouro na mão,
 não sabem o contacto delicioso, inquietante do que - só uma vez! - os dedos reterão...
 Em sua pobre eternidade, os deuses desconhecem o preço único do instante... e esse despertar, ainda palpitante,
de quem cortasse em meio um sonho vão. No entanto a vida não é sonho... Não: aberta numa flor ou na polpa de um fruto, a vida aí está, eterna: nossa mão
é que dispõe apenas de um minuto. E todos os encontros são adeuses...

(Como riem, meu pobre amor... Como riem, de nós, [esses eternos deuses!)

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