quinta-feira, 9 de março de 2017

Poesia De Quinta Na Usina: Augusto dos Anjos: SONETO:




Ao meu primeiro filho nascido morto com 7 meses incompletos. 2 fevereiro 1911.

Agregado infeliz de sangue e cal, Fruto rubro de carne agonizante, Filho da grande força fecundante De minha brônzea trama neuronial,

Que poder embriológico fatal Destruiu, com a sinergia de um gigante, Em tua morfogênese de infante

A minha morfogênese ancestral?!

Porção de minha plásmica substância, Em que lugar irás passar a infância,

Tragicamente anônimo, a feder?!

Ah! Possas tu dormir, feto esquecido, Panteisticamente dissolvido

Na noumenalidade do NÃO SER!

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