quinta-feira, 23 de março de 2017

Poesia De Quinta Na Usina: Cruz e Sousa: EXTREMOS:



À minha doce mãe, que desses trilhos vastos Da vida racional, tem sido o meu bom guia. Dedico, preso à garra atroz da nostalgia,
O meu bouquet de versos, dentre uns beijos castos.

A ela que, orgulhosa, impávida, resplende, Seu filho dá-lhe a alma inteira nos olhares. A ela que aprimora as curvas singulares
Do amor que unicamente a mãe só compreende.

A ela que, dos sonhos flavos que eu adoro, É sempre esse ideal querido e mais sonoro
Mais alvo que o luar, mais brando que os arminhos.


Embora sob a cúpula azúlea de outros espaços Dedico os versos meus – atiro-os ao regaço Assim como um punhado imenso de carinhos.

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