quinta-feira, 2 de março de 2017

Poesia De quinta Na Usina: Florbela Espanca: NOITE TRÁGICA:



O pavor e a angústia andam dançando... Um sino grita endechas de poentes...
Na meia-noite d´hoje, soluçando, Que presságios sinistros e dolentes!... Tenho medo da noite!... Padre nosso
Que estais no céu... O que minh´alma teme! Tenho medo da noite!... Que alvoroço Anda nesta alma enquanto o sino geme!
Jesus! Jesus, que noite imensa e triste! A quanta dor a nossa dor resiste
Em noite assim que a própria dor parece... Ó noite imensa, ó noite do Calvário,
Leva contigo envolto no sudário

Da tua dor a dor que me não esquece!

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