domingo, 2 de abril de 2017

Domingo Na Usina: Biografias:Celso Furtado:



(1920-2004) foi um economista brasileiro. Foi Ministro do Planejamento no governo João Gulart e Ministro da Cultura no Governo José Sarney. Foi superintendente da SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), criada no governo de Juscelino Kubitschek.

Celso Furtado (1920-2004) nasceu em Pombal, na Paraíba, em 26 de julho. Aos sete anos, muda-se com a família para a capital do estado, João Pessoa. Estudou no Liceu Paraibano. Termina os estudos no Ginásio Pernambucano no Recife. Em 1939 vai para o Rio de Janeiro, estuda Direito na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluindo o curso em 1944.

Logo após a formatura, é convocado para integrar a FEB (Força Expedicionária Brasileira), e servir na Itália, durante a II Guerra Mundial. Ingressa no curso de doutorado em economia na Universidade de Sorbonne em Paris, no ano de 1946. Defende a tese "A Economia Brasileira no Período Colonial".

De volta ao Brasil trabalha na (FGV) Fundação Getúlio Vargas. Casa-se com a química argentina Lúcia Tosi, com quem teve dois filhos, Mário e André.

Em 1949 faz parte da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina), é nomeado Diretor de Desenvolvimento e viaja por vários países. Participa do convenio entre o CEPAL e o BNDE, cujo Grupo Misto elabora um trabalho que serviria de base para o Plano de Metas, estabelecido pelo governo de Juscelino Kubitschek.

Celso Furtado foi nomeado, em 1960, superintendente da SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), órgão criado no Governo de Juscelino Kubitschek. Em 1962 assume o Ministério do Planejamento, no governo de João Gulart.

Com o golpe de 1964, é exilado, perde os direitos políticos por dez anos. Vai para o Chile onde permanece até setembro, indo em seguida para os Estados Unidos, como pesquisador graduado do Centro de Estudos do Desenvolvimento da Universidade de Yale.

Em 1965 foi para Paris, onde assume a cátedra de professor na Sorbonne, onde permanece durante vinte anos. Realiza viagens por diversos países, como professor visitante em universidades, participa de seminários e integra o Conselho Acadêmico da Universidade das Nações Unidas, em Tóquio, em 1978.

Celso Furtado, depois da anistia, volta várias vezes ao Brasil. Casa-se com Rosa Freire. Em 1986, foi Ministro da Cultura no governo Sarney, criando a primeira legislação de incentivo à cultura. Em 1999, seu livro "O Capitalismo Global" ganha o Premio Jabuti, na Categoria Ensaio.

Em 2000, em comemoração de seus 80 anos, a Academia Brasileira
de Letras do Rio de Janeiro realiza a exposição "Celso Furtado: Vocação Brasil". No dia 20 de novembro de 2004, de parada cardíaca, morre Celso Furtado.


fonte de origem:
http://www.e-biografias.net/celso_furtado/

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