quinta-feira, 27 de abril de 2017

Poesia De quinta Na Usina:D'Araújo: Ralo (M, C, A: Eme, ci, êi).



Eu vou dizer vocês vão me ouvir
M, C, A não vai partir.
Eu vou dizer como se diz
Ele é mais forte
Do que pó de giz
Eu vou dizer sem reclamar
M, C, A sempre vai voltar.

E quando ele voltar o bicho vai pegar.

M, C, A.  M, C, A
Eu sei que você sabe
Que eu seu que você
Sabe que eu sei M, C, A.

  Na conta do rosário
Ou na crista do galo
Não me abalo M, C, A.
      
   M, C, A. ponha a boca.
No trombone
E não sobra nem um nome
Sem se sujar


Eu caio na cama
Você cai na lama
Lama que respinga
No país inteiro
Lama do banheiro
Lama do dinheiro que
Usa ate cueca para se guardar


Não vai sobrar ninguém
Nem um vintém
Ou mesmo tostão
Tanto faz milhão
  É tudo da nação
Nação que trabalha
 
  Nação que rala
No ralo da vida
Deixando a ferida
Em suas mãos.
       
  Nosso dinheiro foi pro ralo
Não me abalo
Ralo do doutor, do professor.
Ou do policial
Que julga mal
O trabalhador.
               
Tem juiz na cadeia
Tem mulher feia
Pedindo trocado
Lá no metrô

E se ele falar
Vai respingar
No mundo inteiro
No estrangeiro
No pardieiro
Ou mesmo no bueiro

Se você olhar...

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