sábado, 27 de maio de 2017

Projeto Contos do Sábado Na Usina: D'Araújo: A morte do planeta azul:





Em um tempo não muito distante, quando o planeta terra já não era mais habitável, em uma das dezenas de estações para onde o que restou da população mundial foi transferido.
O comandante anuncia para que todos saiam das suas cápsulas e que se dirijam ao grande salão para que todos assistam juntos, ao marco da nova era humana. Pois o planeta no qual se originou a raça humana chegava ao seu ciclo final de existência. Certamente todos os tripulantes desta, e de todas as outras estações que formavam a frota de habitações espaciais, mal conseguiam controlar a ansiedade, pois a expectativa era grande, afinal, se aproximava o fim do grande planeta azul.
Coisa que até dois séculos atrás ninguém acreditaria nesta possibilidade tão absurda e irreal, mas que diante dos acontecimentos dos últimos séculos já se tornara um consenso. E o fato era inevitável.
         Vamos agora retornar então há alguns séculos atrás, quando tudo começou, mais precisamente em meados do século vinte e um. Quando um velho cientista, até então desconhecido para a comunidade cientifica mundial, chamado Antoniese Larise, surpreendeu o mundo com suas teses sobre a extinção do planeta azul. No ano de 2005 em uma conferência universitária Larise tornou público um artigo onde fez seus primeiros parâmetros entre a evolução do homem e a inevitável trajetória para a destruição do planeta. Em seus artigos, ele aliava a alienação do ser humano com a inevitável desagregação da espécie; a qual primeiramente levava o isolamento do homem até a inevitável destruição do planeta.
          No ano de 2005, O então desconhecido pesquisador, Larise, começava a destilar suas teses, segundo as quais em um pequeno intervalo de tempo já provocavam alvoroço e incômodo aos seus colegas.
          O Sr. Antoniese era um homem reservado pouco se sabia da sua vida pessoal apenas que ele era um dos maiores estudiosos do comportamento humano e da sobrevivência humana da época.


Naquele dia, o pequeno auditório encontrava-se completamente ocupados, com pessoas em pé que se espalhavam por todos os lados.
O Dr. Larise aparece trajando uma roupa bem casual para o momento. Quem o conhecia sabia que ele não era muito adepto de formalidades.
Ele começa a sua apresentação agradecendo a presença daquela pequena multidão que ali se aglomerava, agradece também pelo convite daquela entidade e a oportunidade para que ele possa divulgar as conclusões dos seus longos anos de pesquisa. Explicou em primeiro lugar que não tinha a menor intenção de transgredir qualquer conceito atual com as suas conclusões sobre os longos anos de pesquisa da espécie humana e o seu habitat, apenas elucidar o que ele achava inevitável diante os resultados obtidos.
Ficou em silencio por alguns segundos, pediu a atenção de todos ali presentes. A tensão era tão presente, que se podia ouvir o som daquela respiração coletiva do ambiente:
         Iniciou dizendo que era factual e notório que apesar dos milhões de anos da existência humana o homem continuava fingindo entender o universo para não ter tempo para entender ao seu próprio planeta. Pois um dos grandes desafios da humanidade era entender que a miscigenação não eliminou nenhum elemento genético das primeiras criaturas humanas que habitaram o mundo. O que houve foram apenas algumas adaptações naturais as necessidades de todos os habitat, conforme a seleção natural entre o cruzamento de espécies, conforme já especificado em pesquisas de alguns séculos atrás...
Além de causar muita apreensão entre os presentes, os mesmos esperavam pelas revelações que já circulava nos meus de comunicações sobre o seu intrigante artigo.
As comunidades científicas diziam que seus resultados eram incoerentes para o momento em que vivia o nosso planeta, e segundo os doutores do tempo, os fatos relatados não tinham qualquer consistência. Mesmo assim ele já tinha uma pequena legião de seguidores.



Ignorando os olhares de descrença de alguns colegas ali presente, primeiro ele começa a relatar sobre os resultados obtidos a qual demonstrava a desordenada adaptação da espécie humana no nosso planeta.
Com a adaptação da espécie para convivência em sociedade de regras pré - estabelecidas, o homem e suas inquietações, e a complexidade de sua mente. O levaram a criar situações de mistérios absolutos sobre suas próprias capacidades. Com suas necessidades antepassadas escondidas nos seus subconscientes, o homem muitas fezes se depara com suas inevitáveis verdades inconveniente. Trazendo assim com o desenvolvimento tecnológico o começo da perda do contato direto com sua própria espécie. Ele então começa a resgatar valores, desejos e necessidades que já não povoava sua mente consciente.
Tudo isso trazido a um contexto de competividade apregoada nos modelos sociais atuais. Resultou em uma situação de descontrole emocional ireversivel, e que se torna encompreencivél para a mente, pois ela não consegue identificar os horizontes de seguimentos desejáveis. Sendo assim a mente se alto programa de acordo com os sentimentos mais eminentes de acordo com o meio onde vive. Como nada no subconsciente do ser humano é descartado, somos surpreendidos por ações desumanas por pessoas ditas normais.
         Com a evolução muito rápida do seu meio, o homem chega muito rápido a fase adulta de sua mente, sem que o sentimento como pessoa os acompanhe. Gerando assim muitos conflitos, pois ele não se ver como a sociedade que o rodeia. Vivendo com essa mente conflitante ele se transforma em passageiro de se mesmo. Sem a capacidade de controlar suas próprias ações o homem começa a depositar sua esperança, na capacidade dos seus semelhantes gerando assim uma falsa expectativa de paz interior.     
Sempre esperamos que o homem finalmente encontrasse um ponto de equilíbrio, entre o desenvolvimento do seu meio e a capacidade de sua adaptação. Pois correríamos o serio risco de termos cada vez um crescimento desordenado de verdadeiras legiões de alienados.
Incorporado ao nosso meio social que julgamos sano, mas que infelizmente em um futuro bem próximo venha a causar um desequilíbrio capaz de comprometer o convívio social aceitável entre os homens...
         Conforme o professor Antoniese ia se aprofundando nos relatos das suas conclusões, mais gerava grande expectativa, sobre o que poderia vir a seguir. Por que, apesar de praticamente viver em uma eterna clausura onde dedicava praticamente todo tempo de sua vida ao desenvolvimento do conhecimento humano, pouco se sabia sobre as suas teses.
E depois de uma pequena pausa, ele retoma o seu discurso.
Explicando que ao longo das ultimas décadas temos utilizado de forma indiscriminado produtos químicos para se garantir uma produção satisfatória de alimentos. Desta forma temos acelerado também processos de mudanças genéticas significativas, e causando assim danos irreparáveis à saúde do homem a logo prazo.
Já é notória a situação de risco da existência humana diante a incapacidade do homem de preservar a si mesmo e ao seu meio...
E dessa forma o professor seguia conduzindo sua apresentação, até então de assustador nada tinha sido revelado diante dos comentários que tanto se falavam sobre ele, então ele seguia pontuando cada etapa da sua pesquisa.
          Explicando que estamos todos vivendo teleguiados por uma junção de ações internas e externas que dificulta a capacidade de compreensão das nossas próprias necessidades imediatas.
Com a necessidade de se competir com a mesma espécie o homem passa a ter uma evolução desajustada, transformando qualquer um, em presa.
Este fato desagrega a organização da família, quebrando assim o eixo principal do conceito de sociedade que vivemos. Trazendo assim enormes perdas para o vínculo de família.
O homem traz de volta a se, seus extintos mais conhecidos de sobrevivência, criando uma desordem na estrutura social capaz de tornar inviável a qualquer ação de estabilidade e sustentabilidade organizacional que se torne eficaz no controle da violência...

De certa forma, as pessoas ali presentes começavam a ficarem impacientes, pois eles não viam ali, nada significativos de novo que justificasse tanta importância dada aos resultados de suas pesquisas. Mas apesar de notar esta impaciência em sua platéia ele continua explicando a quem da indiferença da platéia. Sempre sereno e tranquilo, ele prossegue as suas explicações:..

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