domingo, 4 de junho de 2017

Domingo Na Usina: biografias: Nélida Piñon:


CRONOLOGIA
1937
Nélida Cuiñas Piñon nasce no dia 3 de maio, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro.
"Vila Isabel foi minha casa espiritual por muito tempo (...) A cultura popular me enriqueceu. Poucos sabem que fui freqüentadora da Rádio Nacional, do programa do César de Alencar..."

São seus pais Olivia Carmen Cuiñas Piñon, brasileira filha de galegos, e Lino Piñon Muiños, comerciante, natural de Borela, município de Cotobade (Galiza). Na década de 1910, seu avô materno, Daniel Cuiñas, chega de Carballedo (Cotobade) "para conquistar o Brasil".
"Inventar é uma saga antiga, precedeu-me antes do nascimento. Talvez tivesse sido a vocação de meu avô, Daniel, imigrante galego, que se aventurou cedo a cruzar o Atlântico, obedecendo ao gosto da aventura, e à necessidade de instalar-se numa terra que lhe ofertasse horizontes mais amplos. Ou talvez inventar tenha começado com meu pai, Lino, igualmente disperso e com a cabeça tantas vezes mergulhada nos livros."

1947
Aos dez anos muda-se com os pais e os avós maternos para Borela, onde ficam dois anos. Para a menina urbana, a aldeia galega é uma descoberta e um encantamento. A forte presença da natureza, o modo de vida camponês, e, sobretudo, o imaginário galego, iriam se infiltrar, mais tarde, na matéria de sua ficção.
"Para esta Galícia fui levada menina, quando aprendi suas lendas, sua língua. Assimilei sua poderosa oralidade, pois ali é o território onde as histórias, uma vez iniciadas, não merecem parágrafo."

1956
Temporada de 4 meses na Europa, com a mãe e uma tia. Na chegada ao Brasil seu pai, Lino, as recebe com uma festa no cais do porto.

1957
Gradua-se em Jornalismo pela PUC do Rio de Janeiro. Durante a faculdade escreve para o jornal universitário Unidade.

1959
Publica os primeiros contos.

1961
Publica o romance 'Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo'. A crítica a considera inovadora em sua linguagem, porém hermética.
"Em 61, quando estreei, ganhei o estigma de ser uma escritora difícil, uma escritora de elite, quando naquele momento, eu estava iniciando minha campanha pessoal, minha campanha de artista em relação a uma linguagem. Eu buscava expressar-me através de uma linguagem nova, de uma sintaxe pessoal.
Lutei por isso porque, desde menina, compreendia que tinha de subverter a sintaxe bem comportada, pois as palavras que nela estão, são, de modo geral, também muito bem comportadas. São palavras oficializadas, institucionalizadas, estatutizadas. Então, eu busquei um caminho que subvertesse essa noção de realidade que me implantavam. Pressenti que a realidade que me deixavam ver era insuficiente, que havia outros níveis de realidade. E que me cabia ir atrás deles, ainda que expondo-me, com riscos à minha reputação de artista"(Folha de São Paulo, 1978)

1963
Publica o romance Madeira Feita Cruz.
"É um romance que nasce de um sentimento medievalista. O século XII foi um dos mais fascinantes da história, pois nele se produzem grandes mudanças: instaura-se o espírito mariano, que não é outra coisa senão a irradiação do espírito feminino, rompem-se os limites do mundo com as grandes travessias ultramarinas. (...) Madeira Feita Cruz ambienta-se nesta época, em seus espaços tenebrosos, naquele mundo ao mesmo tempo sagrado e profano."

Escreve contos e artigos para a imprensa brasileira. É correspondente da revista Mundo Nuevo, editada em Paris.

1965
Recebe a bolsa de estudos Leader Grant, concedida pelo governo americano. Por três meses viaja pelos EUA, quando realiza conferências sobre literatura brasileira, visita universidades, e faz amizades no meio intelectual norte-americano. Desde então, a escritora-viajante Nélida realiza, anualmente, inúmeras viagens de caráter profissional e pessoal:
"Penso que cheguei à escritura levada por uma irresistível atração pela aventura. Sonhava em jamais dormir duas noites sob o mesmo teto, ainda que no lar fosse uma menina feliz. Eu queria ser Simbad, navegar sem jamais me deter."

1966
Exerce o cargo de editora-assistente da revista Cadernos Brasileiros (Rio de Janeiro), e colabora em diversos jornais.
Publica Tempo das Frutas, livro de contos.
"Depois de minhas duas primeiras obras, não sei por que me senti tentada pelo desejo de contar uma série de histórias breves em que se introduzia o proibido. Em um dos relatos, por exemplo, se fala de uma mulher que, com setenta anos, está disposta a parir."

1969
Publica o romance Fundador.
"Fundador pretende ser um romance total, um romance que abarca o espaço e o tempo. Seus personagens são homens míticos que fundam cidades e mundos. Um deles é um cartógrafo que cruza os tempos e que, finalmente, acaba entrando em uma loja de pornografia. E foi ele quem, de algum modo, desenhou a terra pela primeira vez baseando-se nas opiniões dos navegantes medievais e renascentistas. Outro de seus personagens é um precursor da teologia da liberação."

1970
Assume a direção do recém criado Laboratório de Criação Literária na Faculdade de Letras da UFRJ.
Recebe o Prêmio Walmap pelo romance Fundador.

1971
Passa o ano em Nova York, dando palestras e escrevendo. Em suas crônicas comenta os grandes movimentos de contestação (feminista, estudantil, contra a guerra no Vietnã) que presenciava.

1972
Publica o romance A Casa da Paixão.
"A Casa da Paixão é a erotização do verbo. (...) é um grande discurso amoroso de alta densidade erótica, onde se encontram as forças mais misteriosas, mais obscuras da vida."

1973
Publica o livro de contos Sala de Armas.
"Sala de Armas é um conjunto de relatos, uns mais irônicos, outros mais líricos, mas sempre com esta atmosfera de estranheza, porque o mundo é um grande reino de confusão. Temos que desconfiar de nossas estruturas emocionais, de nossas estruturas verbais, pô-las em quarentena e continuar buscando."

Recebe o prêmio Mario de Andrade (da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte) por A Casa da Paixão.

1974
Publica o romance Tebas do meu Coração.
"Aparentemente Tebas surgiu de uma grave crise de linguagem. E tão aguda, posto que repercutia em mim com dificuldade, que cheguei até a pensar em nunca mais voltar a escrever. (...) Tebas quis ser lábios, rosto, pele, circulação sangüínea de um pensamento a que intitulei Brasil, como se não se tratasse de uma terra a que se podia alcançar a nado. Se antagonizei o texto em excesso, contando com uma operosidade iluminada e subterrânea ao mesmo tempo, foi com a intenção, isto sim, de fortificar e denunciar a realidade ao mesmo tempo"

1977
Publica o romance A Força do Destino.
"(...) é uma grande celebração do melodramático. A elite intelectual não gosta de trabalhar com o melodramático porque acha que está se rebaixando, buscando o sucesso fácil com histórias sentimentais. No entanto, enquanto a sociedade pretende nos dar uma imagem filtrada de nós mesmos, o melodramático não o faz, e nos mostra tal como somos, como lobos que devoramos o amor e a vida, que nos devoramos uns aos outros. Neste sentido, A Força do Destino é uma paródia da obra de Verdi e também, através da cronista Nélida presente no romance, uma reflexão sobre a arte de narrar."

Participa da redação do primeiro documento da sociedade civil contra a ditadura, entregue ao Ministro da Justiça.

1978
Eleita vice-presidente do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, com Antonio Houaiss na presidência.
Foi escritora visitante da Universidade de Columbia por um semestre.
Participa de simpósios e encontros de escritores na Dinamarca, Suécia, Espanha e Estados Unidos. Viaja pelo Brasil dando palestras.
É nomeada diretora da Divisão Cultural, órgão do Departamento de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (atual Secretaria Estadual de Cultura).

1980
Publica o livro de contos O Calor das Coisas.
"O Calor das Coisas começa com um relato, O Jardim das Oliveiras. (...) Este conto narra na primeira pessoa a história de um preso que não suporta ser torturado, que examina os horrores da ditadura e a covardia moral dos seres humanos. Assim como Pedro nega Cristo, o protagonista desta história pretende negar-se a si mesmo. É a expressão do grande medo da humanidade, pois todos os seres estamos prostrados pelo medo de viver."

Participa do Congresso do Pen Club Internacional, nos EUA. Realiza diversas palestras em Nova York e em diversas cidades do Brasil.

1981
Passa 45 dias em Congonhas escrevendo o romance A República dos Sonhos, na pensão Cova de Daniel.

1983
Araken Távora realiza um vídeo biográfico sobre Nélida, para o projeto Encontro Marcado. O projeto propõe encontros de escritores com estudantes universitários, com palestra, debate e apresentação do documentário.

1984
Publica A República dos Sonhos.
"A República dos Sonhos rende homenagem, por um lado, a uma Galicia medieval, de tradição oral, terra de peregrinações e, ao mesmo tempo, de emigrantes. Por outro lado, oferece a visão da América como a de um grande sonho e de uma grande desilusão. Não esqueçamos que os espanhóis falavam das "Américas", das "Índias". Isto porque nunca existiu uma, mas múltiplas Américas. Neste romance trabalho com realidades próximas, e com outras menos tangíveis que foram as que engendraram o grande sonho europeu de abarcar o mundo. Além disto, fala também do homem como sonhador de realidades fracassadas. Vivemos para concretizar uma determinada república que se ajuste à nossa natureza, à nossa concepção das coisas, e ficamos velhos sem termos sido capazes de construí-la. Somos herdeiros de sonhos fracassados, de sonhos que outros, nossos pais, tiveram e não puderam realizar, como nós, tampouco, poderemos faze-lo. No fundo, A República dos Sonhos é a república dos fracassos."

Participa do projeto Encontro Marcado em diversas universidades.
Colabora na concepção do programa de política cultural de Tancredo Neves, então candidato à presidência da República.
Faz diversas palestras na Espanha.

1985
Participa, com outros 80 intelectuais, da elaboração de um Programa Cultural para o Ministério da Cultura.
É eleita membro do Pen Club do Brasil.
Integra a comitiva de dez escritores brasileiros em visita oficial a Portugal.
O romance A República dos Sonhos ganha o Prêmio Ficção do Pen Clube - melhor livro do ano, e o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).
Participa do II Encuentro de Intelectuales por la soberania de los pueblos de Nuestra America, em La Habana, Cuba.
Viagem à Espanha para Congresso de Escritores e palestras.

1986
Participa de congresso de escritores em Moscou, o primeiro depois da abertura (glasnost).
Grava entrevista para o arquivo da Library of Congress (Departamento Hispânico), em Washington. Viaja pelos EUA dando palestras.
Jurada do Prêmio Latino-Americano de Literatura de Manágua, na Nicarágua.
Faz diversas palestras na Espanha.

1987
Publica o romance A Doce Canção de Caetana, que recebe o Prêmio José Geraldo Vieira – da União Brasileira de Escritores de São Paulo - como melhor romance do ano.
"Acima de tudo, A Doce Canção de Caetana mostra um dos sentimentos mais elevados, mais profundos que sinto em mim mesma: a compaixão. Não faço julgamentos cruéis, senão compassivos. E se pode notar esta atitude do narrador não somente diante da figura de Caetana, senão diante do ser humano em geral, diante de sua audácia, mesmo que seus sonhos fracassem. Compaixão diante da decadência humana: a decadência física, a decadência dos sonhos, a decadência de nossas concepções morais e ideológicas."

O romance A República dos Sonhos é designado melhor livro de ficção do ano pela Associação dos Críticos de Arte.
Em março viaja para a França, com um grupo de escritores brasileiros, em visita oficial.
É escritora visitante na Johns Hopkins University (EUA), dando curso e palestras nesta e em outras universidades.
Vai para Valencia (Espanha), em junho, para o Congreso Internacional de Intelectuales y Artistas, em comemoração pelos 50 anos do Primeiro Congresso Anti-Fascista, organizado durante a Guerra Civil Espanhola.
Participa de congressos de literatura no México (agosto), no Peru (setembro), na Alemanha (setembro/outubro), na França e no Canadá (outubro). No Brasil, viaja como palestrante por diversas cidades.
É nomeada presidente da Associação de Amigos da Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro, cargo que exerceu por um ano.

1989
É eleita para a Academia Brasileira de Letras em 27 de julho.
Recebe o título de Personalidade do Ano, deferido pela União Brasileira de Escritores.
Participa do Congresso de Escritores de Língua Portuguesa, em Lisboa, e em abril viaja aos EUA para o lançamento de The Republic of Dreams, traduzido por Helen Lane.
Participa de congressos em Barcelona, em Toronto e em Montreal, de onde segue para Iglatik, no Ártico canadense, onde realiza uma conferência.
Realiza palestras em diversas cidades de Israel (de 5-12 de dezembro).
No Brasil, é convidada para seminários e palestras por diversas cidades.

1990
Toma posse na ABL com o discurso Sou Brasileira Recente.
Recebe o Prêmio Golfinho de Ouro- Letras, pelo conjunto de obras, concedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Condecorada com o grau de Oficial da Ordem de Rio Branco.
Faz a palestra em Nova York (junho), em encontro de escritores em San Sebastian, na Espanha (julho) e em Buenos Aires (novembro).
Integra a Delegação Brasileira que definiu o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por sete países lusófonos. (Academia de Ciências e Letras, Lisboa, de 10 a 15 de outubro)
É escritora visitante na Universidade Johns Hopkins (Baltimore, EUA).

1991
Assume a Cátedra Henry King Stanford em Humanidades, na University of Miami, ministrando cursos semestrais de Literatura Comparada. Ocupou a cátedra até 2003, inclusive. (Miami, EUA)
Participa do XVI International LASA Congress (Latin American Studies Association), em Washington. (abril)
Palestrante em encontro sobre meio ambiente em Morélia, México. Integra o Grupo dos 100 e assina a Declaración de Morelia - Manifiesto Ecológico de los 100 Artistas e Intelectuales (setembro)
É convidada para as feiras do livro de Paris (outubro) e de Santiago do Chile (novembro/dezembro).
Recebe, pelo conjunto de obras, o Prêmio Bienal Nestlé na categoria Romance.

1992
A University of Miami organiza o International Symposium “The World of Nélida Piñón” dias 3 e 4 de abril, no Lowe Art Museum, Miami. (detalhes no currículo completo)
Participa do Congresso Internacional do Pen Club, em Barcelona e do Congreso Internacional de Literatura Iberoamericana, na Universidade de Barcelona (abril)
Faz a palestra Invenção na Casa da Galiza, em Madri. (18 de junho)
Condecorada com a Medalla Castelao, outorgada pela Xunta de Galiza (parlamento galego).
Participa do Congreso Gabriel García Márquez, por ocasião dos 25 anos de publicação de 'Cem Anos de Solidão', em Zaragoza, Espanha.
Condecorada com a distinção Lazo de Dama de Isabel la Católica, concedida pelo rei Juan Carlos da Espanha.
Participou, com outros 40 intelectuais e artistas, do encontro sobre A cultura e os meios de comunicação, promovido pelo Cardeal Dom Eugênio Salles no Sumaré, Rio de Janeiro.

1993
Durante o período da Cátedra Henry King Stanford (março, abril e maio), faz palestras em diversas universidades americanas.
Integra o Conselho Federal de Cultura (Brasília, 9 de junho).
Designada membro de honra da Phi Beta Delta Honor Society. (University of Miami, Miami, EUA).
Dirige o curso Mujeres Creadoras, na Universidade Complutense. (Madrid, Espanha, 16 a 20 de agosto).
Participa do Congresso Internacional do Pen Club, em Santiago de Compostela, Espanha (setembro).
Como todos os anos, viaja pelo Brasil dando palestras.

1994
Publica o livro O Pão de Cada Dia (fragmentos).
"Todo romance arrasta consigo alguns lampejos confessionais. A literatura se faz a partir de um corpo que leva nome, biografia, tradições literárias. Penso que O Pão de Cada Dia, que é uma espécie de diário do pensamento, tem esta característica."

Assina uma coluna semanal para o jornal carioca O Dia, que manterá até 1998.

1995
Recebe o Premio de Literatura Latinoamericana y del Caribe Juan Rulfo, outorgado pela primeira vez a uma mulher e a um autor de língua portuguesa.
Eleita primeira-secretária da Academia Brasileira de Letras. Primeira mulher, em 98 anos de existência da ABL, a integrar a diretoria.
Nomeada membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
Integra a delegação brasileira junto à IV Conferência Mundial sobre a  Mulher, em Pequim.
Integra a comitiva do Presidente Fernando Henrique Cardoso em sua visita ao México.
Recebe o Prêmio Alejandro José Cabassa (União Brasileira de Escritores) pelo livro O Pão de Cada Dia.
Eleita secretária-geral (vice-presidente) da Academia Brasileira de Letras, na chapa que elegeu Antonio Houaiss presidente. (Rio de Janeiro, 7 de dezembro)

1996
Condecorada com a Medalha Aguila Azteca, outorgada pelo Presidente do México.
Publica o romance infanto-juvenil A Roda do Vento.
Em 12 de dezembro foi eleita Presidente da Academia Brasileira de Letras, primeira mulher a ocupar a Presidência da Casa de Machado de Assis.

1997
Como presidente da ABL no ano de seu centenário, foi responsável pela organização das celebrações. No dia 20 de julho, data aniversário, houve sessão solene no Petit Trianon com a presença de autoridades e personalidades nacionais e internacionais, e missa solene no Mosteiro de São Bento. Foi organizado um concerto comemorativo no Theatro Municipal, e lançados o selo postal comemorativo, a medalha comemorativa, o livro "Academia Brasileira de Letras – 100 anos", e o CD-ROM do Centenário. Em sua gestão inicia-se o processo de informatização da ABL, é criado e implantado o Centro de Memória, e as portas do Petit Trianon são abertas para visitação pública.Foram realizados eventos culturais abertos ao público: Ciclos de Conferências, palestras com convidados estrangeiros e nacionais, mesas-redondas comemorativas. Atualmente, estes eventos fazem parte da programação permanente da ABL.

1998
É nomeada Chevalier de l'Ordre des Arts et des Lettres, comenda do governo francês.
Recebe o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha), concedido pela primeira vez a uma mulher em 503 anos.
Realiza conferências no México, França, EUA, Cabo Verde, e Espanha.
Faz diversas palestras no Brasil.

1999
Nomeada, pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, membro da Comissão de Honra dos Festejos do V Centenário do Descobrimento do Brasil.
Foi escritora-visitante na Georgetown University (Washington, EUA) durante um semestre.
Publica o livro de crônicas Até amanhã, outra vez.
Publica o livro de contos O Cortejo do Divino.

2000
É escritora residente na Universidade de Vanderbilt (Nashville, EUA).
Faz a conferência de encerramento do Congresso Portugal-Brasil ano 2000 - Literatura e Língua, realizado por motivo dos 500 anos de descobrimento do Brasil.

2001
Foi laureada com o Prêmio Iberoamericano de Narrativa Jorge Isaacs, pelo conjunto de obras. Primeiro autor de língua portuguesa e primeira mulher a receber este prêmio. Em Cali, Colômbia, 12 de setembro.
É convidada para a Cátedra Julio Cortázar, fundada e patrocinada por Gabriel Garcia Márquez e Carlos Fuentes, da Universidade de Guadalajara (México).
Grava depoimento para o arquivo do Museu da Imagem e do Som (MIS).

2002
Publica o livro O Presumível Coração da América, uma seleção de discursos.
Recebe o grau de Comendador da Ordem de Rio Branco, entregue pelo Presidente  Fernando Henrique Cardoso. Em Brasília, 12 de junho.
Ocupa a Cátedra Alfonso Reyes, do Instituto Tecnológico de Monterrey (México), por uma semana.

2003
Laureada com o XVII Premio Internacional Menéndez Pelayo.

2004
Eleita para a Academia das Ciências de Lisboa.
Lançamento do romance Vozes do Deserto, em 4 de março.
"Scherezade é um dos mitos do saber narrativo. Mesmo assim suas histórias, suficientemente conhecidas, não são ouvidas ao longo do livro. Através de outros recursos narrativos se sente o eco das batidas de seu coração, seus temores diante da morte. De espírito indômito, enfrenta a tirania do Califa com a mesma paixão que dedica às causas populares. De certa maneira a filha do Vizir, casada com o Califa, é uma guerreira da imaginação, uma militante da palavra que reverbera através de fascinantes relatos."

Toma posse no Conselho Estadual de Cultura, nomeada pelo Secretário Estadual de Cultura, Arnaldo Niskier.
Designada pelo presidente do governo espanhol, José Luis Zapatero, membro da Comissão do IV centenário da publicação do Quixote de Cervantes (agosto).
Nomeada vice-presidente do Pen Club Iberoamericano.

2005
Indicada Puterbaugh Fellow pela Universidade de Oklahoma (EUA). O prêmio promove uma semana de debates e palestras sobre a obra de um escritor, e publica uma seção especial na revista World Literature Today, editada pela universidade.
É declarada Filha Adotiva de Cotobade, em cerimônia no salão nobre do Concelho de Cotobade. Na ocasião, fez a conferência "Galiza na minha obra".
Recebe o Prêmio Jabuti, por Vozes do Deserto, em duas categorias: Melhor Romance e Melhor Livro de Ficção.
Recebe o Prêmio Príncipe de Astúrias – Letras. Primeiro escritor de língua portuguesa a receber esta láurea.
Participa de eventos literários em Portugal, Espanha, México, Uruguai, Guatemala, e em diversas cidades do Brasil.

2006
A IbisaTV (Espanha) realiza o documentário Sherezade em Galiza

 : as verbas de Nélida Piñón,dirigido por Valentin Carrera, sobre sua vida e obra. Filmagens no Rio de Janeiro e na Galiza. Duração: 26'.
São realizadas as filmagens para o longa-metragem Nélida Piñon – O Atlântico e suas correntes, uma produção hispano-brasileira, dirigido por Júlio Lellis. O filme conta com depoimentos de amigos e escritores, e cenas de ficção.
Em 10 de agosto estréia a peça A Força do Destino, adaptada de seu romance homônimo, no teatro do Centro Cultural Telemar (Rio de Janeiro).
O CEDIM – Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, realiza o vídeo Nélida Piñon, dentro do projeto Memória Viva.
Toma posse na Academia de Filosofia do Brasil.


Participa de eventos literários no México, França, Espanha, e diversas cidades do Brasil.

fonte de origem:
http://www.nelidapinon.com.br/autora/aut_biografia.php

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