segunda-feira, 3 de julho de 2017

Crônicas De Segunda Na Usina: Coisas de Sampa:



Há caminho do Sarau, na virada cultural de Sampa, no Domingo dia 18, no metrô sentido Tucuvi, em uma das paradas, dois trens em sentidos opostos por alguns segundos estavam ali alinhados na mesma estação. Na janela oposta, um olhar feminino, vagueava na imensidão das possibilidades, e por alguns segundos nossos olhares se cruzaram, e ela talvez compartilhando do mesmo olhar, ver e sentir. Tenha percebido a unicidade daquele momento, pois quais as chances que venhamos a cruzar nossos olhares novamente nesta imensidão que é São Paulo.

Então, ela delicadamente deixou deslizar em sua doce face, um sorriso que aos poucos foi sumindo na escuridão do túnel.
Jamais vou saber se ela mora em uma cobertura nos jardins, ou em uma palafita perneta, na imensidão da periferia de Sampa, mas o que importa, é que ali naquele momento éramos um só olhar, um só ver, um só sentir, e assim nasce a poesia na inquieta mente de um poeta, a poesia é feita destes momentos imprevisíveis.
E ali mesmo surgiu:

Único:
Um momento único,
O olhar inevitável,
O sorriso simultâneo discreto e involuntário.
e a quase certeza do nunca mais.
D'Araújo.

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