domingo, 30 de julho de 2017

Domingo Na usina: Biografias: Bernardo Élis:

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Contista e romancista goiano, Bernardo Élis captava a vida rural do interior dos cerrados, onde morava, com uso intenso da linguagem regional. Bernardo Élis foi também advogado e professor. Filho do poeta Érico José Curado e de Marieta Fleury Curado, escreveu o primeiro conto aos 12 anos, inspirado em "Assombramento", de Afonso Arinos.


Sua obra mais importante é o romance "O Tronco", publicado em 1956. O texto foi adaptado para o cinema em 1999 pelo diretor João Batista de Andrade. O livro narra a a violenta disputa pelo poder no início do século 20 entre grandes fazendeiros do sul de Goiás que comandam o governo e coronéis do norte do Estado.


Na trama, o coletor de impostos Vicente Lemos é enviado para combater o domínio absoluto da família do patriarca Pedro Melo, cujo filho, Artur, é ex-deputado e ex-aliado dos coronéis sulistas. Os Melo incendeiam a coletoria de Vicente, o que obriga o governo a enviar tropas. Todos são presos, menos Artur.


O juiz foge da região, deixando a tropa e os cidadãos sob fogo cruzado de jagunços e soldados. Os familiares do coronel Pedro Melo são presos a um tronco, como forma de forçar a rendição.


Em 1936, Élis foi escrivão da delegacia de polícia em Anápolis e do cartório do crime de Corumbá. Em 1939, foi nomeado secretário da Prefeitura de Goiânia, cidade onde seria prefeito por duas vezes.


Em 1944, seu livro de contos "Ermos e Gerais", publicado pela Bolsa de Publicações de Goiânia, recebeu elogios da crítica. Nesse mesmo ano casou-se com Violeta Metran. Em 45, trabalhou como professor da Escola Técnica de Goiânia e do ensino público estadual e municipal. Em 1955, publicou o livro de poemas "Primeira Chuva". Lecionou literatura na Universidade Católica de Goiás.


Entre 1970 a 1978, foi assessor cultural no Escritório de Representação do Estado de Goiás, no Rio de Janeiro. Assumiu a direção do Instituto Nacional do Livro, em Brasília, de 1978 a 1985. Em 1986, foi nomeado para o Conselho Federal de Cultura, ao qual pertenceu até a extinção do órgão, em 1989.


Recebeu os prêmios José Lins do Rego (1965) e Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1966), pelo livro de contos "Veranico de Janeiro" (1966). "Caminhos e Descaminhos" (1965) lhe rendeu o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras. Recebeu também o Prêmio Sesquicentenário da Independência pelo estudo "Marechal Xavier Curado, Criador do Exército Nacional" (1972). Em 1987, recebeu o Prêmio da Fundação Cultural de Brasília, pelo conjunto de obras, e a medalha do Instituto de Artes e Cultura de Brasília.
15/11/1915, Corumbá de Goiás (GO)

30/11/1997, Corumbá de Goiás (GO)
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