quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: Sou o que todos somos (orgulho e pó):


Posso ler seu pensamento
Mesmo antes de ser pensado
Posso ouvir a sua voz  
Mesmo que não tenha falado.

Sou o avesso da vida
Porém não sou a morte
Sou apenas o prêmio
Pela sua grande sorte.

Não sou bruxo, poeta 
Ou profeta mais pode ler seu desejo
Mesmo antes de ser desejado
Posso ler todo o seu passado.

Interagir no seu presente e
Até mudar o seu futuro
Posso tornar claro o caminho escuro
Vejo a noite como o dia,
Faço o dia virar noite
Transformo o sol em lua
Sou o tudo ou o nada
O começo e o fim de toda estrada.

Sou fogo sou água
O fim de suas grandes mágoas
Não sou o mau nem tão pouco o bem
Sou aquilo que lhe convém

A arma de sua morte.
O renascer de um novo dia
Sou o guia da sua sorte
Ou a sorte que não veio
O vento que não soprou
A vela que não acende  
O sonho que não se entende.

Sou a vida, sou morte, sou sorte
Sou tudo que queres ser
A mão que não se estende
A carne que não vende
A terra, sol ou lua

Sou a vontade sua crua ou nua.
Sou o que todos somos
Orgulho e pó...



Conteúdo do Livro: 





















Editora: www.biblioteca24x7.com.br

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