segunda-feira, 6 de março de 2017

Crônicas De Segunda Na Usina:D'Araujo:Sexualidade; muito alem do desejo da opção ou orientação:


         Com a evolução dos tempos, já podemos entender que a multiplicidade e diversidade sexual, va muito alem da escolha, opção ou mesmo à orientação por definição da sexualidade.
Para um bom observador depois de décadas de diálogos, leituras e acompanhamentos.
Fica cada vez, mas evidente e inevitável à constatação na semelhança dos fatores que direcionam o ser humano para suas afinidades de desejos, necessidades e práticas sexuais.
Claro que não pretendo aqui estabelecer um paralelo sobre o estudo da sexualidade, nem tão pouco criar, confirmar ou contestar qualquer estudo ou tese sobre o assunto.
    Mas ao logos dos tempos é inevitável notar que existem fortes traços de que evidenciam
Que o comportamento sexual humano, vai muito alem da simples escolhas dos seus tutores pela sua orientação, ou mesmo por uma escolha isolada.
A breve linha tênue que separa os desejos e as necessidades da raça humana nos remete inevitavelmente aos nossos antepassados e suas organizações sociais ainda na era primitiva.
Sendo um pouco, mas observador em relação aos nossos irmãos primatas em suas hierárquicas podemos facilmente observar que em todo o bando, apenas a um macho predominante acasala com todas as fêmeas escolhidas pelo mesmo.
Se garantido assim a continuidade da espécie com o nascimento de filhos mais saudáveis.
Na outra ponta, cria-se uma legião paralela de abnegados de ambos os sexos.
Como nenhuma criatura conseguiu fugir ou se quer negar os seus desejos e necessidades fisiológicas, as exposições constantes dos atos.
Tornou-se inevitável a evolução involuntária dos instintos, entre os seres do mesmo sexo.
Como forma de compensação pelo trauma da exclusão do grupo predominante.
E nem mesmo os milhões de anos e a evolução da espécie humana foi capaz de eliminar este dispositivo de compensação.
Então na grande maioria dos casos, quando o ser humano sofre uma invasão, ou violação da sua intimidade, assim como quando se sente excluído do seu grupo social,
Este dispositivo de alguma forma é ativado involuntariamente.
É como se a natureza fosse criando novos caminhos para preservar os membros considerados mais fracos da espécie.
Diante estes traumas se estabelece esta multiplicidade da conduta sexual.
O grande enigma está em descobrir se existe alguma ação voluntária ou involuntária que seja capaz de desativar este dispositivo tão primitivo do ser humano.

Mesmo porque acho isso absolutamente desnecessário, pois tal postura de longe compromete a perpetuação da espécie.

D'Araujo.

Crônicas De Segunda Na Usina: Machado De Assis: Itália — Por que não foi um embaixador a Koenigsberg?


25 DE NOVEMBRO DE 1861.
Itália — Por que não foi um embaixador a Koenigsberg? 
— Uma heresia científica — Dois livros — A companhia italiana —
Uma carta.
Começo por uma raridade, não uma dessas raridades vulgares de
que fala uma personagem de teatro, mas uma raridade vulgarmente rara: — o governo de acordo com a opinião.
Os complacentes e os otimistas hão de rir; não assim os julgadores
severos; esses dirão consigo: — é verdade! — A opinião havia
acolhido com entusiasmo a unificação da Itália; o governo acaba de reconhecer “com prazer” e sem delongas acintosas o novo reino Italiano. Não é caso de milagre, mas também não é comum.
Afez-se o país por tal modo a ver no governo o seu primeiro
contraditor, que não pôde reprimir uma exclamação quando o viu
pressuroso concluir o ato diplomático a que aludo. E por que não
havia de fazê-lo? perguntará o otimista. Eu sei! Por descuido, por cortesania, por qualquer outro motivo, mas a regra é invariável: o governo sempre contrariou a opinião.
Mas a Itália, ouço eu dizer, assenta hoje a sua existência política nas mesmas bases da nossa: uniu-se para ser a Itália, e escolheu o governo que achou melhor, como o império se unira para ser o império, e como escolheu por uma revolução o governo que achou mais compatível consigo e com os tempos. Quereria o governo brasileiro ser ilógico ou ridículo? Não alcançaria ele a clareza e a firmeza destes princípios?
Tudo isso é verdade, mas não menos verdade, é que este absurdo que por tamanho não parece entrar na cabeça de ninguém, existe na de muita gente. Não há ainda quem espere pela volta do absolutismo a Nápoles? Quem conte, para confusão dos maus, com a destituição
de Victor Manoel, e do herói de Marsala? Podem, é verdade, todas essas coisas acontecer; as vicissitudes humanas concluem muitas vezes pelo absurdo, e pelo aniquilamento
dos mais sãos princípios, mas as idéias ficam de pé, e o espírito,
abatido, embora, não abdica de si.
Não creio, ninguém pode crer, para honra nossa, que no espírito do governo imperial existisse nunca uma convicção contrária ao ato do reconhecimento. Mas nem por isso se pode contestar, que, por motivos fúteis embora, o governo poderia, como em outras vezes,
comprometer a opinião do país com uma nação estrangeira. E que nação, a Itália! Uma das que a providência das nações destina para ser um guia da raça latina, e conduzi-la através dos séculos ao aperfeiçoamento moral e intelectual de que ela é capaz. Seria lamentável, mas seria possível, e daqui vem que a imprensa e o país louvam todos os atos do governo.
Existirá nesse elogio contra as intenções do país, que o fez de coração, um amargo epigrama? De quem a culpa? Do governo e só do governo. Avezado a remar contra a opinião, este mau timoneiro, se alguma vez volta o batel à feição da corrente dos espíritos, é logo
objeto de mil cumprimentos, que lhe devem doer mais do que
dobradas chufas.
E ele anda agora em maré de epigramas; alguns bem bons nos lançaram os alemães, a propósito de não haver na coroação do rei Guilherme um embaixador brasileiro, bem que aquele soberano não ficasse nem meio minuto à espera de que o Brasil tomasse parte na
função.
Ora, o império foi realmente descortês e não praticou um ato de boa política. Abstraindo da importância da farsa de Koenigsberg, tratavase de uma potência de primeira ordem, de um soberano amigo, e de uma fonte onde vamos procurar colonos quando precisamos lavrar
nossas terras. Se não bastavam as duas primeiras considerações, a última devia de ser digna de reparo do governo. Por que não atendeu a ela?
Já ouvi, por suposição, que o governo não quis sem dúvida fazer gastos enormes, a bem de manter convenientemente um embaixador nosso, naquela estrondosa cerimônia. Mas, se é preciso
atender a essa tristíssima contingência, se o bom senso do governo imperial chega a descobrir estas dificuldades, porque não o ilumina a providência, detendo-lhe a mão quando, com largueza, envia certas comissões a Europa, e dão ajudas de custo a presidências de províncias, despesas improdutivas, e diametralmente opostas ao programa do gabinete? Essas migalhas fariam um pecúlio para dar que gastar ao nosso embaixador, que demais, não precisava dar saraus estrondosos nem ostentar a suntuosidade com que a França se representou na pessoa do duque de Magenta.
A conclusão forçada de tudo isto é que o governo foi descortês. Vale-lhe, porém, a inspiração com que se apressou a respeito da Itália, a negação que fez das regras comezinhas de polidez
internacional.
Outro tanto pudesse eu opor à negação da ciência em favor do empirismo, que no meio de uma corporação fez o diretor da Academia de Medicina. Ouvi bem, ó vindouros, o diretor de uma
Academia de Medicina!”Où la direction d'une académie va-t-elle se
nicher!”
Mas não pasmemos, leitor amigo. Negar a ciência é negar a esposa, com que se contraiu, depois de longo estudo, o consórcio íntimo do espírito e dos princípios. Mas negar a publicidade, negar a discussão,
que são a alma do sistema representativo, equivale a negar a liberdade, a negar a própria mãe. Ora, se o leitor recorrer aos “Anais” da sessão legislativa deste ou do ano passado, há de ler no discurso de um membro da câmara vitalícia a mais extravagante proposta, onde se suprimiam ou restringiam profundamente aquelas duas condições de um sistema
livre. Depois disto há que admirar? Lembra-me aquele quimérico de Jules Sandeau, que vendo a causa da queda dos governos nos próprios governos, suprimia-os, para acabar com este inconveniente, bem como suprimia as leis, afim de se não atentar mais contra elas . Felizmente o senso comum faz ouvidos de mercador, e o senador diretor prega debalde aos peixinhos.
Os tipos deste gênero são mais vulgares do que muita gente pensa:
— espíritos medíocres, não podendo abraçar a amplidão do espaço em que a civilização os lançou, olham saudosos para os tempos e as coisas que já forma, e caluniam, menos por má vontade que por inépcia, os princípios em nome dos quais se elevaram.
Deixando de parte esses entes passivos que não podem servir de tropeço à marcha das coisas, acho melhor voltarmos à folha nas ocorrências da semana.
Representou-se, há tempos, um drama no teatro Ginásio intitulado Sete de Setembro”, em que o Sr. Dr. Valentim Lopes apareceu no nosso mundo das letras. Esse drama acaba de ser publicado agora em volume. Postos de parte certos pontos de composição, contra os quais se oferecem muito boas razões, mas que não constituem defeitos capitais, contém essa peça beleza de estilo e de arte digna de menção. Mas fora inútil repetir agora e discutir a composição de que a maioria de meus leitores sem dúvida terá velho conhecimento pela exibição cênica. Também um outro trabalho, que só é novo na forma por que acaba de ser publicado, é o “Pequeno Panorama” do Sr. Dr. Moreira de Azevedo, coleção de pequenos artigos que viram à luz pela primeira vez nas colunas do “Arquivo Municipal”. É um volume precioso, onde a história de muitas cidades e monumentos nossos se acha escrita, sem pretensão, mais com visos de apontamentos que de brilhantes monografias. Não é o primeiro serviço deste gênero que o Sr. Dr. Moreira de
Azevedo presta as letras pátrias. Nisto cifra-se o movimento da literatura propriamente dita da
semana anterior.
Tivemos no sábado a “Norma” pela companhia italiana. Foi noite da despedida. Já se havia dado o “Ernani” por última récita, mas como verdadeiras moças em visita, o público e a companhia quiseram trocar os últimos amplexos no topo da escada. Também foram os mais ardentes e entusiásticos. Posso dizer em minha consciência de comentarista sincero, que foi essa a melhor representação da companhia italiana. Em nenhuma das vezes anteriores a Sra. Parodi se elevou a tanta altura no papel da sacerdotisa gaulesa. O paquete do Prata levou ontem esses artistas que de passagem nos fizeram gozar algumas noites de verdadeiro e completo prazer. Ouço dizer que devem voltar em maio e passar aqui o inverno: Deus o queira.
Tenho em mão uma carta de um amigo a propósito dos meus penúltimos “comentários”. Em dicção castigada, e com aquela energia dos observadores severos, fez o meu correspondente
algumas considerações, que, se devo penetrar no vago da carta, são aplicados à situação em que se acha a nossa arte dramática.
Bem que a magnanimidade do mestre o levasse a dizer que de minhas migalhas se sustenta, declaro aqui, que não migalhas, mas sim escolhida e boa iguaria traz ele à mesa do pobre operário, sem prestígio, sem saber, e talvez sem talento.Agradeço-lhe a carta e as
atenções.
Termino anunciando a próxima publicação de uma revista semanal – A “Grinalda” – onde cada um pode levar a sua flor e a sua folha a entrelaçar.
Redige-a o Sr. Dr. Constantino Gomes de Souza, cujas aptidões se acham já reconhecidas pelo público, e que deve cumprir o programa a que se propõe.

Gil.

Sonhos de uma pátria em movimentos:


Meu partido é minha Pátria:
O resultado do vem pra Rua:
Se isso foi uma vitória. 
O que conhecemos por derrota?

        




Bom dia amigos do facemundo: Aqui vos fala o ET do Planeta azul.
Desculpem pelo inicio que possa lhe parecer irônico, mas é exatamente assim que eu me sinto diante os últimos acontecimentos na nossa Pátria:
Nos últimos dias deixei minha opinião sobre a maioria dos meios de comunicação de nossa pátria de lado, e resolvi acompanhar a evolução dos acontecimentos.
Confesso que é complicado, porque para ouvir a opinião de certos especialista, diga-se de passagem, bem pagos para deferir longas resenhas sobre determinados assuntos de interesse principalmente, próprios.
Se você pobre cidadão mortal que somos, não tiver estomago forte, você vomita.
Mas vamos deixar as nossas diferenças de opinião de lado, afinal isso é muito enriquecedor em sistema democrático, isso mesmo, pois algumas cabeças pensantes desta pátria juram que vivemos em uma democracia plena. “Como dizia, o Poeta, profeta, filosofo e principalmente o louco, mas sano que eu conheci, o nosso querido: Raul rock Seixas: Não bulo com Governo, com Policia nem censura, é tudo gente fina meu advogado jura...”.
Tudo bem vamos deixar novamente estas questões paralelas de lado e vamos aos fatos:
Vendo assistindo e participando deste maravilhoso levante popular. (Quem dera que o fosse).
Eu como militante de esquerda que fuina mais de trinta anos, Este momento chega a me causar um frenesi;
Até você descobrir que estão querendo mudar de uma forma que fique tudo exatamente como estava, ai eu vejo que o idealismo foi devorado pelo sistema capitalista, que a democracia virou cortina de fumaça para oportunista sem o menor patriotismo, ou mesmo um objetivo em favor da coletividade.
Todos saíram de mãos dadas para que os valores absurdos que são cobrados em nosso sistema de transporte fossem revisto, que bom seria se assim fosse;
Porque depois de lutas, lagrima, sangue quebra quebras simetricamente calculadas:
O poder publico, reagiu se manifestou e acatou o clamor das ruas, que maravilhoso, como eu amo a democracia.
    E por alguns segundos tenho aquela sensação de dever comprido para com a minha pátria, e que finalmente o poder voltou às mãos de direito:
Ai me vem logo em seguida à visão inevitável da realidade que me faz repensar tudo que fiz ou deixei fazer. E me pergunto; o que fizemos com a nossa educação formadora de cidadãos:
Pois tínhamos uma tarifa de R$3,20 e baixamos para 3,00, finalmente uma vitória da luta coletiva de um mesmo ideal: Então vem a euforia da vitoria,a aclamação dos especialistas de plantão destilando suas fabulosas opiniões sobre o amadurecimento político da nossa nação e da vitória fabulosa conquistada a duras penas.
Ai eu acordo; Isso mesmo, acho que isso foi só um sonho, pois eu me nego a acreditar que depois de trinta anos de luta, isso foi tudo o que conseguimos, ou seja nada, isso mesmo nada:
Calma eu explico: A tarifa era R$3,20 um absurdo, mas para ela custar esses míseros 3,20.  Para capitalista que investiu na empresa, nos inocentes pagadores de impostos, através dos nossos legítimos e ilustres representantes, subsidiamos uma complementação de um bilhão de reais. Espere! Então qual é o valor real da tarifa: Por gentileza Algum entendido em  cálculos poderia fazer as contas e depois me informar, eu juru que divulgarei publicamente o resultado, mas vamos voltar aos fatos.
 Se valor atual nos temos que subsidiar, com um bilhão, à por gentileza o homem dos calculo não querendo abusa da sua benevolência faz mas esse pra nós, e desde de já nossa eterna gratidão, desculpe mas eu não perco essa mania de mistura assuntos.
Só pra da ênfase, ao ideal da luta. Não era para reduzir a tarifa?
Conforme os nossos ilustres e legítimos representantes aclamaram na imprensa, os custos desta redução não vai sair dos lucros dos empresários, empresários estes que diga se de passagem eu não tenho nada contra pois eles são frutos das escolhas que fizemos em ter um sistema econômico capitalista, e cá estou eu novamente misturando assunto.
Só para encerrar este pequeno desabafo de um cidadão que dedicou grande parte de sua existência a luta por uma pátria livre e justa.
Se a redução não vai sair do lucro das empresas, isso quer dizer que nós vamos continuar pagando o mesmo preço. Apenas encompridamos o caminho do dinheiro até o bolso dos empresários e assim criamos, mas um viés para a propagação da corrupção.
Então isso é o que aclamamos como vitória da nossa amada democracia, se isso é vitoria o que conhecemos por derrota?
Deixo aqui minhas sinceras desculpa se direta ou indiretamente com este texto que expressa tão somente a minha opinião, fui injusto de alguma forma com os meus irmãos patriota de tantas  lutas e conquistas.
Acrescentando uma virgula, estive ultimamente me perguntando por onde andam aqueles bravos cidadãos que até pouco tempo inundavam nossas avenidas com seus gritos de guerra na luta pela democracia, mais foi só começar pra valer a corrida eleitoral que todos desapareceram,
Mais agora é que era o momento de darmos nomes aos bois, ou será que os bois que financiaram toda aquela baderna, desculpe, toda aquela luta por direitos se juntaram ao mesmo rebanho, será que esses ilustres Brasileiro não entendem que agora e que a população mais precisa de esclarecimento para votar consciente ou será que não tem mais quem financie, essa democracia de cegos surdos e mudos, pois eles comem no mesmo coxo, é triste ver todas as legendas de engalfinhando, não defendendo o povo mais para saber quem fica com a fatia maior do dinheiro publico, até quando vamos ficar com nossos rabos gordos no conforto do sofá da sala enquanto estes bandos de urubus vão devorando os sonhos de um futuro melhor pros nossos filhos.
Salve o nome de todos em que você votar em um arquivo, já vai preparando um texto de cobrança, e envie toda semana por e-mail, para eles o partido que eles representa, sempre lembrando que vocês se reencontraram na próxima eleição, e quem sabe podemos começar mudar isso tudo que está ai.

Por isso me referi ao ET. Será que só eu enxergo por essa ótica.
E tenho dito.

"Quando imbecis sem propósitos tentam fazer revolução, eles perdem a compostura."

                         D’Araujo.