segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Pensamento do Dia:

“Destino é apenas o resultado da junção de sonho com a ousadia do fazer.”


Esta e mas de 90 outras frases estão nesta edição comemorativa.

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" El dia que me volvi invisible " Silvia Castillejon Peral: Via Maria Odete Martins:Quando me Tornei Invisível:



Já não sei em que datas estamos, nesta casa não há folhinhas, e na minha memória tudo está revolto. As coisas antigas foram desaparecendo.E eu também fui apagando sem que ninguém se desse conta.

Quando a família cresceu, trocaram-me de quarto. Depois, passaram-me para outro menor ainda acompanhada das minhas netas, agora ocupo o anexo, no quintal de trás.

Prometeram-me mudar o vidro partido da janela, mas esqueceram-se. E nas noites, que por ali sopra um ventinho gelado aumentam mais as minhas dores reumáticas.



Um dia à tarde dei conta que a minha voz desapareceu. Quando falo, os meus filhos e netos não me respondem. Conversam sem olhar para mim, como se eu não estivessem com eles. Ás vezes digo algo, acreditando que apreciarão os meus conselhos, mas não me olham, nem me respondem, então retiro-me para o meu canto, antes de terminar a caneca de café. Faço isso para que compreendam que estou triste e para que me venham procurar e me peçam perdão...

Mas ninguém vem . No dia seguinte disse lhes:

- Quando eu morrer, então sim vocês irão sentir a minha falta.

E meu neto perguntou:

- Estás viva avó? ( rindo)

Estive três dias a chorar no meu quarto, até que numa certa manhã, um dos netos entrou para guardar umas coisas velhas. Nem bom dia me deu , foi então que me convenci de que sou invisível.
Uma vez os netos vieram dizer-me que iriamos passear ao campo. Fiquei muito feliz, fazia tanto tempo que não saía!
Fui a primeira a levantar, quis arrumar as coisas com calma, afinal nós velhos somos mais lentos, assim arranjei-me a tempo de não atrasá-los. Em pouco tempo, todos entravam e saíam correndo da casa, atirando bolas e brinquedos para o carro.
Eu já estava pronta e muito alegre, parei na porta e fiquei à espera. Quando se foram embora, compreendi que eu não estava convidada, talvez porque não cabia no carro. Senti que o coração encolhia e o queixo tremia, como alguém que tinha vontade de chorar. Eu os entendo, são jovens, riem, sonham, se abraçam, se beijam e eu e eu.... Antes beijava os meus netos, adorava tê-los nos braços, como se fossem meus. E até cantava canções de embalar que tinha esquecido. Mas um dia...
Um dia a minha neta que acabava de ter um bébé me disse que não era bom que os velhos beijassem os bébés por questões de saúde. Desde então, não me aproximo mais deles, tenho tanto medo de contagia-los! Eu não tenho magoa deles , eu perdoo a todos , porque que culpa têm eles, de que eu tenha me tornado invisível?

Texto original - " El dia que me volvi invisible "
Autora - Silvia Castillejon Peral 
Cidade do México - 2002

Crônicas de Segunda Na Usina:Para os amigos do Rei; Efeito colateral: Para os plebeus; Terrorismo:



Bom dia meus prezados amigos.
Não, eu não sou a favor do terrorismo. Nem tão pouco de qualquer desrespeito aos direitos humanos.
Mas ainda tento entender, porque os constantes massacres de inocentes no Afeganistão, no Paquistão, no Iraque, no Brasil com o aumento galopante da violência urbana, no transito e nas indigências no atendimento na saúde, nos desastres que matam gente, animais, Rios e devastam florestas, etc...etc...
São considerados efeitos colaterais.
Enquanto os atos dos desesperados que não tem voz, nem vez, e se agrupam em califados dos horrores, são apenas tratados como criminosos sanguinários, alguém já se deu o trabalho de saber, porque eles optaram por simplesmente doar a vida por nada.
Será que isso realmente é só resultado da alienação religiosa.
Ou será que nunca vamos saber, todos os verdadeiros objetivos disto tudo, e quem realmente os financia.
Alguém já se deu conta que estes jovens que explodem seus nebulosos sonhos sobre os cadáveres alheios, também tem família.
e que elas também tem sentimentos, e que certamente não os criaram para este fim.
Até quando vamos velar a nossa santa hipocrisias para lavar as nossas própria consciência.
Minhas sinceras condolências aqueles que perderam os seus entes queridos neste emaranhados de sonhos e interesses obscuros, que a raça humana carrega em si mesmo.
"Solidariedade não é arrecadar suprimentos para as vítimas das tragédias previsíveis, pois a responsabilidade e obrigação de suprir todas as necessidades das vítimas é da empresa que causou o desastre. Solidariedade, é ter a capacidade de fiscalizar os seus governastes para que eles não se tornem coniventes com ações que colocam em perigo há vida dos cidadãos por eles representados."

Resposta ao terror com terror aos inocentes que estão no fogo cruzados dos interesses obscuros"


"A França atacou o território Sírio um dia depois de sofrer os atentados; O que os tornam diferentes daqueles que explodiram seus bárbaros sonhos em seu território?

Ou será que por lá as casa tem uma faixada dizendo; Aqui mora um homem bomba, ou as pessoas andam nas ruas com um out door na cabeça, dizendo eu sou terrorista.

"Que mundo é este que nós estamos criando"




D'Araújo.

Entrevista D'Araujo, Para a Rádio Lamparina Luminosa com Walter Limonada.

Revista Poética Brasileira:Carmo Vasconcelos:



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