segunda-feira, 15 de julho de 2013
Concursos Literários: 30.08.2013 - VIII Varal de Poesias FAMMA
Concursos Literários: 30.08.2013 - VIII Varal de Poesias FAMMA: Informações: a) Concurso de Poesias b) Inscrição pelo site Prazo: 30 de Agosto de 2013 Organização: Faculdade Metropolitana de Marin...
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Concursos Literários: 03.09.2013 - 9º Prêmio Licinho Campos de Poesias d...: Informações: a) Concurso de Poesias (em Português, Inglês ou Espanhol) b) Inscrição pela internet c) Tema: Amor Premiação: I) Publica...
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Concursos Literários: 30.09.2013 - I Concurso Antares de Literatura - UC...
Concursos Literários: 30.09.2013 - I Concurso Antares de Literatura - UC...: Informações: a) Concurso de Poesias e Contos Premiação: I) Publicação em revista eletrônica Prazo: 30 de Setembro de 2013 Regulame...
Concursos Literários: 30.09.2013 - XI Concurso Regional Oscar Bertholdo ...
Concursos Literários: 30.09.2013 - XI Concurso Regional Oscar Bertholdo ...: Informações: a) Concurso de Contos, Crônicas e Poesias b) Categorias: Nascidos até 1994 / de 1995 a 1997 / de 1998 a 2001 / 2002 ou depoi...
Concursos Literários: 30.11.2013 - V Prêmio Nacional e XVI Prêmio Estadu...
Concursos Literários: 30.11.2013 - V Prêmio Nacional e XVI Prêmio Estadu...: Informações: a) Concurso Nacional de Livros Inéditos / Poesia b) Concurso Estadual de Poesias (apenas para naturais ou residentes no Cear...
Concursos Literários: 30.09.2013 - I Concurso Nacional da Academia Campo...
Concursos Literários: 30.09.2013 - I Concurso Nacional da Academia Campo...: Informações: a) Concurso de Poesias b) Inscrição por e-mail c) Categorias: Nacional / Estudante de Campo Largo Prazo: 30 de Setembro d...
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Concursos Literários: 30.09.2013 - Concursos da Estância da Poesia Criou...: Informações: a) Concurso de Poesias (com tema) e Sonetos (livre) b) Inscrições por e-mail Premiação: I) Troféus Prazo: 30 de Setembr...
Poema: O homem.
Pobre homem que
revestido
de sua ilusão branca.
Tende a querer
consertar
os sentimentos de outros homens.
Mal sabe ele, que
não se
conserta sentimentos, porque
para isso existem os jovens sentimentos...
D'Araujo.
domingo, 14 de julho de 2013
Fernando Pessoa; Poema: Aguardo:
Aguardo, equânime, o que não conheço
—Meu futuro e o de tudo.
No fim tudo será silêncio, salvo
Onde o mar banhar nada.
sábado, 13 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Machado de Assis; Poema: MINHA MUSA:
RJ, 22 fev. 1856
A Musa, que inspira meus tímidos cantos,
É doce e risonha, se amor lhe sorri;
É grave e saudosa, se brotam-lhe os prantos.
Saudades carpindo, que sinto por ti.
A Musa, que inspira-me os versos nascidos
De mágoas que sinto no peito a pungir,
Sufoca-me os tristes e longos gemidos,
Que as dores que oculto me fazem trair.
A Musa, que inspira-me os cantos de prece,
Que nascem-me d’alma, que envio ao Senhor.
Desperta-me a crença, que às vezes ‘dormece
Ao último arranco de esp’ranças de amor.
A Musa, que o ramo das glórias enlaça,
Da terra gigante — meu berço infantil,
De afetos um nome na idéia me traça,
Que o eco no peito repete: — Brasil!
A Musa, que inspira meus cantos é livre,
Detesta os preceitos da vil opressão,
O ardor, a coragem do herói lá do Tibre,
Na lira engrandece, dizendo: — Catão!
O aroma de esp’rança, que n’alma recende,
É ela que aspira, no cálix da flor;
É ela que o estro na fronte me acende,
A
Musa que inspira meus versos de amor!
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Fernando Pessoa; Poema: A Flor que És:
A flor que és, não a que dás, eu quero.
Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perere
Sombra errarás absurda,
Buscando o que não deste.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Poema: O elucido fazer.
Como poderei eu inventar se antes
não destruir o já feito para poder
assim lhe mostrar os meus feitos.
Assim elucidarei meus sentimentos
para que meus feitos estejam mais
presentes.
D'Araujo.
D'Araujo.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Machado de Assis; Poema: UM ANJO:
RJ, out. 1855.
À MEMÓRIA DE MINHA IRMÃ.
Se deixou da vida o porto
Teve outra vida nos céus.
A. E. ZALUAR
Foste a rosa desfolhada
Na urna da eternidade,
Pr’a sorrir mais animada,
Mais bela, mais perfumada
Lá na etérea imensidade.
Rasgaste o manto da vida,
E anjo subiste ao céu
Como a flor enlanguecida
Que o vento pô-la caída
E pouco a pouco morreu!
Tu’alma foi um perfume
Erguido ao sólio divino;
Levada ao celeste cume
C’os Anjos oraste ao Nume
Nas harmonias dum hino.
Alheia ao mundo devasso,
Passaste a vida sorrindo;
Derribou-te, ó ave, um braço,
Mas abrindo asas no espaço
Ao céu voaste, anjo lindo.
Esse invólucro mundano
Trocaste por outro véu;
Deste negro pego insano
Não sofreste o menor dano
Que tu’alma era do Céu.
Foste a rosa desfolhada
Na urna da eternidade
Pr’a sorrir mais animada
Mais bela, mais perfumada
Lá na etérea imensidade.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
Fernando Pessoa; Poema: Acima da Verdade:
Acima da verdade estão os deuses.
A nossa ciência é uma falhada cópia
Da certeza com que eles
Sabem que há o Universo.
Tudo é tudo, e mais alto estão os
deuses,
Não pertence à ciência conhecê-los,
Mas adorar devemos
Seus vultos como às flores,
Porque visíveis à nossa alta vista,
São tão reais como reais as flores
E no seu calmo Olimpo
São outra Natureza.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Poema: O amanhã.
Como me preocupar com o amanhã
se ainda
vejo o hoje me escapar
por entre os dedos.
Antes
de planejar o amanhã
tenha a certeza absoluta de ter
vivido inteiramente o hoje.
Pois
o amanhã sempre virá,
Pois o amanhã nada
mais é
do que a soma do ontem com o hoje,
e um amanhã quem sabe...
D'Araujo.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Fernando Pessoa: Poema: A Cada Qual:
A cada qual, como a estatura, é dada
A justiça: uns faz altos
O fado, outros felizes.
Nada é prêmio: sucede o que acontece.
Nada, Lídia, devemos
Ao fado, senão tê-lo.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Fernando pessoa; Poema: A Abelha.
A abelha que, voando, freme sobre
A colorida flor, e pousa, quase
Sem diferença dela
À vista que não olha,
Não mudou desde Cecrops. Só quem vive
Uma vida com ser que se conhece
Envelhece, distinto
Da espécie de que vive.
Ela é a mesma que outra que não ela.
Só nós — ó tempo, ó alma, ó vida, ó
morte!
—Mortalmente compramos
Ter mai vida que a vida.
domingo, 30 de junho de 2013
Poema: Mentira.
Não existe o
indesejado,
apenas o inoportuno.
Com a clareza do
desconhecido,
Ilumino o tempo
para o escuro claro,
do viver a dor de um sentimento
quase que casual, ao fato pleno.
Viver as suas
verdades e sucumbir
o desejo da mentira quase inevitável.
D'Araujo.
sábado, 29 de junho de 2013
Poema de Fernando Pessoa: A pálida luz da manhã de inverno:
A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão.
Não dão mais Esperança, nem menos Esperança sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.
No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu Esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Poema: Não mais...
Estando eu vivo meus olhos veem,
Então paro, penso, reflito e sinto.
Ando, corro, canso, sento,
Vejo, paro,penso, reflito e sinto.
Deito, durmo sonho, acordo,
Vejo, paro,penso, reflito e sinto.
E com o tempo se esvaindo por entre os dedos da
insensatez.
Envelheço, esmoreço morro,
Não mais vejo,
Não mais paro,
Não mais penso,
Não mais reflito,
Não mais sinto,
Não
mais...
quarta-feira, 26 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Poema: Mente.
Assim como se lança
a pedra
no rio das incertezas.
Submergem-se a
agonia do
ser e lhe foge o saber.
Mas também carrega
as certezas
memoráveis do indiscutível universo
da usurpação da mente lógica
real e conflitante.
D'Araujo.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Poema: Lúcido.
Esperando o inesperado
tudo é possível.
Nunca atravesse a rua
sem ir alem do imaginário.
pois as surpresas da vida
nada mais são do que o simples
desejo de ir
alem.
O amor renasce como uma chama
interminável que queima em silêncio,
muito
além do planejado,
o efêmero sabor de um sonho que nunca vem,
se torna irracional e
absoluto.
E viaja entre o lúcido ou irreal e está
alem do querer quase que eterno.
D'Araujo.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
Poema: Sonhos e loucuras de um mundo louco.
Louco como um louco.
A loucura de achar que achou a cura
Para os males do mundo.
Louco de achar que ainda é pouco,
Louco.
Ao ponto de lutar sozinho
Mesmo sem conhecer o caminho,
Louco em seguir esta estrada
Mesmo que ela vá dar no nada.
Louco, uma loucura desvairada.
E ainda assim ter a coragem de gritar sozinho
Louco de não ficar calado,
E ainda apontar o culpado
Certamente um louco
A vagar num mundo com sonhos profundos
De recuperar as vidas perdidas
Que há nesse mundo, louco.
Louco por cultuar por justiça
Louco por pregar a paz.
Um louco mais consciente
E capaz de mudar o mundo
Nem que seja por alguns segundos.
É uma loucura sadia
De uma vida vadia.
Feito criança que não perde a esperança.
E guarda na lembrança
De um louco sonhador
Que guarda em si toda a dor
A dor dos loucos do mundo.
E num suspiro imenso
Ver os postes pensos da vida.
Louco por excelência
Com sua crença, crença de louco.
Que vai sumindo aos poucos.
Louco de querer mudar seu sonho,
Tristonho
Num campo minado, e mesmo desarmado
Enfrenta os culpados,
Louco, como um louco que ama
Sem ser amado.
Um louco vendo o mundo de um plano superior,
Suportando toda dor
Da loucura de ser louco.
Consciente da sua loucura impaciente
Louco de ver tanta gente que devia ser louco.
E assim talvez a loucura deste mundo insano
Alcançaria um plano
Quem sabe o ideal.
Então a loucura fosse exatamente
O estado normal
E o que se diz por normal,
Não seria a loucura total.
Ah! A loucura de um louco
Que vai entrando aos poucos
No sistema deste mundo louco.
Prefiro ser louco a ser sano.
Sem consciência ou complacência
Dos fatos deste louco mundo...
D'Araujo.
Poema: Ladeira.
Uma estrada meio torta
do lado da outra porta
e com a alma quase morta
e
fora de qualquer lógica.
Com a vida dividida como
uma velha partida que
não tem mais jeito,
encontro
mil defeitos dentro do meu peito.
Com o coração partido todo estilhaçado
já não existe razão para tanta
solidão.
Buscando um novo sonho e um novo
desejo então é que vejo que está
tudo
errado ao meu lado.
Porque fico calado, pois para o mundo
sempre serei o mesmo, eu que desci
a ladeira,
mas de qualquer maneira vou continuar a nadar
até conquistar aquele
velho lugar que sempre sonhei,
e que acabei deixando passar sem me preocupar.
Mais ainda dar tempo de lá chegar, com todo defeito
sempre haverá um
jeito de se conquistar.
D'Araujo.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Poema: Harmônico.
Tenho dó daqueles que ré-encontro sem
que o tempo tenha me dado à chance
de fá-zer
tudo diferente.
Mais tem muita gente sol deixando o tempo passar
sem se reciclar e lá
vem tudo de novo e o nosso
povo sempre a batalhar.
O seu pão de cada dia com toda harmonia que a vida dá.
Mais si deus quiser tudo vai dar pé.
Vou sempre com muita fé no meu
criador prá apagar a dor deste meu
cantar.
Às vezes eu acho que sai do cacho de cabeça
pra baixo e sem a menor
imunidade musical,
Pois a melodia me contamina como a menina a cantarolar.
D'Araujo.
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