domingo, 4 de novembro de 2018

Domingo Na Usina: Biografias: Nikolai Vasilievich Gogol:




Em ucraniano: Микола Васильович Гоголь; em russo: Николай Васильевич Гоголь; transliteração: Mykola Vassyliovytch Hohol. Poltava, na Ucrânia, 20 de Março de 1809 - Moscovo, 21 de Fevereiro de 1852), foi um proeminente escritor. Sua nacionalidade é motivo de polêmica, pois sua cidade natal fazia parte do Império Russo na época, mas atualmente pertence à Ucrânia. Como consequência, tanto a Rússia quanto a Ucrânia reivindicam a sua nacionalidade.[1] Apesar de muitos de seus trabalhos terem sido influenciados pela tradição ucraniana, Gogol escreveu em russo e sua obra é considerada herança da literatura russa. Toda a sua obra é fundada no realismo, mas um realismo muito próprio, com rasgos do que viria a ser o surrealismo.
Biografia
Com vinte anos (1829), o jovem Gogol vai para São Petersburgo, onde conhece Alexandre Púchkin, o maior escritor russo de então, que lhe inspira devota amizade, fervorosa empatia e ideias novas para obras que ainda não tinham vindo à luz do dia, nomeadamente Noites na Herdade de Dikanka, sua obra de estreia, que viria a ser publicada em 1831, obtendo, então, Gogol o seu primeiro êxito. Mas, desde cedo, revela uma personalidade complexa.

Amante fervoroso da verdade, Gogol foi um homem repleto de preocupações místicas, religiosas e patrióticas. A sua obra reflete o lado moralista das questões que dizem respeito à condição humana, trágica e inapelavelmente prisioneira na sua jaula. Gogol não foi político, não possuía um programa de ação contra o regime, que fazia da Rússia da época um país "metade caserna, metade prisão".

Seu pai, antigo oficial cossaco, desenvolveu seu gosto pela literatura, mas nunca foi um amparo na infância de Nikolai, ainda que o jovem nutrisse, por seu progenitor, verdadeira amizade. Sua mãe transmitiu-lhe a fé religiosa, que veio a desencadear em um misticismo doentio.

Capa da revista Russian Life de 2009 mostrando retrato de Gogol
Depois de estudos medíocres, este jovem de fisionomia austera deixa a Ucrânia e encontra um modesto emprego de escritório ministerial em São Petersburgo. A distância de seu país natal e a nostalgia que dela resulta inspiraram alguns dos seus escritos. A panóplia de obras e romances do então "funcionário para sempre enclausurado" avivaram a sua carreira como autor, e após haver conhecido pessoalmente o romântico Alexandre Púchkin, sua obra despoletaria em um realismo próprio - não diremos insuflado, mas uma fonte riquíssima em artifícios paradoxais, tal como Dostoiévski havia traçado em sua obra. Prova desse realismo típico veio a ser a novela O Capote, cujo herói se tornara arquétipo do pequeno funcionário russo.

De facto, sua intervenção não é outra senão denunciar os vícios e abusos no interior da alma humana, humilhada e atravancada de emoções contraditórias. Em pleno desarranjo emocional, Gogól foge e recomeça a viajar pela Europa. A morte de Púchkin no ano de 1837, em um desinteressante duelo, abala profundamente Gogol. "Agora tenho a obrigação de concluir a obra cuja ideia fora do meu amigo". Referia-se, naturalmente, ao alentado texto de Almas Mortas.

Tenta publicar a obra em Moscovo em 1841, mas o Comité Moscovita de Censura recusa. Não é senão após uma intervenção dos amigos do autor que o livro é publicado, em 1842. O romance é uma descrição em detalhe das preocupações do homem russo em uma Rússia profunda; uma sátira às vezes impiedosa, que, porém, guarda, subjacente, o profundo e natural amor de Gogol pelo país. De 1837 a 1843, vive em Roma. Regressa à Rússia, doente. Um misticismo religioso acentuado indu-lo a abandonar as antigas ideias liberais para se tornar um defensor da autocracia. Essa fase mística virá a exacerbar-se após a sua viagem à Palestina, em 1849.
Busto de Nicolau Gogol em São Petersburgo
As tribulações recomeçam: Itália, França, Alemanha etc. Em 1848, faz uma peregrinação a Jerusalém. A pouco e pouco, sua saúde se degrada, e ainda mais devido à sua irritável hipocondria que em nada o recompõe; seu sentimento religioso se exalta. Gogol se torna cada vez mais místico, impelido em ir buscar, pelo sentimento religioso, a salvação da alma.

De volta a Moscovo, redige a segunda parte de Almas Mortas. Mas seu estado físico se degrada incessante, mercê do sonho que o acompanha desde jovem: mesmo homem absolutamente sadio e regrado, sua ânsia por uma nova ordem das coisas o martiriza. No início de Fevereiro de 1852, num momento de delírio, segundo dizem, ele queima, na lareira de seu quarto, todos os manuscritos inéditos - inclusive o fim da segunda parte de Almas Mortas. O romance é uma belíssima e irónica ficção sobre a corrupção de uma classe decadente que domina o povo ignorante e escravo do Estado. Mas nunca fora concluída.

A 21 de Fevereiro de 1852, Nicolau Vasilievich Gogol morre. São-lhe concedidas cerimónias e reconhecimento únicos: seu corpo embalsamado segue insepulto por mais de um dia, carregado pelos estudantes, que oferecem homenagens acaloradas em memória do grande escritor. Todos os que haviam lido Gogol queriam ver de perto a despedida do grande autor. Está enterrado no Cemitério Novodevichy, em Moscovo.[2]

Sua obra fez, de Nikolai Gogol, o maior escritor russo da primeira metade do século XIX, o verdadeiro introdutor do realismo na literatura russa e o precursor genial de todos os grandes escritores russos que se lhe seguiram. Como disse Dostoiévski: "Todos nós saímos de O Capote de Gógol". Toda a literatura russa, que já muito devia a Púchkin, colherá, em Gógol, os maiores ensinamentos.

Obras:
Almas Mortas
Taras Bulba
O Nariz
O Capote
O Inspector Geral
O Retrato
O Diário de um Louco
Arabescos
Noites na Granja ao Pé de Dikanka
Viy
Uma Terrível Vingança
Mírgorod

Avenida Niévsky

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Domingo Na Usina: Biografias:Alexander Sergueievitch Pushkin:




Em russo: Алекса́ндр Серге́евич Пу́шкин; Moscovo, 6 de Junho de 1799 — São Petersburgo, 10 de Fevereiro de 1837) foi um romancista e poeta russo da era romântica[1] que é considerado por muitos como o maior poeta russo[2] [3] [4] [5] e fundador da moderna literatura russa.[6] [7] Pushkin foi pioneiro no uso do discurso vernacular em seus poemas e peças teatrais, criando um estilo de narrativa que misturava drama, romance e sátira associada com a literatura russa, influenciando fortemente desde então os escritores russos seguintes. Ele também escreveu ficção histórica. Sua Marie: Uma História de Amor Russa fornece uma visão da Rússia durante o reinado de Catarina, a Grande.

Entre suas obras mais conhecidas encontram-se O prisioneiro do Cáucaso, Eugene Onegin, A história da revolta de Purgatief e O Cavaleiro de Bronze. Escreveu poemas, novelas e peças teatrais.
Biografia
O pai de Pushkin, Sergei Lvovich Pushkin (1767-1848), descendia de uma ilustre família da nobreza russa cuja linhagem conhecida remonta ao século XII.[8] [9] Sua mãe, Nadezhda (Nadja) Ossipovna Hannibal (1775-1836) descendia por parte de sua avó paterna das nobrezas alemã e escandinava.[10] [11] Era filha de Ossip Abramovich Gannibal (1744-1807) e sua esposa Maria Aleksejevna Pushkina (1745-1818). O pai de Ossip Abramovich Gannibal, ou seja, o bisavô de Pushkin, foi Abram Petrovich Gannibal (1696-1781), um escudeiro promovido por Pedro, o Grande, que havia nascido em uma vila chamada Lagon, atual Eritreia.[8] [9] [10] [11] [12] [13] [14] Após a educação na França como um engenheiro militar, Abram Gannibal tornou-se governador de Reval e, posteriormente, general-chefe para a construção de fortes marítimos e canais na Rússia.

Aleksandr Sergueievitch Pushkin publicou seu primeiro poema com quinze anos de idade e foi largamente reconhecido nos meios literários antes mesmo de sua graduação no Imperial Lyceum, localizado no Tsarskoe Selo, a vila real de então. Considerado o maior dos poetas russos e o fundador da literatura russa moderna, foi pioneiro no uso da língua coloquial em seus poemas e peças, criando um estilo narrativo - mistura de drama, romance e sátira - como poeta, fazia uso de expressões e lendas populares, marcando os seus versos com a riqueza e diversidade do idioma russo. Influenciou autores como Gogol, Liermontov e Turgeniev formando com os mesmos a famosa plêiade russa de autores. A Gogol, pela amizade e projeto mútuo de desenvolvimento de uma literatura autenticamente russa, Pushkin lega algumas ideias como a da peça teatral O inspetor geral. Gogol pediu uma comédia ao amigo, e Pushkin passou horas detalhando uma história como a "fábula fiscal" do Inspetor Geral. Quando Gogol pediu um drama denso, Pushkin detalhou a ele um golpe de alguns senhores feudais russos que visava a obter recursos do Governo, para "investimentos", apresentando documentos de escravos já falecidos como se ainda vivos fossem. Tal ideia foi desenvolvida na grande obra de Gogol Almas Mortas, inacabada.

Devido às suas ideias progressistas, tendo sido amigo de alguns dezembristas, responsáveis por uma tentativa de golpe contra o czar Alexandre I, foi desterrado, vagando, entre 1820 e 1824, pelo sul do Império Russo. Sob severa vigilância dos censores estatais e impedido tanto de viajar quanto de publicar, ele escreve sua mais famosa peça, Boris Godunov, com evidente influência de Shakespeare. A peça só pode ser publicada anos depois. Escreveu o romance em verso, Eugene Onegin, um retrato panorâmico da vida russa, no qual introduziu elementos que levaram a designar o seu estilo como "romantismo realista" russo do século XIX. O romance foi publicado em folhetins, de 1825 a 1832, e foi a base da ópera homônima de Tchaikovsky .

No decurso deste período, Pushkin compôs diversos poemas de influência byroniana, dentre os quais se destacam O prisioneiro do Cáucaso, A fonte de Baktchisarai e Os ciganos.

Em 1826, o escritor recebeu o perdão do Czar, regressando a Moscovo. Dois anos depois, escreveu Poltav, uma epopeia que narra a história de amor do cossaco Mazeppa. Cultivando cada vez mais a prosa, alcançou grande sucesso com obras como Contos de Belkin, A Dama de Espadas e A Filha do Capitão.

 Alexander Puchkin.
Pushkin e sua esposa, Natalya Goncharova, com quem se casou em 1831, tornar-se-iam regulares frequentadores da corte. Em 1837, diante dos boatos, cada vez mais insistentes, de que sua esposa começara um escandaloso caso extra-conjugal, Pushkin desafiou o dito amante, Georges d'Anthès, para um duelo. Mortalmente ferido pelo oponente, Pushkin faleceria dois dias depois. Encontra-se sepultado no Svyatogorsk monastery Cemetery, Pushkinskiye Gory, Pskovskaya Oblast' na Rússia.


Por causa de seus ideais políticos liberais e sua influência sobre gerações de rebeldes russos, Pushkin foi retratado pelos bolcheviques como opositor da literatura e da cultura burguesas e um antecessor da literatura e da poesia soviéticas.

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domingo, 28 de outubro de 2018

Domingo Na Usina: Biografias:Alexandra Marinina:




Em russo: Александра Маринина?, Pseud. De Marina Alekseeva Anatol'evna em russo: Марина Анатольевна Алексеева?; Lviv, de Julho de 16 de 1957) é um escritor russo. Um nativo de Lviv, na Ucrânia, de uma família de advogados, ele viveu em Leningrado, até 1971, quando se mudou para Moscou, onde vive até hoje.

Em 1979 formou-se em Direito na "Universidade Estatal de Moscou. Até 1998, ele trabalhou como pesquisador para o Ministério do Interior russo. Estudar as personalidades dos criminosos com anormalidades mentais e com crime violento sobre os ombros.

Ele alcançou o posto de tenente-coronel na milícia, as polícias soviéticas, antes de tomar a licença em 1998 e para dedicar-se à escrita a tempo inteiro.

Em 1991, com seu colega Aleksandr Gorky publica uma história de detetive na revista Milicja. Em dezembro de 1992, ele publicou seu primeiro romance, circunstâncias concorrência (Стечение обстоятельств), que será lançado no ano seguinte no mesmo jornal.

Seus inúmeros romances são publicados em milhões de cópias e foi traduzido para mais de vinte idiomas. Muitas de suas histórias têm como protagonista Anastasia (Nastya) Pavlovna Kamenskaja. TV russa também produziu uma série de filmes inspirados nos oito primeiros romances da série.

Ele ganhou vários prêmios. Em 1995 ele recebeu um prêmio do Ministério russo dos Negócios Internas para a descrição do trabalho de polícia soviética em seus romances. Em 1998, ele é considerado o melhor escritor do ano pelo Moscow International Book Fair. No mesmo ano, a revista Ogonek a nomeação "O sucesso do Ano".

Índice   [Ocultar]
1 As obras
2 Bibliografia
2.1 Series of Anastasia Pavlovna Kamenskaja
3 Outros projetos
4 Ligações externas
As obras [mudança | editar wikitext]
Os romances de Marinina são caracterizados pela maioria dos romances policiais russos contemporâneos por sua sutileza psicológica. Onde a maioria dos autores russos ter prazer em ver violência e sexo e estão intrigados com a Máfia e seus costumes, Marinina propõe os sólidos terrenos, em que o autor rejeita todas as vulgaridade e encena a Anastasia incorruptível Kamenskaja. Seus romances também fornecer uma descrição realista dos problemas cotidianos da Rússia de hoje. Há relativamente pouca ação em suas tramas tanto espaço é dado para a descrição dos métodos de trabalho e análise dos investigadores, bem como as suas relações de trabalho e suas dificuldades pessoais.

Referências [mudança | editar wikitext]
Apenas títulos lançado em Itália, para a editora Piemme.

Série de Anastasia Pavlovna Kamenskaja [mudança | editar wikitext]
1993 - O mestre da cidade (Игра на чужом поле - Igra na čužom pólo), (ISBN 978-88-384-3134-0)
1994 - Morte em troca (Украденный сон - Ukradënnyj am)
1995 - O amigo da família (Убийца поневоле - Ubijca ponevole), (ISBN 978-88-384-6347-1)
1995 - A mulher que mata (Шестёрки умирают первыми - Šestërki umirajut pervymi), (ISBN 978-88-384-3135-7)
1995 - Amor Sangue (Смерть и немного любви - Smert o nemnogo ljubvi), (ISBN 978-88-384-3123-4)
1995 - A atriz (Посмертный образ - Posmertnyj obraz), (ISBN 978-88-384-3121-0)
1995 - The Killing Game (За всё надо платить - Za vse nado Platit '), (ISBN 978-88-384-8781-1)
1996 - Tão fácil como matar (Чужая маска - Čužaja maska), (ISBN 978-88-384-3131-9)
1996 - A hipnose mortal (Не мешайте палачу - Ele mešajte Pałacu), (ISBN 978-88-384-7670-9)
1996 - Os itens alimentares inocente (Стилист - Stilist), (ISBN 978-88-384-8296-0)
1996 - A face da morte (Светлый лик смерти - Svetlyj lik smerti), (ISBN 978-88-384-3136-4)
1996 - Nome da vítima: Nenhum (Имя потерпевшего Никто - Imja poterpevšego Nikto), (ISBN 978-88-384-3127-2)
1997 - Um caso de chantagem (Смерть ради смерти - smerti escasso Smert ')
1997 - I morreu ontem (Я умер вчера - Ja umer včera), (ISBN 978-88-384-3137-1)
1999 - A Sétima Vítima (Седьмая жертва - Sed'maja žertva), (ISBN 978-88-384-6290-0)
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Domingo Na usina: Biografias:Carlos Souto Pena Filho:



Dotado de aguda imaginação, sensibilidade e inteligência estéticas,Carlos Pena Filho teria de sacudir a sua geração, logo emseus inícios, com a sua mensagem, no que ela tinha de mais convocador: alucidez.
 (J. Gonçalves de Oliveira).

       Carlos Souto Pena Filho, poeta pernambucano, nasceu no Recife no dia 17 de maio de 1928. Seu pai era o comerciante português Carlos Souto Pena e sua mãe D. Laurinda Souto Pena. Cursou o primário e o ginásio (hoje ensino fundamental) em Portugal. Quando voltou ao Recife, estudou no Colégio Nóbrega e no Joaquim Nabuco.

         Muito cedo começou a escrever e manifestar sua vocação poética. Em 1947, publicou no Diário de Pernambuco o soneto Marinha. Daí em diante continuou publicando seus poemas nos suplementos nordestinos e também em publicações do Sul do País. Suas composições passaram a ser lidas e requisitadas. Era saudado como promessa de um grande poeta da novíssima geração pernambucana.

         Os primeiros sonetos e poemas escritos foram reunidos e publicados sob o título geral de O tempo de busca. Tempos depois, tendo se ligado ao grupo de O Gráfico Amador, Carlos Pena Filho publicou um longo poema intituladoMemórias do Boi Serapião, impresso nas oficinas da rua Amélia com projeto gráfico de Aloísio Magalhães, sob a supervisão de Gastão de Holanda, Orlando da Costa Ferreira e José Laurênio de Melo. O poema é uma versão erudita do gênero de cordel e inicia de forma sentimental e melancólica, dizendo: “Este campo, vasto e cinzento/ não tem começo nem fim/ nem de leve desconfia, das coisas que vão em mim”.

Colaborou com o Diario de Pernambuco, Diário da Noite, Folha da Manhã,porém marcou sua atividade jornalística, principalmente, no Jornal do Commercio, onde dirigiu a seção Literatura, mais tarde intitulada Rosa dos Ventos.

         Ao ingressar na Faculdade de Direito do Recife, em 1953, juntou-se a antigos companheiros do Colégio e a muitos novos amigos, na sua grande parte, membros de uma geração que se interessava muito pela política, pela sociologia e, principalmente, pela literatura, e muito pouco pela Ciência do Direito. Havia, naturalmente, as exceções que estão hoje investidas em brilhantes bacharéis. Ali foram seus amigos mais chegados: José Souto Maior Borges, Geraldo Mendonça, Eduardo Moraes, José Francisco de Moura Cavalcanti, Sileno Ribeiro, Sérgio Murilo Santa Cruz, José Meira, Joaquim Mac Dowell, Edmir Domingues, César Leal, Mozart Siqueira e muitos outros que representavam dimensões de inteligência em flor, cujo tempo mental teria de ser dedicado à Ciência do Direito.

         Tendo realizado um mediano exame vestibular, Carlos Pena Filho impôs-se graças à sua sólida cultura. Isso não o impedia de recorrer, vez por outra, à sua imaginação para se safar dos imprevistos. Certa feita, havendo se equivocado durante uma prova oral sobre determinada questão de Direito, refutou o professor que o advertia afirmando com ênfase que um novo mas já “famoso jurista europeu” – Fred Zimeman – pensava do modo como se expressara. O professor aceitou sua “tirada” sem saber, e provavelmente nunca soube, que Fred Zimeman, era justamente um diretor cinematográfico de invulgar talento, responsável pela direção do filme Matar ou Morrer, um dos melhores westernsde todos os tempos,  então em voga.

         No mesmo ano de sua formatura (1957), publicou pela Secretaria do Estado de Pernambuco A vertigem lúcida. Carlos Pena estava no auge de sua arte e as edições dos seus livros logo se esgotavam.

         O poeta assumiu a função de Procurador do Serviço Social contra o Mucambo aumentando-lhe a responsabilidade e restringindo-lhe os momentos de sonho. Contudo, sua obra poética já editada, acrescida de poemas novos, foi reunida e publicada sob o título de Livro Geral.

         A obra de Carlos Pena Filho revela sentimento de delicadeza e cuidado para não ofender as pessoas e as idéias. Ele era conhecido pelos amigos, como sendo uma pessoa muito comunicativa, sorridente, cordial, tolerante e compreensiva. Naturalmente, muito dessas características eram passadas para sua obra.

         Sua última poesia, Eco, foi publicada no Jornal do Commercio, no domingo, véspera de sua morte trágica.

         No dia 2 de junho de 1960, o poeta estava no carro de seu amigo, o advogado José Francisco de Moura Cavalcanti, quando foram atingidos por um ônibus desgovernado. Carlos Pena recebeu uma violenta pancada na cabeça. O rádio logo divulgou a notícia e as autoridades e os amigos acorreram ao Pronto Socorro. O motorista e Moura Cavalcanti tiveram ferimentos leves, mas Carlos Pena não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 10 de junho de 1960.

Deixou desolados seus amigos, os intelectuais de todo o Brasil, sua esposa D. Maria Tânia, sua filhinha Clara Maria, seus dois irmãos, Fernando e Maria. O cortejo fúnebre, com discursos à beira da sepultura e com grande acompanhamento de pessoas demonstrou quanto o poeta era querido.



O CHOPE

Na avenida Guararapes,/ o Recife vai marchando./
O bairro de Santo Antônio,/ tanto se foi transformando/
Que, agora, às cinco da tarde/ mais se assemelha a um festim,/
O refrão tem sido assim: são trinta copos de chope,/ são trinta homens
Sentados, trezentos desejos presos,/ trinta mil sonhos frustrados.


Recife, 11 de novembro de 2004.
(Atualizado em 9 de setembro de 2009).


FONTES CONSULTADAS:

CARLOS Pena Filho (Foto neste texto). Revista do Nordeste, Recife, ano 3, n. 29, p. 22-23, 15 jun. 1960.
PENA FILHO, Carlos.L ivrogeral. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 1969.

______.O Tempo de busca. Recife: Região, [195-?].

SILVA, Jorge Fernandes da. Vidas que não morrem. Recife: Secretaria de Educação, 2000. v.1

Fonte de origem:
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar./index.php?option=com_content&view=article&id=537&Itemid=1

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Saiba como eram e como ficaram as bancadas na Câmara dos Deputados:



Saiba como eram e como ficaram as bancadas na Câmara dos Deputados, partido a partido Donos das maiores bancadas, o PT encolheu de 69 para 56, e o PSL passou de 1 para 52 deputados. MDB e PSDB foram os maiores derrotados. A nova Câmara terá o maior número de partidos representados desde a redemocratização.
Por Gabriela Caesar, G1

08/10/2018 07h01  Atualizado há 2 semanas
A Câmara dos Deputados será composta por 513 deputados federais de 30 partidos diferentes. PT e PSL elegeram o maior número de representantes. A bancada do PT terá 56 deputados e a do PSL, 52. São os dois partidos com mais deputados federais eleitos. Em seguida com mais cadeiras na Casa aparecem PP (37), MDB (34) e PSD (34).
Maiores bancadas serão do PT (56 deputados) e PSL (52)
30 partidos terão representantes, um recorde
PMDB foi o que mais perdeu cadeiras: caiu de 66 eleitos em 2014 para 34 eleitos em 2018
PSL foi o mais ganhou cadeiras: foram 52 deputados eleitos agora, contra 1 em 2014
Menos da metade dos deputados conseguiu se reeleger, ou seja 240 dos 513
PSDB, que foi a 3ª maior bancada eleita em 2014, caiu para 9º
Na comparação do resultado de 2018 com o de 2014, o MDB foi o que sofreu o maior revés. O número de deputados da sigla reduziu quase pela metade: pulou de 66 para 34 deputados. Considerando os números de 2014, apenas o PRTB deixou de eleger um deputado federal.
A partir de 2019, a composição da Câmara contará com representantes de 30 partidos, um recorde desde a redemocratização. Atualmente, 25 partidos estão representados na Casa. Nas eleições de 2014, eram 28 partidos. Em 2010, 22 siglas. Em 2006, 21. Em 2002, 19. Em 1998, 18.
Distribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados: composição de acordo com os resultados das eleições e a formação atual — Foto: Juliane Souza / G1 Distribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados: composição de acordo com os resultados das eleições e a formação atual — Foto: Juliane Souza / G1
Distribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados: composição de acordo com os resultados das eleições e a formação atual — Foto: Juliane Souza / G1
Esta é a primeira eleição com a cláusula de barreira, e os partidos que não cumprirem os requisitos devem ficar sem acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV. Portanto, mesmo que o partido tenha eleito um deputado, a sigla pode não sofrer essas restrições.
O PSL foi a legenda que mais ganhou cadeiras na comparação do resultado de 2014 com o de 2018. Quatro anos atrás, o PSL tinha eleito apenas um deputado federal. Nestas eleições, a sigla que abriga o candidato a presidente Jair Bolsonaro conquistou uma bancada com 52 deputados.
Depois do PSL, os partidos PDT, PRB e DEM foram os que mais aumentaram o número de cadeiras na comparação com 2014. PDT e PRB ficaram com mais 9 deputados cada um. No total, PRB tem uma bancada com 30 representantes. O PDT, com 28. DEM conquistou mais 8 cadeiras e, portanto, passa para 29 deputados.
PMB, Rede Sustentabilidade e Novo não participaram das eleições de 2014. Desses partidos, o PMB foi o único a não eleger nem sequer um deputado. Rede conquistou uma deputada eleita por Roraima. O Novo conseguiu eleger 8 deputados, eleitos por São Paulo (3), Minas Gerais (2), Rio de Janeiro (1), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1).

Os seguintes partidos, que hoje não têm representantes na Câmara, continuarão sem nenhum nome a partir de 2019: PRTB, PCO, PCB, PMB e PSTU. Atualmente, outros 74 partidos estão em processo de formação no Brasil – ou seja, em busca de apoiamento de eleitores para, depois, entrar com o pedido de registro no TSE.

Número de deputados federais eleitos

Partido            Eleição 2018   Eleição 2014   Saldo
MDB* 34        66        -32
PSDB  29        54        -25
PTB     10        25        -15
PT       56        69        -13
PSC     8          13        -5
PV       4          8          -4
PROS  8          11        -3
PSD    34        36        -2
PSB     32        34        -2
SD       13        15        -2
PPS     8          10        -2
PP       37        38        -1
PR       33        34        -1
PCdoB            9          10        -1
DC*    1          2          -1
PRTB  0          1          -1
PMN   3          3          0
PTC     2          2          0
PHS    6          5          1
PRP     4          3          1
PPL     1          0          1
PATRI*          5          2          3
PSOL  10        5          5
Avante*          7          1          6
PODE*           11        4          7
DEM   29        21        8
PRB    30        21        9
PDT    28        19        9
PSL     52        1          51
Novo   8          (não concorreu)          -
Rede   1          (não concorreu)          -
Fonte de origem:
https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em-numeros/noticia/2018/10/08/pt-perde-deputados-mas-ainda-tem-maior-bancada-da-camara-psl-de-bolsonaro-ganha-52-representantes.ghtml

domingo, 21 de outubro de 2018

Domingo Na Usina: Biografias:Pedro Juan Gutiérrez (Matanzas:

    

Cuba, 1950) é reconhecido internacionalmente como um dos escritores mais talentosos da nova narrativa latino-americana.

   Começou a trabalhar aos onze anos, como vendedor de sorvete e de jornal. Foi soldado sapador durante quase cinco anos, instrutor de natação e caiaque, cortador de cana-de-açúcar e trabalhador agrícola de 1966 a 1970, técnico em construção, desenhista técnico, locutor de rádio e, durante 26 anos, jornalista. É pintor, escultor e é autor de vários livros de poesia. Ele vive em Havana. Dedica-se exclusivamente à literatura e à pintura..

   O denominado Ciclo do Centro de Havana é um conjunto de cinco livros, romances e relatos, de que fazem parte Trilogia suja de Havana (sua primeira obra em prosa), O Rei de Havana, Animal tropical (galardoado com o Prêmio Afonso García-Ramos de Romance 2000, na Espanha, atribuido conjuntamente pelo Cabildo de Tenerife e Editorial Anagrama), O insaciável homem-aranha, e Carne de cão (ganhador do prêmio no Italia Narrativa Sur del Mundo).

Pedro Juan Gutiérrez (©PEDRO GOMES)
   É autor tambén de O ninho da serpente: Memórias do filho do sorveteiro ( (Prix des Amériques insulaires et de la Guyane 2008)), Nosso GG em Havana, Corazón mestizo, Pobre diablo, os contos curtos de Melancolia dos leões, e dos livros do poesia Esplendidos peces plateados, Fuego contra los herejes, Yo y una lujuriosa negra vieja, Lulú la perdida y otros poemas de John Snake e Morir en París.


   Sua obra narrativa foi publicada em 20 países, com um sucesso crescente de crítica e de público. É considerado por renomados críticos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha como um “escritor cult”, um mito em expansão.

fonte de origem:

http://www.pedrojuangutierrez.com/Biografia_portugues.htm

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Editora Perse: D'Araújo:"Entre Lírios e Promessas"



Trazer o poético e agregá-lo a uma realidade. É o sinônimo de textos com tal subjetividade A combinação da vivencia de cada mortal... Com os anseios que se tornam conto letal A poesia pode sem nenhum equívoco responder Todo procedimento fantasioso de cada ser... Desde o ser mais quente, ao mais desvairado. Todos têm um “eu poético” em si conservado. Em contos poéticos, o autor tem domínio de transportar. O leitor para uma turnê ao mundo do “almejar” Para que tudo na existência contorne a realidade e que os devaneios sejam o movedor autêntico da felicidade. Entre lírios e promessas, se deleite em cada entusiasmo do criador. Turbados e liderados pelo coração desse escritor! 

Poetisa e escritora: Cláudia Santos.

Para acessar o livro clique no link abaixo:
http://www.perse.com.br/novoprojetoperse/WF2_BookDetails.aspx?filesFolder=N1401819686046

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Crônicas De Segunda Na Usina:Doutrinadores da Desgraças:


Ao logo de alguns anos, tenho visto muitos apresentadores, cujo são grandes formuladores de opiniões.

Esbravejar contra os políticos corruptos, e os desmandos dos partidos aqui na nossa querida Pátria.
Como não sei falar sem dar nome aos bois:
O Faustão, Luciano Hulk, Carlos Massa,(Ratinho), José Datena, Gugu Liberato,Cersa Filho, entre outros.
Porque em vez de esbravejar, seus discursos inúteis, cada um de vocês não abre um canal de acesso nos seus programas ou sites para recolher assinaturas para um projeto de ação popular que tem prioridade na Câmara;
Para reduzir o número de deputados para pelo menos cinco, e dois senadores por estado, e acabar com com a reeleição tanto no executivo como no legislativo, e por fim nas gordas verbas de gabinete, os cargos comissionados, todas as ajudas de custos, plano privado de assistência médica, passagens aéreas.Etc, etc...
Claro que vocês nunca vão fazer isso, pois estariam fazendo lobe contra suas emissoras.
e todos nós sabemos que elas Gastão fortunas, com doações e lobistas em Brasilia.
Enquanto isto só nos resta desligar a TV. e torcer para mais um insatisfeito resolva escancarar as comportas da corrupção.
E vamos seguindo em frente a cada eleição feito idiotas mudando de políticos e de partidos, sem termos a coragem de mudarmos a forma de fazer política.
Lembre-se assim como começa falta água para todos.
Um dia vai faltar comprador pros produtos que patrocinam vocês.
ai quem sabe vocês descubram que foi a hipocrisia alardeada pala sua palavras que levou a nossa Pátria ao holocausto Social.


D'Araújo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Pensamento do Dia:

A vida é muito curta quando a felicidade do viver está presente em cada ato. Mas pode ser perversamente longa, quando optamos em carregar o fardo das amarguras.


Pra ler ou baixar o livro clique no link:

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Carmo Vasconcelos: VEJA SEU/S LIVRO/S NA BIBLIOTECA FÉNIX :

ACTUALIZAÇÃO - NOVOS LIVROS
A Fénix orgulha-se da sua Biblioteca Literária e manifesta a sua gratidão aos gentis autores que nos têm brindado com as suas obras. Obrigada queridos Escritores e Poetas! Nossas estantes estão agora mais ricas! 

Crônicas De Segunda Na Usina:O Brasil continua na Era dos Abutres e do kuduro:




Em uma jamais imaginada e completa alienação, todos nós assistimos ao logo dos anos, aos nobres abutres do congresso nacional, a se digladiarem pelas belas porções da carniça dos recursos públicos.
Enquanto as legendas majoritárias com seu apetite voraz subdividem entre se as fatias, mas nobres, as de tamanhos médios se engalfinham entre eles para ver quem vai ficar com a parte maior da carcaça. Já as legendas nanicas de baixo clero, usadas como massa de manobra la no fosso junto com os  que trabalha e constrói esta bela nação.
Ficam na esperança que sobre algumas migalhas que lhe sacie a sua fome.
Assim vamos tocando a nossas vidas, assistindo a tudo isso com nossas belas bundas gordas e inertes no conforto do sofá da nossa sala de estar, de frente pra TV de “led” de 50 polegadas, comprada em 24 vezes sem juros.
Como se existisse o a prazo sem juros, independente destas questões paralelas, mesmo assim, vamos todos nos deliciando com a avenida chamada Brasil as nove pontualmente nos saudando com a sua doce melodia do kuduro.
Até quando todos nós vamos continuar com esta demência, em acreditar que algum nobre presidente que venha a nos salva destes incansáveis abutres do congresso que são os quais verdadeiramente governam este país a preço de ouro por cada voto de apoio.
              Quanto mais escândalos terão de assistir de braços cruzados sem nenhuma reação, diante dos DEMOS...  Da vida, e todos os outros na mesma balada, deslizando com os recursos públicos de cachoeira a baixo.
Quando é que nós cidadãos Brasileiros que construímos esta grande pátria, a custa de muito sangue, suor e lagrimas vamos reagir.
Será que algum dia todos nós vai acordar desta demência política de hipocrisia, e passamos a construir com nossas próprias mãos o futuro que queremos para os nossos filhos netos e de todas as outras gerações que viram.
Ou acordamos urgente e agimos ou seremos tragados pelo imenso bom senso dos hipócritas.

"Vivemos em uma república de alienados, e infelizmente todo politico tem a face exata da nação que ele representa."

D'Araujo.

Crônicas de Segunda Na Usina:O Cão o jovem, e o caminhante:


E lá vou eu para minha caminhada matinal de Domingo, para manter o foco no hoje, e manter a quietude do espirito em sintonia com o corpo.
Mas como tudo no eterno viver é uma surpresa; Ontem não foi diferente;
Ao abrir o meu portão neste pedaço do paraíso, me deparo com uma sena que por lá já é comum, mais que ainda incomoda profundamente a minha inquieta alma.
Deparo-me com Um cão da raça, Show Show, repousando o seu desengano em um olhar triste e vazio, daqueles que só o abandono pode causar; Ai, eu me pergunto, como pode existir seres de sentimentos tão perversos, em relação à vida alheia, ao seu redor.
O primeiro impulso é vou pegar para criar, mas ai lhe bate a dura realidade, que se você fizer isso você não para nunca mais, porque todos os dias as boas almas destes seres que somos nós, ditos racionais desovam sua desilusões, neste lugar que lhes parece tão distante e que certamente eles nunca mais passaram ali novamente, como se bastasse para manter à sua consciência tranquila. Há desculpe, como se alguém capaz de um ato desses tivesse consciência.
Observando o Cão, pude perceber que ele estava com as duas orelhas machucadas, e num gesto sagrado de amor para com seu Cão há boa alma que o abandonou, teve o cuidado de colocar benzocreol, para conforta à sua dor; O que é a mesma coisa que você se propor a cuidar de um ser humano com conjuntivite por uma semana e depois joga-la no abismo.
Pelo menos ela vai ter uma bela visão da ultima paisagem da sua existência.
E lá vou eu degustando aquele olhar desolador em minha serena caminhada, pois parecia que tudo naquele domingo se resumiria aquele contraditório do dia, mas sempre existe algo, há, mas no seu caminho.
Seguindo eu naquele deserto da floresta no come calmo deserto da Ilha, até perceber que logo há frente tinha um jovem, e qual não foi a minha surpresa ao perceber, que tínhamos compartilhado do mesmo pensar que estaríamos às sós naquela imensidão do nada da ilha.
Ao me aproximar pude perceber que ele repousava sobre um galho da arvore;
Não ele não repousava seu corpo naquele galho, e sim uma imensa carreira de pó.
E como sempre fiz em relação às escolhas de cada um, lhe cumprimentei, e segui em frente em minha caminhada, mas era impossível passar indiferente aquele mesmo olhar de desencanto que unia aquele Cão e aquele jovem, na mesma luta pela sobrevivência diante as condições impostas a revelia dos seus desejos.

E inevitavelmente me veio à fatídica reflexão de que cada um destila suas desilusões da melhor forma possível, e que em quinze minutos de minha caminhada na imensidão do interminável verde da ilha, lá estava a dura realidade, do negro desejo de sobreviver daquele Cão, e há ilusão branca daquele jovem, e em mim a doce certeza da nossa grande hipocrisia de acharmos que somos algo mas que orgulho e pó.

D'Araujo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Lançamento" Antologia IV Prêmio de Literatura Escritor Marcelo de O. de Souza:Poema:Tu:





Oh! Tu.
Que trazes no olhar uma nova esperança para
meus sofridos dias.
Oh! Bela flor.
Que o teu sorriso se abotoe no meu peito, feito
blusa de um intenso inverno.
Oh! Clara pele.
Que parece a luz do sol de manhãzinha,
deslizando na relva fresca do meu viver.
Oh! Minha divina Luz.
Que eu seja em ti o mormaço de uma linda tarde.
O cobertor que te veste nas noites frias.

A doce brisa de um amanhecer de primavera.

sábado, 8 de setembro de 2018

Pensamento do Dia:


“O ser não envelhece. O corpo é que não suporta o acúmulo de sabedoria.”



Esta e mas de 90 outras frases estão nesta edição comemorativa.
Para fazer o download grátis do livro, basta clicar no link a baixo: