domingo, 13 de outubro de 2019

Domingo Na Usina: Biografias:Orígenes Lessa:



Foi jornalista, contista, novelista, romancista e ensaísta. Em 9 de julho de 1981 foi eleito para a Cadeira número 10 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Osvaldo Orico. Foi recebido em 20 de novembro de 1981, pelo acadêmico Francisco de Assis Barbosa.

Filho do pernambucano Vicente Themudo Lessa, historiador, jornalista e pastor protestante, e de Henriqueta Pinheiro Themudo Lessa, foi com a família para São Luís do Maranhão em 1906, onde morou até os 9 anos. Da experiência de sua infância resultou o romance "Rua do Sol". Em 1912, voltou para São Paulo. Dos 19 aos 21 anos, ficou num seminário protestante.

Em 1924, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Separado voluntariamente da família, lutou para se sustentar, dedicando-se ao magistério. Completou o curso de educação física e chegou a dar aulas de ginástica. Ingressou no jornalismo, publicando os seus primeiros artigos na seção Tribuna Social-Operária de "O Imparcial". Em 1928, matriculou-se na Escola Dramática do Rio de Janeiro, dirigida, então, por Coelho Neto, romancista aclamado como o "Príncipe dos Escritores Brasileiros".

Ainda em 1928, voltou para São Paulo, onde ingressou como tradutor no Departamento de Propaganda da General Motors, ali permanecendo até 1931. Em 1929, começou a escrever no "Diário da Noite", de São Paulo, e publicou a primeira coleção de contos, "O Escritor Proibido", calorosamente recebida por Medeiros e Albuquerque, João Ribeiro, Menotti del Picchia e Sud Menucci. Seguiram-se a essa coletânea "Garçon, Garçonnette, Garçonnière", menção honrosa da Academia Brasileira de Letras, e "A Cidade que o Diabo Esqueceu".

Em 1932, tomou parte ativa na Revolução Constitucionalista, durante a qual foi preso e encaminhado para o Rio de Janeiro. No presídio de Ilha Grande, escreveu "Não Há de Ser Nada", reportagem sobre a Revolução Constitucionalista, e "Ilha Grande, Jornal de um Prisioneiro de Guerra", dois trabalhos que o projetaram nos meios literários. Nesse mesmo ano, ingressou como redator de publicidade na N.Y. Ayer & Son, atividade que exerceu durante mais de 40 anos em sucessivas agências.

Voltou à atividade literária, publicando a coletânea de contos "Passa-três" e, a seguir, a novela "O Joguete" e o romance "O Feijão e o Sonho", obra que conquistou o Prêmio Antônio de Alcântara Machado e teve grande sucesso, tendo sido adaptada para uma novela de televisão.

Em 1942 mudou-se para Nova York para trabalhar no Coordinator of Inter-American Affairs, tendo sido redator da NBC, em programas irradiados para o Brasil. Em 1943, de volta ao Rio de Janeiro, reuniu no volume "OK, América" as reportagens e entrevistas escritas nos Estados Unidos. Fez novas coletâneas de contos, novelas e romances. A partir de 1970, dedicou-se também à literatura infanto-juvenil, chegando a publicar, nessa área, quase 40 títulos.


Recebeu inúmeros prêmios literários: o Antônio de Alcântara Machado (1939), pelo romance "O Feijão e o Sonho"; o Carmem Dolores Barbosa (1955), pelo romance "Rua do Sol"; o Fernando Chinaglia (1968), pelo romance "A Noite sem Homem"; o Luísa Cláudio de Sousa (1972), pelo romance "O Evangelho de Lázaro".

fonte de origem:

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Alvaro Posselt:


O presente pede passagem
Para um lugar chamado instante
faça uma boa viagem


Alvaro Posselt.



Poema do livro Um lugar chamado instante.














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Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Roberto Mello: Simples Palpite:


Falar em sentimento,
Sem o coração perceber,
Sem o seu Eu entender,
Desejas afirmar o que?
Não vós sabeis,
Quanta dualidade em sua idade existe?

Neste acalento que faz tremular,
Minhas palavras escoam,
E como ecoam pelo ar.

Que dizer em terra melodiosa...
Que em um simples soneto,
Mostra teu sentimento,
Mostra tua solidão.

Deveras um palpite,
Voando como triste sonata,
E se perde..., e se cala.

Perde-se em desejos,
Cala-se em emoções,
E perde a razão.
Razão sem amor,
É a mais pura ilusão.


Autor: Roberto Mello

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Jose Antonio:


me imagino a correr
por campos verdejantes
e por ti eu colheria
todas suas flores
para te dar
colocaria todas as estrelas
do céu em tuas mãos
Ah! Se eu pudesse
te daria toda a alegria do mundo
para que te sentisses
realmente feliz
para te ver e te ter
com o teu coração em paz
cantando com esperança
e teus olhos a se encherem de felicidade
e vontade de viver
Ah! Se eu pudesse
colocaria o sol
das manhas em tua vida
para criar mais um momento de luz
mais um momento de amor
Ah! Se eu pudesse
ser o teu sonho mais lindo
ser a vida que tanto procuras
ser o caminho dos teus passos
Ser a luz que te guia
ser aquela pessoa que tu amas
Ah! Se eu pudesse
eu iria ao infinito
para gritar como é lindo
te ter em minha vida
saber que tas junto de mim
gritar que o mais importante
é te ter
é sentir-te
É olhar em teus olhos
e te ver sorrir por dentro
é sentir o amor
que corre em tuas veias
para dar descanso ao coração
Ah! Se eu pudesse
ser aquele poeta
te escreveria um lindo verso
iria escrever o que me vai no pensamento
e que existe em meu coração
que ele existe por ti
Ah! Se eu pudesse
caminhar por onde caminhas
ser aquele que queres ter
Ah! Se eu pudesse
beijaria os teus lábios
doces como o mel
esses lábios de mulher
Ah! Se eu pudesse
caminhar contigo
pela beira mar
de mãos dadas contigo
me perder pelas ruas
pelo parque e pelos campos lindos
eu seria mais um pouco de mim
teria mais um pouco de amor
seria um pouco de ti
e tentaria viver dentro de ti
Ah! Se eu pudesse
te daria a minha vida
porque nunca iria querer te perder
e sim te ter
amar-te e desejar-te
a cada amanhecer
da minha vida


by: JOSE ANTONIO

























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"O Grito da Alma" poesias e pensamentos
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Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Herculano Novaes Aragão:MISSÃO EM POSSÍVEL:



Poesia surreal
Brunei mandei catar
Bórneo mandei ao Qatar
Estúpido cuspido
Insano real, los ojos
Destruído, pô
Calçada jeans
Substrato solar
McDonald's noturnos
Ensanguentado o óleo Paixão
Co'cacau faço brow
Cantores tuberculosos
Magros negros semi-raivosos
Supernight da Light
Cagada de tênias
E tênis descascados
Rolando talco calcificado
Que as garrafas estão vazias
Sabia o premonitório
Palcos sem pisos
Plástico queimado
Indespedida pedida
de tempos adolescentes
Deixe queimar a queda
Edifique a paineira
Plante tijolos e molhos
Quem sabe se nasce?
O amanhã ao outro
pertence
Sem teus pertences
Apetece o nojo simulado
O sublime céu nublado
Toxicou, toxicou
Quebrou corações e carótidas
Não sou vaso ruim
Pais olham seus filhos
mas estranho não olha tua vida
Correndo, esperando
Perdido em Kosovo
Nevoeiro madrugueiro
Bolo de nozes e nós
Enrolado no papel de cigarro
Excedido o acendido
Brasa d'algas derretidas
Sonoros milionários
não são pajés
S'espera a maré
Sonhe ex-sonhador
Não fale para mim
a causa da tua coceira
Mas coça
Cansaço sem calças
Bolhas de ermitão
Põe pra carregar o dia
Não deixo faltar
só comida
Tecnologia não adianta
Preguiça me raspa a garganta
Eletrônico o espírito não é
Pus o bebê a engatinhar
e o gato no alto do muro
Não lavarei a roupa suja
mesmo nos dias escuros
Levarei o caixão
para fazer valer o pão
Deixa eu correr atrás
senão vou ficar pra trás


HERCULANO NOVAES



Uma hora e 44 minutos de 22 de janeiro de 2013.


http://herculanonovaes.blogspot.com.br/2013/11/missao-em-possivel.html











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Sexta Na Usina Poetas da Rede: ZÉ DA LUZ:AI! SE SÊSSE!...


Se um dia nós se gostasse; 

Se um dia nós se queresse; 

Se nós dos se impariásse, 

Se juntinho nós dois vivesse! 

Se juntinho nós dois morasse 

Se juntinho nós dois drumisse; 

Se juntinho nós dois morresse! 

Se pro céu nós assubisse? 
Mas porém, se acontecesse 
qui São Pêdo não abrisse 
as portas do céu e fosse, 
te dizê quarqué toulíce? 
E se eu me arriminasse 
e tu cum insistisse, 
prá qui eu me arrezorvesse 
e a minha faca puxasse, 
e o buxo do céu furasse?... 
Tarvez qui nós dois ficasse 
tarvez qui nós dois caísse 
e o céu furado arriasse 
e as virge tôdas fugisse!!!

Breve Biografia:

Zé da Luz, poeta, das terras nordestinas, nasceu em 29 de março de 1904 em Itabaiana, região agreste da Paraíba e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de fevereiro de 1965. Veio ao mundo como Severino de Andrade Silva e recebeu a alcunha de Zé da Luz.
Sua poesia é dita nas feiras, nas porteiras, na beirada das estradas, nas ruas e manguezais. Perdeu-se do seu autor pois em livro não se encontra. Se encontra na boca do povo, de quem tomou emprestado a voz, para dividi-la em forma de rima e verso.
Enciclopédia Nordeste: Zé da Luz - http://goo.gl/EhhH1s

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Poesia De Quinta Na Usina: Flor bela Espanca: MENTIRAS:


Ai quem me dera uma feliz mentira que fosse uma verdade para mim!
J. DANTAS

Tu julgas que eu não sei que tu me mentes Quando o teu doce olhar pousa no meu? Pois julgas que eu não sei o que tu sentes? Qual a imagem que alberga o peito meu? Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo O bom sonho da feroz realidade...
Não palpita d´amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade! Embora mintas bem, não te acredito; Perpassa nos teus olhos desleais
O gelo do teu peito de granito...

Mas finjo-me enganada, meu encanto, Que um engano feliz vale bem mais Que um desengano que nos custa tanto!

Poesia De quinta Na Usina: Paulo Leminski:




Amigo Inimigo
Nada tive com o mar Nem ele comigo

Fui homem de seco Hoje posto a secar Neste beco.

Poesia De Quinta Na Usina:Machado de Assis: Daqui Deste Âmbito Estreito:


Daqui, deste âmbito estreito,
Cheio de risos e galas,
Daqui, onde alegres falas
Soam na alegre amplidão,
Volvei os olhos, volvei-os
A regiões mais sombrias,
Vereis cruéis agonias,
Terror da humana razão.
Trêmulos braços alçando,
Entre os da morte e os da vida,
Solta a voz esmorecida,
Sem pão, sem água, sem luz,
Um povo de irmãos, um povo
Desta terra brasileira,
Filhos da mesma bandeira,
Remidos na mesma cruz.
A terra lhes foi avara,
A terra a tantos fecunda;
Veio a miséria profunda,
A fome, o verme voraz.
A fome? Sabeis acaso
O que é a fome, esse abutre
Que em nossas carnes se nutre
E a fria morte nos traz?
Ao céu, com trêmulos lábios,
Em seus tormentos atrozes
Ergueram súplices vozes,
Gritos de dor e aflição;
Depois as mãos estendendo,
Naquela triste orfandade,
Vêm implorar caridade,
Mais que à bolsa, ao coração.
O coração... sois vós todos,
Vós que as súplicas ouvistes;
Vós que às misérias tão tristes
Lançais tão espesso véu.
Choverão bênçãos divinas
Aos vencedores da luta:
De cada lágrima enxuta

Nasce uma graça do céu.

Poesias dispersas:
 Textos-fonte:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. III,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Toda poesia de Machado de Assis. Org. de Cláudio Murilo Leal.
Rio de Janeiro: Editora Record, 2008.









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Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: As lentas nuvens fazem sono:


As lentas nuvens fazem sono,
O céu azul faz bom dormir.
Bóio, num íntimo abandono,
À tona de me não sentir.
E é suave, como um correr de água,
O sentir que não sou alguém,
Não sou capaz de peso ou mágoa.
Minha alma é aquilo que não tem.
Que bom, à margem do ribeiro
Saber que é ele que vai indo...
E só em sono eu vou primeiro.

E só em sonho eu vou seguindo.

Poesia de quinta Na Usina: D'Araujo:Poema:Confortável:

         
Em sua carcaça inerte o espírito repousa.
No conforto do assento do sofá da sala,
a TV rouba-lhe o tempo.
O computador acalenta seus ensejos.

A esperança é morta.
O sonho nem nasceu.

Mas a vida ainda pulsa,
ali, junto aquele corpo inerte,

que só espera a morte.

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Poesia De quinta Na Usina: D'Araújo: Nudez:



A nudez das noites quentes,
Refletida na intensa e sublime,

Luz do luar,

Nos faz escravos do desejo.



D'Araújo.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Ju Loren: SEU PERFUME:



O sentimento mais lindo

é aquele em que quando 

entro no meu jardim

percebo que você esteve aqui,
deixou sua essência,
em forma de carinho,
partiu em seguida, 
mas deixou o seu perfume
para acariciar minha alma,
com o cheiro de jasmim

Ju Loren.

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede:Lua Marim:





Nosso querer é tão intenso

que nos perdemos um dentro

do outro quando estamos fazendo
amor.
A intensidade desse querer nos
faz viajar em fantasias , as quais
nossos corpos se correspondem 
e sentimos as nossas caricias mais
ousadas mergulhar no jorro intenso
do nosso prazer.

Lua Marim@direitos autorais

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Fátima Pereira:TOCA-ME:



Sentes?

Minha mente é rodopio

Meu corpo fera com cio

Toca-me!
Solta o timbre adormecido em mim 
Assim, sente-me
Com tuas mãos de sul a norte
Um dedilhar ritmado e forte 
Rompe as cordas deste bandolim….



Toca

Um concerto inacabado e lento
Meu instrumento pela noite dentro
Façamos ritmo da euforia 
Tu és refrão 
Eu melodia
Compõe em mim com sofreguidão
E do meu corpo faz sinfonia.

Move-me
Quero combustão na cama
Teu pavio explodir em minha chama
Ao ritmo da música que a dois ouvimos 
Este prelúdio que em uníssono sentimos.

Percorre
Meus vales, labirintos e montes
Sacia a sede das minhas fontes 
E contigo, faz-me galgar lua e sois
Ir além dos horizontes 
Na promiscuidade de teus lençóis…

.
Pereira, Fáttima
“Poesia às Avessas”.(2014)
Obra Reg. I.G.A.C.

Quarta Na Usina Poetisas Da Rede: Hilda Hilst:




"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)

Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.

E sendo água, amor, querer ser terra."