sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: José Augusto Silverio: ABRIGO:



Esquecer de você,

É coisa que eu não consigo.
Pois você mora no meu coração.
E aonde vou ele vai comigo.


Esquecer de você,

É coisa que não dá.

Pois esta no meu coração.

E não sairá mais de lá.



Esquecer de você,

Seria esquecer de mim.

E disto tenho certeza,

Não estou a fim.



Esquecer de você,

Deixar-te, não é legal.

É coisa que não faço.

Pois passaria mal.



E o melhor ainda, estou sabendo,

Que jurastes viver comigo.

E pra tanto tomou uma decisão.

Fez do meu coração, o seu abrigo.



Autor: José Augusto Silvério.

ZITO.














Pensamento do Dia:

Nada mais confortante que sair da complexa escuridão das possibilidades, para trilhar um caminho que você sabe exatamente aonde ele vai te levar.


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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Poesia De Quinta Na Usina: Cruz e Sousa: SONETO:



À Julieta dos Santos

Dizem que a arte é a clâmide de idéia

A peregrina irradiação celeste,

E d’isso a prova singular já deste

Sorvendo d’ela a divinal sabéia!.

Da “Georgeta” na feliz estréia, Asseverar-nos ainda mais vieste Que és um gênio, que te vais de preste

Tornando o assombro de qualquer platéia!...

Sinto uns transportes fervorosos, ledos Quando nas cenas de sutis enredos

Fulgem-te os olhos co’a expressão dos astros!...

E as turbas mudas, impassíveis, calmas

Sentem mil mundos lhes crescer nas almas...


Vão-te seguindo os luminosos rastros!...

Poesia de Quinta Na Usina: Cruz e Sousa: SONETO:



— Os Trópicos pulando as palmas batem...

Em pé nas ondas — O Equador dá vivas!...

Ao estrídulo solene dos bravos! das platéias,

Prossegues altaneira, oh! ídolo da arte!...

— O sol pára o curso p'ra bem de admirar-te

— O sol, o grande sol, o misto das idéias!...

A velha natureza escreve-te odisséias...

A estrela, a nívea concha, o arbusto... em toda a parte

Retumba a doce orquestra que ousa proclamar-te

Assombro do ideal, em duplas melopéias!

Perpassam vagos sons na harpa do mistério Lá, quando no proscênio te ergues imperando

— Oh! Íbis magistral do mundo azul — sidéreo!

Então da imensidade, audaz vem reboando

De palmas o tufão, veloz, febril, aéreo

Que cai dentro das almas e as vai arrebatando!...

Poesia De Quinta Na Usina: Mário Quintana: A casa fantasma:



A casa está morta?
Não: a casa é um fantasma, um fantasma que sonha
com a sua porta de pesada aldrava, com os seus intermináveis corredores
que saíam a explorar no escuro os mistérios da noite e que as luas, por vezes, enchiam de um lívido assombro...
Sim! agora
a casa está sonhando

com o seu pátio de meninos pássaros.

A casa escuta... Meu Deus! a casa está louca, ela não [sabe
que em seu lugar se ergue um monstro de cimento e [aço:
há sempre uma cidade dentro de outra

e esse eterno desentendido entre o Espaço e o Tempo.

Casa que teimas em existir a coitadinha da velha casa!

Eu também não consegui nunca afugentar meus [pássaros.

Poesia De Quinta Na Usina: Mario Quintana:O descobridor:




Ah, essa gente que me encomenda um poema
com tema...

Como eu vou saber, pobre arqueólogo do futuro, o que inquietamente procuro em minhas escavações do ar?
Nesse futuro, tão imperfeito, vão dar,
desde o mais inocente nascituro, suntuosas princesas mortas há milênios,
palavras desconhecidas mas com todas as letras [misteriosamente acesas
palavras quotidianas

enfim libertas de qualquer objeto E os objetos...

Os atônitos objetos que não sabem mais o que são no terror delicioso da Transfiguração!

Poesia De quinta Na Usina:D'Araújo: Ralo (M, C, A: Eme, ci, êi).



Eu vou dizer vocês vão me ouvir
M, C, A não vai partir.
Eu vou dizer como se diz
Ele é mais forte
Do que pó de giz
Eu vou dizer sem reclamar
M, C, A sempre vai voltar.

E quando ele voltar o bicho vai pegar.

M, C, A.  M, C, A
Eu sei que você sabe
Que eu seu que você
Sabe que eu sei M, C, A.

  Na conta do rosário
Ou na crista do galo
Não me abalo M, C, A.
      
   M, C, A. ponha a boca.
No trombone
E não sobra nem um nome
Sem se sujar


Eu caio na cama
Você cai na lama
Lama que respinga
No país inteiro
Lama do banheiro
Lama do dinheiro que
Usa ate cueca para se guardar


Não vai sobrar ninguém
Nem um vintém
Ou mesmo tostão
Tanto faz milhão
  É tudo da nação
Nação que trabalha
 
  Nação que rala
No ralo da vida
Deixando a ferida
Em suas mãos.
       
  Nosso dinheiro foi pro ralo
Não me abalo
Ralo do doutor, do professor.
Ou do policial
Que julga mal
O trabalhador.
               
Tem juiz na cadeia
Tem mulher feia
Pedindo trocado
Lá no metrô

E se ele falar
Vai respingar
No mundo inteiro
No estrangeiro
No pardieiro
Ou mesmo no bueiro

Se você olhar...

Poesia De Quinta Na Usina: Poema: Esplendor:





                            O esplendor do teu
sorriso.
     A meiguice do teu
       Olhar.
                           O necta dos teus lábios.
                              E as incomparáveis Curvas do teu belo Corpo. 
                 Faz-me acreditar em perfeição.

D'Araujo.




quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Pensamento do Dia:

Nada se altera ao seu redor. Você é que passou a enxergar com os olhos da alma.


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Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Natalie Marie Smith:


Así que entiérrame en el fondo de tu memoria

hasta que su triste sombra me desvanezca

y convierta mi voz en el silencio que odias

para que huya de tu perfecta existencia,

pero no digas que fue en vano lo que sentimos

porque tu amor es lo mas bello que he tenido.




Então me enterrar no fundo de sua memória até 
que seu triste sombra me desvanecem-se e tornar-se 
minha voz no silêncio que você odeia fazer você fugir 
de sua existência perfeita, mas não diga que foi em 
vão que nós sentimos por seu amor é o mais bonito que já tive. 












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Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede:Maria Clara da Costa: Nossos Entrelaçados Ais:



O brilho da lua timidamente acaricia o vento, 
roça minha pele,
balança saudades latentes,
decifra lamentos, 
planta sonhos,
desperta desejos que voam como pétalas entre 
jardins perfumados de girassóis.


Em cada murmúrio do silêncio,

a lembrança do teu terno olhar

(que ainda mora comigo),

vem na força das marés orvalhadas de luar, 

na brisa do verbo,

no feitiço de estrelas cadentes.



Descubro que ter saudades tuas

é ter saudade de mim,

do impossível desejo de voltar atrás...



é ter saudade daquele sonho que ficou no cais,

apesar de todos os nossos entrelaçados ais...














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Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Géssica Bueno:




Ninguém vê

ninguém anda mais

longe dos segredos do céu

se afastam da luz que chega como linha certeira
Escondo a ponta dos dedos na varanda escura
como uma estrela clandestina
me afasto das psicodelias humanas confusas
como um segredo
não posso ser exposta
O fardo pesado faz as esguias do coração cortarem
poderia construir um universo
e o mundo poderia desaparecer
porque ninguém sabe o que se revela atrás dos lentes latentes
ninguém anda mais
não olham as estrelas em forma de relógio
avisando que o dia está próximo
mas ninguém vê
ninguém anda mais.

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede:Ira Rodrigues: Assim vou levando:



Na poesia eu me busco
Nas frases me identifico

É lá que você me conhece

Ou quem sabe desconhece...



Quando escrevo procuro as palavras

Indago as letras

Busco o encaixe perfeito

Consolo às frases que chega ao fim
É na poesia que busco o aconchego...

Nos meus versos me encanto
Embriago-me de prazer
Escrevo solidão
Descreve o amor vivo a paixão...

Crio poemas feitos de luz
Brinco com frases vindas do vento
Pesco palavras soltas no mar
Declamo em versos o meu jeito de amar...

Acham-me sonhadora
Uma boba perdida no tempo
Mas enquanto existir sonhos
Seguirei sonhando
Em busca de novo tempo...

Quem nunca leu um poema
E logo pensou:
Nossa! Foi feito pra mim
Nele descreve meu medo
Minhas fantasias e realidade
Em versos tua traição
Ou mesmo aquela louca paixão....

Irá Rodrigues-10/03/2014

irapoesias@gmail.com

domingo, 20 de outubro de 2019

Domingo Na Usina: Biografias:Luis Cremades:




( Alicante , 1962 ) é um escritor, tradutor e poeta espanhol.
 Ele se mudou para Madrid em 1980. Em 1981 , ele conheceu o escritor Vicente Molina Foix , com quem teve um caso e que se tornou o mentor literário do jovem poeta. A relação entre o dois é detalhada em um convidado Bitter livro inteiro (2014), em que os capítulos escritos por cada um dos autores são intercalados. De acordo com Santos Sanz Villanueva

Este livro género -¿novela indefinida, crônica, autobiografia - poderia ter aderido ao seu núcleo, os caminhos sinuosos percorridos por uma relação difícil, mas não secundária atinge um valor documental. Em boa medida oferece um testemunho curioso do Madrid mundo literário dos anos 80 a partir da perspectiva parcial de um grupo de seus protagonistas.
Cremades trabalhou em Madrid como consultor de recursos da organização e humanos, especialidade em que publicou vários livros técnicos. Ele também foi professor da Faculdade de Letras de Madrid entre 2001 e 2008.

Ele colaborou com prestigiadas revistas literárias e culturais, como Costeira, Poesia, Vogue, Insula, veados, etc. Ensaística também traduziu obras de Jonathan Culler e Harold Bloom e poesia de Rudyard Kipling .

Poesia
Tu és pó para sua coleção de poemas foi para orientar o trabalho dos poetas Jalal ad-Din Muhammad Rumi e Li Po , embora o autor também reconhece influências de vários poetas homossexuais como Walt Whitman ou Federico Garcia Lorca .

obra literária
Poesia
O animal favorito, Pre-Textos de 1991.
Os limites de um corpo, Pre-Textos de 1999.
O Enforcado Man , Dilema de 2004.
Tu és pó, Egales de 2012.
Prosa
convidado amargo, Anagram de 2014.

"Magic Mãos" história publicada em O não-dito, uma antologia de histórias inéditas de Luis Antonio de Villena , Eduardo Mendicutti , Luisgé Martin , Lluís Maria TODO , Fernando J. Lopez , Oscar Esquivias , Luis Cremades, Lawrence Schimel , José Luis Serrano , Oscar Hernandez Campano e Alvaro Dominguez . Trabalhos de arte por Raul Lazaro . Madrid: Dois Bigodes , 2014.

fonte de origem:

Domingo Na Usina: Biografias: Clarin [Leopoldo Alas]:


(Leopoldo Alas e Ureña, também conhecido pelo seu pseudónimo de Clarín, Zamora de 1852-Oviedo, 1901) Romancista espanhol. Embora nascido em Zamora, onde seu pai foi nomeado governador civil, era da família das Astúrias e da dos sete anos em que viveu em Oviedo, uma cidade que ligaria uma relação estreita e se tornaria, de alguma forma, o protagonista sua obra-prima, La Regenta. Estudou em Oviedo, com marcas brilhantes, tanto na escola e na faculdade. Muito jovem, ele mostrou um interesse elevado na literatura e uma aptidão notável para teatro e jornalismo satírico.

A revolução de 1868 despertou a simpatia para com as causas republicanas e liberais, e os seus anos em Madrid (1871-1882), onde estudou filosofia e literatura e doutorado em Direito, ele foi autorizado a ter contato com o círculo intelectual krausista, cuja influência, muito especialmente seu professor Francisco Giner, foi fundamental para sua formação.


corneta
Com o pseudónimo de Clarín, tornou-se, desde 1875, um dos colaboradores mais ativos da imprensa "democrático". Em 1883 ele se casou e se tornou professor de economia e estatística da Universidade de Zaragoza. No ano seguinte, ele conseguiu sua transferência para a Universidade de Oviedo, onde ensinou direito romano, atividade que alternavam com as de escritor e escritor.

Seus artigos literários e satíricas, publicados principalmente na revista Madrid Comediante, alcançou grande popularidade, mas o seu entusiasmo lhe rendeu inúmeras inimizades e até mesmo um duelo. Após a chegada na capital asturiana, empreendeu a redação de The Regent, cujo primeiro volume apareceu em 1884. Em sua produção literária crítica incluem folhetos, uma série de oito trabalhos curtos publicados entre 1886 e 1891.

leitor incansável e aluno consciencioso, seus mais de dois mil artigos filosóficos, políticos e literários publicou o que se tornou o maior crítico literário do seu tempo, e em uma autoridade intelectual influente e respeitado. Sua ideologia progressista e designação para o krausismo ética liberal empate com a política, contará com o fim do século, para vencer a inércia cultural tradicional espanhola.

No entanto, a partir de 1890, sensação de que não pertencem a nenhuma das classes historicamente ativos e desprezando uma burguesia cuja única aspiração era limitado ao lucro, gradualmente substituiu o dinamismo histórico por uma moral, em vez indivíduo que alegou emancipação do homem pela cultura. Para ele, a possibilidade de progresso social estava intimamente ligado ao progresso moral do homem.

Esta nova orientação levou-o a se concentrar mais em sua obra literária e rever suas convicções positivistas. Sem definitivamente ficar longe de ciência, ele minimizou seu poder e seus esforços literários voltados para a descrição da interioridade humana. Para Clarin, não autenticamente valor humano do que o valor da interioridade. Daí sua crítica implacável da Igreja institucional e sua repugnância pela falsidade, engano e hipocrisia, componentes centrais da sociedade provincial e decadente que descreve magistralmente seu romance The Regent.


O centro de seu pensamento filosófico e religioso é dividido entre o reconhecimento do poder da razão e intuição mistério permanente. O "realismo humano" Clarin adota os ensinamentos de movimentos e personagens tão diversos como o naturalismo de Victor Hugo, psicologismo Bourget ou racionalismo espiritual de Renan. Embora seja indiscutível que a grande obra que deixa Clarin é seu romance The Regent, seus contos e teatro são parte inevitável da sua produção e são caracterizados pela ironia inteligente e ternura. Quanto à sua vocação teatral, Teresa foi inaugurado em 1885, um trabalho agora considerado como uma das tentativas mais notáveis ​​para renovar o teatro espanhol do século XIX.

fonte de origem: