sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Quincey Glam:POR DEBAJO DE NUESTROS PIES:

Atrapado me encuentro en mi refugio contra el frío externo
aventando recuerdos contra el fuego.
Sobreviviendo,

mendigando.

Creando la fuerte necesidad

de sobrevivir a este sentimiento

de nostalgia enamoradiza.



Arranco aquellas hojas de mi pasado y mi temeroso presente

así es como pretendo armar un futuro inclemente.

Acaricio la idea de salir al exterior,

como quien acaricia el viento por error...

y es sólo eso lo que tengo,

un error, una casualidad

un espejismo del cual me pretendo atar.


Por debajo de nuestros pies acechan
los recuerdos sin dueño
encuentros y desencuentros
entrelazados en silencio

Por debajo de nuestros pies se encuentra
un sol a desfallecer
entre las sombras de un siniestro encuentro
que la noche mitiga cada que lo intentas borrar de tu fe
cavando así una tumba...
un dolor bajo tu piel.

ESCRITO COMPLETO

OTROS ESCRITOS
Abaixo de nossos pés pegos eu sou em meu abrigo do frio externo jogando memórias contra fogo.

Para sobreviver, implorando.

Criando o forte precisa sobreviver a essa sensação de nostalgia enamoradiza.



Eu arrancar as folhas do meu passado e minha mente temerosa é como pretendo montar um futuro sem piedade.

Uma miragem que eu pretendo amarrar a acariciar a idéia de deixar no exterior, que acaricia o vento por engano... e só isso é o que eu tenho, um erro, uma oportunidade.



Abaixo de nossos pés espreitam as memórias sem reuniões de proprietário e mal-entendidos entrelaçados silenciosamente debaixo dos nossos pés é um sol para desmaiar nas sombras de uma reunião sinistra que noite atenua cada um que você tenta excluir sua fé assim, cavando um túmulo... uma dor sob a pele.



Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Marney Dias Teixeira:QUASE UM CRIME:


Água na boca, a flor da pele,
água de mar não mata sede,
beijo na boca não se pede,

desejo não se reprime,

um filme não se repete,

nas proporções de um crime,

provei teu letal veneno.



Um corpo para tal amor,

uma estrada para andarmos juntos,

um cálice de prazer,

uma gota de suor,

para saciar sua sede,

de amor.


CAROLINA JESUS SENRA e MARNEY DIAS.

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Carlos Humberto Kuplich:


DUAS ALMAS e um só coração
Vidas opostas amores cegos

Ódio nos olhos sangue nas mãos 

Amargura no olhar desejos desfeitos

Amores do passado corações perdidos 

Tudo pelo amor almas gêmeas

Corações sofrendo almas partindo

Um só desejo se unir em outra vida

Amor impossível erros cometidos

Sentimento puro amor juvenil

Jurando amor eterno quebrado pelo ódio

Ódio de geração em geração

Vidas estragadas coração cruel

Olhos de sangue faísca no olhar
Amores presentes marcas na alma
Nascido pra se amarem no presente
Vivendo vidas opostas sem saber
Encontros furtivos olhares felinos
Corpos do amor prazer da carne
Pecado mortal luta pelo desejo
Corpo juvenil mulher adulta
Sabendo de tudo amor e paixão
A vida não perdoa o fraco
Mas sobrecarrega o forte
Amores aparte vidas ligadas
Corações ligados por um fio
Fio da vida ou da alma

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Poesia de quinta na Usina: Ana Paula Araújo: Acróstico:














Acróstico é um gênero de composição geralmente poética, que consiste em formar uma palavra vertical com as letras iniciais ou finais de cada verso gerando um nome próprio ou uma sequência significativa.
Os acrósticos já existiam na antiguidade com escritores gregos e latinos e na Idade Média com os monges. Foi um gênero muito utilizado no período barroco, durante os séculos XVI e XVII, e ainda hoje é muito utilizado por pessoas de várias faixas etárias, classes sociais e culturas diferentes.
A palavra ACRÓSTICO originou-se da palavra grega Ákros (extremo) e stikhon (linha ou verso), onde o prefixo indica extremidade, apontando a principal característica desse tipo de composição poética: as letras de uma das extremidades de cada verso vão formando uma palavra vertical. Mas as letras podem também aparecer no meio do verso.
Vejamos o acróstico utilizado pela potisa paranaense Santher:
Minha Razão de Viver
Felicidade maior que se 

Instalou em minha vida... 

Luz que ilumina e me mostra o 

Horizonte a seguir... Abrigo 

Onde repouso meus 
Sonhos, sem nunca pensar em desistir

Segundo a Enciclopédia Britânica, o acróstico é utilizado desde a antiguidade, inclusive nos livros bíblicos dos Provérbios e dos Salmos.
Em português o acróstico apareceu no Cancioneiro geral (século XVI) e chegou a ser feito por Camões, no soneto CCIX, cujo primeiro verso é “Vencido está de amor meu pensamento".
Há muitas variantes: o acróstico alfabético, em que se vai enfileirando o alfabeto verticalmente; o mesóstico, em que as letras da palavra-chave aparecem no meio da composição, no final de cada primeiro hemistíquio ou início do segundo; e outras modalidades ainda mais complicadas.
Fizeram-se acrósticos em prosa, com as letras do começo de cada parágrafo, e se chegou a verdadeira mania de acrósticos nos tempos do barroco.
Um trabalho de autor nacional sobre acrósticos, é o de Dorival Pedro Lavirod. De sua autoria é a fábula intitulada “O Sapo e a Borboleta”, cujos versos são os seguintes:
Sabia que sou mais bonita?

A borboleta disse ainda ao sapo:

Pobre batráquio asqueroso,

O que você é me causa nojo!

E o sapo, com toda calma do mundo,
Assim respondeu à borboleta:
Bonita é minha natureza anfíbia,

O que, também, me protege mais,

Rios e solo me dão guarida,

Brejos e até mesmo matagais!

O que você faz para se defender?
Livre, viajo sobre todos os animais!
E, num segundo, o sapo projetou
Tamanha língua no espaço,
Acabando, assim, com o embaraço!

Os acrósticos podem ser simples, com frases, nomes ou palavras que não tenha ligação entre si, ou ainda poemas completos. Podem ser encarados como atividade lúdica, tornando-se um jogo muito interessante. Assim, uma das funções pode ser ressaltar as qualidades ou defeitos de alguém.
Pode-se dar evidência às letras em cada verso para evidenciar a quem são dedicados, ou ainda deixá-las sem evidência alguma, para torná-las secretas. Depende da intenção com que se fez o acróstico. Os acrósticos são ainda encontrados na Bília, principalmente nos Salmos, e em alguns poemas com o objetivo de revelar sua autoria.
Podemos dizer que o acróstico parece englobar três funções: 1) uma procura de virtuosidade própria dos poetas palacianos; 2) um carácter lúdico que designa todo um jogo de espírito sutil; 3) um certo gosto pelo secreto.
Exemplo:
Portugal, séc. XV, “meu pensamento”:
Vencido está de amor meu pensamento,

O mais que pode ser vencida a vida,

Sujeita a vos servire instituída,

Oferecendo tudo a vosso intento.

Contente deste bem, louva o momento
Ou hora em que se viu tão bem perdida;
Mil vezes desejando a tal ferida,
Otra vez renovar seu perdimento.
Com esta pretensão está segura
A causa que me guia nesta empresa.
Tão sobrenatural, honrosa e alta,
Jurando não seguir outra ventura,
Votando só para vós rara firmeza,
Ou ser no vosso amor achado em falta.

Neste caso a frase é Vosso como cativo, mui alta senhora, e constitui um duplo acróstico, composição difícil, na qual a leitura de duas séries de letras separadas forma uma frase significativa. Mas se relermos o repertório das curiosidades poéticas deparamos com o pentacróstico aue repete cinco vezes a mesma palavra, em cinco partes verticais dos versos (v. Tratatus de Executoribus de Silvestre de Morais, Tome II, Lisboa, 1730, p. 11).
O acróstico dissimula a palavra, que ele dá, escondendo-a; e requer do leitor uma certa esperteza para descobrir a sua subtileza. Relaciona-se com a adivinha e liga-se logicamente com ela pois existem enigmas em verso cujo nome figura em acróstico. Um autor pode assinar com um tipo de assinatura  cifrada o seu próprio nome em acróstico.
Definição Dicionarizada:

acróstico
(grego akrostikhís, -ídos)
s. m.
1. Versif. Composição poética em que cada verso principia por uma das letras da palavra que lhe serve de tema.
2. Tipo de texto em que as primeiras letras de cada linha ou parágrafo formam verticalmente uma ou mais palavras.
adj.
3. Relativo a essa composição ou a esse tipo de texto (ex.: poesia acróstica). = acrostiqueno

Fontes:
http://www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br
http://muraldosescritores.ning.com
http://www.fcsh.unl.pt/invest/edtl/verbetes/A/acrostico.htm
Arquivado em: Gêneros Literários:
Fonte de origem:

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araujo: A mesa posta:




Poesia De Quinta Na Usina:Machado de Assis:Horas Vivas.


Noite; abrem-se as flores...
Que esplendores!
Cíntia sonha amores
Pelo céu.
Tênues as neblinas
Às campinas
Descem das colinas,
Como um véu.
Mãos em mãos travadas
Animadas,
Vão aquelas fadas
Pelo ar;
Soltos os cabelos,
Em novelos,
Puros, louros, belos,
A voar.
— "Homem, nos teus dias
Que agonias,
Sonhos, utopias,
Ambições;
Vivas e fagueiras,
As primeiras,
Como as derradeiras
Ilusões!
— Quantas, quantas vidas
Vão perdidas,
Pombas malferidas
Pelo mal!
Anos após anos,
Tão insanos,
Vêm os desenganos
Afinal.
— Dorme: se os pesares
Repousares.
Vês? — por estes ares
Vamos rir;
Mortas, não; festivas,
E lascivas,
Somos — horas vivas
De dormir. Espero-te, amanhã.

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis; Poema: ÁLVARES D'AZEVEDO

AO SR. DR. M. A. D'ALMEIDA

Vejo em fúnebre cipreste
Transformada a ovante palma!
PORTO ALEGRE.
Morrer, de vida transbordando ainda,
Como uma flor que ardente calma abrasa!
Águia sublime das canções eternas:
Quem no teu vôo espedaçou-te a asa?
Quem nessa fronte que animava o gênio,
A rosa desfolhou da vida tua?
Onde o teu vulto gigantesco? Apenas
Resta uma ossada solitária e nua!
E contudo essa vida era abundante!
E as esperanças e ilusões tão belas!
E no porvir te preparava a pátria
Da glória as palmas e gentis capelas!
Sim, um sol de fecunda inteligência
Sobre essa fronte pálida brilhava,
Que à face deste século de indústria
Tantos raios ardentes derramava!
E pôde a morte destruir-te a vida!
E dar à tumba a tua fronte ardente!
Pobre moço! saudaste a estrela d’alva,
E o sol não viste a refulgir no Oriente!
Morrer, de vida transbordando ainda,
Como uma flor que ardente calma abrasa!
Águia sublime das canções eternas:
Quem no teu vôo espedaçou-te a asa?
Voltaste à terra só — Não morrem Byrons,
Nem finda o homem na friez da campa!
Homem, tua alma aos pés de Deus fulgura,
Teu nome, poeta, no porvir se estampa!
Não morreste! estalou a fibra apenas
Que a alma à vida de ilusões prendia!
Acordaste de um negro pesadelo,
E saudaste o sol do eterno dia!
Mas cá fica no altar do pensamento
Teu nome como um ídolo pomposo,
Que a fama com o turíbulo dos tempos
Perfuma de um incenso vaporoso!
E ao ramalhete das brasílias glórias,
Mais uma flor angélica se enlaça,
Que a brisa ardente do porvir passando
Trêmula beija e a murmurar abraça!
Byron da nossa terra, dorme embora
Envolto no teu fúnebre sudário,
Murmure embora o vento dos sepulcros
Junto do teu sombrio santuário.
Resta-te a c’roa santa de poeta,
E a mirra ardente da oração saudosa,
E pelas noites calmas do silêncio
Os séculos da lua vaporosa!
Ela te chora, e ali com ela a pátria,
Pobre órfã de teus cânticos divinos,
E das brisas na voz misteriosa,
Da saudade e da dor sagram-te os hinos!
Dorme junto de Chatterton, de Byron,
Frontes sublimes, pra sonhar criadas,
Almas puras de amor e sentimento,
Harpas santas, por anjos afinadas!
Dorme na tua fria sepultura
Guarda essa fronte vaporosa, ardente,
Tu, que apenas saudaste a estrela-d'alva

E o sol não viste a refulgir no Oriente!

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: Aqui.


 Aqui, neste misérrimo desterro
Onde nem desterrado estou, habito,
Fiel, sem que queira, àquele antigo erro
Pelo qual sou proscrito.
O erro de querer ser igual a alguém
Feliz em suma — quanto a sorte deu
A cada coração o único bem

De ele poder ser seu.

Poesia De Quinta Na Usina:Fernando Pessoa: A Grande Esfinge do Egito:


 A Grande Esfinge do Egito sonha por este papel dentro...
Escrevo — e ela aparece-me através da minha mão transparente
E ao canto do papel erguem-se as pirâmides...
Escrevo — perturbo-me de ver o bico da minha pena
Ser o perfil do rei Quéops ...
De repente paro...
Escureceu tudo... Caio por um abismo feito de tempo...
Estou soterrado sob as pirâmides a escrever versos à luz clara deste
candeeiro
E todo o Egito me esmaga de alto através dos traços que faço com
a pena...
Ouço a Esfinge rir por dentro
O som da minha pena a correr no papel...
Atravessa o eu não poder vê-la uma mão enorme,
Varre tudo para o canto do teto que fica por detrás de mim,
E sobre o papel onde escrevo, entre ele e a pena que escreve
Jaz o cadáver do rei Quéops, olhando-me com olhos muito abertos,
E entre os nossos olhares que se cruzam corre o Nilo
E uma alegria de barcos embandeirados erra
Numa diagonal difusa
Entre mim e o que eu penso...

Funerais do rei Quéops em ouro velho e Mim! ...

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Quarta Na usina: Poetisas Da Rede: Lua Marin:


Não quero me apaixonar

e tudo esta me levando

para esse caminho novamente.

Sua sabedoria me fascina e 

quero te seguir.

Lua ...Marim

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Tanea Fragoso: Vou:


Vou

Necessito te abraçar, forte,

como se o amanhã não existisse.

Necessito sentir meu rosto entre tuas mãos,

saciar estes desejos, hoje vãos,

e daria-te a lua, o céu, se me pedisses.



Vou, 

quero perdendo-te em meu olhar

que daqui te alcança, neste amor.

Vou ao teu abraço, levando-te a ternura,

levando de meu ser, toda a candura,
que possa aconchegar-te ao meu calor.

Vou, 
Entrego-te minha boca ansiosa por teu beijo,
como pássaro sedento da liberdade de todo dia.
Te oferecerei o suave sabor da paixão
que castiga assim, este pobre coração,
e te serei o coração desabrochando poesia.

Vou, 
Quero sentir teu coração, suspirando,
de amor, de paixão que arrebata.
Quero a saudade me libertando, 
e este teu amor me saciando
-a vontade de ti que, aos poucos, me mata.

..............Tanea Fragoso.....

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Elisabeth Gliceria da Conceição:Melancolia:



Ainda guardas na mente

Doces lembranças de outrora 

quando uma canção se fazia presente

quando a acalentava na memória

quando as palavras eram sinceras

faziam sentir-se num olhar

quando os grandes poetas

faziam-na sonhar
Rodas de amigos tão somente
Hoje lembranças a vagar
tempestade não a incomodava
Sempre havia braços a lhe afagar
o calor humano era intenso
melhor que a luz solar
Doces tempos passados
tempos que não voltam mais
alegria, juventude vem de dentro
se a mente envelhece
o corpo não suporta mais.













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Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Elisabeth Gl. da Conceição: Utopia:


Sonhar em ser livre 

como o vento

alva como a espuma

do mar

sonhar simplesmente

com o desejo de voar

que não existem guerras

que a paz o mal encerra
sonhar com você
perto de mim
que todos se abraçam
numa fraternidade sem fim
que a humanidade se alcança 
no amor que vem de ti
Sonhar...oh! Deus !
que teu amor nos ensine
que não vale
a pena guerrear
pois o que temos nesta vida
é a tua luz......
a união....o teu amar .

Elisabeth Gl. da Conceição