quinta-feira, 26 de março de 2020

Poesia De Quinta Na Usina:Cruz e souza: SONETO À Julieta dos Santos:




É   delicada, suave, vaporosa, A grande atriz, a singular feitura...

É   linda e alva como a neve pura, Débil, franzina, divinal, nervosa!...

E d'entre os lábios cetinais, de rosa

Libram-se pérolas de nitente alvura...

E doce aroma de sutil frescura

Sai-lhe da leve compleição mimosa!...

Quando aparece no febril proscênio Bem como os mitos do passado, ingentes, Bem como um astro majestoso, helênio...

Sente- se n'alma as atrações potentes Que só se operam ao fulgor do gênio, Às rubras chispas ideais, ferventes!...

Poesia De Quinta Na Usina: Cruz e Souza: Soneto: À Julieta dos Santos:




Um dia Guttemberg c'o a alma aos céus suspensa, Pegou do escopro ingente e pôs-se a trabalhar!

E fez do velho mundo um rútilo alcançar Ao mágico clangor de sua idéia imensa!

Rolou por todo o globo a luz da sacra imprensa!

Ruiu o despotismo no pó, a esbravejar...

Uniram-se n'um lago, o céu, a terra, o mar...

Rasgou-se o manto atroz da horrível treva densa!...

Ergueram-se mil povos ao som das melopéias, Das grandes cavatinas olímpicas da arte! Raiou o novo sol das fúlgidas idéias!...

Porém, quem lança luz maior por toda a parte És tu, sublime atriz, ó misto de epopéias Que sabes no tablado subir, endeusar-te!...

Poesia De Quinta Na Usina: Mario Quintana: Os poemas:





Poemas nas pontas dos pés. que nem os sente o papel... 
Poemas de assombração sumindo
pelos desvãos da alma... Poemas que dançam, rindo
que nem crianças... Poemas de pé de pilão, um baque
no coração.
E aqueles que desmoronam
- lentamente - sobre um caixão!

Poesia de Quinta Na Usina: Mario Quintana:O visitante noturno:



Enquanto dormes, teu Cuidado espera-te. Despertas... e ei-lo sentado, ali, aos pés do leito. Mas um dia darás um jeito nisso tudo...
Um dia, não despertas... Nunca mais! Que fará ele, então, o teu Cuidado, Da sua odienta fidelidade canina?
Do seu feroz silêncio? Do seu rosto sem cara?

quarta-feira, 25 de março de 2020

Quarta Na Usina: Poetisas da Rede:Thayane Brasil : Delírios De Uma Paixão:


O que nos impedia de estar juntos...
De sermos calorosos
De sairmos por aí, pelo mundo...
De mãos dadas
Despreocupados...
De nos amarmos loucamente ao som de uma playlist bacana
De ver o por do sol na segunda ainda na cama
O que nos impedia de aceitarmos a vida como ele é,
Vida esta considerada vazia, até termos a prova do quão valiosa é.
Falta de tempo, dinheiro, sentimento, de inteligência ou discernimento?
Cada um terá uma versão diferente,
A questão é que temos tempo para pensar nesses detalhes,
Em quantas vezes podíamos ter ido ao cinema, mas estamos aqui em mais um dia de quarenta.

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede:Poemas e prosas sentidos por mim.( Preciso )


Preciso de ti , para viveres em mim ....
Viver em ti é o que mais desejo ...
Preciso de ti para me sentir viva ....
Para me sentir amada e desejada ...
Como te preciso , como te quero !!!
Vives em mim, em meu peito que vive para ti ...
Minha pele anseia pela tua entrega , pelo teu beijo
atrevido e carregado de amor ....

Tu e eu no mais bonito quadro , de paixão avassaladora e loucura apaixonante ....
Atravesso caminhos longos e tempestades só para te sentir , para meu beijo selar com o teu .....
O caminho é longo e até árduo , mas contigo vivo cada momento ,como se fosse o último .....
Em ti vivo , em ti quero aconchegar -me ....
Sinto-te num todo , vivo-te como ninguém ......
Tu fazes sentido , tu és razão , tu completas meu viver , meu coração te abraça com paixão .....
Cumplicidade divina , sorrisos de luz .....
Te quero , te vivo com amor e me entrego de corpo e alma a ti meu doce e puro amor ....
Poderia dizer -te mais mas , meu amor fala por mim
E somente isso chega para derrubar barreiras e continuarmos nosso caminho rumo a felicidade...
Tu e eu no mais íntimo do nosso ser .....
FELICIDADE GUERREIRO
Todos os direitos reservados
24/03/2020

Fonte de origem:

Quarta Na Usina: Poetisas da Rede: TERNURA - TAUTOGRAMA.:


Tento tatuar teus traços,
Temerosa, trêmula, tímida.
Toco tua tez, ternamente,
Transbordando tolerância,
Transmitindo tranquilidade,
Transcendendo todos tons.

Lilian Menale
(Uma Mulher Um Poema)
Direitos autorais reservados

Fonte de origem:

Quarta Na Usina: Poetisas Na Rede:Ysolda Cabral: FORÇA ESTRANHA:



Quando a força lhe faltar,
Não se preocupe e nem se amedronte,
Pois a reserva interior é tão grande,
Que, dependendo da circunstância,
Vem à tona inteira e com tanta ânsia em ajudá-lo
Que se lança de dentro para fora a envolvê-lo
Num abraço protetor, autêntico e forte...

Mesmo que muitas vezes seja precipitada,
Equivocada... Destemperada... Alucinada...
Nada a impede de acontecer.
E, sem se incomodar,
Se com tanto, irá machucá-lo,
Ao invés de ajudá-lo,
Vem, contudo, pra fora de você,
Disposta até a guerrear.

Às vezes até se reprime,
Só por instante...
E, quando sem ação, ficamos,
Surpreendemo-nos com sua determinação estranha...
E deixamo-nos envolver
Anestesiados e tontos...

Nem percebemos o estrago,
Que muitas vezes faz acontecer...
Ponderar não é a solução,
Vez que ela se jogará,
De volta pra dentro de você.
O que fazer?
Entender o quanto poderosa ela pode ser.

Meu amigo ou amiga,

Esta é para você que, neste momento, precisa de toda a sua força interior. A força interior que vem de Deus.



Quarta Na Usina: Poetisas da Rede: Ana Alencar:


segunda-feira, 23 de março de 2020

Na contra-mão:


Quando foi que deixamos de criar cidadãos e passamos a produzir alienados.
É maravilhoso ver o povo nas ruas clamando por um País melhor.
"Mais fico perplexo ao ver um bando de alienados clamando, por uma coisa que nem mesmo eles sabem o que quer.


Apenas vejo aqui no facemundo pessoas se engalfinhando, cada um defendendo o seu próprio Peixe, e a nossa pátria se afundado cada dia mais.

Porque que em vez dessa discussão inútil, não postamos propostas reais que mudariam a forma de fazer política no nosso País, será que tudo isso é só o desejo de aparecer, se sabemos que está ruim porque não espalhamos aos quatro cantos da nossa pátria o que nossos políticos deveriam fazer, e avisamos a cada um em que votamos que se não o fizerem, nas eleições do ano que vem não terá um único voto valido.

Por que a única coisa que amedronta político é a possibilidade dele perder a boquinha.

e nem precisa sair de casa, já inventaram uma coisa chamada e-mail.

E acredite o partido e o politico que você votou tem um.

Chega de seguir o fluxo que não leva a nada.

Se quer mudança, faça o necessário.

Agora se o seu único desejo é só arrotar os seus fracassos e insatisfações próprias. 

Vai assistir o BBB ouvir Funk, e comer açúcar com gordura de Cacau chamando de meu chocolate.
Em uma Pátria onde somos incapazes de aceitar as diferenças de opiniões, religiosas e de genero.
Está condenada ao caos social e ao subdesenvilvimento.

D'Araújo.

Sergio Almeida: Diário do Desassossego:




canto um refrão triste.


pelo chão resquícios

de uma noite insone,

pelas paredes sinais

de impossíveis probabilidades

originadas no útero

da minha descrença,

no coração das minhas fraquezas,

entre a demência e a dormência.

.

algumas certezas

precisam ser sacrificadas.

os sorrisos já se foram,

carregam o peso de um pretérito
interminável.
.
insustentável leveza.
muito passado,
escasso presente,
nenhum futuro.
.
Adquira Diários do Desassossego
http:/sergioprof.wordpress.com

Sonhos de uma pátria em movimentos:


Meu partido é minha Pátria:
O resultado do vem pra Rua:
Se isso foi uma vitória. 
O que conhecemos por derrota?

        




Bom dia amigos do facemundo: Aqui vos fala o ET do Planeta azul.
Desculpem pelo inicio que possa lhe parecer irônico, mas é exatamente assim que eu me sinto diante os últimos acontecimentos na nossa Pátria:
Nos últimos dias deixei minha opinião sobre a maioria dos meios de comunicação de nossa pátria de lado, e resolvi acompanhar a evolução dos acontecimentos.
Confesso que é complicado, porque para ouvir a opinião de certos especialista, diga-se de passagem, bem pagos para deferir longas resenhas sobre determinados assuntos de interesse principalmente, próprios.
Se você pobre cidadão mortal que somos, não tiver estomago forte, você vomita.
Mas vamos deixar as nossas diferenças de opinião de lado, afinal isso é muito enriquecedor em sistema democrático, isso mesmo, pois algumas cabeças pensantes desta pátria juram que vivemos em uma democracia plena. “Como dizia, o Poeta, profeta, filosofo e principalmente o louco, mas sano que eu conheci, o nosso querido: Raul rock Seixas: Não bulo com Governo, com Policia nem censura, é tudo gente fina meu advogado jura...”.
Tudo bem vamos deixar novamente estas questões paralelas de lado e vamos aos fatos:
Vendo assistindo e participando deste maravilhoso levante popular. (Quem dera que o fosse).
Eu como militante de esquerda que fuina mais de trinta anos, Este momento chega a me causar um frenesi;
Até você descobrir que estão querendo mudar de uma forma que fique tudo exatamente como estava, ai eu vejo que o idealismo foi devorado pelo sistema capitalista, que a democracia virou cortina de fumaça para oportunista sem o menor patriotismo, ou mesmo um objetivo em favor da coletividade.
Todos saíram de mãos dadas para que os valores absurdos que são cobrados em nosso sistema de transporte fossem revisto, que bom seria se assim fosse;
Porque depois de lutas, lagrima, sangue quebra quebras simetricamente calculadas:
O poder publico, reagiu se manifestou e acatou o clamor das ruas, que maravilhoso, como eu amo a democracia.
    E por alguns segundos tenho aquela sensação de dever comprido para com a minha pátria, e que finalmente o poder voltou às mãos de direito:
Ai me vem logo em seguida à visão inevitável da realidade que me faz repensar tudo que fiz ou deixei fazer. E me pergunto; o que fizemos com a nossa educação formadora de cidadãos:
Pois tínhamos uma tarifa de R$3,20 e baixamos para 3,00, finalmente uma vitória da luta coletiva de um mesmo ideal: Então vem a euforia da vitoria,a aclamação dos especialistas de plantão destilando suas fabulosas opiniões sobre o amadurecimento político da nossa nação e da vitória fabulosa conquistada a duras penas.
Ai eu acordo; Isso mesmo, acho que isso foi só um sonho, pois eu me nego a acreditar que depois de trinta anos de luta, isso foi tudo o que conseguimos, ou seja nada, isso mesmo nada:
Calma eu explico: A tarifa era R$3,20 um absurdo, mas para ela custar esses míseros 3,20.  Para capitalista que investiu na empresa, nos inocentes pagadores de impostos, através dos nossos legítimos e ilustres representantes, subsidiamos uma complementação de um bilhão de reais. Espere! Então qual é o valor real da tarifa: Por gentileza Algum entendido em  cálculos poderia fazer as contas e depois me informar, eu juru que divulgarei publicamente o resultado, mas vamos voltar aos fatos.
 Se valor atual nos temos que subsidiar, com um bilhão, à por gentileza o homem dos calculo não querendo abusa da sua benevolência faz mas esse pra nós, e desde de já nossa eterna gratidão, desculpe mas eu não perco essa mania de mistura assuntos.
Só pra da ênfase, ao ideal da luta. Não era para reduzir a tarifa?
Conforme os nossos ilustres e legítimos representantes aclamaram na imprensa, os custos desta redução não vai sair dos lucros dos empresários, empresários estes que diga se de passagem eu não tenho nada contra pois eles são frutos das escolhas que fizemos em ter um sistema econômico capitalista, e cá estou eu novamente misturando assunto.
Só para encerrar este pequeno desabafo de um cidadão que dedicou grande parte de sua existência a luta por uma pátria livre e justa.
Se a redução não vai sair do lucro das empresas, isso quer dizer que nós vamos continuar pagando o mesmo preço. Apenas encompridamos o caminho do dinheiro até o bolso dos empresários e assim criamos, mas um viés para a propagação da corrupção.
Então isso é o que aclamamos como vitória da nossa amada democracia, se isso é vitoria o que conhecemos por derrota?
Deixo aqui minhas sinceras desculpa se direta ou indiretamente com este texto que expressa tão somente a minha opinião, fui injusto de alguma forma com os meus irmãos patriota de tantas  lutas e conquistas.
Acrescentando uma virgula, estive ultimamente me perguntando por onde andam aqueles bravos cidadãos que até pouco tempo inundavam nossas avenidas com seus gritos de guerra na luta pela democracia, mais foi só começar pra valer a corrida eleitoral que todos desapareceram,
Mais agora é que era o momento de darmos nomes aos bois, ou será que os bois que financiaram toda aquela baderna, desculpe, toda aquela luta por direitos se juntaram ao mesmo rebanho, será que esses ilustres Brasileiro não entendem que agora e que a população mais precisa de esclarecimento para votar consciente ou será que não tem mais quem financie, essa democracia de cegos surdos e mudos, pois eles comem no mesmo coxo, é triste ver todas as legendas de engalfinhando, não defendendo o povo mais para saber quem fica com a fatia maior do dinheiro publico, até quando vamos ficar com nossos rabos gordos no conforto do sofá da sala enquanto estes bandos de urubus vão devorando os sonhos de um futuro melhor pros nossos filhos.
Salve o nome de todos em que você votar em um arquivo, já vai preparando um texto de cobrança, e envie toda semana por e-mail, para eles o partido que eles representa, sempre lembrando que vocês se reencontraram na próxima eleição, e quem sabe podemos começar mudar isso tudo que está ai.

Por isso me referi ao ET. Será que só eu enxergo por essa ótica.
E tenho dito.

"Quando imbecis sem propósitos tentam fazer revolução, eles perdem a compostura."

                         D’Araujo.

domingo, 22 de março de 2020

Domingo Na Usina: Biografias: Lúcio de Mendonça:



 (Lúcio Eugênio de Meneses e Vasconcelos Drummond Furtado de Mendonça), advogado, jornalista, magistrado, contista e poeta, nasceu em Piraí, RJ, em 10 de março de 1854, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 23 de novembro de 1909. Foi o fundador da Academia Brasileira de Letras. Ao escolher o poeta Fagundes Varela como patrono, coube-lhe a cadeira nº. 11.

Era o sexto filho de Salvador Furtado de Mendonça e de Amália de Meneses Drummond. Órfão de pai aos cinco anos, e sua mãe tendo contraído segundas núpcias, Lúcio foi criado em São Gonçalo de Sapucaí, MG, em casa de parentes. Nunca teve professor de primeiras letras. Aprendeu a ler e escrever ligando os sons e caracteres gráficos através de leituras de jornais. Aos 16 anos matriculou-se no Colégio Pimentel, em São Gonçalo. A chamado de seu irmão Salvador de Mendonça, partiu para São Paulo, ingressando, em 1871, na Faculdade de Direito. A esse tempo, iniciou as suas atividades poéticas e literárias, escrevendo um caderno de versos, Risos e lágrimas, e publicando trabalhos em O Ipiranga, jornal dirigido por Salvador de Mendonça. Lá tomou parte num movimento de protesto dos estudantes contra os professores da Faculdade e foi suspenso por dois anos. Passou esse período no Rio. Entrou para a redação de A República, convivendo com Quintino Bocaiúva, Joaquim Serra, Salvador de Mendonça, Francisco Otaviano, Machado de Assis, Joaquim Nabuco, e outros. Em 1872, publicou, com prefácio de Machado de Assis, o seu livro de estreia, Névoas matutinas.

Em 1873, estava de novo em São Paulo, novamente matriculado na Faculdade de Direito. Publicou seu segundo livro, Alvoradas, e entrou para a redação do jornal A Província de São Paulo, colaborando também com A República, órgão do Clube Republicano Acadêmico, que ele dirigiu em 1877. Após a colação de grau, em 1878, regressou ao Rio. Foi para São Gonçalo de Sapucaí. Em 1880, casou-se com D. Marieta, filha do solicitador João Batista Pinto. Com a nomeação de delegado da Inspetoria Geral da Instrução Pública da Província de Minas no Distrito de São Gonçalo. Foi eleito vereador da Câmara de São Gonçalo, exercendo a vereança até 1885.

Passou a colaborar no Colombo, de Campanha, cidade vizinha de São Gonçalo, e foi nesse jornal que fez a maior parte de sua pregação republicana. Exerceu a advocacia em São Gonçalo, em Vassouras, onde Raimundo Correia era juiz, e em Campanha. Sempre colaborou em vários jornais da Corte e do interior, sem que a advocacia e o jornalismo o fizessem esquecer a literatura. São desse período muitos dos contos que publicou, os quais, no dizer de vários críticos, formam a melhor parte de sua produção literária.

Em 1885, mudou-se para Valença, onde advogou e colaborou assiduamente na Semana de Valentim Magalhães. Em 1888, transferiu-se para o Rio e entrou para a redação de O País. Com a proclamação da República, foi nomeado secretário do ministro da Justiça, passando, em 10 de janeiro de 1890, a Curador Fiscal das Massas Falidas no Distrito Federal. Depois de exercer outros cargos na magistratura e na alta burocracia, foi, afinal, aos 41 anos, nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal, em substituição a Afonso Pena, que não aceitara a nomeação.

Mesmo depois de ministro do Supremo, Lúcio não deixou o jornalismo, e, sob o pseudônimo de Juvenal Gavarni, publicou, na Gazeta de Notícias, uma série de sátiras políticas, em que, com fino humorismo, focalizou as personalidades de Prudente de Morais, José do Patrocínio, Quintino Bocaiúva, Afonso Celso, Medeiros e Albuquerque, e outros.

Na terceira fase da Revista Brasileira, dirigida por José Veríssimo, Lúcio passou a ser um dos frequentadores da redação. Ali se congregavam, em torno de Machado de Assis e de Joaquim Nabuco, os principais representantes da literatura brasileira no momento. Foi então que lhe nasceu o sonho de criar a Academia Brasileira de Letras, da qual ele é, por depoimento unânime dos criadores da Instituição, o verdadeiro fundador, o “Pai da Academia”.

Fez parte das primeiras comissões da Instituição: nomeado com Olavo Bilac, Visconde de Taunay, Rodrigo Otávio e Pedro Rabelo para organizar o Regimento Interno (1897); nomeado com o Visconde de Taunay, Filinto de Almeida e Pedro Rabelo para organizar o projeto sobre o distintivo acadêmico (1897); integrante da comissão de Bibliografia (1897) e da comissão especial para estudar as propostas de sócios correspondentes, juntamente com Graça Aranha e Valentim Magalhães (1898).


No Supremo Tribunal Federal teve atuação destacada defendendo com vigor os seus pontos de vista. Em 1901, foi nomeado Procurador Geral da República. Em 1904, foi-lhe concedida licença para tratar da saúde. Ia perdendo a vista, doença que também atingiu a seu irmão Salvador de Mendonça. Em 26 de outubro de 1907, aposentou-se, a esforços de seus amigos, pois não lhe era mais possível trabalhar. Viajou para a Europa, indo à Itália e à Alemanha, a fim de obter cura para sua enfermidade. Passou o ano de 1909 na sua chácara da Gávea, ao lado de Salvador de Mendonça, vindo a falecer em 23 de novembro.

Fonte de origem:
http://www.academia.org.br/academicos/lucio-de-mendonca/biografia

Domingo Na Usina: Biografias: João Ribeiro:


Professor e polígrafo brasileiro

24 de junho de 1860, Laranjeiras, Sergipe (Brasil)
13 de abril de 1934, Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
[creditofoto]
João Ribeiro escreveu sobre história do Brasil, obras didáticas, gramáticas e antologias
João Batista Ribeiro de Andrade Fernandes fez os primeiros estudos na cidade natal e no Ateneu de Sergipe, em Aracaju, seguindo em 1880 para a Bahia, onde cursou o primeiro ano da Faculdade de Medicina de Salvador.

Abandonou os estudos para se fixar no Rio de Janeiro, dedicando-se ao jornalismo e ao magistério particular. Em 1881, começou a trabalhar no jornal O Globo, que então se inaugurava sob a direção de Quintino Bocaiúva.

Em 1885, prestou concurso para o cargo de oficial da secretaria da Biblioteca Nacional, classificando-se em primeiro lugar. Em 1887, submeteu-se novamente a concurso para a cadeira de português do Colégio Pedro 2º, com a tese "Morfologia e colocação de pronomes". Embora aprovado, só três anos depois foi nomeado, mas a cadeira que lhe coube foi a de história universal e especialmente do Brasil. Tomou posse em 1890.

Em 1895 realizou a sua primeira viagem à Europa, em missão oficial, como representante do Brasil no Congresso de Propriedade Literária, realizado em Dresden. Permaneceu um ano na Alemanha. No ano seguinte, participou do Congresso de Catálogo das Ciências, promovido pela Royal Society, em Londres.

Retornou à Europa em 1901, como assessor da delegação sob a presidência de Joaquim Nabuco, encarregada das negociações do litígio anglo-brasileiro na questão da Guiana.

Em 1914, seguiu pela última vez para a Europa, onde pretendia fixar residência definitivamente, estabelecendo-se na Suíça. Para isso, vendeu em leilão tudo que possuía, inclusive sua biblioteca. A eclosão da Primeira Guerra Mundial forçou-o, entretanto, a regressar ao Brasil.


Vasta obra
João Ribeiro não esteve entre os fundadores da Academia Brasileira de Letras (1896), por estar na ocasião residindo na Europa. Mas foi eleito na primeira vaga, quando do falecimento de Luís Guimarães Júnior (1898). Foi recebido por José Veríssimo.

Professor de curso secundário, João Ribeiro escreveu numerosas obras didáticas, gramáticas, antologias e compêndios, das quais se destacam a "Seleta clássica" (1905) e sua "História do Brasil" (1900), modelo de concisão, uma das mais lúcidas interpretações do complexo nacional, sobretudo no período colonial, assinalando a contribuição do índio e do negro na formação brasileira, até então menosprezada.

Como filólogo, destacam-se ainda: "Dicionário gramatical", "Estudos filológicos", "Frases feitas" e "Curiosidades verbais". Merece menção muito especial o estudo "A língua nacional", marcando as diferenciações entre o português do Brasil e o português de Portugal.

Outro aspecto de sua obra é a feição humanística. Desses ensaios, os mais importantes são "Páginas de estética", "O Fabordão", "Notas de um estudante", "Colméia" e "Cartas devolvidas". Deve-se ainda a João Ribeiro valiosa contribuição para o estudo do folclore, nas conferências que reuniu sob o título "O folclore, estudos de literatura popular".

Poeta sem nenhum realce especial, deixou contudo uma coletânea admirável de contos, "Floresta de exemplos", de 1931. Foi também o tradutor de "Cuore" ("Coração"), de Edmondo De Amicis, que na década de 1930 já chegara à 40ª edição em língua portuguesa.

Da vasta obra de João Ribeiro, compilada por Múcio Leão, a relação de uma edição completa compreenderia nada menos de 57 volumes. Destes, poucos foram publicados. Os volumes de crítica literária, por exemplo, versam sobre um período de cerca de quarenta anos de atividade jornalística, desde os romances de Machado de Assis e Lima Barreto aos primeiros livros de Gilberto Freyre e José Lins do Rego.



Enciclopédia Mirador Internacional.

Fonte de origem:
http://educacao.uol.com.br/biografias/joao-ribeiro.jhtm

Domingo Na Usina: Biografias: Julio Florencio Cortázar:



 (Embaixada da Argentina em Ixelles, 26 de agosto de 1914 – Paris, 12 de fevereiro de 1984) foi um escritor argentino.
Biografia
Filho de argentinos, nasceu na embaixada da Argentina em Ixelles, distrito de Bruxelas, na Bélgica, e voltou a sua terra natal aos quatro anos de idade. Seus pais se separaram posteriormente e passou a ser criado pela mãe, uma tia e uma avó. Passou a maior parte de sua infância em Banfield, na Argentina, e não era uma criança totalmente feliz, apresentando uma tristeza frequente. Declararia: "Pasé mi infancia en una bruma de duendes, de elfos, con un sentido del espacio y del tiempo diferente al de los demás".[1] Cortázar era uma criança bastante doente e passava muito tempo na cama, lendo livros que sua mãe selecionava. Muitos de seus contos são autobiográficos, como Bestiario, Final del juego, Los venenos e La Señorita Cora, entre outros.
Formou-se Professor em Letras em 1935, na "Escuela Normal de Profesores Mariano Acosta", e naquela época começou a frequentar lutas de boxe. Em 1938, com uma tiragem de 250 exemplares, editou Presencia, livro de poemas, sob o pseudônimo "Julio Denis". Lecionou em algumas cidades do interior do país, foi professor de literatura na "Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad Nacional de Cuyo", mas renunciou ao cargo quando Perón assumiu a presidência da Argentina. Empregou-se na Câmara do Livro em Buenos Aires e realizou alguns trabalhos de tradução.
Em 1951, aos 37 anos, Cortázar, por não concordar com a ditadura na Argentina, partiu para Paris (França), pois havia recebido uma bolsa do governo francês para ali estudar por dez meses, e acabou se instalando definitivamente. Trabalhou durante muitos anos como tradutor da Unesco e viveria em Paris até a sua morte. Teve uma relação de amizade com os artistas argentinos Julio Silva e Luis Tomasello, com os quais realizaria vários projetos conjuntos. Politicamente, o autor também foi um mistério, devido à fragilidade dos rótulos da época, pois, para a CIA, tratava-se de um perigoso esquerdista a soldo da KGB, enquanto esta considerava-o um notório agente do imperialismo a soldo da CIA e perigoso agitador anti-soviético, já que denunciava as prisões em Moscou dos chamados dissidentes.
Cortázar casou com Aurora Bernárdez en 1953, uma tradutora argentina. Viviam em París, sob condições econômicas difíceis e surgiu a oportunidade de traduzir a obra completa, em prosa, de Edgar Allan Poe para a Universidad de Puerto Rico. Esse trabalho foi considerado pelos críticos como a melhor tradução da obra do escritor.
Em 1963 visitou Cuba enviado pela Casa de las Américas, para ser jurado em um concurso. Foi a época de intensificação do seu fascínio pela política. No mesmo ano teve um livro traduzido para o inglês. Em 1962, lança Historias de Cronopios y Famas, e o ano de 1963 marcou o lançamento de Rayuela, que foi seu grande sucesso e teve cinco mil cópias vendidas no mesmo ano. Em 1959 saiu o volume Final del Juego. Seu artigo Para Llegar a Lezama Lima foi publicado na revista "Union", em Havana. Depois desses anos, Cortázar se comprometeu politicamente na libertação da América Latina sob regimes ditatoriais.
Em novembro de 1970 viaja ao Chile, onde se solidarizou com o governo de Salvador Allende. Em 1971, foi "excomungado" por Fidel Castro, assim como outros escritores, por pedir informações sobre o desaparecimento do poeta Heberto Padilla. Apesar de sua desilusão com a atitude de Castro, continuou acompanhando a situação política da América Latina.
Em 1973, recebeu o Prêmio Médicis por seu Libro de Manuel e destinou seus direitos à ajuda dos presos políticos na Argentina. Em 1974, foi membro do Tribunal Bertrand Russell II, reunido em Roma para examinar a situação política na América Latina, en particular as violações dos Direitos Humanos.
Em 1976, viajou para Costa Rica, onde se encontrou com Sergio Ramírez e Ernesto Cardenal, e fez uma viagem clandestina até Solentiname, na Nicarágua. Esta viagem o marcaria para sempre e seria o começo de uma série de visitas a este país.

Em agosto de 1981 sofreu uma hemorragia gástrica. Em 1983, volta a democracia na Argentina, e Cortázar fez uma última viagem à sua pátria, onde foi recebido calorosamente por seus admiradores, que o paravam na rua e lhe pediam autógrafos, em contraste com a indiferença das autoridades nacionais. Depois de visitar vários amigos, regressou a Paris. Pouco depois lhe foi outorgada a nacionalidade francesa.
Carol Dunlop, sua última esposa, faleceu em 2 de novembro de 1982, e Cortázar teve uma profunda depressão. Morreu de leucemia em 1984, sendo enterrado no Cemitério do Montparnasse, na mesma tumba de Carol. Em sua tumba se ergue a imagem de um "cronópio", personagem criado pelo escritor.[2]
Em Buenos Aires, a praça situada na interseção das ruas Serrano e Honduras leva seu nome. Em 2007 foi dado oficialmente o nome de "Plaza Julio Cortazar" à pequena praça no extremo ocidental da "Île Saint Louis", onde ocorre o conto Las Babas del Diablo.
Características
É considerado um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo, mestre do conto curto e da prosa poética, comparável a Jorge Luis Borges e Edgar Allan Poe. Foi o criador de novelas que inauguraram uma nova forma de fazer literatura na América Latina, rompendo os moldes clássicos mediante narrações que escapam da linearidade temporal e onde os personagens adquirem autonomia e profundidade psicológica inéditas.
Seu livro mais conhecido é Rayuela (O Jogo da Amarelinha), de 1963, que permite várias leituras orientadas pelo próprio autor.
Cortázar inspirou um grande número de cineastas, entre eles o italiano Michelangelo Antonioni, cujo longa-metragem Blow-up foi baseado no conto As Babas do Diabo (do livro As Armas Secretas).
Obras principais
Presencia, 1938 (sonetos) (Sob o pseudônimo Julio Denis)
La otra orilla, 1945.
Los reyes, 1949 (teatro) (Os Reis)
Bestiario, 1951 (cuentos) (Bestiário, 1986, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
Final del juego, 1956 (cuentos) (Final de Jogo)
Las armas secretas, 1959 (cuentos) (As Armas Secretas, 1994, Rio de Janeiro: José Olympio). Faz parte desse livro o conto Las babas del diablo (As Babas do Diabo), que inspirou Antonioni para o filme "Blow-up".
Los premios, 1960 (novela) (Os Prêmios, 1983, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
Historias de cronopios y de famas, 1962 (misceláneas) (Histórias de Cronópios e de Famas, 1964, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Valise de Cronópio, 1974, São Paulo: Perspectiva)
Carta a una señorita en París, 1963
Rayuela, 1963 (novela) (O Jogo da Amarelinha, 1994, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
La autopista del Sur, 1964
Todos los fuegos el fuego, 1966 (cuentos) (Todos os Fogos o Fogo, 1994, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
La vuelta al día en ochenta mundos, 1967 (cuentos).
El perseguidor y otros cuentos, 1967 (cuentos).
Buenos Aires, Buenos Aires, 1967
62/modelo para armar, 1968 (novela) (62/ Modelo para Armar)
Casa tomada, 1969.
Último round, 1969.
Relatos, 1970.
Viaje alrededor de una mesa, 1970.
La isla a mediodía y otros relatos, 1971.
Pameos y meopas, 1971 (poemas).
Prosa del observatorio, 1972 (Prosa do Observatório, 1974, São Paulo: Perspectiva)
Libro de Manuel, 1973 (novela) (O livro de Manuel, 1984, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
La casilla de los Morelli, 1973.
Octaedro, 1974 (cuentos) (Octaedro, 1986, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
Fantomas contra los vampiros multinacionales, cómic, 1975.
Estrictamente no profesional, 1976.
Alguien que anda por ahí, 1977 (cuentos) (Alguém que anda por aí, 1981, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
Territorios, 1979 (cuentos).
Un tal Lucas, 1979 (cuentos) (Um tal Lucas, 1982, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
Queremos tanto a Glenda, 1980 (cuentos) (Um dos contos foi publicado no Brasil, sob o título Orientação dos Gatos, 1981, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
Deshoras, 1982 (cuentos) (Fora de Hora, 1984, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
Los autonautas de la cosmopista, 1982 (Os Autonautas da Cosmopista) – Em colaboração com Carol Dunlop, sua companheira.
Nicaragua tan violentamente dulce, 1983 (Nicarágua tão Violentamente Doce, 1987, São Paulo: Brasiliense)
Silvalandia (baseado em ilustrações de Julio Silva), 1984.
Salvo el crepúsculo, 1984 (poesía).
Divertimento, 1986 (obra póstuma) (Divertimento)
El examen, 1986 (novela, obra póstuma) (O Exame Final, s.d., Rio de Janeiro: José Olympio)
Diário de Andrés Fava, 1995 (Diário de Andres Fava, s.d., Rio de Janeiro: José Olympio)
Adiós Robinson y otras piezas breves (teatro), 1995 (Adeus, Robinson e Outras Peças Curtas, 1997, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
Obra Crítica, editada em 1998, no Rio de Janeiro: Civilização Brasileira
Cartas a los Jonquieres 2010
Cronópios, famas e esperanças[editar | editar código-fonte]
O livro Histórias de Cronópios e de Famas foi escrito por Cortázar em Roma e Paris, no período de 1952 a 1959, mas foi publicado em 1962. Ofereceu uma espécie de reinvenção do mundo através de seus personagens, os "cronópios", os "famas" e as "esperanças", que alcançam sensibilidade e fascínio na medida em que traduzem a psicologia humana.
Os cronópios, segundo Cortázar, são criaturas verdes e úmidas, distraídas, e sua força é a poesia. Eles cantam como as cigarras, indiferentes ao cotidiano, esquecem tudo, são atropelados, choram, perdem o que trazem nos bolsos e, quando saem em viagem, perdem o trem, chove a cântaros, levam coisas que não lhes servem.
Os famas, pelo contrário, são organizados e práticos, prudentes, fazem cálculos e embalsamam sua lembranças; quando fazem uma viagem, mandam alguém na frente para verificar os preços e a cor dos lençóis.
As esperanças "são sedentárias e deixam-se viajar pelas coisas e pelos homens, e são como as estátuas, que é preciso ir vê-las, porque elas não vêm até nós.

Fonte de origem:
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Julio_Cort%C3%A1zar