quinta-feira, 22 de abril de 2021

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Cleber da Silva:

 


Jardim da minha alma

Olhei para dentro de mim

Avistei um jardim

O jardim da minha alma

Neste jardim

Morava uma flor

Ela se chamava amor

Vi que essa flor

Estava prestes a morrer

Me perguntei

O que irei fazer

Uma voz suave e profunda

Além de me dizer o que eu teria de fazer

Usou as suas mãos

Para as minhas lágrimas enxugar

Disse-me para eu dar amor para essa flor

Cuidar bem

Que só eu poderia fazer

Eu não iria poder dar essa flor para ninguém

Sem antes dela eu cuidar

Parei para pensar

Vi que ele tinha razão

Eu estava dando essa flor

E destruindo o meu coração

Ao ponto da minha alma chorar

Chegou ao ponto do jardineiro vir

Para me dar uma lição

Nessa lição

Ele disse assim

Só deixe entrar no jardim da sua alma

Quem souber cuidar da flor

E regar com muito amor o seu coração

Cleber da Silva

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Francisco de Almeida:

 


Mar

Vejo o mar

Na,cor dos

Teus olhos,  ( verdes )

Fico fascinado

O cheiro do teu corpo

Teu lindo sorriso

Teus carinhos

Teu amor

Perdida

Encanta

Excitada 

Com o prazer

Que  me daz

Tornas - te tão meu

Sem pudor somos amantes

Enlouquecidos

Enlouqueces - me com a cor

Dos teus olhos Azuis

És tão meu

Francisco de Almeida

22 / 04 / 2021

( Direitos reservados do autor  )

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Adalberto Silva:

 


Laçada!

Intensamente laçada pelo amor...

Você é toda minha

Uma deusa menina

Aprisionada em meus braços

Laçada e sempre dominada

Somos fiéis

Você ama namorar comigo

Tú és um fogo

Aquele gostoso

No qual,eu adoro

É pura sedução

Beijos molhados

És mimada com gostosura

Aninha-se maís ainda

Minha doçura

Louca mulher!

Direitos autorais reservados ao autor:

Adalberto Silva

22/04/2021

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Agostinho Telles:

 


Mulheres vejo tantas! SONETO

Quero o teu nome escrever...

Num poema ao vento,

Para sempre o teu nome ler

Quiçá o esqueça no pensamento.

És a mais bela das mulheres!

Teus lábios me enlouquecem..

Serei teu enquanto quiseres,

NOSSOS beijos nos fortalecem.

Miríades, de mulheres vejo tantas

És a mais doce companheira...

Sinto querer-te a vida inteira.

Por teu corpo estou encantado!

Fazendo de mim um mendigo,

O teu sim: é o meu abrigo.

Autor Memórias do Silêncio 22/04/2021

AGOSPERTELLES

Foto Agostinho Telles

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:


 



Propósito

Nunca escrevi com o propósito de alcançar ninguém. 
Apenas procuro chegar o mais próximo.....

Poema na Integra no Livro:
"Entre Lírios e Promessas"

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:

 


Cicatrizes

 ...E o meu peito sangra com as novas 

feridas abertas sobres as frágeis cicatrizes de um tempo findo.

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:

 




Louco desejo

Quanto vale o teu sorriso.
Fala logo isso pra mim
Quero conquistar, o teu sorriso,
o teu olhar e o calor que existe em ti.
Se não posso tê-la como posso então deseja-la....

poema na Integra no Livro:
"Entre Lírios e Promessas"

Poesia de quinta na Usina: Luís de Camões:

 



030
Sete anos de pastor Jacob servia Labão, pai de Raquel, serrana bela; mas não servia ao pai, servia a ela, e a ela só por prémio pretendia.
Os dias, na esperança de um só dia, passava, contentando se com vê la; porém o pai, usando de cautela,
em lugar de Raquel lhe dava Lia.
Vendo o triste pastor que com enganos lhe fora assi negada a sua pastora, como se a não tivera merecida;
começa de servir outros sete anos, dizendo: —Mais servira, se não fora para tão longo amor tão curta a vida.

Poesia de Quinta na Usina: Luís de Camões:

 



033

Se tomar minha pena em penitência do erro em que caiu o pensamento,
não abranda, mas dobra meu tormento, a isto, e a mais, obriga a paciência.
E se üa cor de morto na aparência, um espalhar suspiros vãos ao vento, 
em vós não faz, Senhora, movimento, fique meu mal em vossa consciência.
E se de qualquer áspera mudança toda a vontade isenta Amor castiga
(como eu vi bem no mal que me condena);
e se em vós não s'entende haver vingança, será forçado (pois Amor me obriga)
que eu só de vossa culpa pague a pena.

Poesia de Quinta na Usina: Luís de Camões:

 



059

Suspiros inflamados, que cantais a tristeza com que eu vivi tão ledo!
Eu mouro e não vos levo, porque hei medo que ao passar do Lete vos percais.
Escritos para sempre já ficais onde vos mostrarão todos co dedo
como exemplo de males; que eu concedo que para aviso d'outros estejais.
Em quem, pois, virdes falsas esperanças d'Amor e da Fortuna, cujos danos 
alguns terão por bem aventuranças,



dizei lhe que os servistes muitos anos, e que em Fortuna tudo são mudanças, e que em Amor não há senão enganos.

 

Poesia de Quinta na Usina: Augusto dos Anjos:

 




PALLIDA LUNA

És do Passado! Vieste d’alvorada 
N’asa dos elfos pela Morte espalma...
Cantas... e eu ouço esta berceuse calma
Da harpa dos mundos ideais do Nada!
Ergue o Missal brilhante de tu’alma, 
Mas nessa elevação mistificada,
Vem, que eu te espero, Deusa constelada 
Desce, anêmona êxul que o Céu ensalma!
Venhas e desças, Lua dos Martírios, Desças, 
mas venhas pela unção dos lírios. 
Visão de Ocaso de anluaradas comas,



Vaso de Unção descido dos espaços, Para ungirmos nós dois, os nossos paços, Na tule idealizada dos aromas.

Poesia de Quinta na Usina: Augusto dos Anjos:


 
A MORTE DE VÊNUS

Velhos berilos, pálidas cortinas, Morno frouxel 
de nardos recendendo Velam -lhe o sono,
 ... e Vênus vai morrendo No berço azul das névoas matutinas!
Halos de luz de brancas musselinas 
Vão-lhe do corpo virginal descendo 
-- Abelha irial que foi adormecendo 
Sobre um coxim de pérolas divinas.
E quando o Sol lhe beija a espádua nua, 
Cai-lhe da carne o resplendor da 
Lua No reverbero dos deslumbramentos...
Enquanto no ar há sândalos, há flores 
E haustos de morte -- os últimos cangores
Da música chorosa dos mementos!

Poesia de Quinta na Usina: Augusto dos Anjos:



SONHO DE AMOR

Sobre o aromal e amplo coxim de Flora, 
Que os vapores da tarde inca incensavam 
E que um incenso tênue e bom vapora, 
Os namorados lânguidos sonhavam .
A alma do Ocaso entrava o céu agora 
E havia pelas tênebras que entravam 
Ora estrangulamentos surdos, 
ora Ruídos de carnes que se estrangulavam .
E sonharam assim durante toda
A noute, e toda a alva manhã durante! 
-- O Sol jorrava largos raios longos
E em roda víride e nevado, em roda, 
Lembrava o campo um colorido ondeante 
De vidros verdes e cristais oblongos!



terça-feira, 20 de abril de 2021

Quarta na Usina: Poetas da Rede: Eni Mendes Lacerda Bomtempo:



 Vida !

Autora : - Eni Mendes Lacerda Bomtempo

Ipatinga , 19 de abril de 2021

Ontem ...

Talvez não tenha sido como você sonhou !

Acalme-se ...

O hoje será melhor ...

O amanhã , quem sabe ...

Um dia encantador !

A vida é assim ...

Um dia , uma sombra passa pelo seu olhar ...

O outro dia , tão lindo que lhe faz flutuar !

Uma praça ...

Um jardim ...

Crianças a brincar ...

Olhando , de vez em quando , para mim !

Observo o lugar ...

Há vida ...

Vida em abundância

E flores a desabrochar !

Olho para o alto ...

Em meio ao emaranhado de verdes ramagens

Posso ver ...

Uma pequenina e alva flor

E outras ...

Bem reais !

Não são miragens !

Vida ...

Que paixão !

Gratidão !

A natureza é poderosa ...

Acalma o meu coração 

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Maria Luísa Felipe:

 


Ontem à noite.

Sonhei com você.

Eu segurei sua mão

Eu te acaricie

Senti o calor

Do seu corpo

Você aroma, seu hálito

Ontem à noite.

Eu te realizei à minha vontade.

Senti você nos meus braços como nunca.

Te ise o amor

Plenitude

Me perdi no seu olhar

Eu te beijei

Senti seus lábios arder

Ontem à noite.

Sonhei com você foi muito fofo.

Nossos corpos entrelaçados em uma dança, o céu resplandesa, as estrelas brilhavam mais do que nunca

Eu me senti

Menina nos seus braços

Era magia um sonho gostoso onde eu não queria acordar

Ontem à noite.

Sonhei com você e

Não me pergunte

Por quê?

Maria Luísa Felipe

Cidade Havana Cuba

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Flávia Mamone Guimarães:

 


NAO PERCO

Grito por dentro, pela cura.

De um vírus.

Que está matando muito.

O mundo adoeceu.

Há uma corrente mundial.

De orações

Aonde há muita dor.

Mesmo com o coração, dilacerado;

Não perco a Esperança;

Nem a minha  Fé.

Flávia Mamone Guimarães

Código do texto: T7235871

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Cristina Souza:

 


Pelos jardins da alma ...

O sol, mais uma vez, se despede das praças vazias ... das casas fechadas que abrigam as famílias ...

Um silêncio inquietante anuncia que ainda por algum tempo tudo seguirá igual ...

Dentro dos lares, cenas se repetem e se repetem ... A rotina consome as energias de quem se esgota mais emocionalmente do que fisicamente ...

Mais frequentes as reflexões, muitos se questionam sobre como tudo ficará ...

Avós distantes dos netos, mães distantes dos filhos, amigos separados, amores afastados ...

Empresas funcionando em esquema de escala ...

O país, praticamente parado ... um gigante acorrentado ...

A brisa fria já adentra os lares pelas frestas das poucas janelas ainda abertas ...

As ruas desertas parecem dormir profundamente ...

As igrejas estão agora vazias ... A solidão de Cristo no sacrário nunca foi tão grande ... nem a solidão dos homens ...

Parece que o vírus desta pandemia, espalhou outras pandemias de tristeza, dor e saudades ...

Lágrimas correm pelas faces daqueles que apanham seus telefones e correm o dedo sobre a galeria de fotos ... nem precisa ir tão longe ... uma saudade brutal da vida de semanas atrás ...

A fragilidade humana se desenha numa clareza que assusta.

Muitos agora, recolhidos, estão se redescobrindo e reencontrando o sentido da vida ...

Muitos agora, olham para dentro de si e encontram respostas que antes não podiam ver ou ouvir devido à rotina de trabalho diário que fazia a todos ficarem cegos e surdos para o óbvio ...

Phoenix

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Maria Celia Pinho:

 


A saudade do que foi bom

É um presente do passado

que vem embrulhado

Em uma caixinha chamada solidão

Coberta pelas folhas caídas

Do outono da vida...

Vamos retirar as folhas que envolve

Este presente

Replantar mudas de esperança

Nesta solidão

Cuidar bem de adubar, outra vez 

O terreno do coração

Para que a saudade seja um presente

Em reconstrução...

BOM DIA MINHA POESIA

Maria Celia Pinho

20/04/2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Maria Sousa:

 


Flor do jardim

que não meu

Cheiro da flor

que não é minha

Nascida e crescida

num jardim que não o meu

Olhei-te

não te colhi flor

dum jardim que não o meu

A ti flor me declarei

Maria Sousa

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Martha Acosta Gonzalez:

 


20/4/2021

A. Martha Acosta Gonzalez

S. Zalema Yaraví

P. Cuba

DAR

′′ A BRUTA RAZÃO ′′

Não escrevo em superfície, escrevo no fundo.

Onde se esconde o verdadeiro ′′ Ser ′′

Onde todo sangue é vermelho e existe a alma branca

Atrás da fachada de uma pele negra.

Não quero o néctar das Flores que me embriaga.

Só o Pistilo pode me inspirar

Sem que ninguém note diligente guarda

Como guardião o pólen que tem que germinar.

Não importa se a Terra se vestiu de verde

Se os Frutos proliferam espalhados por todo o lado.

- É o ′′ Fundamento de Deus ′′ para os homens.

Que todos da sua Vinha ′′ de igual ′′ possam comer.

Eu não admiro a beleza que à vista cativa

Eu prezo a formosura que invisível não se vê

Mais pode se sentir de olhos fechados

E seu brilho é genuíno esteja onde estiver.

Não procuro frases complacentes no amigo.

Prefiro a verdade que pode me fazer chorar.

Se a amizade for sincera avise o errado

Que pelo rumo que leva ′′ está a caminho de perecer ".

Não toquem sinos! pelo qual ele venceu na guerra

Repitam e repliquem! Por quem ′′ sem tiros ′′ ganhou.

Este carrega a arma poderosa daqueles

Que supera a força de ′′ a razão bruta ".

Não escrevo demagogia para o leitor que esgota.

Escrevo pensamentos para quem profundo lê

Para quem pode olhar ′′ além dos olhos ′′

E descobrir ′′ as verdades ′′ se na humanidade ainda acredita.

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Ester Alves de Moraes:

 


No calor dos teus braços

Autora Ester Alves de Moraes

Lembranças

Os augúrios que atormenta

A chegada do novo dia

Com sombras do ontem

Que me abraça

Hoje ao Recordar do calor

Dos seus braços

Abre feridas com sol ardente

São fantasma com frequências

Dando destaque as rachaduras

Do tempo quebrando tudo por dentro

De mim uma vastidão

Já conhecida quando tudo

Me pertence com generosidade

Me vem as lembranças tuas.