quinta-feira, 17 de junho de 2021

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Benedito Junior:

 


O Passo Moroso

A sina denota a vasta fadiga 

Promessa modesta perante a razão

Procura sedenta pelo Bioma

O grande perigo da extinção  

O corpo declara o franco tormento

A busca perene conduz o perfil

Clamor repetido como preceito

Entrega devota de modo servil

O sol ilumina o cerne terreno

Viço patente no claro arrebol

Fonte bendita sempre distante

Rito fugaz e o belo farol

A luz orienta a chaga sofrida

O passo moroso não pode parar!

Esforço tamanho com letargia

Um longo trajeto por caminhar

bjr

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Ricardo Melo:


 

Oh ! Terra

Terra que emana Leite

Terra que desperdiçam leite

Terra que falta leite

Terra dos cativos obedientes

Terra dos soltos indecentes

Terra da carne e o feijão

Terra do Arroz , trigo e algodão

Terra das grandes hortaliças

Terra branda da roda ciranda dos que jogam quase tudo no chão.

Terra tamanha de lagoas e ribeirões.

Oh! Terra amiga.

Amiga terra ,

Sem guerras e mais amor,

Sem desperdício em meras palavras e mais união.....

Oh ! Terra.......

Autor : Ricardo Melo

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Adalberto Silva:

 


Amor desejado!

Você sempre no meu pensamento

Chegou e conquistou-me...

Carisma tão profundo

Uma bela cigana... sedutora

Mulher que deixa a sua marca

Em conversar, abraçar e em amar

Você sabe ser desejada

Tu és um mistério tão gostoso

Olha- me  pedindo caricias

Tornando- se inresistivel

Linda flōr de uma manhã

Que exala o melhor cheiro

Danada,arisca e audaciosa

Todos esses adjetivos te abraçam

Menina mulher

Amor silencioso...ternura

Caminha bem devagar

Deixando o seu charme

Seduz com carinho a minha alma

Meu eterno refúgio e amor!

Direitos autorais reservados ao autor:

Adalberto Silva

Brasil

17/06/2021

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Gustavo Drummond:


 

DIVA.

Deusa latina,

deixe aflorar

seus encantos,

libere, suave

todas magias.

Pacifico mar

para quem canto,

versos de fantasia.

Canção para

você acordar.

Este querer não sara,

contagioso, contagiante,

pelo mundo espalha

seu aroma de alcaçuz,

este sabor de saudade,

são seus todos versos

que escrevi nas estrelas,

por amor, insanidade.

Bem te vi,

bem te quero

sempre mais

bem linda

bem-vinda

a minha vida,

tão querida,

fada azul,

vem

te espero

na curva

do por do sol!...

Gustavo Drummond.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:

 


 


Fracasso

O imputo desejo de acreditar,
em um amor ausente,
uma vontade escondida,
e a eminente...

Poema na integra no Livro:
"Entre Lírios e Promessas"

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:

 


Indesejada

Com a possibilidade da presença indesejada da solidão.
Que esfacela o meu peito, e a minha alma lateja em prantos.
Então passo a esperar o amanhã....

Poema na Integra no Livro:
"Entre Lírios e Promessas"

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:


 


Nós

O meu desejo,
À vontade tua,
E sobre nós,
o manto negro da noite repleto de estrelas....
Poema na integra no Livro:

"Entre Lírios e Promessas"

Poesia de Quinta na Usina: Machado de Assis:

 




O VERME

Existe uma flor que encerra
Celeste orvalho e perfume.
Plantou-a em fecunda terra
Mão benéfica de um nume.
Um verme asqueroso e feio,
Gerado em lodo mortal,
Busca esta flor virginal
E vai dormir-lhe no seio.
Morde, sangra, rasga e mina,
Suga-lhe a vida e o alento;
A flor o cálix inclina;
As folhas, leva-as o vento,
Depois, nem resta o perfume
Nos ares da solidão...
Esta flor é o coração,
Aquele verme o ciúme.

Poesia de Quinta na Usina: Machado de Assis:





A UM LEGISTA

Tu foges à cidade?
Feliz amigo! Vão
Contigo a liberdade,
A vida e o coração.
A estância que te espera
É feita para o amor Do sol co’a primavera,
No seio de uma flor.
Do paço de verdura
Transpõe-me esses umbrais;
Contempla a arquitetura
Dos verdes palmeirais.
Esquece o ardor funesto
Da vida cortesã;
Mais val que o teu Digesto
A rosa da manhã.
Rosa...que se enamora
Do amante colibri,
E desde a luz da aurora
Os seios lhe abre e ri.
Mas Zéfiro bregeiro
Opõe ao beija-flor
Embargos de terceiro
Senhor e possuidor.
Quer este possuí-la
Também o outro a quer.
A pobre flor vacila,
Não sabe a que atender.
O sol, juiz tão grave
Como o melhor doutor,
Condena a brisa e a ave
Aos ósculos da flor.
Zéfiro ouve e apela.
Apela a colibri.
No entanto a flor singela
Com ambos folga e ri.
Tal a formosa dama
Entre dois fogos, quer
Aproveitar a chama...
Rosa, tu és mulher!
Respira aqueles ares,
Amigo. Deita ao chão
Os tédios e os pesares.
Revive. O coração
É como o passarinho Que deixa sem cessar
A maciez do ninho Pela amplidão do ar.
Pudesse eu ir contigo,
Gozar contigo a luz;
Sorver ao pé do amigo
Vida melhor e a flux!
Ir escrever nos campos,
Nas folhas dos rosais,
E à luz dos pirilampos,
Ó Flora, os teus jornais!
Da estrela que mais brilha
Tirar um raio, e então
Fazer a gazetilha
Da imensa solidão.
Vai tu que podes. Deixa
Os que não podem ir,
Soltar a inútil queixa,
Mudar é reflorir.

Poesia de Quinta na Usina: Machado de Assis:


CEGONHAS E RODOVALHOS
( A Anísio Semprônio Rufo)
( Bouillet)

Salve, rei dos mortais, Semprônio invicto,
Tu que estreaste nas romanas mesas
O rodovalho fresco e a saborosa
Pedi-rubra cegonha!
Desentranhando os mármores da Frígia*
Ou já rompendo ao bronze o escuro seio,
Justo era que mandasse a mão do artista
Teu nobre rosto aos evos.
Porque fosses maior aos olhos pasmos
Das nações do Universo, ó pai dos molhos,
Ó pai das comezainas, em criar-te
Teu século esfalfou-se.
A tua vinda ao mundo prepararam
Os destinos, e acaso amiga estrela
Ao primeiro vagido de teus lábios
Entre nuvens luzia.
Antes de ti, no seu vulgar instinto,
Que comiam Romanos? Carne insossa
Dos seus rebanhos vis, e uns pobres frutos,
Pasto bem digno deles;
A escudela de pão outrora ornava,
Com o saleiro antigo, a mesa rústica,
A mesa em que, três séculos contados,
Comeram senadores.
E quando, por salvar a pátria em risco,
Os velhos se ajuntavam, quantas vezes
O cheiro do alho enchia a antiga cúria,
O pórtico sombrio,
Onde vencidos reis o chão beijavam;
Quantas, deixando em meio a mal cozida,
A sem sabor chanfana, iam de um salto
À conquista do mundo!
Ao voltar dos combates, vencedores,
Carga de glória a não trazia ao porto,
Reis vencidos, tetrarcas subjugados,
E rasgadas bandeiras...
Iludiam-se os míseros! Bem hajas,
Bem hajas tu, grande homem, que trouxeste
Na tua ovante barca à ingrata Roma
Cegonhas, rodovalhos!
Maior que esse marujo que estripava,
Co’o rijo arpéu, as mãos cartaginesas,
Tu, Semprônio, co’as redes apanhavas
Ouriçado marisco;
Tu, glutão vencedor, cingida a fronte
Co’o verde mirto, a terra percorreste,
Por encontrar os fartos, os gulosos
Ninhos de finos pássaros.
Roma desconheceu teu gênio, ó Rufo!
Dizem até ( vergonha!) que negara
Aos teimosos desejos que nutrias
O voto de pretura.
Mas a ti, que te importa a voz da turba?
Efêmero rumor que o vento leva








Como a vaga do mar. Não, não raiarão

Os teus melhores dias.



Virão, quando aspirar a invicta Roma

As preguiçosas brisas do oriente;



Quando co’a mitra d’ouro, o descorado,

O cidadão romano,



Pelo foro arrastar o tardo passo

E sacudir da toga roçagante,

Às virações os tépidos perfumes



Como um sátrapa assírio.



Virão, virão, quando na escura noite

A orgia imperial encher o espaço

De viva luz, e embalsamar as ondas



Com os seus bafos quentes;

Então do sono acordarás, e a sombra,



A tua sacra sombra irá pairando

Ao ruído das músicas noturnas

Nas rochas de Capréia.



Ó mártir dos festins! Queres vingança? Tê-la-ás e à farta, à tua gran memória;

Vinga-te o luxo que domina a Itália;

Ressurgirás ovante



Ao dia em que na mesa dos Romanos

Vier pompear o javali silvestre,



Prato a que der os finos molhos Tróia

E rouxinol as línguas.

Poesia de Quinta na Usina: Paulo Leminsk:


a perda do olfato eu não lamento afinal o olfato

só serve pra cheirar os quatro elementos vamos ao fato

o paladar eu perdi

mas não porque o perdesse tirei da cabeça

o gosto do abacaxi do ouvido não olvido

pois tendo desenvolvido a guerra dos sentidos me voltei pro silêncio

o som não faz sentido uma consequência toma conta de mim

como se fosse um barato



Poesia de Quinta na Usina: Paulo Leminsk:


nada que o sol não explique tudo que 
a lua mais chique não tem chuva
que desbote essa flor


Poesia de Quinta na Usina: Paulo Leminsk:



que me importa meio-dia e doze
o tempo que toque nesses relógios 
matéria de tictac pra mim agora
é quinze pras quatro ou duas 
e vinte e um dezenove e dezoito não
que onze e trinta só meu coração

RESULTADO ANTOLOGIA POÉTICA PERMITA-SE FLORESCER:



 Apresentamos o resultado da seletiva para a ANTOLOGIA POÉTICA PERMITA-SE FLORESCER Volume I e Volume II.

 

Atenção! Caso queiram divulgar nas redes sociais a sua participação na antologia com essas imagens, não é permitido modificar a arte original, como: cortar e nem utilizar filtros. Isso em respeito a todos os nomes inseridos nessa lista, logo da editora, nome da organizadora e imagem da capa. É possível salvar, repostar ou solicitar as imagens em nosso direct ou no direct da organizadora Bibiana Danna.

 

Agradecemos a colaboração e empenho de todos os envolvidos, por tornarem possível a realização desse lindo projeto literário.

 

Em breve entraremos em contato por e-mail com todos os autores aprovados, aguardem!

 

Att. Eriberto Henrique e Julliane Santos

 

VOLUME I

terça-feira, 15 de junho de 2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Rita Soares:

 


ALICITAS

Afeto

   Felicidade

      Esperança

         Saudade

            Amor

                Magnifico

                     Acolhedor

                         Contagioso

Rita Soares

15/06/2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Georgeta Giurea:

 


O QUE DESEJO PARA VOCÊ?

Por Georgeta Giurea

O que eu desejo para você, boa Emine?

Luz do sol na eternidade, pontos turísticos de paz cheios,

Bênçãos, estrelas brilhantes.

Na sequência de orvalho, o céu das vioras...

Que seu céu roxo seja abrigado.

Lauri para acariciar a testa do seu poeta,

Que Doina repercuta você, com suspiro agradável

E as águas narrarão o seu versículo divino.

Prados com luceferi, brilhos dos sonhos,

Belezas escolhidas, o céu incompreensível,

A virgem branca, anjos com coroas,

Que seu verso sopre alto, sobre os joelhos.

Que a tua voz seja santa, que o teu caminhar seja gentil,

Para acariciar seus passos, secretamente, o universo,

Para continuar sendo mestre, sobre as estrelas de mil,

Que sua poesia renasça no mundo...

Direitos de autor reservados

Desenho: Georgeta Giurea

15 de junho de 2021

Romênia, Romênia e Romênia

Quarta na Usina: Poetisa da Rede: Débora Neves Rocha:

 


Autora Débora Neves Rocha

15/6/2021

_Declaro meu amor...

_Com meu amor vou

 te seduzindo.

_Você percebe e fica

sorrindo.

_Declaro meu amor

no surrurrar do vento.

_Até as estrelas e a

lua no céu piscam,

iluminando nosso

destino.

Débora N.R

Direito Autoral

Lei 9.610/98

Quarta na Usina: Quarta na Usina: Carla Bueno Oliveira:





 Camaquiano

Nova manhã

começamos agradecendo

exaltemos Criador

rendendo louvores

Carla Bueno Oliveira

15/06/2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Kaká Amorim:

 


Camaquiano

Sinto saudades

sofro sozinha

paixão ardente

lamentando ausência!

Kaká Amorim

15/06/2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Marilú Mattos:

 


O dia, círculo vicioso...

A tarde lindamente prepara-se,

acalmaram-se os pássaros

e todos os animais...

Recolhem-se aos seus habitats normais.

Esperam contentes a noite

que logo vai chegar,

trazendo consigo o espetáculo lindo

de luzes no céu a brilhar .

A lua não pode faltar,

ela é  rainha em seu luar.

E a tarde aceita o despedir do sol,

descansará no lindo arrebol,

o fim do dia, o entardecer.

Chegou o anoitecer...

É  um ciclo vicioso,

belo e gostoso,o processo

da vida que se delicia

nesse conviver...

Manhã, tarde e noite,

simplesmente o contador do tempo de cada viver...

O dia que sempre nos espera pra nos surpreender !!!

Marilú Mattos

(Grão de Areia)

15/6/2021

El día, círculo vicioso ...

 La tarde se prepara maravillosamente,

 los pájaros se calmaron

 y todos los animales ...

 Se retiran a sus hábitats normales.

 Esperan felices la noche

 que vendrá pronto,

 trayendo consigo el bello espectáculo

 de luces brillantes en el cielo.

 La luna no puede faltar

 ella es la reina a la luz de la luna.

 Y la tarde acepta el adiós al sol,

 Descansará en el hermoso resplandor crepuscular,

 al final del día, al anochecer.

 Ha llegado el anochecer ...

 Es un círculo vicioso

 hermoso y delicioso, el proceso

 de la vida que deleita

 en esta convivencia ...

 Mañana, tarde y noche,

 simplemente el contador de tiempo de todos los vivos ...

 El día que siempre nos espera para sorprendernos !!!

 Marilú Mattos

(Grão de Areia )

 15/6/2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Ignez Freitas:

 


Ignez Freitas.

15/06/2021

Em algum lugar

.

Tem dias em que sou,

Com a flor frágil, delicada.

Que precisa de carinho,

E só deseja ser amada.

.

Às vezes me sinto triste,

Meu pranto cai sem parar,

Igual a uma cachoeira,

Nas duras pedras a rolar.

.

Assim vou levando a vida,

Sem saber para onde vou.

Quero achar minha alegria,

​​​Que em algum lugar ficou.

.

Ignez Freitas.

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: MARIA CÉLIA PINHO:

 


Quando o cheiro fica impregnado

Não há tempo que o remova dali

A memória se incube de guarda-lo

Em um lugar chamado saudade

E, por mais que o tempo passe

Ele estará presente dentro da gente

Surge de dentro para fora

Entorna, emana, exala

Se transformando em poemas

Para que a vida nunca leve embora

Este cheiro que o amor

Um dia provocou, em mim

MARIA CÉLIA PINHO