quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Agostinho Telles:

 


AMOR!

Meu amor porque esperas?

Vêm buscar-me e suspira...

Na saudade tu esperas

O amor que de nós fugira.

Hoje quero falar de amor!...

O amor é sublime

O amor é arma

Contra, a angústia.

O amor nos protege

Da indiferença.

O amor alimenta o coração

O amor é abraço que te dou

O amor é estar de bem com a natureza

Amor é viver em paz com o irmão.

Amor é vida em movimento

Amor é jardim em flor.

Amor é respeito, e não preconceito

Amor solidifica a vida a dois.

Amor também é silêncio...

Amor é contemplar o infinito

Amor é ajudar, os que se sente perdidos

Amor é ser fiel, a tudo quanto é belo

Como belo é o amor, com o qual me deito.

Autor Memórias do Silêncio 25/08/2021

AGOSPERTELLES

Foto Agostinho Telles

 

 

 

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Gustavo Drummond:

 




RECONSTRUINDO-ME

Gotas da mente compulsiva,

Retalhos de sangue positivo,

Nacos de coração com arritmia,

Teia de veias e varizes astrais.

Fatias de alma sacra, passiva.

Corpo esquecido, morto vivo.

Taças de descompasso, alegria.

Retalhos baralhados sem paz.

Careço  reforma generalizada.

Mereço reconstruir-me geral.

Almejo voltar no tempo, rosto.

Confiança me move, fé velada.

Sei a cura deste vetusto  mal.

Novo, ileso, serei a  meu gosto.

(Gustavo Drummond)

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Ricardo Melo:



De quê jeito é o coração..?

Perguntaram-me a poucos dias de que jeito é o coração?

Respondi eu de forma poética essa pergunta:

Coração?

Bichinho roedor que rói nosso pensamento. Nele contém um sistema de bombeamento.

Seu formato é um cone invertido.

Danado membro de carne que faz toda difrença no corpo humano.

Mais ele é traiçoeiro...

Ele é eficaz e ao mesmo tempo nos levam ao ápice das dores e deixa inúmeros fragmentos....

É bandido,

E é o mocinho de todo teatro terrestre e espacial....

Verdadeiro,

Mentiroso,

Enganador que faz a mentira ser verdade e a verdade ser mais que mentira.

Bicho oco sem caroço ,fotografador de abusos não sexuais.

É o mestre dos inversos...

É o tal temido

Um dvidido multiplicado e esquisito...

Um desconhecido.

Instituído ,porém desfalecido.

E prender com ele não é fácil.

Agora ,faze-lo aprender para ocupar o seu devido lugar...

Ainda não vi ninguém nesse mundo que é ,ou foi capaz....

Será se no futuro ainda terá alguém...?

Será?

Não sei quem me fez essa pergunta.

Simplesmente deixei meus poéticos abraços a esse,

desconhecido(a)...

Autor:Ricardo Melo.

Sexta na na Usina: Poetas da Rede: Paulo Major:

 


Anjo Amor

Meu amor, no meu acordar solitário

Olhando o teto pintado de branco

Te vejo num lindo anjo

Vestida de branco sorrindo....

Meu amor, vem até mim

Dá-me a tua mão

Ouve estas minhas humildes palavras

Só para ti meu anjo.

O meu coração está a par com o teu

O nosso amor continua ímpar

O nosso melhor amigo, é o amor

O nosso amor é ouro.

Meu amor, não quero que te sintas só

Voa até mim, segura na minha mão

Vamos dar vida aos nossos corações

Vamos dar asas ao nosso amor.

Meu amor, vem até mim

Vem desfraçar esta dor

Vem enxugar estas minhas lágrimas

Vem me falar ao ouvido.

Meu amor, vamos desafiar os deuses

O amor, é a nossa maior força

Vamos voar juntos sem destino

Fazer do mundo inteiro nosso lugar.

Paulo Major Poesia

Data, 26 de agosto 2021

Sexta na usina: Poetas da Rede: Luciano Austrelino & Arlete Olivier:

 


TUA IMAGEM

Me pego muitas vezes

Pensando em ti,

Tua imagem me tortura,

E sentir os meus lábios

Querendo a todo instante

Tocar  os teus...

Com um sentimento de ternura

Molhar a boca num desejo íntimo

E deixar fluir  cada beijo teu,

Devaneios  imaginados,

Entrelaçados  de emoções

Onde sentiremos todo o êxtase

Em nossos corpos selados

E o coração acelerado

Ao atingirmos o ápice do prazer.

Autores: Luciano Austrelino & Arlete Olivier

Direitos Reservados aos Autores.

Lei N° 9.610/98.  Copyright 2016.

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Francisco De Almeida:

 


Fim da Tarde

Sem brisa

Árvores permanece

Imóveis

Sol beijando tua face

E teus cabelos

Tornando bela

 A tua imagem

Mistura

Maravilhosa

De cores no

Encanto da tarde

Linda como uma flor

Trás sonhos e alento

Com o lindo entardecer

Por do sol deixa

Seus rastos

Através das linhas

Ocultas trazida pela

Natureza

Não quero partir

Quero ficar

Sol sai de mansinho

Brindemos ao amor

No final de tarde

Francisco De Almeida

26 / 08 / 2021

(  Direitos reservados do autor  )

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Antonio Machado:

 


  Autor: Antonio Machado

Texto: Cabana do Amor

Data: 25.08.2021

No fim se semana a isolar,

Com minha amada a estar,

No meu esperar,

Na luz do luar.

Após semana inteira,

Stress e canseira,

Nada como uma cabana,

Ao lado de quem ama.

Na minha canoa a remar,

A lua no seu testemunhar,

Beijando o mar,

Ansiedade no seu encontrar.

De longe avistei,

A chaminé a bailar,

Fumaça a dissipar,

Emoções no ar.

A lua na fase minguante,

Como uma unha insinuante,

Na cor linda de brilhante,

Nossa lua dos amantes.

Nos meus momentos,

As emoções e sentimentos,

Ansiedade aflorada,

Minha paixão e amada.

Na cabana a entrar,

Almas já se amaram,

Nem sequer se tocaram,

Apenas sentiram e olharam.

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Elias Franklin Leiva Castañeda:

 


EU TE AMAREI

Eu vou te amar com a chuva.

com a água pura e benta,

te amarei no meu silêncio,

com sons de foguetes;

eu vou te amar com o fogo eterno,

com sinos de bronze,

com os cantos dos galos,

na manhã fria e com gelo;

você estará nos meus pesadelos fortes,

Te verei nas minhas insônias de morte,

Vou me alegrar com as notas da sua música,

naquele pôr do sol com cantos de grilos;

te amarei como um pássaro ao seu ninho,

como a verdade à mentira,

como a morte para a vida,

como o golpe em uma carícia;

Eu vou te amar com a raiva de um furacão,

como as lavas ao seu vulcão,

como o guitarreiro ao seu dono,

como a brisa ao rio desconhecido.

Elias Franklin Leiva Castañeda

Direitos reservados do Autor

Peru 2021

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:

 




Tua alma

Em cada beijo,
Em cada toque,
Em cada suspirar do teu existir,
é que eu encontro a eterna razão do meu ser.
Na leveza da tua alma, que encontro a minha calma....

poema na integra no livro:
"Entre Lírios e Promessas"


Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:

 


Tudo

Você é meu inicio o meio e o fim do caminho,
Você é o mais valioso pergaminho,
onde imprimo os meus mais belos poemas.
Sois o meu respirar mais profundo,
O melhor do meu mundo.
Tu és a água, o vinho o alimento perfeito....

Poema na integra no livro:
"Entre Lírios e Promessas"

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:

 


Deserto

 

Com o meu árduo suor

Vou tecendo os meus labirintos

Com muralhas de pedras que protege

O deserto.....

Poema na integra no livro:

"Entre Lírios e Promessas"



Poesia de quinta na Usina: Flor Bela Espanca:

 



A VOZ DA TÍLIA

Diz-me a tília a cantar: "Eu sou sincera, Eu sou isto que vês: o sonho, a graça,
Deu ao meu corpo, o vento, quando passa, Este ar escultural de bayadera...
E de manhã o sol é uma cratera,
Uma serpente de ouro que me enlaça...
Trago nas mãos as mãos da primavera... 
E é para mim que em noites de desgraça Toca o vento Mozart, 
triste e solene,
E à minha alma vibrante, posta a nu, Diz a chuva sonetos de Verlaine..."
E, ao ver-me triste, a tília murmurou: "Já fui um dia poeta como tu...
Ainda hás de ser tília como eu sou..."

Poesia de Quinta na Usina: Florbela Espanca:

 


 

 VOLÚPIA


No divino impudor da mocidade, Nesse êxtase pagão que vence a sorte, 
Num frêmito vibrante de ansiedade, Dou-te meu corpo prometido à morte!
A sombra entre a mentira e a verdade... A nuvem que arrastou o vento norte...
- Meu corpo! Trago nele um vinho forte: Meus beijos de volúpia e de maldade!
Trago dálias vermelhas no regaço... São os dedos do sol quando te abraço, 
Cravados no teu peito como lanças!
E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...

Poesia de Quinta na Usina: Florbela Espanca:

 




INTERROGAÇÃO

Neste tormento inútil, neste empenho
De tornar em silêncio o que em mim canta, 
Sobem-me roucos brados à garganta
Num clamor de loucura que contenho.
Ó alma da charneca sacrossanta, 
Irmã da alma rútila que eu tenho,
Dize para onde eu vou, donde é que venho 
Nesta dor que me exalta e me alevanta!
Visões de mundos novos, de infinitos, 
Cadências de soluços e de gritos, 
Fogueira a esbrasear que me consome!
Dize que mão é esta que me arrasta? 
Nódoa de sangue que palpita e alastra... 
Dize de que é que eu tenho sede e fome?!

Poesia de Quinta na Usina: sonetos: Luís de Camões:

 



061

Seguia aquele fogo, que o guiava, Leandro, 
contra o mar e contra o vento; as forças lhe faltavam 
já e o alento, Amor lhas refazia e renovava.
Despois que viu que a alma lhe faltava, não esmorece; 
mas, no pensamento, (que a língua já não pode) seu intento
ao mar que lho cumprisse, encomendava.
Ó mar (dezia o moço só consigo), já te não peço a vida; só queria
que a de Hero me salves; não me veja...
Este meu corpo morto, lá o desvia daquela torre. Sê me nisto amigo,
pois no meu maior bem me houveste enveja!







Poesia de Quinta na Usina: Sonetos: Luís de Camões:

 



055

Sempre a Razão vencida foi de Amor; mas, porque assi o pedia o coração, 
quis Amor ser vencido da Razão.
Ora que caso pode haver maior!
Novo modo de morte, e nova dor! 
Estranheza de grande admiração, que perde suas forças a afeição, 
porque não perca a pena o seu rigor.
Pois nunca houve fraqueza no querer, mas antes muito mais se esforça 
assim um contrário com outro por vencer.
Mas a Razão, que a luta vence, enfim, não creio que é razão; 
mas há de ser inclinação que eu tenho contra mim.



Poesia de Quinta na Usina: Sonetos: Luís de Camões:

 



143

Sempre, cruel Senhora, receei, medindo vossa grã desconfiança,
que desse em desamor vossa tardança, e que me perdesse eu, pois vos amei.
Perca-se, enfim, já tudo o que esperei, pois noutro amor já tendes esperança. 
Tão patente será vossa mudança,
quanto eu encobri sempre o que vos dei.
Dei-vos a alma, a vida e o sentido; de tudo o que em mim 
há vos fiz senhora. Prometeis e negais o mesmo Amor.
Agora tal estou que, de perdido, não sei por onde vou, 
mas algü'hora vos dará tal lembrança grande dor.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Elizabeth Loureiro Euclides:

 


Luar De Paz.

Bela noite de lua cheia quero inspirar,

Bela e majestosa, o céu está a enfeitar.

Da janela do quarto, vejo, fico admirar.

Gostaria nela enluarar-me toda, poder.

Pedir sua ajuda e luar de paz acontecer.

Lá creio o meu coração talvez esquecer,

Acalmar, ando apreensiva, quero a paz.

Mesma paz que trago no peito me apraz.

Desejo enluar, ver paz total, pelo mundo.

Reinar a paz, nesse universo tão fecundo.

A lua percorre por ele, encanta o brilhar.

Por ausência da paz muitos a vão ignorar

São humanos pela paz estão a implorar.

Elizabeth Loureiro Euclides

Curitiba- Brasil

24\08\ 2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Maura Rizzi:

 



A MÚSICA E MEU AMANHECER

Oi Meu Amor!!!!!!

Hoje despertei amando muito mais...

Que te amei ontem no silêncio da noite.

Além do que te amei vivenciando nosso tempo.

Fantasticamente mais apaixonada que fui no passado logo ali.

Sabe meu amor...

Hoje a música e meu amanhecer amaram com loucura você.

Despiram teu corpo poético com ternura e emoção.

Bordaram uma Poesia com esmero para vesti-lo com paixão.

E entre a música e meu amanhecer...

Está o sorriso mais lindo que vem de você.

Sabe meu senhor mortal...

Minha vida sem você e a música não tem como vive-la.

Sou metade música e Poesia.

E a outra metade sou feita de você.

E para regar nossos sonhos...

 Temos o vinho vindo dos deuses que nos uniram neste mundo de rimas e versos.

Te amo.

Maura Rizzi

Copyright "©" by Maura Rizzi

Brasil

24/08/2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Lúcia Santanna:

 




* LEMBRANÇAS ESQUECIDAS *

Autoria: Lúcia Santanna Santana

( Lúcia Lucia Santanna)

22/08/2021

Procuro- te, já nåo estás

és chama que veio e ,apagou

um engano que penetrou sem ficar,

até a lembrança o vento levou;

És Indiferente ,   inexistente

passado que teima em reviver,

lembrança que prefiro apagar

como um rio que secou, até morrer;

Fostes o amor que não sobreviveu,

a esperança não cuidada á salvar,

o carinho ,que não quis marcar ...

nem tatuagem ficou para lembrar;

Como um jardim que descuidado

secou , nenhuma flor floresceu

o perfume se perdeu no ar

e, os olhos cansados, removeu ;

Foi o tédio, que se apossou de mim,

o desamor  foi a gota d'água ,

que apagou a chama que adormecida...

hoje, olho além e, não  vejo mais nada..

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Em 22/08/2021