quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Francisco de Almeida:

 


Me Prenda

Olha - me nos olhos

Sedus - me

Deixa minha boca

Com o teu sabor

Quero respirar

A tua pele

Desliza no teu corpo

Com os teus dedos

Teu toque ousado

Teu ar malicioso

Beijo teu pescoço

Envolvo minhas mãos

Nos teus seios e tu

Me prendes

Francisco Almeida

24 / 12 / 2020

(  Direitos reservados do autor  )

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Tonny Cota:

 


Ser feliz o ano inteiro

Sem fingir

O que sou

Amando eternamente

Quem deveras amo

Sem dor de amar

Não quero presente

Quero o gozo

Gozar do sossego

Da árvore

Mistério

Das flores

Da estação da Luz

Quero só o gozo

Amar

A outra que há em mim

Como mistério da espera

Impossível

Possível

Natal

Busca eterna

Celebração

Do presente

Da realidade

Da Luz

Que ainda não somos.

Ita, 2016

Tonny Cota

*catalogado*

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Fabio Clemente:

 


Natal de Reflexão.

( Prosa de Fábio Clemente).

Na semana última existe melancolia, tristeza e arrependimento pelos erros e pecados, já cometidos, no velho ano.

Por quê ? se acumula tanta mácula para de pedir perdão, no final de cada ano, quem sabe?

Nos meses anteriores ao Natal, não há e nem  se roga perdão para as almas, não há explicação!

Recebemos no Natal a programada  indulgência aos já comedidos pecados...

Todos ficam sensíveis a benção divinae e  tristeza explícita na alma.

“Aquele que nunca viu a tristeza, não reconhecerá alegria”, escreve o sábio poeta, em sua reflexão natalina.

Época do Natal respiramos amor, compaixão e a misericórdia divina.

Natal só é natal com reflexão da alma arrependida dos pecados e ainda perdoada, por misericórdia.

Com a fé cristã localizamos, no céu, a Estrela de Belém e os três Reis Magos, festejando o nascimento do Menino Deus, há 2020 anos.

Quantos desejos não realizados, vem a tona na noite de Natal, quantos...

Juras de amor são renovadas, outras esquecidas, tudo acontece neste Natal de Esperança e da Reflexão.

Noite e Dia se unem para receber o alvorecer  do Sol da Vida: é Natal!

Louvado seja a Reflexão deste Natal.

Gravatá/PE, Dezembro de 2020.

Sexta na Usina: poetas da Rede: Airton Reis Reis:

 


BOIADA PANTANEIRA!

Berrante ecoar.

O Sol em aurora espetacular.

Iluminada hora de montar. Comitiva.

A rota traçada. Anual temporada. Invernada.

Distantes sertões. Mato Grosso. Cavalos. Peões.

As cercas. As porteiras. Os currais. As lidas fluviais.

Pedaço de chão. Ambiental conservação.

Aroeira mourão. Chapéu. Os laços na mão.

Nativa pastagem. Imagem. Boiada reunida.

Tropas valentes. Frentes, lateral e retaguarda.

A matula no sapicuá. Quebra-torto. Mate e guaraná.

Natureza verso verdejante. Piúva. Sarã. Buriti. Carandá.

Ema. Seriema. Anhuma. Aranquã. Garça. Tuiuiú. Biguá.

Imprevisível jacaré. Piranhas. Ariranhas. Baía de Chacororé.

Rugidos da onça-pintada. Capivara. Anta. Cutia. Tamanduá.

A Planície alagada morada e moradia. O Pantanal, travessia!

FOTOGRAFIA JOSÉ MEDEIROS

ACRÓSTICO POETA AIRTON REIS

Sexta na Usina: Poetas da Rede: gustavo drummond:

 


SHOW  DA  MADRUGADA

A madrugada é feita de mistérios,

Morcegos espalham sementes,

Mutantes assumem a identidade.

Mulheres se vendem, drogadas.

Bares cheios, som alucinante,

Vigilantes repousam sérios,

Velórios sem presença de gente.

Comida no peso; desbalanceada.

Variada fauna nas vias da cidade.

Almas dormem sono dilacerante.

Em breve tudo estará ausente.

Luzes desligadas, alarido silente.

(gustavo drummond)

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo: Beleza:





Veja como é bela
A fada que permeia meus sonhos
E incendeia meus desejos.

Que invade meus sentimentos.
Que clareia os meus caminhos mais perversos.

E que me traz de volta um universo de possibilidades,
Com todas as Verdades da minha existência......

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo: Perfume:



Com mãos atadas
Em cordas de sentimentos e dores que não cessam
Perco toda minha pressa.
Visto a minha capa de virtudes duvidosas.

E o frescor do perfume nobre que exala.....

Poesia de quinta na Usina: D'Araújo: Regra:




Que a exceção não seja a regra
Nem a regra a exceção.
Apenas escute o coração
E viva a que tem que ser vivido.

Que o amor dure Enquanto for.....

Poesia de Quinta na Usina: Fernando Pessoa: "O coração, se pudesse pensar, pararia." :



"Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. 
Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cómodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero. 
Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também."

Poesia de Quinta na Usina: Fernando Pessoa:

 


"Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior."

Poesia de Quinta na Usina: Fernando Pessoa:

 


 

"Prefiro o Vasques homem meu patrão, que é mais tratável, nas horas difíceis, que todos os patrões abstractos do mundo." 

"Tenho ternura, ternura até às lágrimas, pelos meus livros de outros em que escrituro, pelo tinteiro velho de que me sirvo, pelas costas dobradas do Sérgio, que faz guias de remessa um pouco para além de mim. Tenho amor a isto, talvez porque não tenha mais nada que amar - ou talvez, também, porque nada valha o amor de uma alma, e, se temos por sentimento que o dar, tanto vale dá-lo ao pequeno aspecto do meu tinteiro como à grande indiferença das estrelas."

Poesia de Quinta na Usina: Mário Quintana: Os ventos camoneanos:

 



Bóreas, Aquilão, todos os ventos camoneanos fizeram enormes estragos nos telhados, 
Bóreas, Aquilão, o Noto, o diabo, esgoelaram as cordas da chuva, abordaram a casa [rangente 
bramaram palavrões belíssimos no fragor do assalto Bóreas... e os outros marinheiros bêbados 
agora estão todos eles caídos no convés da madrugada... 
Afinal a coisa parece que não foi assim tão bruta: as minhas cortinas agitam-se festivamente, 
enfunam-se como velas pandas Apenas, em todas as varandas, as açucenas estão degoladas. 
Talvez sejam em última análise manjericões. E agora esse ventinho metido a Fígaro parece que está me fazendo a barba. 
O céu está deslavadamente claro. Lá embaixo, na calçada 
- último resquício clássico 
Cupido, o pobre garoto, choraminga na lata de lixo. 

Poesia de Quinta na Usina: Cruz Sousa: VANDA:

 


 


Vanda! Vanda do amor, formosa Vanda, Macuama gentil, de aspecto triste, 
Deixa que o coração que tu poluíste Um dia, se abra e revivesça e expanda. 
Nesse teu lábio sem calor onde anda A sombra vã de amores que sentiste Outrora, 
acende risos que não viste Nunca e as tristezas para longe manda. 
Esquece a dor, a lúbrica serpente 
Que, embora esmaguem-lhe a cabeça ardente, Agita sempre a cauda venenosa. 
Deixa pousar na seara dos teus dias A caravana irial das alegrias 
Como as abelhas pousam numa rosa.

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Elisabeth Duarte:

 


A inspiração

Ela vem pelo ar.

Vem rodopiando feito pião!

Pega os guris jogando bolas de gude,

Enterrando-as no bule das sensações!

Elas voam alto, buscam as torres onde moram os fantasmas que maltratam multidões.

Eles fogem, mas não saem do seu campo de visão, eles sorriem, dançam, fazem papiatas, inibem as bailarinas, as musas e as freiras,

Povoam os estádios, os palcos.

Povoa a Praça Vermelha e os parlamentos do mundo inteiro.

A inspiração é feito carro de boi.

Canta fino, canta alto, leva esperança,

Faz dançar os foliões.

Ela cavalga feito reis e rainhas pelas encostas secretas da Caximira!

Ouve-se os tiros dos canhões, o ronco dos aviões destroçando corações...

Matando as manhas e as manhãs e as aranhas que galgam suas teias insanas, que prendem-se aos ombros dos ermitões!

Elisabeth Duarte

12/2020

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Deise Zandoná Flores:

 


No teu abraço, como uma onda,

os meus olhos derreteram.

No teu encalço, da sua concha,

as minhas pérolas se perderam.

Se verto lágrimas, é para diluir as horas.

Se viro as páginas, é para insistir na história.

Deise Zandoná Flores

Trecho do poema "O Advento do Infinito", do livro: AFRODISIA - DO OLIMPO AO INFINITO

Adquira o seu na Amazon:

https://www.amazon.com.br/.../ref=dbs_a_def_rwt_hsch_vapi...

Ou na editora Clube de Autores:

https://clubedeautores.com.br/livro/afrodisia-2

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Denize Azevedo:

 


Sonho, Paixão e Tesão

___Sonhar com você está virando um vício, 

E no sonho de hoje não pude sentir seu beijo,

Acordei nesse momento...

Me deparei com o vento

Que disse ter visto você passar como um furacão,

Fiquei louca de paixão,

Acordei cheia de tesão

Bem na hora em que você me tomou em suas mãos...

Esses sonhos estão virando o meu tormento,

Fui sua por segundos,

E acordei frustrada

Vagando nos meus pensamentos...

Denize Azevedo🌹

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Nina Benavídez:

 


Já te contei que sou insegura? E medrosa? Te contei que sou grossa quando gosto muito de alguém? Que eu gostaria que você ficasse? Olha, vou ser impulsiva, dizer coisas idiotas, mas eu só quero que você fique. É só ter calma, eu sou uma ótima garota, mas você precisa acreditar nisso. Se um dia eu dizer coisas horríveis, só me abrace, diga que eu não preciso ser assim, que não existe motivos para ter medo, que você vai cuidar de mim, me faça sentir segura. Isso vai funcionar, eu quero muito que seja você. Entende? Pareço forte, mas na verdade isso tudo é só medo, medo de ser machucada, de ficar frágil, de me perder e não achar mais o caminho de volta.

Nina Benavídez.

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Liz S:

 


Sabe, é difícil viver assim,

Procurando por você em cada rosto que vejo na rua,

Procurando pedacinhos do que te formava.

Em alguns vejo teu cabelo, tuas bochechas, copias do teu sorriso...do teu olhar.

AH COMO ISSO É FRUSTRANTE!

Você está nos livros, nas revistas, no trânsito, no meu trabalho e até nas músicas.

Aquelas que costumávamos ouvir, ou as que eu não tive tempo de te mostrar.

EU ESTOU FARTA!

Dessa sua presença tão ausente e da sua existência inexistente.

Pois quando vejo os teus pedaços por aí sinto vontade de abraçá-los, de juntar cada pedacinho que ficou pra trás

E colar com as lágrimas que eu derramar.

Mas não.... Você está inteiro em algum lugar,

Esses traços que carrego estão no meu coração,

Estes pedaços em meus braços são o que restou de mim quando você se foi

E eu não tenho como correr até  ver tua face

Até tropeçar e cair de joelhos,

pedir desculpas,

Até despir sua alma,

Até chorar como criança em seus braços de conforto

E você me fazer inteira novamente

{Liz S}

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Noeli de Carvalho:

 


ANJOS: LUZES

     DO NATAL

O céu estava em festa

Os anjos numa banda

Melodiosa tocaram

Cânticos para saldar

O Salvador da

Humanidade e em

Cada Natal esta luz

Que atravessa

 Fronteiras e nunca

Acaba faz renascer

Em crianças ,jovens,

Adultos e idosos,

A esperança por

Eles Espalhada!!

Noeli de Carvalho

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Milka Minkova:

 


NO INVERNO TAMBÉM, O AMOR ESTÁ CHEGANDO

Um longo batido

pelo amor sem fim, florindo

Conhecível.

Comecei inesperadamente

No inverno, meio-dia frio,

e quando o sol se pôs,

no abraço do seu,

Para me proteger é encontrado

Foi uma ilusão inicial

Mas, tornou-se uma realidade

que ainda está fundido

Em duas almas amorosas.

E depois de tantos anos se passaram

Ainda assim o amor está em nós

ainda acalentado, doado,

assim como na primeira hora.

Suas mãos gentis ainda envolvem meu corpo.

e os lábios quando fundidos

Eles não podem ser desapegados

Pelo amor nunca é tarde demais

e nesta terceira idade

é mais doce

do que nunca..

Sua voz ainda sabe,

Silêncio para sussurrar para mim

Com paixão, sem engasgo

seus sentimentos de amor,

Com amor para ouvi-los

Nossos anos estão passando

Falecendo lentamente,

E o amor está cada vez mais forte

Torna-se

Dura mais e mais tempo.... sobrevive.

Aquele meio-dia frio de inverno.

Duas almas gêmeas se encontraram.

e eles continuaram o caminho

Rumo ao amor eterno

com um sonho tornado realidade

Em um trono comum.

E no inverno nasce o amor!!!

Milka Minkova

Macedónia

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Andreia O. Marques:

 


Acadêmica: Andreia Oliveira Marques

Patrono: Oscar Wilde

Cadeira: 127

Data: 22/12/2020

Camaquiano

Escrevo sentir

Reviro-me avesso

exponho alma

belos versos

Andreia O. Marques

Lei 9610.98

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Milka Minkova:

 

EU TE DÁ UMA MÃO

E além de todas as mentiras

quais eram queridas para mim

e essas foram as palavras doces

falta pouco, mas curto..

Amo-te... todos os dias eles foram

reci tvoje

e eu acreditei nessa mentira

E encheu meu coração..

Você se foi um dia

I te slatke reci

Estava à tua procura outra vez

Para aliviar a dor.

Eu descobri

se tudo isso fosse mentira

e ainda te dou uma ajuda

da tu ljubav opravdam.

Nós não vamos ser

Casal apaixonado

Estou te mandando amizade

como o maior presente.

Nós não podemos ser

O que nós éramos

mas pega na minha mão

como amigo com o seu

Pesadelos os deixem desaparecer

Vamos limpar entre nós

Eu não estaria mais contigo

Estou melhor apaixonado sozinho.

Porque eu não aguento a mentira

Com amor eu desafio

Mentira, joga fora de ti também

amor esteja contigo.

Como amigo te dou conselhos

bez varke I lazi

Procure seu amor

E a dor alivia sua dor..



Milka Minkova