quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Ernesto Estrada:



 Tempo de ouro ...

em segundos contados

a bronze

neste momento desejo-te

como um relógio de sol

e quero-te

por entre lençóis de inverno

e quero-te

por entre folhas secas de outono

e quero-te

por entre pétalas de flor

num jardim primavera

e em prata quero amar-te

no orvalho da manhã

e dizer-te amor sê minha

onde quiseres em espera

porque nosso tempo é de ouro.

jaca t guto

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Gildomar Santana:


 

Céu em Touro

Ela é uma taurina de olhar desconfiado e charme encantador

Eu  conheço essa moça que não sobe escada

Ela só usa o elevador

Brilha a segunda estrela em seu signo

Teimosinha de caráter fidedigno

Usa o facão e corta árvore,  teimosia que não faz parar

Aí aí, esse pecado quero ver quem vai pagar

Possuidora de néctar, tem o sentido mais certo

Faz cores e sabores, uma flor do deserto

Seu mar navega as mais distintas emoções Sob um céu onde o azul, as estrelas e o vento  que balançoa sua de sua rede lhe faz mais do que sonhar......

Gildomar Santana

Direitos autorais

Lei 9610/98 art28

Sexta na Usina: Poetas da Rede: António Alves:


 

Autor: António Alves

Data: 20 01 2023

País: Portugal

Meu amor

Um grande amor, nasce na nudez da alma, e por alma ter a liberdade de amar, amando como um sonho saciando a paixão na luz brilhante acesa num toque íntimo, saboreando doces de amor

No mundo de nós dois, encontrar um só, fundido nas labaredas que a beleza emanada em cada sentimento, queimando no peito, paixão tocada em cada filamento melodias de amor, bravio.

Em cada toque, em cada palavra sentir o elevar aos céus, suplicando ao tempo que o tempo pare,

e voando alcançando desejos nunca sentidos, consumidos como quem ama, amando um sonho.

Um sonho mágico vivido entre corpos entregues, como se sente no silêncio a fala de quem se ama e amando para lá do tempo, para lá da razão em  combustão de um fogo ardente de plena paixão.

Todos os direitos reservados

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Raul Levyr:


 

AREIA MOVEDIÇA

Estou no mesmo deserto

onde a areia, apesar de limpa,

traz segredos malsãos,

ela é movediça...

Estou no mesmo local

onde nasceu nosso amor,

mesmo sabendo

que ele agora se assemelha

com as armadilhas

escondidas nas belezas,

dessa areia banhada

pela luz de um sol ingênuo.

O amor que não traz força

nem confiança,

pode ser jogado no deserto

da vida, como algo atraente,

para seduzir quem ainda

não provou de seu veneno,

ou caiu em seu abismo.

Seu amor é como areia movediça

eu caminhei, caí, quase morri,

mas agora, estou a salvo,

num solo mais seguro

a experiência edificada com a dor.

24-01-2023

Raul Levyr

D.R.A

Imagem da internet

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Alexandre Balbino:


 

Eu te amei com todo o meu coração...expandindo carinho...e as mais profunda das minhas emoções...

Você fazia parte dos meus segredos....com o seu simples jeito...entre meu olhar te enxergava perfeito(a)....

Um dia você arrancou

     lindos sorrisos.....

          Ofegantes suspiros......

                Algo forte e genuíno.......

Me fazendo acreditar....que existem formas de se amar.....

Pude ver em nossa história....uma pura verdade que se conota...

         No passado e no presente.....

                No agora e no circustancial...

                      No real....sem prevê o acasional.....

Sempre direi...."te levarei comigo....meu amor...minha presença constante...meu amigo(a)...dentre as fronteiras ...mesmo sendo um simples peregrino(a)"....

Carregarei esse fardo pesado....em noites acinzentadas.....buscando o seu tocar de mãos....suplicando em meio ao silêncio a sua presença.... para aquecer meu coração....

Não sei dizer....

          se acredito....

              se são delírios...

Se por ventura.. . esse amor sem fronteiras que vivo....se realmente nosso sentimento dentro da gente....é infinito....pois a sua partida repentina....trouxe a tona...um sentimento que apenas preservei comigo....e hoje te busco....para compartilhar contigo....

Descrevo aqui minha dor....

        Com lágrimas....

              Caminhando sem rumo.....

Minha boca nunca te falou....o que o coração implorava para que fosse falado....sobre o sentimento que havia guardado....

Hoje no meu calado fui setenciado(a)....percorrendo entre meus passos...amando-te entre fronteiras à procura do amado(a) de minha alma ....

Hoje sua presença não é mais real....mas retrato aqui o tanto que sua falta me faz mal...o meu amor é sem igual....

  E o meu desejo é

Surreal...que ultrapassa o mundo natural....

Hoje vivo um amor sem fronteiras...órfão da minha soberba....reconhecendo as minhas fraquezas...!!!

#Amor sem Fronteiras

Autor:Alexandre Balbino

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Hector Polizzi:


 

AMOR DA MINHA VIDA

Segure-se à minha respiração e me ame até a noite,

o dia vem com a aurora e meu coração pulsando amor,

para molhar sua barriga com espuma desse mar,

que amamenta suas espigas e seus sonhos todos os dias.

Preciso de você ao meu lado, em cada momento da minha vida,

junto ao sol do meio-dia e quando tomo banho na sua pele lisa.

Eu marquei um caminho sem pretextos, sem distâncias,

seus lábios vermelhos e seu rosto angelical são meu melhor sinal

e assim eu poder saber que cada pétala de mel, que você deixa ao me beijar,

é orvalho da sua alma, transformado em ternura e sedução de amor.

Estou feliz em entrar.

pela luz interior de suas pupilas,

que o mar inveja em cada estrondo, diante das rochas

e suas ondas adormecem em seus seios necessários para o meu karma,

onde minha barcaça de lábios e dedos navega suavemente.

Esse é nosso amor inabalável, você sabe disso, mas eu preciso.

--dizer-te--,

amor, querido amor, eu te amo demais,

e desejo que ele penetre em cada célula do seu corpo, impregnando você.

Doce amor, me dê sua mão, as horas passarão, os dias, o infinito,

e eu continuarei te amando, porque você é minha, de onde eu estiver e te olhar

Eu vou continuar te amando, mais, muito mais do que você possa sonhar e imaginar.

Autor: Hector Polizzi.

24/01/2022.

País: Argentina.

Direitos autorais reservados.

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Adalberto Silva:


 

Desejos!!

Desejo sentir o cheiro do seu corpo

Te chamar de meu amor

Olhar nos teus olhos

Fazer um amor gostoso com você

Desejo passear na praia

Ambos agarradinhos

E ao chegar em casa

Te despia com cuidado

E beijaria .... você meu amor

Seria o seu único poeta

Iria sussurrar em seu ouvido

Sentir a mulher linda, charmosa e meiga

Que você se tornou ao me olhar

Em cada momento que estamos conectados!

Adalberto Silva

Sexta na Usina: Poetisas da Rede: José Alberto Sá:


 

Pretos de verniz, teus sapatos

Negros os teus cabelos ondulados

Seios de limão!

Branca pele, tua mão

Ventre sensual,

olhos amendoados

Excelência deste homem

... Não santo!

Aos meus olhos...

E é tanto!

José Alberto Sá

Sexta na na Usina: Poetas da Rede: Wilson de Oliveira Jasa:


 

CHAVE DO NOSSO AMOR

Eis a Chave do Nosso Amor tão belo,

eis a Chave do Nosso Amor na Vida;

eis a Chave do Nosso Amor singelo,

que deixo em suas mãos, minha querida.

.

Abra Meu Coração, e sinta o anelo,

do Amor que torna a Vida mais florida;

vamos edificar Nosso Castelo,

em Nosso Coração, Nossa Guarida.

.

Tem a Chave do Nosso Amor e espero,

que saiba como usar, pois também quero;

que possamos viver, o Amor-Bonança.

.

Com a Chave do Nosso Amor, maduro,

sabemos que esse Amor é mais seguro;

para viver o Amor com abastança.

.

(24-10-2021) (Soneto 6-10)

.

(Wilson de Oliveira Jasa)

.

(imagem da internet)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Poesia de Quinta na Usina: Fagundes Varela:



A MULHER (A C...)

A mulher sem amor é como o inverno, Como a luz das antélias no deserto, 
Como espinheiro de isoladas fragas, Como das ondas o caminho incerto.
A mulher sem amor é mancenilha
Das ermas plagas sobre o chão crescida,
Basta-lhe à sombra repousar um’hora
Que seu veneno nos corrompe a vida.
De eivado seio no profundo abismo
Paixões repousam num sudário eterno...
Não há canto nem flor, não há perfumes,
A mulher sem amor é como o inverno.
Su’alma é um alaúde desmontado
Onde embalde o cantor procura um hino;
Flor sem aromas, sensitiva morta,
Batel nas ondas a vagar sem tino.
Mas, se um raio do sol tremendo deixa
Do céu nublado a condensada treva,
A mulher amorosa é mais que um anjo,
É um sopro de Deus que tudo eleva!
Como o árabe ardente e sequioso
Que a tenda deixa pela noite escura
E vai no seio de orvalhado lírio
Lamber a medo a divinal frescura,
O poeta a venera no silêncio,
Bebe o pranto celeste que ela chora,
Ouve-lhe os cantos, lhe perfuma a vida...
- A mulher amorosa é como a aurora.

Poesia de Quinta na Usina: Fagundes Varela:

  




S. Paulo - 1861.

TRISTEZA

Minh’alma é como o deserto
De dúbia areia coberto,
Batido pelo tufão;
É como a rocha isolada, Pelas espumas banhada, 
Dos mares na solidão.
Nem uma luz de esperança,
Nem um sopro de bonança
Na fronte sinto passar!
Os invernos me despiram
E as ilusões que fugiram
Nunca mais hão de voltar!
Roem-me atrozes idéias,
A febre me queima as veias;
A vertigem me tortura!...
Oh! por Deus! quero dormir,
Deixem-me os braços abrir
Ao sono da sepultura!
Despem-se as matas frondosas,
Caem as flores mimosas
Da morte na palidez,
Tudo, tudo vai passando...
Mas eu pergunto chorando:
Quando virá minha vez?
Vem, oh virgem descorada,
Com a fronte pálida ornada
De cipreste funerário,
Vem! oh! quero nos meus braços
Cerrar-te em meigos abraços
Sobre o leito mortuário!
Vem, oh morte! a turba imunda
Em sua miséria profunda
Te odeia, te calunia...
- Pobre noiva tão formosa
Que nos espera amorosa
No termo da romaria.
Quero morrer, que este mundo
Com seu sarcasmo profundo
Manchou-me de lodo e fel,
Porque meu seio gastou-se,
Meu talento evaporou-se
Dos martírios ao tropel!
Quero morrer: não é crime
O fardo que me comprime
Dos ombros lançar ao chão,
Do pó desprender-me rindo
E as asas brancas abrindo
Lançar-me pela amplidão!
Oh! quantas louras crianças
Coroadas de esperanças
Descem da campa à friez!...
Os vivos vão repousando;
Mas eu pergunto chorando:
- Quando virá minha vez?
Minh’alma é triste, pendida,
Como a palmeira batida
Pela fúria do tufão.
É como a praia que alveja, Como a planta que viceja 
Nos muros de uma prisão!

Poesia de Quinta na Usina: Fagundes Varela:

  


S.  Paulo - 1861.

 

O ESTANDARTE AURIVERDE

(Cantos sobre a questão anglo-brasileira)

AO BRASIL
Bela estrela de luz, diamante fúlgido
Da coroa de Deus, pérola fina
Dos mares do ocidente,
Oh! como altiva sobre nuvens de ouro
A fronte elevas afogando em chamas
O velho continente!
A Itália meiga que ressona lânguida
Nos coxins de veludo adormecida
Como a escrava indolente;
A França altiva que sacode as vestes
Entre o brilho das armas e as legendas
De um passado fulgente.
A Rússia fria - Mastodonte eterno!
Cuja cabeça sobre os gelos dorme,
E os pés ardem nas fráguas;
A Bretanha insolente que expelida
De seus planos estéreis se arremessa
Mordendo-se nas águas;
A Espanha túrbida; a Germânia em brumas;
A Grécia desolada; a Holanda exposta
Das ondas ao furor...
Uma inveja teu céu, outra teu gênio,
Esta a riqueza, a robustez aquela,
E todas o valor!
Oh! terra de meu berço, oh pátria amada,
Ergue a fronte gentil ungida em glórias
De uma grande nação!
Quando sofre o Brasil, os brasileiros
Lavam as manchas, ou debaixo morrem
Do santo pavilhão!...

Poesia de Quinta na Usina: Laurindo Ribeiro:



VIII

A razão, para vingar-se, Mais aumenta o seu flagício, 
Com semblante inexorável, Muda, surda, imperturbável, 
Assistindo ao sacrifício.


Poesia de Quinta na Usina: Laurindo Ribeiro:

 

 
IX

Tudo é dor, tudo agonia,
E queixumes contra o fado;
Suspiros e pranto ardente,
Desespero no presente,
Saudades pelo passado!...

Poesia de Quinta na Usina: laurindo Ribeiro:



X
Té que vai desabrochando,
Pelo pranto d’aflição
Regada continuamente,
Do desengano a semente
Nas cinzas do coração.



Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:


 

A mão

Mão que indica.
Mão que segura.
Mão que prende.
Mão que surpreende.
Mão que conduz.
Mão que empurra.
Mão que derruba.
Mão que ampara...


Conteúdo do livro:



      


Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:


Ajuda

Nunca negue ajuda a quem lhe procura.
No entanto, jamais ofereça abrigo as
necessidades dos vícios.

Conteúdo do livro:



 



Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:



Piedade

Se me xingar vai lhe fazer feliz, então
não poupe tempo, esforço, ou mesmo o
seu extenso vocabulário de amarguras.

Pois prefiro ser xingado por alguém feliz,....

Conteúdo do livro:




terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Quarta na Usina: poetisas da Rede: D.R.Maria Elena Vizzotto:



 "MEU ANJO AZUL"

Chegaste como que,por encanto

Invadiste meu ser e te apoderaste de minh'alma

Teu sorriso tem a luz do sol

Teus olhos olhos tem o brilho das estrelas

Teus beijos a doçura do mel

Teu corpo exala o perfume das rosas

Das rosas azuis, nascidas do amor de uma Deusa.

O azul do céu não é tão azul como TU és.

A imensidão do mar não se compara a infinitude de teu AMOR.

No aconchego de teus braços as tempestades se acalmam...

Nem mesmo o mais belo de todos os mortais

tem a beleza que teu ser encerra.

Cada dia de minha vida agradeço a Deus

Por ter trazido das esferas celestinas um ANJO

PARA SER O MEU ETERNO AMOR AQUI NA TERRA!

Meu único e verdadeiro AMOR!"

D.R.Maria Elena Vizzotto

Cruz Alta/RS/Brasil.

In.Antologia ACADEMIA CRUZ-ALTENSE DE LETRAS-pág.57

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Miriam Bilhó:


 

Melodia da vida

A experiência de sempre vivermos

a procura de realizarmos sonhos..

Sermos tocados, ouvindo a melodia

suave, ou as vezes tensa da vida.

Cultuando dos jardins as flores.

As borboletas que encantam

e anunciam transformações,

com qualidade e presença ativa.

Devolvendo ao lar de nossa alma

o sentido de pertinência ao nosso

mundo interno como o externo.

Tateando a vida com ousadia

e ao mesmo tempo segurança.

Vivendo relacionamentos diversos

mas sempre procurando entender

como ser entendido e bem sucedido.

Com os seres humanos tão diferentes

de pensamentos tão diversos,

o respeito as diferenças espalhar.

Sentindo a vida e vivendo

em constante comunhão

com a alegria de viver e amar!

Miriam Bilhó

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Silvia Regina Costa Lima:


 

JUNTO AO MAR

***

Eu, caminhando sozinha

passeio na manhã

junto ao mar

que cintila

na claridade

e reverbera a luz

atraindo a atenção.

*

Paro de andar

após os pés molhar

e lavar as mãos

na água salgada

já me sinto renovada

do cansaço da cidade.

*

Contra o morno vento,

abro o guarda-sol branco

estampado de andorinhas

e me sento no banco

esquecendo toda a lida.

Uso esse momento

e agradeço a Deus

esse aproveitar a vida!

***

Silvia Regina Costa Lima

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: GLORINHA RISSARDI:


 

É SÓ EM VOCÊ QUE PENSO

O teu carinho

Me faz tão bem

Penso até

Que estou sonhando

Você chegou

Na minha vida

Chegou assim

E foi ficando.

Confesso

Que estou gostando

Não pense

Que achei ruim

Tua presença

Me faz tão bem

Despertou

O amor em mim.

Quero

Com você estar

Viver

Esse amor intenso

Pois

Desde que te vi

É só em você

Que penso.

@GLORINHA RISSARDI.

19.01.2023.

País: Brasil 🇧🇷.

Direitos Autorais Reservados.

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Aline Bischoff:


 

Vaga no lume,

Lume tão vago,

Um vagalume,

Vagando vazio.

Aline Bischoff.