segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Crônicas de Segunda Na Usina: lima Barreto: Maio:


Estamos em maio, o mês das flores, o mês sagrado pela poesia. Não é sem emoção que o vejo entrar. Há em minha alma um renovamento; as ambições desabrocham de novo e, de novo, me chegam revoadas de sonhos. Nasci sob o seu signo, a treze, e creio que em sexta-feira; e, por isso, também à emoção que o mês sagrado me traz, se misturam recordações da minha meninice. 
Agora mesmo estou a lembrar-me que, em 1888, dias antes da data áurea, meu pai chegou em casa e disse-me: a lei da abolição vai passar no dia de teus anos. E de fato passou; e nós fomos esperar a assinatura no largo do Paço. 
- Na minha lembrança desses acontecimentos, o edifício do antigo paço, hoje repartição dos Telégrafos, fica muito alto, um sky-scraper; e lá de uma das janelas eu vejo um homem que acena para o povo. 
Não me recordo bem se ele falou e não sou capaz de afirmar se era mesmo o grande Patrocínio. 
Havia uma imensa multidão ansiosa, com o olhar preso às janelas do velho casarão. Afinal a lei foi assinada e, num segundo, todos aqueles milhares de pessoas o souberam. A princesa veio à janela. Foi uma ovação: palmas, acenos com lenço, vivas... 
Fazia sol e o dia estava claro. Jamais, na .minha vida, vi tanta alegria. Era geral, era total; e os dias que se seguiram, dias de folganças e satisfação, deram-me uma visão da vida inteiramente festa e harmonia. 
Houve missa campal, no Campo de São Cristóvão. Eu fui também com meu pai; mas pouco me recordo dela, a não ser lembrar-me que, ao assisti-la, me vinha aos olhos a Primeira missa, de Vitor Meireles. Era como se o Brasil tivesse sido descoberto outra vez... Houve o barulho de bandas de músicas, de bombas e girândolas, indispensável aos nossos regozijos; e houve também préstitos cívicos. Anjos despedaçando grilhões, alegrias toscas passaram lentamente pelas ruas. Construíram-se estrados para bailes populares; houve desfile de batalhões escolares e eu me lembro que vi a princesa imperial, na porta da atual Prefeitura, cercada de filhos, assistindo àquela fieira de numerosos soldados desfiar devagar. Devia ser de tarde, ao anoitecer. 
Ela me parecia loura, muito loura, maternal, com um olhar doce e apiedado. Nunca mais a 
vi e o imperador nunca vi, mas me lembro dos seus carros, aqueles enormes carros dourados, puxados por quatro cavalos, com cocheiros montados e um criado à traseira. 
Eu tinha então sete anos e o cativeiro não me impressionava. Não lhe imaginava o horror; não conhecia a sua injustiça. Eu me recordo, nunca conheci uma pessoa escrava. Criado no Rio de Janeiro, na cidade, onde já os escravos rareavam, faltava-me o conhecimento direto da vexatória instituição, para lhe sentir bem os aspectos hediondos. 
Era bom-saber se a alegria que trouxe à cidade a lei da abolição foi geral pelo país. Havia de ser, porque já tinha entrado na consciência de todos a injustiça originária da escravidão. 
Quando fui para o colégio, um colégio público, à rua do Resende, a alegria entre a criançada era grande. Nós não sabíamos o alcance da lei, mas a alegria ambiente nos tinha tomado. 
A professora, Dona Teresa Pimentel do Amaral, uma senhora muito inteligente, a quem muito deve o meu espírito, creio que nos explicou a significação da coisa; mas com aquele feitio mental de criança, só uma coisa me ficou: livre! livre! 
Julgava que podíamos fazer tudo que quiséssemos; que dali em diante não havia mais limitação aos propósitos da nossa fantasia. 
Parece que essa convicção era geral na meninada, porquanto um colega meu, depois de um castigo, me disse: "Vou dizer a papai que não quero voltar mais ao colégio. Não somos todos livres?" 
Mas como ainda estamos longe de ser livres! Como ainda nos enleamos nas teias dos preceitos, das regras e das leis! 
Dos jornais e folhetos distribuídos por aquela ocasião, eu me lembro de um pequeno jornal, publicado pelos tipógrafos da Casa Lombaerts. Estava bem impresso, tinha umas vinhetas elzevirianas, pequenos artigos e sonetos. Desses, dois eram dedicados a José do Patrocínio e o outro à princesa. Eu me lembro, foi a minha primeira emoção poética a leitura dele. Intitulava-se "Princesa e Mãe" e ainda tenho de memória um dos versos: 
"Houve um tempo, senhora, há muito já passado..." 
São boas essas recordações; elas têm um perfume de saudade e fazem com que sintamos a eternidade do tempo. 
Oh! O tempo! O inflexível tempo, que como o Amor, é também irmão da Morte, vai ceifando aspirações, tirando presunções, trazendo desalentos, e só nos deixa na uma essa saudade do passado às vezes composta de coisas fúteis, cujo relembrar, porém, traz sempre  prazer. 
Quanta ambição ele não mata! Primeiro são os sonhos de posição: com os dias e as horas e, a pouco e pouco, a gente vai descendo de ministro a amanuense; depois são os do Amor - oh! como se desce nesses! Os de saber, de erudição, vão caindo até ficarem reduzidos ao bondoso Larousse. Viagens... Oh! As viagens! Ficamos a fazê-las nos nossos pobres quartos, com auxílio do Baedecker e outros livros complacentes. 
Obras, satisfações, glórias, tudo se esvai e se esbate. Pelos trinta anos, a gente que se julgava Shakespeare, está rente que não passa de um "Mal das Vinhas" qualquer; tenazmente, porém, ficamos a viver, -esperando, esperando... o quê? O imprevisto, o que pode acontecer amanhã ou depois. Esperando os milagres do tempo e olhando o céu vazio de Deus ou Deuses, mas sempre olhando para ele, como o filósofo Guyau. 
Esperando, quem sabe se a sorte grande ou um tesouro oculto no quintal? 
E maio volta... Há pelo ar blandícias e afagos; as coisas ligeiras têm mais poesia; os pássaros como que cantam melhor; o verde das encostas é mais macio; um forte flux de vida percorre e anima tudo... 
O mês augusto e sagrado pela poesia e pela arte, jungido eternamente à marcha da Terra, volta; e os galhos da nossa alma que tinham sido amputados - os sonhos, enchem-se de brotos muito verdes, de um claro e macio verde de pelúcia, reverdecem mais uma vez, para de novo perderem as folhas, secarem, antes mesmo de chegar o tórrido dezembro. 
E assim se faz a vida, com desalentos e esperanças, com recordações e saudades, com tolices e coisas sensatas, com baixezas e grandezas, à espera da morte, da doce morte, padroeira dos aflitos e desesperados... 
Feiras e mafuás, 4-5-1911

Crônicas de Segunda Na Usina: Lima Barreto: A mulher brasileira:




É  de uso que, nas sobremesas, se façam brindes em honra ao aniversariante, ao par que se casa, ao infante que recebeu as águas lustrais do batismo, conforme se tratar de um natalício, de um casamento ou batizado. Mas, como a sobremesa é a parte do jantar que predispõe os comensais a discussões filosóficas e morais, quase sempre, nos festins familiares, em vez de se trocarem idéias sobre a imortalidade da alma ou o adultério, como observam os Goncourts, ao primeiro brinde se segue outro em honra à mulher, à mulher brasileira.

Todos estão vendo um homenzinho de pince-nez, testa sungada, metido numas roupas de circunstâncias; levantar-se lá do fim da mesa; e, com uma mão ao cálice, meio suspenso, e a outra na borda do móvel, pesado de pratos sujos, compoteiras de doce, guardanapos, talheres e o resto - dizer: “Peço a palavra"; e começar logo: Minhas senhoras, meus senhores". As conversas cessam; Dona Lili deixa de contar a Dona Vivi a história do seu último namoro; todos se aprumam nas cadeiras; o homem tosse e entra em matéria: “A mulher, esse ente sublime..." E vai por aí, escachoando imagens do Orador familiar, e fazendo citações de outros que nunca leu, exaltando as qualidades da mulher brasileira, quer como mãe, quer como esposa, quer como filha, quer como irmã.

A enumeração não foi completa; é que o meio não lhe permitia completá-la.
É  uma cena que se repete em todos os festivos ágapes familiares, às vezes mesmo nos de alto bordo.
Haverá mesmo razão para tantos gabos? Os oradores terão razão? Vale a pena examinar.
 Não direi. que, como mães, as nossas mulheres não mereçam esses gabos; mas isso não
é  propriedade exclusiva delas e todas as mulheres, desde as esquimós até às australianas, são merecedoras dele. Fora daí, o orador estará com a verdade?

Lendo há dias as Memórias, de Mine. d'Épinay, tive ocasião de mais de uma vez constatar a floração de mulheres superiores naquele extraordinário século XVIII francês.

Não é preciso ir além dele para verificar a grande influência que a mulher francesa tem tido na marcha das idéias de sua pátria.

Basta-nos, para isso, aquele maravilhoso século, onde não só há aquelas que se citam a cada passo, como essa Mine. d'Épinay, amiga de Grimm, de Diderot, protetora de Rousseau, a quem alojou na famosa “Ermitage", para sempre célebre na história das letras; e Mine. du Deffant, que, se não me falha a memória, custeou a impressão do Espírito das leis. Não são unicamente essas. Há mesmo um pululamento de mulheres superiores que influem, animam, encaminham homens superiores do seu tempo. A todo o momento, nas memórias, correspondências e confissões, são apontadas; elas se misturam nas intrigas literárias, seguem os debates filosóficos.

É  uma Mine. de Houdetot; é uma Marechala de Luxemburgo; e até, no fundo da Sabóia, na doce casa de campo de Charmettes, há uma Mine. de Warens que recebe, educa e ama um pobre rapaz maltrapilho, de quem ela faz mais tarde Jean-Jacques Rousseau.

E foi por ler Mine. d'Épinay e recordar outras leituras, que me veio pensar nos calorosos elogios dos oradores de sobremesas à mulher brasileira. Onde é que se viram no Brasil, essa influência, esse apoio, essa animação das mulheres aos seus homens superiores?

É  raro; e todos que o foram, não tiveram com suas esposas, com suas irmãs, com suas mães, essa comunhão nas idéias e nos anseios, que tanto animam, que tantas vantagens trazem ao trabalho intelectual.

Por uma questão qualquer, Diderot escreve uma carta a Rousseau que o faz sofrer; e logo este se dirige a Mme. d'Épinay, dizendo: “Se eu vos pudesse ver um momento e chorar, como seria aliviado!" Onde é que se viu aqui esse amparo, esse domínio, esse ascendente de uma mulher; e, entretanto, ela não era nem sua esposa, nem sua mãe, nem sua irmã, nem mesmo sua amante!

Como que adoça, como que tira as asperezas e as brutalidades, próprias ao nosso sexo, essa influência feminina nas letras e nas artes.

Entre nós, ela não se verifica e parece que aquilo que os nossos trabalhos intelectuais têm de descompassado, de falta de progressão e harmonia, de pobreza de uma alta compreensão da vida, de revolta clara e latente, de falta de serenidade vem daí.

Não há num Raul Pompéia influência da mulher; e cito só esse exemplo que vale por legião. Se houvesse, quem sabe se as suas qualidades intrínsecas de pensador e de artista não nos poderia ter dado uma obra mais humana, mais ampla, menos atormentada, fluindo mais suavemente por entre as belezas da vida?

Como se sente bem a intimidade espiritual, perfeitamente espiritual, que há entre Balzac e a sua terna irmã, Laura Sanille, quando aquele lhe escreve, numa hora de dúvida angustiosa dos seus tenebrosos anos de aprendizagem: "Laura, Laura, meus dois únicos desejos, 'ser célebre e ser amado', serão algum dia satisfeitos?" Há disso aqui?

Se nas obras dos nossos poetas e pensadores, passa uma alusão dessa ordem, sentimos que a coisa não é perfeitamente exata, e antes o poeta quer criar uma ilusão necessária do que exprimir uma convicção bem estabelecida. Seria melhor talvez dizer que a comunhão espiritual, que a penetração de idéias não se dá; o poeta força as entradas que resistem tenazmente.

É  com desespero que verifico isso, mas que se há de fazer? É preciso ser honesto, pelo menos de pensamento...

É   verdade que os homens de inteligência vivem separados do país; mas se há uma pequena minoria que os segue e acompanha, devia haver uma de mulheres que fizesse o mesmo.

Até como mães, a nossa não é assim tão digna dos elogios dos oradores inflamados. A sagacidade e agilidade de espírito fazem-lhes falta completamente para penetrar na alma dos filhos; as ternuras e os beijos são estranhos às almas de cada um. Sonho do filho não é percebido pela mãe; e ambos, separados, marcham no mundo ideal. Todas elas são como aquela de que fala Michelet: "Não se sabe o que tem esse menino. Minha Senhora, eu sei: ele nunca foi beijado".

Basta observar a maneira de se tratarem. Em geral, há jeitos cerimoniosos, escolhas de frases, ocultações de pensamentos; o filho não se anima nunca a dizer francamente o que sofre
ou o que deseja e a mãe não o provoca a dizer.
Sem sair daqui, na rua, no bonde, na barca, poderemos ver a maneira verdadeiramente familiar, íntima, sem morgue nem medo, com que as mães inglesas, francesas e portuguesas tratam os filhos e estes a elas. Não há sombra de timidez e de terror; não há o "senhora" respeitável; é "tu", é “você”.

As vantagens disso são evidentes. A criança habitua-se àquela confidente; faz-se homem e, nas crises morais e de consciência, tem onde vazar com confiança as suas dores, diminuí-las, portanto, afastá-las muito, porque dor confessada é já meia dor e tortura menos. A alegria de viver vem e o sorumbatismo, o mazombo, a melancolia, o pessimismo e a fuga do real vão-se.

Repito: não há tenção de fazer uma mercurial desta crônica; estou a exprimir observações que julgo exatas e constato com raro desgosto. Antes, o meu maior desejo seria dizer das minhas patrícias, aquilo que Bourget disse da missão de Mme. Taine, junto a seu grande marido, isto é, que elas têm cercado e cercam o trabalho intelectual de seus maridos, filhos ou irmãos de uma atmosfera na qual eles se movem tão livremente como se estivessem sós, e onde não estão de fato sós.

Foi, portanto combinado a leitura de uma mulher ilustre com a recordação de um caso corriqueiro da nossa vida familiar que consegui escrever estas linhas. A associação é inesperada; mas não há do que nos surpreender com as associações de idéias.

Vida urbana, 27-4-1911

Crônicas De Segunda Na Usina:A FAMÍLIA QUE PRODUZ A PRÓPRIA COMIDA EM 370 METROS QUADRADOS (2700 KG DE COMIDA)


Hoje em dia, chegar até o final do mês não é fácil por causa do aumento dos custos, da dificuldade de encontrar um emprego e dos salários muito baixos no caso uma pessoa ache uma ocupação. No entanto, a técnica usada poresta família de Los Angeles pode ser um exemplo perfeito de como podemos conseguir sobreviver produzindo o próprio alimento sozinhos e cultivando-o utilizando as mais modernas técnicas.
Nos arredores da capital da Califórnia, nos Estados Unidos, vive a família Dervaes. É uma família que possui um jardim com uma superfície de cerca de 370 metros quadrados. As dimensões são normais, nada de exagerado, mas mesmo com pouco você pode conseguir realizar muita coisa. A cada ano, esta família consegue com seu pedaço de terreno obter uma alta quantidade de comida, o suficiente para se sustentar. Na verdade, são mais de 2000 os vegetais que são cultivados no terreno dos Dervaes. Além disso, podemos especificar uma quantidade elevada de fruta de estação e ovos nascidos graças ás galinhas que pertencem à criação da pensão.

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Números muito interessantes para um grupo de pessoas que podem viver com muito pouco e não precisam de nada mais. A produção dos Dervaes é realmente admirável e alcança números incríveis. Os campos produzem alimentos também, para outras pessoas que pretendem comprá-lo, garantindo uma renda familiar de quase 90.000 reais por ano. Uma técnica que, ao que parece, traz benefícios para a família mas também para os outros.
No super-jardim dos Dervaes há de tudo. A partir de vegetais até as frutas, de ovos de galinha biologicos até as flores comestíveis e o mel. Há algo para todos os gostos e para cada tipo de exigência, com uma longa série deprodutos biológicos e compatíveis com o meio ambiente. Mais de 400 variedades de produtos estão presentes no grande jardim, com preços de venda que são perfeitos se consideramos o seu inquestionável valor, capaz de satisfazer até os paladares mais exigentes.

dervaes
Devemos também mencionar a capacidade da família californiana de minimizar o consumo ambiental e as despesas. Na verdade, os membros da família instalaram vários painéis solares para fazer funcionar as máquinas agrícolas , com energia renovável sempre limpa. A poluição é quase eliminada e os Dervaes não causam nenhum impacto na atmosfera, agindo em nome da limpeza e do respeito pelo ecossistema.
 Os produtos são cultivados de acordo com a estação e sua venda é estritamente reservada para os restaurantes na área, resultando em excelentes ganhos do ponto de vista puramente econômico. Com o excesso de dinheiro, a família pode adquirir bens não produzidos internamente. É suficiente ter experiência, boa vontade e determinação para realizar uma pequena empresa de alimentos através do cultivo das próprias terras.




fonte:http://www.astoupeiras.com/


via-http://dicass.org/?p=7395%2F

Crônicas de segunda na Usina: SARAU SUBURBANO



SARAU SUBURBANO em São Paulo, de casa nova, GIOSTRA LIVRARIA no Bixiga.

***

Olá amigos, seguidores, poetas e público em geral.

Viemos aqui hoje (28/01/20) anunciar oficialmente que a GIOSTRA LIVRARIA, na Rua Rui Barbosa, 201 (ao lado do Teatro Sérgio Cardoso), será a nova casa do SARAU SUBURBANO que comemorada em maio, 10 anos.

Desde quando surgiu, em 4 de Maio de 2010 que o Sarau Suburbano aconteceu na Livraria Suburbano Convicto, que encerrou as atividades em dezembro 2019. Desde então, queríamos definir o novo local, ideia sempre foi seguir no Bixiga, só não imaginamos que continuaríamos numa "LIVRARIA", uma pessoa indicou a GIOSTRI e desde nosso primeiro contato, rolou um entendimento, ontem estive lá em reunião com o produtor da casa e acertamos os detalhes, por isso viemos anunciar.

Será sempre na 2a, segunda-feira de cada mês, a 1a edição na casa nova será dia 10 de FEVEREIRO de 2020.

Avisa geral !!!

Alessandro Buzo

idealizador e apresentador do "Sarau Suburbano"

***

Serviço

Sarau Suburbano no Bixiga, Ano 10.

10 de fevereiro de 2020 - Das 19h30 às 22h

LOCAL: GIOSTRI LIVRARIA

Rua Rui Barbosa, 201

Bixiga

São Paulo - SP

Apresentação: Alessandro Buzo

gratis

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Dusan Kovacevic Batulja:


 

-Dusan Kovacevic Batulja-

Sérvia 🇷🇸

-- AMOR -

E o céu está triste

A chuva quando chove

Quando o tempo está feio

E a tempestade governa então...

O amor é tão turbulento

Todo mundo tem um sentimento

Às vezes linda ou triste.

Nem amar é fácil...

É bom amar alguém

É difícil estar sozinho

O amor é algo a desejar

Acredite, eu sei disso...

Encontrei minha felicidade

Não vou dar pra ninguém

leve minha alma também

Só pra o coração não sofrer...

Deixe as fortes chuvas caírem.

E tempestades e tempestades.

Deixe o furacão soprar forte

Meu coração te mantém seguro...

Te levo no meu coração

E você não pode sair

Não há chave para esse armário

Você nunca vai encontrá-lo...

-Dusan Kovacevic Batulja-

Sérvia 🇷🇸

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Raúl Levyr:


 

ATRAVÉS DOS TEUS OLHOS

Vejo através dos teus olhos

o amor derramado no brilho

da ilusória versão,

que conta a vida turva

sobre a história de amor

deixada para ser escrita,

nos futuros dias.

Através dos teus olhos

vejo a vida com mais clareza,

o amor reescrito

com uma caneta de ouro,

ou de plástico,

pode ser apreciado

do mesmo jeito,

caso a história tenha

realidade e emoção,

além de um pouco de fantasia.

Podemos ver beleza

em todos os lugares

assim diz o alcorão,

mas através dos teus olhos,

eu vejo o amor

como ele realmente é;

nítido, fantasiosos,

perigoso, mas...

indispensável!

16-02-2023

D.R.A

Imagem da Internet

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Krishna Chamling:


 

Lua, Meu Amor, Meu Valentim______________________________

Lua, você é o dilúvio do tempo,

As noites do luar prateado celestial,

Você é a estrela cintilante luzes brilhantes

Na escuridão profunda e invisível do meu coração.

Tu és a graça do céu,

A beleza das terras,

Você é o vento leve da rajada,

Os vales cantam junto enquanto a flora e a fauna suicham.

Você é a beleza sublime esculpida com devoção,

A resistência da tripulação elísiana,

Você é o encontro das almas de

Muitas almas morrem para te ver.

Você é o livro não lido, o arquivo interior do

Biblioteca, tu, os panos do karma,

Os destinos tentam costurar o seu destino

Com os fios do seu amor - você sorriu.

Você é o profundo do amor, os nadadores mergulham

Mais profundo para encontrar a pérola, e vocês são verões

E primaveras de vidas, o túnel de amores,

Como é difícil professar, exatamente o que você é!

Mas, você é o ar libertado com a honra das escolhas,

O casulo do amor dos amantes, a lua na escuridão,

Pode brilhar em qualquer lugar, as luzes da esperança, o vento de

Mudança na minha alma - ainda piscas, minha Vesper Valentine...

Faça. .....................................................

© Direitos de autor reservados @ Kr. Chamling, de: Nepal,

A terra de Gautama Buda e Monte Everest

10 de fevereiro de 2023

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Ernesto Estrada:


 

Dá-me a tua mão

e entrelaça os dedos

no desejo cioso

e sente o toque

desconhecido num véu

entre almas gémeas

e eu te levarei ao céu .

jaca t guto

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Cipriano Varela:



 Titulo : Rosas para ti

Autor : Cipriano Varela

Não espero , o tempo para trás  voltar ,

O relógio  avança  continuamente ,

No entanto , não  deixarei de te amar ,

Embora seja para ti indiferente .

Acho os dias grandes demais ,

Talvez esteja em contradição  ,

Os sonhos , esses nunca são  iguais ,

Tem noites , que te afastam do meu coração  .

Gostava ser dono dos meus sonhos ,

A qualquer momento te poder contemplar ,

Ver teu olhar , tão risonho ,

Dizer , que me desejas amar .

Talvez seja uma impossibilidade ,

Sou um visionário  que acredita ,

Sou um vazo de enorme saudade ,

A esperança  em mim , mantem-se viva .

Grito muita vez , sem ninguém  me ouvir ,

Abraço  um corpo , que não  consigo encontrar ,

O que no coração  , estou a sentir ,

Só  eu consigo identificar .

Será  uma inundação  de palavras ,

Que o olhar , não  consegue exprimir ,

Serão  emoções  , que comigo travas ,

Por não  aceitares , meu profundo  sentir .

Quando te olho , não  nego sinto palpitação  ,

Incendeias , o verde do meu olhar ,

Perco-me nesta arrojada paixão  ,

Sinto tua mão , a minha segurar .

Ofereço-te , as mais lindas rosas ,

Oferta sentida de verdadeiro amor ,

No meu jardim , és de todas a mais formosa ,

Embora nele existam muitas outras flores .

Quando falo de amor , fico deslumbrado ,

Minha alma sossega adocicadamente ,

Satisfaz-me sentir apaixonado ,

Vivo o amor perdidamente .

A vida sussurra-me ao ouvido ,

Sacode , a poeira do pensamento ,

O amor faz sempre sentido ,

É  o mais nobre sentimento .

Portugal,  12-02-2023

Todos os direitos de autor

Reservados , nos termos da lei

50/2004 de 24 de Agosto .

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Gustavo Antonio Drummond:


 

COM AMOR.

Toma esta flor virgem,

que tem como origem,

um campo de centeio,

aromado com sentimento.

Visto-me de pleno amor,

é o único meio

para te dizer

neste momento.

Sinto sua doce presença,

sua mente, seus meios,

aderidos ao meu interior,

dádiva, bálsamo, unguento.

Este silêncio revela

sua suave essência

que se faz presente

quando amanheço,

Te vejo sair de uma tela

sublime, imensurável apreço.

amorosa e pontual caravela,

dádiva que não se pode comprar.

.

(Gustavo Drummond)

Sexta na Usina: Poetas da Rede: António Alves:


 

Autor: António Alves

País: Portugal

14 02 2023

Procuro-te

Percorrendo as veredas, seguindo um beijo teu,

andando no tempo perdidamente para ter-te,

junto a mim, amar-te assim num jeito só meu,

entre sentimentos, afagos, ternuras, entrego-me

Como quem se dá, na pureza da alma amando,

fazendo um misto acontecendo, entre nós dois,

para depois recordar, na tua ausência meu anjo,

os sonhos arrancados ao céu, sem deixar, depois.

Este amor é teu é nosso, numa saudade guardada,

num encontro perfeito o mundo que é só nosso,

dançando no céu entre o brilhantismo das estrelas

transparecendo a união das almas, sem prantos

Amando-nos como não houvesse novo amanhã, caricias divinamente sentidas saciadas na paixão

louco por ti, teu corpo consumindo o meu em cada

movimento teu, fluindo em vibrações de emoção

Todos os direitos reservados

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Adalberto Silva:


 

Amor gostoso

Quanta saudade sua

Queria sentir o seu aroma

Minha doce menina

Tão meiga tú és

Tú consegue entender a minha carência

Esse meu gostar e te amar

És o meu desejo para sempre!

Adalberto Silva

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Paulo Major:


 

Poder Temporal

Se pensas em mim a olhar o céu?

Se me vês nas nuvens?

Se os teus olhos brilham?

Se a tua alma voa?

Se o teu coração dilata?

É sinal de amor

Se ouvisses o meu coração choram

Se ouvisses a minha alma triste

Se ouvisses o meu apregoar

Saberias que confirmo o amor

Sabias que o amor cruzou o nosso caminho

Se podermos novamente voltar a ver

Se podermos voltar a sonhar outra vez

Nós voltavamos novamente a ser felizes

Voltavamos mais uma vez, a ser amor

O amor é algo mágico

Onde os teus olhos me encantam

O teu corpo me seduz

O teu calor me eleva ao céu

Por isso não tenhas medo de mim

Fala-me de amor

Encanta-me como a lua encanta o sol

E diz-me de uma vez por todas

Que me amas, meu amor

Logo anoitece e novamente vou deitar-me acompanhado

Eu e a solidão

Se me amares de verdade

E se quiseres

Eu deixo a porta pra você entrar.`

Paulo Major

Paulo Major Poesia

Data, 15 de fevereiro de 2023

Direitos de autores reservados

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023