quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Poema:Navegar no mar de verdades.



Navegar no mar de pensamentos
Fluir nos ventos,
No mar que não se vê
Que não se perde
Que não se morre
Que não se move
Um mar de alegria e de felicidade.

Um dia para a saudade
Um mar de ventos leves
Um mar de tristezas de ventos
Que roça nas mesas
De um mar revolto de ventos cortantes
Amores errantes.

Que tristeza é estar num mar de maldade sem felicidade
Num mar de saudade, mas com vontade
De estar de verdade num mar de solidão.
Mas poder pegar tua mão e rolar no chão

Num mar de paixão.
Flutuar no mar de verdades
E sem maldade ou razão de finalmente voltar ao chão.
Chão que demora ou mesmo devora uma paixão de outrora.

Navegar de verdade, mas com saudade
De um mar de amizade
Navegar talvez num mar de saudade
Ou mesmo a verdade seria

Navegar todo dia
Nas ondas deste corpo quente

Neste mar de serpente
Que nem mesmo a gente sente.
Navegar num mar de outrora
Que nem mesmo agora seria
Igual navegar no céu
Neste leito de mel.

Navegar neste corpo suado
Até ficar cansado de te ver
Murmurar, ou talvez navegar novamente
Mesmo somente para te saciar de ternura nesta margem Escura de paixão.

Navegar sem morrer
Pra viver intensamente
Esta grande loucura.
Navegar nos teus seios
Ou talvez em outros meios
Sem nenhum pudor.

Saciar nos teus beijos
Um grande desejo de te navegar
Todo dia, como uma poesia
Que não vai terminar.
Ou talvez navegar outra vez
Nos teus pensamentos intensos,
Ou lentos.

Seria cruel provar do fel
Da solidão que devora
Mesmo sem demora e
Quem sabe navegar
Nos teus sonhos com desejos estranhos
E finalmente navegar a gente.

Este amor ardente ou quem sabe talvez
Navegar nos desejos de outrora.
Que assim nos devora
Mesmo sem demora
E nos faz transpirar de paixão.

Rolar na lama
Como se fosse a mais bela cama,
E assim esperar em poder navegar
Neste mar de verdades
Seria maldade não te navegar.

Fonte: "O Grito da Alma" Poesias e pensamentos" D'Araujo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Traduções; Fernando Pessoa: Annabel Lee.

Annabel Lee:

(de Edgar Allan Poe).

Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor -
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.

Fonte: www.dominiopublico.com.br

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Machado de Assis: Conto:O CASO DA VARA.

O CASO DA VARA:


Damião fugiu do seminário às onze horas da manhã de uma sexta-feira de agosto.
Não sei bem o ano; foi antes de 1850. Passados alguns minutos parou vexado;
não contava com o efeito que produzia nos olhos da outra gente aquele
seminarista que ia espantado, medroso, fugitivo. Desconhecia as ruas, andava e
desandava; finalmente parou. Para onde iria? Para casa, não; lá estava o pai que
o devolveria ao seminário, depois de um bom castigo. Não assentara no ponto de
refúgio, porque a saída estava determinada para mais tarde; uma circunstância
fortuita a apressou. Para onde iria? Lembrou-se do padrinho, João Carneiro, mas o
padrinho era um moleirão sem vontade, que por si só não faria coisa útil. Foi ele
que o levou ao seminário e o apresentou ao reitor:
— Trago-lhe o grande homem que há de ser, disse ele ao reitor.
— Venha, acudiu este, venha o grande homem, contanto que seja também
humilde e bom. A verdadeira grandeza é chã. Moço...
Tal foi a entrada. Pouco tempo depois fugiu o rapaz ao seminário. Aqui o vemos
agora na rua, espantado, incerto, sem atinar com refúgio nem conselho; percorreu
de memória as casas de parentes e amigos, sem se fixar em nenhuma. De
repente, exclamou:
— Vou pegar-me com Sinhá Rita! Ela manda chamar meu padrinho, diz-lhe que
quer que eu saia do seminário... Talvez assim...
Sinhá Rita era uma viúva, querida de João Carneiro; Damião tinha umas idéias
vagas dessa situação e tratou de a aproveitar. Onde morava? Estava tão
atordoado, que só daí a alguns minutos é que lhe acudiu a casa; era no Largo do
Capim.
— Santo nome de Jesus! Que é isto? bradou Sinhá Rita, sentando-se na
marquesa, onde estava reclinada.
Damião acabava de entrar espavorido; no momento de chegar à casa, vira passar
um padre, e deu um empurrão à porta, que por fortuna não estava fechada a
chave nem ferrolho. Depois de entrar espiou pela rótula, a ver o padre. Este não
deu por ele e ia andando.
— Mas que é isto, Sr. Damião? bradou novamente a dona da casa, que só agora o
conhecera. Que vem fazer aqui?
Damião, trêmulo, mal podendo falar, disse que não tivesse medo, não era nada; ia
explicar tudo.
— Descanse; e explique-se.
— Já lhe digo; não pratiquei nenhum crime, isso juro; mas espere.
Sinhá Rita olhava para ele espantada, e todas as crias, de casa, e de fora, que
estavam sentadas em volta da sala, diante das suas almofadas de renda, todas
fizeram parar os bilros e as mãos. Sinhá Rita vivia principalmente de ensinar a
fazer renda, crivo e bordado. Enquanto o rapaz tomava fôlego, ordenou às
pequenas que trabalhassem, e esperou. Afinal, Damião contou tudo, o desgosto
que lhe dava o seminário; estava certo de que não podia ser bom padre; falou
com paixão, pediu-lhe que o salvasse.
— Como assim? Não posso nada.
— Pode, querendo.
— Não, replicou ela abanando a cabeça; não me meto em negócios de sua família,
que mal conheço; e então seu pai, que dizem que é zangado!
Damião viu-se perdido. Ajoelhou-se-lhe aos pés, beijou-lhe as mãos, desesperado.
— Pode muito, Sinhá Rita; peço-lhe pelo amor de Deus, pelo que a senhora tiver
de mais sagrado, por alma de seu marido, salve-me da morte, porque eu matome,
se voltar para aquela casa.
Sinhá Rita, lisonjeada com as súplicas do moço, tentou chamá-lo a outros
sentimentos. A vida de padre era santa e bonita, disse-lhe ela; o tempo lhe
mostraria que era melhor vencer as repugnâncias e um dia... Não, nada, nunca!
redargüia Damião, abanando a cabeça e beijando-lhe as mãos; e repetia que era a
sua morte. Sinhá Rita hesitou ainda muito tempo; afinal perguntou-lhe por que
não ia ter com o padrinho.
— Meu padrinho? Esse é ainda pior que papai; não me atende, duvido que atenda
a ninguém...
— Não atende? interrompeu Sinhá Rita ferida em seus brios. Ora, eu lhe mostro se
atende ou não...
Chamou um moleque e bradou-lhe que fosse à casa do Sr. João Carneiro chamálo,
já e já; e se não estivesse em casa, perguntasse onde podia ser encontrado, e
corresse a dizer-lhe que precisava muito de lhe falar imediatamente.
— Anda, moleque.
Damião suspirou alto e triste. Ela, para mascarar a autoridade com que dera
aquelas ordens, explicou ao moço que o Sr. João Carneiro fora amigo do marido e
arranjara-lhe algumas crias para ensinar. Depois, como ele continuasse triste,
encostado a um portal, puxou-lhe o nariz, rindo:
— Ande lá, seu padreco, descanse que tudo se há de arranjar.
Sinhá Rita tinha quarenta anos na certidão de batismo, e vinte e sete nos olhos.
Era apessoada, viva, patusca, amiga de rir; mas, quando convinha, brava como
diabo. Quis alegrar o rapaz, e, apesar da situação, não lhe custou muito. Dentro
de pouco, ambos eles riam, ela contava-lhe anedotas, e pedia-lhe outras, que ele
referia com singular graça. Uma destas, estúrdia, obrigada a trejeitos, fez rir a
uma das crias de Sinhá Rita, que esquecera o trabalho, para mirar e escutar o
moço. Sinhá Rita pegou de uma vara que estava ao pé da marquesa, e ameaçoua:
— Lucrécia, olha a vara!
A pequena abaixou a cabeça, aparando o golpe, mas o golpe não veio. Era uma
advertência; se à noitinha a tarefa não estivesse pronta, Lucrécia receberia o
castigo do costume. Damião olhou para a pequena; era uma negrinha, magricela,
um frangalho de nada, com uma cicatriz na testa e uma queimadura na mão
esquerda. Contava onze anos. Damião reparou que tossia, mas para dentro,
surdamente, a fim de não interromper a conversação. Teve pena da negrinha, e
resolveu apadrinhá-la, se não acabasse a tarefa. Sinhá Rita não lhe negaria o
perdão... Demais, ela rira por achar-lhe graça; a culpa era sua, se há culpa em ter
chiste.
Nisto, chegou João Carneiro. Empalideceu quando viu ali o afilhado, e olhou para
Sinhá Rita, que não gastou tempo com preâmbulos. Disse-lhe que era preciso tirar
o moço do seminário, que ele não tinha vocação para a vida eclesiástica, e antes
um padre de menos que um padre ruim. Cá fora também se podia amar e servir a
Nosso Senhor. João Carneiro, assombrado, não achou que replicar durante os
primeiros minutos; afinal, abriu a boca e repreendeu o afilhado por ter vindo
incomodar "pessoas estranhas", e em seguida afirmou que o castigaria.
— Qual castigar, qual nada! interrompeu Sinhá Rita. Castigar por quê? Vá, vá falar
a seu compadre.
— Não afianço nada, não creio que seja possível...
— Há de ser possível, afianço eu. Se o senhor quiser, continuou ela com certo tom
insinuativo, tudo se há de arranjar. Peça-lhe muito, que ele cede. Ande, Senhor
João Carneiro, seu afilhado não volta para o seminário; digo-lhe que não volta...
— Mas, minha senhora...
— Vá, vá.
João Carneiro não se animava a sair, nem podia ficar. Estava entre um puxar de
forças opostas. Não lhe importava, em suma, que o rapaz acabasse clérigo,
advogado ou médico, ou outra qualquer coisa, vadio que fosse; mas o pior é que
lhe cometiam uma luta ingente com os sentimentos mais íntimos do compadre,
sem certeza do resultado; e, se este fosse negativo, outra luta com Sinhá Rita,
cuja última palavra era ameaçadora: "digo-lhe que ele não volta". Tinha de haver
por força um escândalo. João Carneiro estava com a pupila desvairada, a pálpebra
trêmula, o peito ofegante. Os olhares que deitava a Sinhá Rita eram de súplica,
mesclados de um tênue raio de censura. Por que lhe não pedia outra coisa? Por
que lhe não ordenava que fosse a pé, debaixo de chuva, à Tijuca, ou Jacarepaguá?
Mas logo persuadir ao compadre que mudasse a carreira do filho... Conhecia o
velho; era capaz de lhe quebrar uma jarra na cara. Ah! se o rapaz caísse ali, de
repente, apoplético, morto! Era uma solução — cruel, é certo, mas definitiva.
— Então? insistiu Sinhá Rita.
Ele fez-lhe um gesto de mão que esperasse. Coçava a barba, procurando um
recurso. Deus do céu! um decreto do papa dissolvendo a Igreja, ou, pelo menos,
extinguindo os seminários, faria acabar tudo em bem. João Carneiro voltaria para
casa e ia jogar os três-setes. Imaginai que o barbeiro de Napoleão era
encarregado de comandar a batalha de Austerlitz... Mas a Igreja continuava, os
seminários continuavam, o afilhado continuava cosido à parede, olhos baixos,
esperando, sem solução apoplética.
— Vá, vá, disse Sinhá Rita dando-lhe o chapéu e a bengala.
Não teve remédio. O barbeiro meteu a navalha no estojo, travou da espada e saiu
à campanha. Damião respirou; exteriormente deixou-se estar na mesma, olhos
fincados no chão, acabrunhado. Sinhá Rita puxou-lhe desta vez o queixo.
— Ande jantar, deixe-se de melancolias.
— A senhora crê que ele alcance alguma coisa?
— Há de alcançar tudo, redargüiu Sinhá Rita cheia de si. Ande, que a sopa está
esfriando.
Apesar do gênio galhofeiro de Sinhá Rita e do seu próprio espírito leve, Damião
esteve menos alegre ao jantar que na primeira parte do dia. Não fiava do caráter
mole do padrinho. Contudo, jantou bem; e, para o fim, voltou às pilhérias da
manhã. À sobremesa, ouviu um rumor de gente na sala, e perguntou se o vinham
prender.
— Hão de ser as moças.
Levantaram-se e passaram à sala. As moças eram cinco vizinhas que iam todas as
tardes tomar café com Sinhá Rita, e ali ficavam até o cair da noite.
As discípulas, findo o jantar delas, tornaram às almofadas do trabalho. Sinhá Rita
presidia a todo esse mulherio de casa e de fora. O sussurro dos bilros e o
palavrear das moças eram ecos tão mundanos, tão alheios à teologia e ao latim,
que o rapaz deixou-se ir por eles e esqueceu o resto. Durante os primeiros
minutos, ainda houve da parte das vizinhas certo acanhamento, mas passou
depressa. Uma delas cantou uma modinha, ao som da guitarra, tangida por Sinhá
Rita, e a tarde foi passando depressa. Antes do fim, Sinhá Rita pediu a Damião
que contasse certa anedota que lhe agradara muito. Era a tal que fizera rir
Lucrécia.
— Ande, senhor Damião, não se faça de rogado, que as moças querem ir embora.
Vocês vão gostar muito.
Damião não teve remédio senão obedecer. Malgrado o anúncio e a expectação,
que serviam a diminuir o chiste e o efeito, a anedota acabou entre risadas das
moças. Damião, contente de si, não esqueceu Lucrécia e olhou para ela, a ver se
rira também. Viu-a com a cabeça metida na almofada para acabar a tarefa. Não
ria; ou teria rido para dentro, como tossia.
Saíram as vizinhas, e a tarde caiu de todo. A alma de Damião foi-se fazendo
tenebrosa, antes da noite. Que estaria acontecendo? De instante a instante, ia
espiar pela rótula, e voltava cada vez mais desanimado. Nem sombra do padrinho.
Com certeza, o pai fê-lo calar, mandou chamar dois negros, foi à polícia pedir um
pedestre, e aí vinha pegá-lo à força e levá-lo ao seminário. Damião perguntou a
Sinhá Rita se a casa não teria saída pelos fundos; correu ao quintal, e calculou que
podia saltar o muro. Quis ainda saber se haveria modo de fugir para a Rua da
Vala, ou se era melhor falar a algum vizinho que fizesse o favor de o receber. O
pior era a batina; se Sinhá Rita lhe pudesse arranjar um rodaque, uma
sobrecasaca velha... Sinhá Rita dispunha justamente de um rodaque, lembrança
ou esquecimento de João Carneiro.
— Tenho um rodaque do meu defunto, disse ela, rindo; mas para que está com
esses sustos? Tudo se há de arranjar, descanse.
Afinal, à boca da noite, apareceu um escravo do padrinho, com uma carta para
Sinhá Rita. O negócio ainda não estava composto; o pai ficou furioso e quis
quebrar tudo; bradou que não, senhor, que o peralta havia de ir para o seminário,
ou então metia-o no Aljube ou na presiganga. João Carneiro lutou muito para
conseguir que o compadre não resolvesse logo, que dormisse a noite, e meditasse
bem se era conveniente dar à religião um sujeito tão rebelde e vicioso. Explicava
na carta que falou assim para melhor ganhar a causa. Não a tinha por ganha; mas
no dia seguinte lá iria ver o homem, e teimar de novo. Concluía dizendo que o
moço fosse para a casa dele.
Damião acabou de ler a carta e olhou para Sinhá Rita. Não tenho outra tábua de
salvação, pensou ele. Sinhá Rita mandou vir um tinteiro de chifre, e na meia folha
da própria carta escreveu esta resposta: "Joãozinho, ou você salva o moço, ou
nunca mais nos vemos". Fechou a carta com obreia, e deu-a ao escravo, para que
a levasse depressa. Voltou a reanimar o seminarista, que estava outra vez no
capuz da humildade e da consternação. Disse-lhe que sossegasse, que aquele
negócio era agora dela.
— Hão de ver para quanto presto! Não, que eu não sou de brincadeiras!
Era a hora de recolher os trabalhos. Sinhá Rita examinou-os; todas as discípulas
tinham concluído a tarefa. Só Lucrécia estava ainda à almofada, meneando os
bilros, já sem ver; Sinhá Rita chegou-se a ela, viu que a tarefa não estava
acabada, ficou furiosa, e agarrou-a por uma orelha.
— Ah! malandra!
— Nhanhã, nhanhã! pelo amor de Deus! por Nossa Senhora que está no céu.
— Malandra! Nossa Senhora não protege vadias!
Lucrécia fez um esforço, soltou-se das mãos da senhora, e fugiu para dentro; a
senhora foi atrás e agarrou-a.
— Anda cá!
— Minha senhora, me perdoe! tossia a negrinha.
— Não perdôo, não. Onde está a vara?
E tornaram ambas à sala, uma presa pela orelha, debatendo-se, chorando e
pedindo; a outra dizendo que não, que a havia de castigar.
— Onde está a vara?
A vara estava à cabeceira da marquesa, do outro lado da sala. Sinhá Rita, não
querendo soltar a pequena, bradou ao seminarista.
— Sr. Damião, dê-me aquela vara, faz favor?
Damião ficou frio... Cruel instante! Uma nuvem passou-lhe pelos olhos. Sim, tinha
jurado apadrinhar a pequena, que por causa dele, atrasara o trabalho...
— Dê-me a vara, Sr. Damião!
Damião chegou a caminhar na direção da marquesa. A negrinha pediu-lhe então
por tudo o que houvesse mais sagrado, pela mãe, pelo pai, por Nosso Senhor...
— Me acuda, meu sinhô moço!
Sinhá Rita, com a cara em fogo e os olhos esbugalhados, instava pela vara, sem
largar a negrinha, agora presa de um acesso de tosse. Damião sentiu-se
compungido; mas ele precisava tanto sair do seminário! Chegou à marquesa,
pegou na vara e entregou-a a Sinhá Rita.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Poema: Luta.

Luta:


Da ilusão nasce à possibilidade
Da possibilidade nasce o sonho
Do sonho nasce à esperança
Da esperança nasce à luta
Da luta nasce o fato.

sábado, 15 de setembro de 2012

Navegar é Preciso: Fernando Pessoa.



Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:

"Navegar é preciso; viver não é preciso".

Quero para mim o espírito desta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,ainda que para isso tenha de
ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

sábado, 25 de agosto de 2012

Poema:Inverso.



Alma clara, alma nua,
Nua e crua feita à alma tua.
Com um tempo que construa
O inverso da rua que continua a levar
As magoas tuas.



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Poema: Perfume.




Com mãos atadas
Em cordas de sentimentos e dores que não cessam
Perco toda minha pressa.
Visto a minha capa de virtudes duvidosas.

E o frescor do perfume nobre que exala
Destas divinas almas
Em tardes que embalam
Meus sonhos e desejos mais profundos.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Poema: Regra.



Que a exceção não seja a regra
Nem a regra a exceção.
Apenas escute o coração
E viva a que tem que ser vivido.

Que o amor dure
Enquanto for eterno o prazer de viver a dois
Sem regra, sem medo ou pressa,
Apenas viva e seja feliz.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Poema: Náufragos.



Entrelaçados pelo mesmo ideal
Seguimos nossas trilhas
Com as imensas armaduras de insatisfações.

Sem nos dar conta das frágeis idéias
E sem as consistências necessárias
Para alcançarmos os nossos desejos incomuns.

Dessa forma naufragamos
Em sentimentos individuais e incontestes
Deixando o tempo se esvair
À revelia do nosso desejo ideal.


Então passamos pela vida
Como se ela fosse irreal ou inconsistente
Até os dias últimos
Da nossa frágil Existência.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Poema: Harmônico:

Harmônico:


Tenho daqueles que-encontro sem
que o tempo tenha mi dado à chance de-zer tudo diferente

Mais tem muita gente sol deixando o tempo passar sem se
reciclar e vem tudo de novo e o nosso povo sempre a batalhar.
O seu pão de cada dia com toda harmonia que a vida dá.

Mais si deus quiser tudo vai da pé.
Vou sempre com muita fé no meu criador
prá apagar a dor deste meu cantar.

Às vezes eu acho que sai do cacho de cabeça
pra baixo e sem a menor imunidade musical.
Pois a melodia me contamina como a menina a cantarolar.

sábado, 28 de julho de 2012

Poema: Ontem...



Do ontem nada posso mudar, pois lá não posso voltar.

Do amanhã nada posso pegar, pois nada sei de lá.

Mas no hoje tudo posso.

Pois é tudo que tenho...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Poema: Força em movimento.

Força em movimento:


Entre o caos natural e uma esperança distante,
 os novos senhores em seus palacetes discutem
mais uma possibilidade de ganho.

Enquanto vidas se misturam nos escombros da
inconseqüência, os barões do poder arquitetam
seus novos planos de ações a seu favor.

Como podemos ser tão solidário na tragédia,
mais ao mesmo tempo não somos capazes de
nos comprometermos para evitá-las,vidas são
interrompidas por nossas incapacidades de enxergar o obvio.

Porque a força que nos consome é a mesma que nos
alimenta como a doce e incontrolável natureza em movimento.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Enquanto Deus Dormia: Poema; Propriedade.

Enquanto Deus Dormia: Poema; Propriedade.: Propriedade: A poesia nunca é propriedade do autor e sim dor leitor, que apesar de perde-se no tempo. A essência da criação, sempre ...

Poema; Propriedade.

Propriedade:


A poesia nunca é propriedade do autor e sim dor leitor,
que apesar de perde-se no tempo.
A essência da criação, sempre será compartilhada,
e o mesmo sentimento do desejo mutua.
A poesia é como uma pintura em evolução onde a tinta nunca seca,
a tela nunca está completa e as criações se eternizam por todo o sempre.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Crônica: A Revolução dos mortos.


       Enquanto os filhos da burguesia influente eram convidados a se retirar do país, os mesmo filhos da pátria operária e desafortunada eram massacrados em praça publica ou simplesmente torturados nos porões e corredores dos insolentes.
Como é sarcástica a capacidade dos bravos exilados brasileiros que se alto intitulam mártires da ditadura militar.
Será que em suas longínquas memórias eles serão capazes de acender as suas lembranças dos bravos cidadãos que enquanto eles debutavam seus olhares sobre a cultura estrangeira, estes bravos heróis esfacelavam seus espíritos em defesa de um ideal nacionalista, diante a imensa mão de ferro dos donos do poder. Quando é que todos vão se der conta, que só os filhos da burguesia eram exilados. Quantos serventes de pedreiros, mecânicos, eletricistas ou varredores de ruas foram exilados em Londres, Paris, Nova Iorque etc. Até quando vão ladear heroísmos se todos eram na verdade privilegiados pelas suas condições social do momento, e nunca ousaram realmente a desafiar a ordem estabelecida.
         Onde está à justiça à memória dos mortos, ou será que terão eles de se levantar de seus túmulos para fazer a revolução dos mortos por justiça as suas memórias.
Será que vamos todos continuar a utilizar os nobres meios de vivermos eternamente do heroísmo alheio com a grande benevolência dos hipócritas. Até quando os verdadeiros baluartes desta imensa pátria vão se resignar e assistir aos deleites deste bando de hipócritas que saqueiam os cofres públicos se alto intitulando defensores da democracia.
Que democracia é esta onde os homens que dão o seu suor e sangue para construí-la só recebem as migalhas, enquanto os senhores do poder, se deleitam em caviar nas poltronas da tranquilidade.

sábado, 28 de maio de 2011

Você foi consultado? Nosso partido é nossa Pátria.

“Você, eu, tu e eles sois a voz da Revolução”
Nosso Partido é nossa pátria.
“Cruzada pela moralização política a democracia e combate a corrupção”.
Você foi consultado?
Nas eleições de 2010 fui bombardeado com email de vários partidos
Com críticas, denúncias e varias promessas.
Pois agora fui surpreendido com um projeto de reforma política pronto
para ser votado; Será que eles perderam o meu email.
Pois em nenhum momento foi consultada minha opinião sobre o assunto:
Será que tenho que recorrer ao supremo tribunal federal para ser ouvido, e onde foi Pará a tal democracia?
Estão querendo mudar tudo de uma forma que fique exatamente como está.
Ta fazendo o quê ai calado? Fale, grite se faça ouvir, vamos exigir nossos direitos.
Acrescente ao texto em anexo, a sua opinião e sugestões de mudança e envie para seus amigos e para o congresso nacional.
“É hora de fazer revolução com a melhor arma do planeta à comunicação”

Por: D’Araujo.

Políticos: Ou você fala o que eles tem que fazer, ou eles fazem por você.

Porque tanto se defende o meio ambiente.
Mais todos os nossos candidatos sem exceção.
Produzem pilhas e mais pilhas de folhetos inúteis, de propaganda
Não seria mais útil, todos os partidos terem entrado em um
Acordos e produzidos e distribuídos, Kits de lixeiras para separação do lixo para reciclagem,
E sacolas ecológicas com adesivos dos candidatos.
Claro que certamente esbarraria na lei eleitoral que só muda
Quando isto lhes vão trazer benefícios próprios.
Até quando vamos ficar todos de braços cruzados esperando
as mudanças que nunca vem.

Tendo em vista uma necessidade urgente de mudança das políticas partidária do nosso país
Estou alertando aqueles que realmente têm o poder de mudança neste país, o povo, tudo que tenho ouvido de sugestões ao longo destes anos de envolvimento com a condução política atual.
Sendo assim teço aqui algumas sugestões que acho de suma importância se quisermos mudar a postura dos nossos políticos.

sábado, 16 de abril de 2011

Você foi consultado, ta fazendo o quê ai calado?

Meu partido é minha pátria

Carta de sugestões:

Porque tanto se defende o meio ambiente.
Mais todos os nossos candidatos sem exceção.
Produzem pilhas e mais pilhas de folhetos inúteis, de propaganda
Não seria mais útil, todos os partidos terem entrado em um
Acordos e produzidos e distribuídos, Kits de lixeiras para separação do lixo para reciclagem,
E sacolas ecológicas com adesivos dos candidatos.
Claro que certamente esbarraria na lei eleitoral que só muda
Quando isto lhes vão trazer benefícios próprios.
Até quando vamos ficar todos de braços cruzados esperando
as mudanças que nunca vem.

Tendo em vista uma necessidade urgente de mudança das políticas partidária do nosso país
Estou alertando aqueles que realmente tem o poder de mudança neste país, o povo, tudo que tenho ouvido de sugestões ao longo destes anos de envolvimento com a condução política atual.
Sendo assim teço aqui algumas sugestões que acho de suma importância se quisermos mudar a postura dos nossos políticos.

1- Redução do número de representantes no Senado na câmera legislativas federal, estaduais e municipais.
2- Cinco deputados federais por estado, mais o distrito federal, totalizando 135 deputados federais.
3- A criação da proporcionalidade na ocupação das cadeiras legislativas federais, A legenda que obtiver a maioria dos votos ficaria com, 70 vagas, 40 para a 2ª legenda, 25 vagas para 3ª legenda.
4- Dois senadores por estado mais o distrito federal, totalizando 54 senadores.
5- Distribuídos: 30 cadeiras para a 1ª legenda, 16 cadeiras para a 2ª legenda, 8 cadeiras para a 3ª legenda.
6- Quarenta representantes no legislativo estadual.
Distribuídos nas seguintes formas: 25 cadeiras para a 1ª legenda, 10 cadeiras para a 2ª legenda, 5 cadeiras para a 3ª legenda.
7- Vinte representantes nos legislativo municipais, nos municípios com mais de 500 mil habitantes.
8- Distribuídos nas seguintes proporções, 10 cadeiras para a 1ª legenda, 7 cadeiras para a 2ª legenda, 3 cadeiras para a 3ª legenda.
Dez representantes nos legislativos municipais para os demais municípios.
Distribuídos nas seguintes proporções, 5 cadeiras para a 1ª legenda, 3 cadeiras para a 2ª legenda, 2 cadeiras para a 3ª legenda.
9- Mandatos únicos de seis anos sem direito a reeleição.
10- Mandatos únicos de seis anos sem direito a reeleição, também para presidente.
11- Extinção do segundo turno nas eleições.
12- Unificação da data das eleições proporcionais, Municipais estaduais, e federais.
13- Financiamento publica de campanha.
14- Instituição do voto de legenda. (com eleições diretas e internas em cada legenda para formular os quadros dos seus representantes.)
15- Redução para três legendas partidárias.
16- Fim do foro privilegiado, (e a instituição de agravantes para o crime cometido durante o mandato parlamentar com o aumento de trinta por cento nas penas.)
17- Extinção dos cargos comissionados. (cada legenda teria Três funcionários por gabinete (que não poderia ter nem um grau de parentesco com nenhum representante do partido ou de outra legenda.)
18- Extinção das verbas de gabinetes, assim como todos e quaisquer que seja os benefícios, cota de combustível carro oficial, auxílio moradia, plano privado de saúde, passagens aéreas, cursos de formação, etc.
19- Não seriam permitidas coligações para o pleito eleitoral.
20- Das remunerações:
21- Presidente da Republica vencimentos máximos 30 salários mínimos.
22- Senadores vencimentos máximos 28 salários mínimos.
23- Extinção do cartão corporativos em todas as esferas de governos e instituições publicas.
Deputados federais vencimentos máximos 25 salários mínimos.
24- Governadores vencimentos máximos 21 salários mínimos.
25- Deputados estaduais vencimentos máximos 18 salários mínimos.
26- Prefeitos vencimentos máximos 14 salários mínimos.

27- Vereadores vencimentos máximos 12 salários mínimos, para municípios com mais de 500 mil habitantes.
28- Vereadores vencimentos máximos 06 salários mínimos, para os demais municípios.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"O Grito da Alma do Poeta"


Marina Bastos
marina@abcdmaior.com.b,
Livro de poesias é lançado em forma de desabafo do escritor D’Araujo
“Com os olhos na janela, vejo a vida passar por ela/ Com encanto ou desencanto, não importa/ O fato é que faço parte dela/ Vejo a vida enluarada/Vejo o lodo nas calçadas/ Mas o fato é que sou parte dela/ Não importa onde vai dar a porta/Ou se o caminho às vezes entorta/ Pois a vida sempre volta/ E o fato é que sou parte dela”. A Poesia “Fato” faz parte do livro “O Grito da Alma”, segunda publicação do escritor D’Araujo pela editora Biblioteca24X7. De acordo com D’Araujo, a obra pretende levar os leitores à reflexão a respeito da inércia, sobre o que é feito com o tempo. “Trata-se de um chacoalhão contra o comodismo, contra essa coisa de esperar que as coisas aconteçam, que mudem, sem que se faça nada”, explica. Essa inquietação do autor é explícita no primeiro capítulo, quando a poesia aparece em tom de protesto. “Minha inconformidade é ver seres humanos se adaptando a situações impostas por uma sociedade capitalista, individualista e pouco solidária. Um exemplo disso é quando as pessoas reclamam de política mas também nada fazem para que o cenário mude. Não acho que existam apenas políticos corruptos, e sim, eleitores corruptos, que são aqueles que permitem que as falhas aconteçam”, diz, acrescentando que a poesia foi a forma que encontrou de abordar a responsabilidade das pessoas com o meio em que vivem. Já no segundo capítulo quem entra em cena é o romantismo. “Vou desnudando
a minha alma poética e romântica mais profunda, nos sentimentos e desejos inevitáveis decada um de nós”. Nesta parte da obra estão poesias como “Amor dos tolos”, “Olhar insone”e “Belo como tudo em ti é belo”, que diz: “Negro como a luz dos teus olhos/ Só o esplendor das noites de primavera/Com o céu enaltecendo as estrelas/ A massagear meu puro ego/ Quente como teu corpo,nem mesmo as loucas noites de verão/...
Leia a matéria na intégra, Pagina de cultura da edição de 01/02/2011.
www.abcdmaior.com.br

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"O grito da alma" poesias e pensamentos


Sobre a Obra:
Breve sinopse; “O grito da alma” Poesias e pensamentos.
No primeiro capítulo: A poesia vem em tom de protesto demonstrando a minha eterna inquietação por ver o ser que se adapta as condições imposta por uma sociedade capitalista, individualista e pouco solidaria.
Assim demonstro toda a minha inquietação, com a inércia humana.
E abordo de forma contundente as inconseqüências da incapacidade do ser humano de lidar com suas responsabilidades com o meio em que vive.
Dentre uma gama de abordagem de temas polêmicos Procuro debater de uma forma sucinta e reveladora as nossas insatisfações.
No segundo capítulo de uma forma tênue eu vou desnudando a minha alma poética e romântica mais profunda, nos sentimentos e desejos inevitáveis de cada um de nós.
Tendo cada poesia suas próprias características peculiares de estilo e temática.
Liberto de qualquer pudor deixa me levar pelos mais Purus sentimentos que afloraram em versos líricos e provocadores, sem nenhuma reserva de vaidade, ou regra estabelecida com toda liberdade do pensar e sentir-se pleno...

Lançamento do livro google books

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Bio-dieta- D'Araujo:


Bio-dieta

PERCA PESO COM QUALIDADE DE VIDA
FI.GBIDHEHBBDBCOCGHHI    
Quinta - feira: preto:

Café da manhã: Bio-Ração batida com frutas do cardápio.

Lanche: Uma porção de fruta.

Almoço: ½ Xícara de arroz integral, ½ Xícaras de feijão preto, um hambúrguer de frango,
( fígado) Ameixas pretas,jabuticaba, azeitonas ,couve, pretas, berinjela.

Lanche: Uma porção de fruta. Jantar: Uma porção de fruta

Sexta - feira: verde :

Café da manhã: Bio-suco, batido com frutas do cardápio.

Lanche: Uma porção de fruta. Almoço: ½ Xícara de arroz integral, ½ Xícaras de lentilha, peixe grelhado.

Jantar: Sopa de legumes com peixe. Opções: Uma porção de frutas. Quiabo, ervilha, azeitonas verdes, brócolis, chuchu, vagem, pepino, Alface. Opções de frutas; kiwi, limão, umbu, uvas verdes, abacate, figo.

Sábado e domingo: Utilizar porções variadas entre os cardápios da semana.

Obs. Na segunda-feira, No intervalo entre o café e o almoço, você pode associar uma porção de fruta, do cardápio da sexta- feira.
No intervalo entre o almoço e o jantar, você pode associar uma porção de fruta do cardápio da terça-feira.
Na terça-feira, No intervalo entre o café e o almoço,você pode associar uma porção de frutas do cardápio da segunda-feira.
No intervalo entre o almoço e o jantar, você pode associar uma porção de frutas do cardápio da quarta-feira.
Na quarta-feira, No intervalo entre o café e o almoço, você pode associar uma porção de frutas, do cardápio da terça.
No intervalo entre o almoço e o jantar, você pode associar uma porção de fruta do cardápio da quinta-feira.
Na quinta-feira, No intervalo entre o café e o almoço, você pode associar uma porção de frutas, do cardápio da quarta-feira, entre o almoço e o jantar, uma porção de frutas do cardápio da sexta-feira.
Na sexta-feira, Entre o café e o almoço, você pode associar uma porção de frutas do cardápio da Quinta - feira, entre o almoço e o jantar, uma porção de frutas da segunda-feira.

Obs.: Você pode acrescentar um copo de coalhada com soro à Bio-Ração.

Pratique caminhadas pelo menos três vezes por semana. Dê preferência por carnes, frango, e peixes grelhados.
Reduza o consumo de Açúcar Branco, Sal, temperos prontos, e evite o consumo de Refrigerantes, beba pelo menos dois litros de água por dia.

NÃO INICIE QUALQUER MUDANÇA ALIMENTAR OU ATIVIDADE FÍSICA SEM ANTES CONSULTAR O SEU MÉDICO.

Bio-dieta-D'Araujo


Bio-dieta-D'Araujo

PERCA PESO COM QUALIDADE DE VIDA
FI.GBIDHEHBBDBCOCGHHI    

Segunda – feira: vermelho :

Café da manhã:Bio-suco, batido com frutas do cardápio.

Lanche: Uma porção de fruta: Melancia, Cereja, Mamão, Goiaba, Acerola, Framboesa e Amora.

Almoço: ½ Xícara de feijão Azuki, ½ Xícara de Arroz Integral, um bife magro grelhado, Salada de Repolho Vermelho, rabanete, Beterraba, Tomate, Pimentão Vermelho, espinafre.

Lanche da tarde: uma porção de fruta.Jantar: Sopa de legumes.
Opção: porção de frutas.

Terça - feira: amarelo:

Café da manhã: Bio-Ração batida com frutas do cardápio.

Lanche: Uma porção de fruta. Opções; manga, carambola, laranja, maracujá, caju, caqui, damasco.

Almoço: ½ Xícara de soja em grão, ½ Xícara de Arroz integral, frango grelhado sem pele, cenoura, Batata doce, abóbora, milho, pimentão amarelo, rúcula

Lanche da tarde: uma porção de fruta. Jantar: Sopa de legumes e frango sem pele. Opção: Porção de frutas.

Quarta - feira: branco :

Café da manhã: Bio-suco, batido com frutas do cardápio.

Lanche: Uma porção de frutas; opções; Abacaxi, pêra, goiaba branca, fruta -do – conde, melão, graviola, maçã.

Almoço: ½ Xícara de arroz integral, ½ Xícaras de feijão branco, (grão de bico). Um bife de peito de peru, Ovos, aipo, nabo, água de coco. Gérmen de trigo,
Ostras e Caranguejo, couve-flor, palmito, batata inglesa, acelga, inhame, cará abobrinha,
Espinafre, couve flor, escarola.nozes, castanha de caju.

Lanche da tarde: Uma porção de frutas.

Jantar: sopa de legumes com peito de peru.
Opção: Porção de frutas.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

Fui,sou ou serei.

Fui, sou ou serei

Sendo o que sou
Diante do que me poderia ser
Mas não sendo.
E ao mesmo tempo sendo o que fui
Mas que talvez não pudesse ter sido.

Traz-me o desejo de saber
O que seria se eu não fosse.
Assim sendo, serei sempre o que fui o Que sou e o que poderei ser.
Com a certeza do ontem, o viver do hoje e a possibilidade do amanhã.

Por: D'Araujo.

sábado, 18 de setembro de 2010

O grito

O grito

Então nós não vamos fazer nada.
A truculência vencendo o bom censo.
A violência estampada na cara de cada um de nós.
Até quando, Manoel, João e Joaquim vão tombar.

Até quando os eleitos vão ficar
Trancados em seus palacetes
A ignorar a realidade que os cercam.

Até quando vamos blindar nossas fortalezas,
enquanto os filhos da corrupção
em seus barracões Tramam mais uma ação?

Será que todos eles vão fechar os olhos
E entupir os próprios ouvidos
Com os dólares da nação
Enquanto mais um nos semáforos da vida
Estende-nos a mão?

E todos nós com aquele olhar superior
não Chegamos a enxergar sequer a dor
Daquele que não vê amor
E sim a dor do abandono.

Até quando vamos assistir
A meia dúzia de hipócritas
Levar o sonho de nossas crianças
Pelo ralo do poder?


E todos nós tendo que nos esconder de nós mesmos.
Até quando você vai ficar aí parado
Sem ter a coragem de sequer olhar pro lado?

Olhe, veja, fale grite, se faça ouvir, porque o futuro
É hoje é aqui.

sábado, 4 de setembro de 2010


Bienal um encontro com o sonho,
O mais proximo da possibilidade.
Um colirio para os olhos,
Um acalento para alma,
Um banquete pro espírito.

D'Araujo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Apresentação de Vivianne D'Araujo no Bar da Vila

Vivianne D'Araujo, lança Projeto "Poesia de Bar", No bar da Vila, em São Bernardo do Campo, na ultima sexta feira dia 25/06/ 2010. Se você perdeu, calma ela volta a se apresentar na proxima sexta dia, 02/07/2010. "AGORA É SÓ CLICAR E ASSISTIR AO VIDEO" SURPREENDA-SE

Apresentação da Vivianne no Bar da vila





Com um Repertório variado, que vai de Metálica a Geraldo Azevedo:



Vivianne D'Araujo, estreia seu Projeto "Poesia de Bar", no Abc.



Com interpretações magistrais, ela emociona o publico presente.

terça-feira, 11 de maio de 2010

A música



"A música é para o espírito"

Assim como o colírio é para os olhos

alivia a alma e restabelece o equlíbrio.

sábado, 20 de março de 2010

Sobre a obra

O Romance “Enquanto Deus Dormia”
Com um enredos ousados, poéticos, divertidos e provocador.
Ele relata a trajetória de um pacato cidadão, chamado Saquarema da Silva, que morava em um pequeno sítio em uma longínqua região do nordeste brasileiro. E que vê sua vida virada pelo avesso, depois que ele é procurado por dois anjos rebelado, que pretendem provar para o “criador” que dar o livre arbítrio ao homem foi um erro. E que provocou a expulsão dos dois respectivamente do “Céu e do inferno”. Então eles voltam para terra, para provar que o criador errou ao conceder o livre arbítrio, ao homem, e se assim o conseguisse o criador o perdoaria.
E o diabo na sua infinita inveja concedeu o mesmo benefício ao seu Anjo. Para eles serem perdoados, eles precisariam de uma pessoa honesta, verdadeira, justa, alguém que seguisse criteriosamente os mandamentos do Criador. E que aceitasse ajudá-los. Para isso eles trocaram as suas identidades para evitar uma escolha tendenciosa
Depois o escolhido seria transformado em anjo.
Então eles o levariam para capital onde passariam a percorrer as situações mais perversas praticadas usando-se do livre arbítrio como justificativa para seus atos. Conforme se dá o confronto com esta realidade, mais se acentua a disparidade de valores éticos e morais. Abordando o descaso político, o preconceito e a difícil relação do ser com a corrida frenética pelo poder e o sucesso a qualquer custo.
Fatalmente ela é crítica e alto crítico sem cair na pieguice de querer resolver os problemas do mundo. Tratam da alienação religiosa, o preconceito, o relacionamento homossexual e o descaso político.