sexta-feira, 28 de junho de 2019

Pensamento do Dia:



“Que serventia lhe teriam asas, se nem sequer aprendeste a andar com as próprias pernas.”


Esta e mas de 90 outras frases estão nesta edição comemorativa.
Para fazer o download grátis do livro basta clicar no link a baixo:


quinta-feira, 27 de junho de 2019

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: V:




Guarda estes versos que escrevi chorando
Como um alívio à minha soledade,
Como um dever do meu amor; e quando
Houver em ti um eco de saudade,
Beija estes versos que escrevi chorando.
Único em meio das paixões vulgares,
Fui a teus pés queimar minh'alma ansiosa,
Como se queima o óleo ante os altares;
Tive a paixão indômita e fogosa,
Única em meio das paixões vulgares.
Cheio de amor, vazio de esperança,
Dei para ti os meus primeiros passos;
Minha ilusão fez-me, talvez, criança;
E eu pretendi dormir aos teus abraços,
Cheio de amor, vazio de esperança.
Refugiado à sombra do mistério
Pude cantar meu hino doloroso;
E o mundo ouviu o som doce ou funéreo
Sem conhecer o coração ansioso
Refugiado à sombra do mistério.
Mas eu que posso contra a sorte esquiva?
Vejo que em teus olhares de princesa
Transluz uma alma ardente e compassiva
Capaz de reanimar minha incerteza;
Mas eu que posso contra a sorte esquiva?
Como um réu indefeso e abandonado,
Fatalidade, curvo-me ao teu gesto;
E se a perseguição me tem cansado,
Embora, escutarei o teu aresto,
Como um réu indefeso e abandonado.
Embora fujas aos meus olhos tristes,
Minh'alma irá saudosa, enamorada,
Acercar-se de ti lá onde existes;
Ouvirás minha lira apaixonada,
Embora fujas aos meus olhos tristes.
Talvez um dia meu amor se extinga,
Como fogo de Vesta mal cuidado,
Que sem o zelo da Vestal não vinga;
Na ausência e no silêncio condenado
Talvez um dia meu amor se extinga.
Então não busques reavivar a chama.
Evoca apenas a lembrança casta
Do fundo amor daquele que não ama;
Esta consolação apenas basta;
Então não busques reavivar a chama.
Guarda estes versos que escrevi chorando,
Como um alívio à minha soledade,
Como um dever do meu amor; e quando
Houver em ti um eco de saudade,

Beija estes versos que escrevi chorando.





Crisálidas
Texto-fonte:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. II,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Publicado originalmente no Rio de Janeiro, por B.-L. Garnier, em 1864.

Poesia de Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: Acordar:


Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar da Rua do Ouro,
Acordar do Rocio, às portas dos cafés,
Acordar
E no meio de tudo a gare, que nunca dorme,
Como um coração que tem que pulsar através da vigília e do sono.
Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar,
Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo.
À hora em que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se
Todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma,
E é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo.
Uma espiritualidade feita com a nossa própria carne,
Um alívio de viver de que o nosso corpo partilha,
Um entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode acontecer de bom,
São os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada,
Seja ela a leve senhora dos cumes dos montes,
Seja ela a invasora lenta das ruas das cidades que vão leste-oeste,
Seja
A mulher que chora baixinho
Entre o ruído da multidão em vivas...
O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito,
Cheio de individualidade para quem repara...
O arcanjo isolado, escultura numa catedral,
Siringe fugindo aos braços estendidos de Pã,
Tudo isto tende para o mesmo centro,
Busca encontrar-se e fundir-se
Na minha alma.
Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,
Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas,
Para aumentar com isso a minha personalidade.
Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.
Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações.
A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos.
Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca.
Dá-me lírios, lírios
E rosas também.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também,
Crisântemos, dálias,
Violetas, e os girassóis
Acima de todas as flores...
Deita-me as mancheias,
Por cima da alma,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...
Meu coração chora
Na sombra dos parques,
Não tem quem o console
Verdadeiramente,
Exceto a própria sombra dos parques
Entrando-me na alma,
Através do pranto.
Dá-me rosas, rosas,
E llrios também...
Minha dor é velha

Como um frasco de essência cheio de pó.




              Poemas de Álvaro de Campos
 Fernando Pessoa
Fonte: http://www.secrel.com.br/jpoesia/facam.html

Poesia De quinta Na Usina: Fernando Pessoa: Acaso:


No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.
Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.
Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.
Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por gênio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...
Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.






              Poemas de Álvaro de Campos
 Fernando Pessoa
Fonte: http://www.secrel.com.br/jpoesia/facam.html


Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: ITE, MISSA EST:


Fecha o missal do amor e a bênção lança
À pia multidão
Dos teus sonhos de moço e de criança,
Soa a hora fatal, — reza contrito
As palavras do rito:
Ite, missa est.
Foi longo o sacrifício; o teu joelho
De curvar-se cansou;
E acaso sobre as folhas do Evangelho
A tua alma chorou.
Ninguém viu essas lágrimas (ai tantas!)
Cair nas folhas santas.
Ite, missa est.
De olhos fitos no céu rezaste o credo,
O credo do teu deus;
Oração que devia, ou tarde ou cedo,
Travar nos lábios teus;
Palavra que se esvai qual fumo escasso
E some-se no espaço.
Ite, missa est.
Votaste ao céu, nas tuas mãos alçadas,
A hóstia do perdão,
A vítima divina e profanada
Que chamas coração.
Quase inteiras perdeste a alma e a vida
Na hóstia consumida.
Ite, missa est.
Pobre servo do altar de um deus esquivo,
É tarde, beija a cruz;
Na lâmpada em que ardia o fogo ativo,
Vê, já se extingue a luz.
Cubra-te agora o rosto macilento
O véu do esquecimento.

Ite, missa est.





Texto-fonte: Falenas:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. II,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Publicado originalmente no Rio de Janeiro, por B.-L. Garnier, em 1870.

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: Sonhadores:




O viajante do tempo pregado em uma
imensa tela de exposição de um mundo
em movimento constante.

Alimenta os sonhadores transeuntes
com suas promessas de vida eterna.

Mas traz no seu semblante a inevitável
e triste face dos que esquecem que,
o pra sempre, é apenas hoje.



conteúdo do livro:


















Editora: www.perse.com.br


Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: A fila:



A fila anda a fila para,
Para, anda ha fila,
Na frente à imensidão das águas,

Atrás a cancela que fecha os corações aflitos.



Conteúdo do Livro:

















Editora: www.perse.com.br

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede:Adriane Lima:


Para onde irão
os sorrisos ternos
imantados nas fotos
as palavras doces
proferidas num
momento de paixão
os beijos imaginados
diante à boca
que os pedia
enquanto à vida,
dizia não
para onde irão
os anos passados
calendários levados
ou mesmo esquecidos
por mera obrigação
onde guardar
o vivido e o não vivido
em peito apertado
em olhares distantes
como anexa-los
nas páginas viradas
dos sentimentos esvoaçantes
que nos visitam sempre 


Quarta Na Usina Poetisas Da Rede:Mimi Yañez:


QUIERO CANTARTE VIDA MIA 
CANCIONES DE AMOR 
PORQUE A TU LADO ENCONTRE 
LA RAZON DE MI SER 



QUIERO CONTARTE LO QUE SIENTO

CUANDO ESTAS LEJOS DE MI

MI VIDA PARECE APAGARSE

SII ,,,,,SI TU , ,,NO ESTAS AQUI 



COMO NO AMARTE TANTO VIDA MIA
COMO NO RENDIRLE CULTO A ESTE AMOR 
SI ME DISTE LA PASION QUE TE PEDI
Y ,,SI HE DE MORIR ,,A TU LADO ,,YO LO HARE
EU QUERO CANTAR CANÇÕES DE AMOR MINHA VIDA PORQUE AO SEU LADO EU ENCONTREI A RAZÃO DO MEU SER, EU QUERO TE DIZER O QUE SENTE QUANDO ESTAS LONGE DE MINHA MINHA VIDA PARECE SII DESVANECEM-SE, SE VOCÊ, NÃO ESTAS AQUI COMO NÃO AMAR VOCÊ MUITO VIDA COMO MIA NÃO ADORAR A ESTE AMOR PAIXÃO TE PEDI ME DEU E, SE EU TIVER QUE MORRER POR SEU LADO, YO LO HARE (Traduzido por Bing)

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Lic Ana Castañeda:


Has bebido de mí
como has querido
y yo de ti
entre los dos, deseos furtivos.



He sido arcilla en tus manos

me moldeaste a tu manera

los dos unidos

fuimos... pasión, deleite y fuego.



Nuestra noche ha sido inolvidable
los dos desatados en nuestra lujuria.
Cuando estoy en tu cama esperando por ti, para que seamos uno,
El deseo se vuelve más intenso, pero llega el momento, en que abro mi ser para que entres, para que me hagas tu mujer, y el ser que más te satisfaga en todo.
Y me fascina morir de deseo entre tus brazos... fundirme con tu calor, con tu cuerpo, con tu movimiento, amarte hasta nunca cansarme…
Amarte una y otra vez es como tocar el cielo sin ningún esfuerzo por que tú eres mío y tu cuerpo mi único refugio de amor, alcance total del amor pleno.
Você ter bebido fora de mim como você queria e eu te entre os dois, desejos furtivos.



Estive a argila em suas mãos eu moldeaste seu caminho a dois Unidos foi... fogo, paixão e prazer.



Nossa noite foi inesquecível tanto na nossa luxúria.

Quando estou na sua cama, esperando por você, para que sejamos um, desejo torna-se mais intenso, mas vem a hora, quando eu abrir a minha sendo assim que você entrar, então me faça sua mulher e que você se encaixa em tudo.

E fascina-me a morrer de desejo em seus braços... para me derreter com o calor, com seu corpo, seu movimento, amo-te para nunca cansado...

Amo-te mais uma vez é como tocar o céu sem qualquer esforço que você é meu e o seu corpo meu único refúgio de amor, amo o escopo completo. (Traduzido por Bing)

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Angel Olhar Feminino: Anjo Negro:




Anjo Negro


Anjo Negro que dentro de mim vives,
força da natureza que que a mim me transformas
sinto a magia , a energia de tua alma
sinto o vigor de tuas asas
e a paz de teu coraçao.
A revolta de teus pensamentos,
e o reconforto de tua aurea.

Toco em ti meu anjo,
Sinto-te parte de mim,
elevo te ao limiar da realidade com meus sonhos
e transformo-te em realidade com meus desejos.
Transformo o mundo que habito,
transformo te em mim mesmo meu anjo Negro.

Deixa me guiar te atraves da realidade
com a tua força e tua mestria de sonhador.
Deixa-me concratizar todos os teus sonhos
e dar forma a teu ser, atraves de mim mesmo...

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede:Lavínia Andrill: 235 - O VERBO ME INSTIGA!

Sou dama mundana,
das palavras sou amante!
Deito-me com o verbo
Prenho-me de abstratos.
Do útero fecundo,
aborto versos. Em sândalos.
Meu tributo ao mundo. Presunção
de uma mulher
que se quer poetisa
e brinca de fazer poemas
e se diz absoluta.
E se pensa única!
Que fazer se tenho alma cronópia
e o canto das palavras
enfeitiça-me e me põe a brincar
com os seus sentidos
inelutavelmente?
Desiderato!
Desvelos de uma alma
que no peito não se acalma.
Palavras são asas!

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Pensamento do Dia:





“Para alguns mais vale a ilusão do desarranjo do pra sempre, do que a dura realidade do infortúnio do nunca mais.”





Esta e mas de 90 outras  frases estão nesta edição comemorativa.
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domingo, 23 de junho de 2019

Domingo Na Usina: Biografias: Emily Jane Brontë:


 (Thornton30 de julho de 1818 - Haworth19 de dezembro de 1848) foi uma escritora e poetisa britânica, autora do romance Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes), hoje considerado um clássico da literatura mundial. Era a segunda irmã mais velha das três sobreviventes irmãs Brontë, entre Charlotte e Anne. Ela escrevia sob o pseudônimo masculinoEllis Bell.
É, das três irmãs, a que menos se têm informações, vivendo reclusa e introvertida. Charlotte Brontë, no seu prólogo para a edição de Wuthering Heights de 1850, falou da relação da irmã com as pessoas: "Embora seus sentimentos pelos que a cercavam fossem benevolentes, relações com eles ela nunca procurou, nem, com poucas exceções, as experimentou. E mesmo assim ela os conhecia: sabia seus costumes, sua linguagem, a história de suas famílias; podia ouvir sobre eles com interesse, e falar deles com detalhes (...); porém, com eles, raramente trocou uma palavra"1 .
Biografia:
Emily nasceu em Thornton, Yorkshire, a quinta dos seis filhos de Patrick Brontë, vigário da Igreja da Inglaterra, e Maria Branwell, e irmã de Charlotte Brontë e Anne Brontë, também escritoras. Em 1820, sua família mudou-se para Haworth, onde o pai de Emily foi um curador, e nestes arredores o seu talento literário floreceu.
Depois da morte de sua mãe, a austera tia Branwell foi morar com eles, e as crianças foram mandadas para um colégio interno em Cowan Bridge, onde sofriam castigos, alimentavam-se mal e não dormiam, devido ao frio. Duas das irmãs de Emily, Maria e Elizabeth, faleceram devido às condições do internato2 , e o pai resolveu levar as crianças, definitivamente, de volta para casa.
Em casa, a nova empregada Thabitha (Taby) costumava contar-lhes histórias, e anos mais tarde Emily a homenageou como a fiel personagem de Nelly Dean, em "O Morro dos Ventos Uivantes". As 3 meninas, Charlotte, Emily e Anne, aprendiam tarefas domésticas e o único filho homem, Patrick (costumavam chamá-lo de Branwell), aprendia grego e latim com o pai.
Emily e os irmãos criaram, em suas brincadeiras, várias terras imaginárias (Angria, Gondal, Gaaldine), que aparecem nas histórias que eles escreveram. Tais terras imaginárias eram relatadas em detalhes, jornais e outros artigos que as crianças costumavam escrever, e onde seus soldados de chumbo, presente do pai, costumavam “morar”. Poucos dos trabalhos de Emily neste período sobreviveram, exceto por alguns poemas (The Brontës' Web of Childbood, Fannie Ratchford, 1941).
Emily passava os dias, em casa, solitariamente. Em certa ocasião, um cão a mordeu no braço, e ela mesma cauterizou a ferida, ficando com o braço definitivamente deformado. Nos intervalos dos afazeres domésticos, compunha versos que escondia. Através da correspondência com Charlotte, ficou sabendo que a irmã mandara uns versos aos poetas William Wordsworth e Southey, e não fora muito encorajada. Emily resolveu, então, tornar-se professora em Haworth, tarefa que acabou não conseguindo cumprir, devido à timidez e introversão, e voltou novamente para casa.Posteriormente, Charlotte entrou para o colégio em Roe Head, Branwell começou a beber, e Emily começou a se isolar em seu mundo. Quando Charlotte, que acabou sendo bem aceita em Roe Head, foi convidada a lecionar naquela escola, levou Emily consigo; devido, porém, à timidez, Emily não se integrou e acabou voltando para casa, onde Anne se preparava para ocupar o seu lugar em Roe Head. Branwell, nessa época, já bebia imoderadamente, contava mentiras, não seguia a carreira promissora que o seu talento e o esforço do pai prenunciavam, e nem chegou a realizar os exames preparatórios na Academia de Belas-Artes de Londres, para onde o pai o mandara.
Charlotte resolveu partir para a Bélgica, para trabalhar, levando Emily consigo. Em Bruxelas, conhecem o Professor Héger, por quem Charlotte se apaixona, apesar de ele ser casado, e posteriormente retornam para Haworth. Tia Branwell morre, Taby está doente, e Emily passa muito tempo sozinha.
Os irmãos voltam a se reunir, com planos de fundar uma escola, mas não conseguem alunos. Anne e Branwell vão trabalhar de preceptores, e Emily e Charlotte ficam em Haworth. Charlotte descobre os poemas de Emily e quer publicá-los, juntamente com os seus e os de Anne. Em janeiro de 1846, uma pequena editora aceitou publicar o livro a expensas das próprias autoras, e foi usada, para isso, a herança da tia. Apenas dois exemplares foram vendidos, apesar do elogio da crítica. As três irmãs não desanimaram, e cada uma começou a escrever sua narrativa.
Charlotte foi a primeira a publicar, Jane Eyre, sob o pseudônimo de Currer Bell, atingindo grande sucesso. Quando surgiu “Wuthering Heights (“O Morro dos Ventos Uivantes”), sob o pseudônimo Ellis Bell, Jane Eyre já estava na 2ª edição, e o livro de Emily foi mal compreendido na época, devido ao clima tenso da história. Ela publicou, assim, sua única obra em prosa, O Morro dos Ventos Uivantes, em 1847. Embora tenha recebido críticas na época em que foi lançado, posteriormente o livro foi incluído no cânone dos clássicos da literatura inglesa. Recebeu várias versões oficiais no cinema e inúmeras adaptações.

Morte:

Emily morreu em 19 de dezembro de 1848, com tuberculose, e foi enterrada na igreja de St. Michael and All Angels Cemetery, Haworth, Oeste de YorkshireInglaterra3 4
O irmão Branwell morrera no mesmo ano, 1848. No ano seguinte morre sua irmã, Anne Brontë.

Fonte de Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.