terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Pensamento do Dia:

“Apesar da imensidão do mundo das possibilidades, ninguém escapa ileso do implacável crivo da própria consciência.”


Esta e mais de 90 outras estão nesta obra.
Para baixar o livro Grátis é só clicar no Link abaixo:

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Crônicas De Segunda Na Usina:O Que Estão Fazendo Com Nossa Pátria:




Foi sepultado, um pouco de mim, um pouco de ti, um pouco de nós,
Que dedicamos grande parte da nossa juventude enfrentando de mãos limpas a tirania de uma ditadura militar, na esperança que nossos filhos não fossem impedidos de expressarem suas próprias opiniões, sejam elas políticas, religiosas, ou de gênero.
Mas, hoje a heresia política se reafirma da forma mais covarde, submergido no calabouço de suas próprias ambições, e orientado pela mesma turma que em um breve tempo passado elegeram uma outra “BESTA” degenerado político que depois que eleito achou que ele era o poder, foi caçado com a mesma velocidade que se elegeu.
Sendo assim este novo ventrílogo fugiu de qualquer questionamento e de qualquer possibilidade de se apresentar um plano de governo, pois não o tem.
Depois de eleito esta Besta, os seus tutores formaram uma grande aliança política, não para melhorar nossa Pátria, mas sim para delapidar todo o patrimônio publico, através das privatizações e nos transformar novamente em uma colônia de obediência aos seus patronos. Infelizmente as almas compradas que poderia falar a verdade se escondem por trás das suas necessidades das campanhas publicas e propagandas das estatais para sobreviverem.
Aqui no andar de baixo todos anestesiados pelos seus idealismo delirante nos faz navegar nas mais obscuras ideologias de puritano malicioso desrespeitando qualquer outro ideal que não seja o do seu próprio ego.
Famigerado pelo poder, aceita qualquer coisa que o mande fazer.
Mas, lembrem-se bem, pois serão as suas mãos que estarão sujas de sangue, dos inocentes que em nome de uma falsa Pátria livre e segura iram tombar.
Tendo eu a certeza de ter cumprido todos os meus deveres para com a democracia em que temos, hoje saiu de sena e como tantos outros por muitos anos me aquietarei no conforto do sofá da sala para assistir a minha pobre Pátria mal amada, mergulhar no pior momento de sua história.
Deixo aqui uma breve opinião sobre as possibilidades que estão por vir.
Mantive-me este ano longe desta correia política, pois estou focado no trabalho, por que oportunidades não se pode deixar passar.
mas como é impossível me manter alheio aos acontecimentos. Resolvi pesquisar e entender os rumos que estamos tomando.
Confesso que não foi tão difícil entender o porquê das coisas atuais.
Bastou cruzar informações de três telejornais diferentes e alguns cruzamentos de informações, e tudo ficou bem claro.
A final eles não mudaram basicamente nada, acho que todos ainda lembram-se do PRN, e do salvador collor,.
Mudou o nome do Partido e do candidato, mais a cartilha é a mesma, e ele só vai participar do debate se eles encontrarem uma forma de neutralizar o Haddad, se não esqueçam.
E diga se de passagem, Haddad não tem a menor chance.
Eles planejaram tudo de longo prazo.
Agora que eu entendi o porquê do movimento vem pra Rua.
Ali eles começaram a dividir a população pelos extremos para encaixar um perfil de salvador..
Eu até agora não entendia por que “A BESTA”, mais ficou claro, ele politicamente e nacionalmente é um zero à esquerda, então tudo cola nele.
Agora o importante para aqueles que realmente se preocupa com o futuro do nosso país, é ficar atento qual partido que vai eleger o presidente da câmara dos deputados, pois ele quem está dando suporte politico ao PSL.
O Grupo “Que criou Collor e ”A BESTA” é a mesmo, são eles que mantem ele no Exílio eleitoral, pois o individuo quando abre a boca só fala bobagem, ele não aceita ser contrariado, e eles estão domando ele aos pouco pra ver se consegue com que ele pelo menos ser um ator razoável.
Hoje eu também entendi o por quer da intervenção Federal no Rio de Janeiro, ali foi um Laboratório. Sinceramente espero que eles não tenham gostado da ideia.
O que me preocupa é quais os caminhos políticos que eles têm a percorrer, pois quaisquer uns deles não são nada animadores.
Primeiro seria: Fazer todas as privatizações possíveis, que é para isso que ele está sendo eleito, depois casam o mandato dele e do vice e colocam o presidente da câmara na presidência como fizeram das ostras vezes. Que eu desconfio que seja o MDB novamente.
A segunda opção e não menos desastrosa, seria:
Um governo misto, com uma intervenção militar sem fechar o congresso. O que é pouco razoável para um país das dimensões do nosso e com tanta adversidade política, cultural e social.
E a terceira que nos leva a um desastre:
Que é provocar uma guerra civil, para dar espaço para um golpe militar de fato.
Eu pessoalmente prefiro acreditar na primeira hipótese, que não deixar de ser ruim mais pelo menos logo saberemos qual o partido e quem vai nos governar até as próximas eleições, é só ficar atento a quem vai ser o presidente da Câmara e do senado.
Não estou aqui tomando partido, ou querendo resolver alguma coisa, pois sou apenas um, neste imenso oceano de eleitores.
"Apenas nunca me digam que não sabiam o que estava acontecendo e que votou enganado"

D'Araújo.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Domingo Na Usina: Biografias: Ann Carol Crispin:


 (April 5, 1950 – September 6, 2013) was an American science fiction writer, the author of twenty-three published novels. She wrote several Star Trek novelizations and created an original science fiction series called Starbridge.

Career[edit]
Crispin's writing career began in 1983. As a writer of "tie-in" novels she was known for developing the backgrounds and emotional lives of on-screen characters.[1]

Two of her Star Trek novels — Yesterday's Son and Time for Yesterday — were direct sequels to the third season episode "All Our Yesterdays", and detail Spock and Zarabeth's son.[2] Yesterday's Son was the first non-novelization Star Trek novel to appear on the New York Times Best Seller list.[3] Her later Star Trek works included the novel Sarek, which takes place after Star Trek VI: The Undiscovered Country. Her best-known Star Wars work, The Han Solo Trilogy, chronicles the life of Han Solo prior to Star Wars Episode IV: A New Hope.[1] Crispin also wrote the novelizations for The V miniseries[1] and the film Alien Resurrection, as well as Sylvester, a girl and horse film starring Melissa Gilbert.[4]

She also created her own Starbridge series of novels, aimed primarily at young readers.[1]

Crispin served as Eastern Regional Director,[1] and then Vice President, of the Science Fiction and Fantasy Writers of America.[5] With Victoria Strauss, she founded Writer Beware, a "watchdog" group that is part of SFWA that warns aspiring writers about the dangers of scam agents, editors, and publishers.[5] Writer Beware was founded in 1998, and has assisted law enforcement and civil authorities in tracking and shutting down writing scams.[1][6]

On April 19, 2013, Crispin was named the 2013 Grandmaster by the International Association of Media Tie-In Writers (IAMTW).[1]

Personal life
On September 3, 2013, StarTrek.com posted Crispin's farewell message after her prolonged battle with cancer deteriorated and became terminal. In the message Crispin said, "I want to thank you all for your good wishes and prayers. I fear my condition is deteriorating. I am doing the best I can to be positive but I probably don't have an awful lot of time left. I want you all to know that I am receiving excellent care and am surrounded by family and friends."[7]

She died only three days later, at 63.[8]

Works
The Han Solo Trilogy
available as Star Wars: The Han Solo Omnibus (2000)
The Paradise Snare (1997), ISBN 0-553-57415-9
The Hutt Gambit (1997), ISBN 0-553-57416-7
Rebel Dawn (1997), ISBN 0-553-57417-5
Star Wars short stories
"Play It Again, Figrin D'an" (in Tales from the Mos Eisley Cantina, 1995)
"Skin Deep" (in Tales from Jabba's Palace, 1996)
Starbridge novel series
Starbridge (1989)
Silent Dances (1990) (with Kathleen O'Malley)
Shadow World (1991) (with Jannean Elliott)
Serpent's Gift (1992) (with Deborah A. Marshall)
Silent Songs (1994) (with Kathleen O'Malley)
Ancestor's World (1996) (with T. Jackson King)
Voices of Chaos (1998) (with Ru Emerson)
Star Trek
Yesterday's Son (1983)
Time for Yesterday (1988)
The Eyes of the Beholders (1990)
Sarek (1994)
Star Trek: Enter the Wolves (2001) (with Howard Weinstein)
Sand and Stars: Signature Edition (2004)
Witch World
Gryphon's Eyrie (1984) (with Andre Norton)
Songsmith (1992) (with Andre Norton)
V
V (1984)
V: East Coast Crisis (1984) (with Howard Weinstein)
V: Death Tide (1984) (with Deborah A. Marshall)
The Exiles of Boq’urain
Storms Of Destiny (2005)
Future projects: Exiles of Boq'urain Trilogy · Book 2 & 3
Miscellaneous
Sylvester (1985)
Alien: Resurrection (1997) (with Kathleen O'Malley)
Pirates of the Caribbean: The Price of Freedom (2011)
References[edit]
^ Jump up to: a b c d e f g Schudel, Matt (September 7, 2013). "A.C. Crispin dies at 63; author of sci-fi and tie-in novels". Washington Post. Retrieved September 8, 2013.
Jump up ^ Cheeseman-Meyer, Ellen (April 5, 2012). "The Yesterday Saga: Yesterday’s Son and Time for Yesterday". Tor.com. Retrieved September 10, 2013.
Jump up ^ Talking Trek and Pirates with Author A.C. Crispin, StarTrek.com
Jump up ^ Associated Press (September 6, 2013). "AC Crispin, science fiction author and advocate against literary scams, dies at age 63". Washington Post. Retrieved September 10, 2013.
^ Jump up to: a b "ABOUT WRITER BEWARE ®". Science Fiction & Fantasy Writers of America. Retrieved September 8, 2013.
Jump up ^ "In Memoriam: A. C. Crispin". Science Fiction & Fantasy Writers of America. September 6, 2013. Retrieved September 8, 2013.
Jump up ^ Ann Crispin Says Goodbye.
Jump up ^ Remembering Trek Author Ann Crispin 1950-2013.
External links[edit]
Official website
A. C. Crispin at the Internet Speculative Fiction Database
List of works at Fantastic Fiction
StarBridge ebooks
Crispin named Grandmaster by the International Association of Media Tie-In Writers
A. C. Crispin at Library of Congress Authorities, with 24 catalog records.

Fonte de origem:

https://en.wikipedia.org/wiki/Ann_C._Crispin

Domingo Na Usina:Biografias :Miguel Sanches Neto:



(Bela Vista do Paraíso, PR, 1965). Poeta, romancista, contista, cronista, ensaísta, crítico literário e professor universitário. Em 1969, após a morte do pai, transfere-se com a família para a cidade de Peabiru, zona rural do Paraná. Sua mãe se casa com um pequeno comerciante local. Conclui o estudo fundamental no Colégio Olavo Bilac e na Escola 14 de Dezembro. Faz curso de datilografia e, em 1980, por pressão da família, ingressa no Colégio Agrícola Estadual de Campo Mourão. Passa por Rondonópolis e Curitiba.

É aprovado no vestibular para cursar direito na Universidade Estadual de Londrina (UEL), mas desiste da carreira. Volta a Peabiru e, em 1984, ingressa no curso de letras da  Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mandaguari (Fafiman). Estuda e trabalha como agricultor numa propriedade de seu padastro. Formado em 1986, segue para Curitiba, onde leciona em escolas de periferia. Torna-se amigo da poetisa Helena Kolody (1912-2004).

Cursa o mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), tendo como tema de pesquisa a obra do escritor Dalton Trevisan (1925). Ganha o Prêmio Nacional Luis Delfino, em 1989, com o livro de poemas Inscrições a Giz. Torna-se professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Como crítico literário, escreve para diversos periódicos. Faz doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publica o romance Chove Sobre a Minha Infância (1999) e conquista o Prêmio Cruz e Souza com o livro de contos Hóspede Secreto (2000). Também escreve diversas obras para o público infantojuvenil e lança o romance A Máquina de Madeira, em 2012.

Comentário crítico
De inspiração memorialista e teor confessional, a obra de Miguel Sanches Neto se constrói a partir de um núcleo dramático característico, comum tanto a sua produção poética, quanto a sua ficção em prosa - sendo que seus textos transitam livremente pelos dois gêneros.

Egressas de um mundo semirrural, suas personagens experimentam o mal-estar nascido do sentimento de exílio vivenciado na cidade grande. Desenraizadas, desterritorializadas, são figuras marcadas por esta experiência contraditória, a que o autor chama de "condição pós-moderna". Cindidas, não conseguem forjar sua identidade em meio à modernidade oferecida pela metrópole e tampouco encontram espaço de conforto no imaginário herdado do mundo rural.

Tal perspectiva surge com força em Chove Sobre a Minha Infância, romance no qual o escritor transpõe os limites da autobiografia, revisitando, sem saudosismo, antigas memórias familiares, transfiguradas pela fabulação romanesca. Em diálogo com a tradição do chamado romance de formação, e com a obra memorialística de autores como Pedro Nava (1903-1984) e José Lins do Rego (1901-1957), o livro narra a história de vida de um escritor nascido numa pequena cidade do Sul do Brasil, reconstruindo seu trajeto desde a infância marcada pelo analfabetismo familiar e pela perda do pai, até seu ingresso no mundo das letras.


No plano da forma, a escrita de Sanches Neto recusa os artificialismos de linguagem, optando por uma fala narrativa coloquial, ao mesmo tempo poética, filtrada pelas lentes do que o autor define como "lirismo desencantado".

Fonte de origem:
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa5583/miguel-sanches-neto

Domingo Na Usina: Biografias:Artur Azevedo:



Nome literário: Azevedo, Artur.
Nome completo: Azevedo, Artur Nabantino Gonçalves de.
Pseudônimo: Elói, o Herói; A Gavroche; Petronio; Cosimo; Juvenal; Dorante; Cractchi; Passos Nogueira; Frivolino.
Nascimento: São Luís, MA, 7 de julho de 1855.
Falecimento: Rio de Janeiro, RJ, 1908                    Artur Azevedo
Biografia


Contista, poeta, teatrólogo e jornalista. Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís (MA), em 7 de julho de 1855. Filho de David Gonçalves de Azevedo e Emília Amália Pinto de Magalhães. Aos oito anos demonstrou gosto para o teatro e fez adaptações de textos de autores como Joaquim Manuel de Macedo. Pouco depois passou a escrever, ele próprio, suas peças. Muito cedo começou a trabalhar no comércio. Foi empregado na administração provincial e logo após foi demitido por publicar sátiras contra autoridades do governo. Ao mesmo tempo lançou as primeiras comédias nos teatros de São Luís (MA). Com 15 anos escreveu a peça Amor por anexins.

Foi para o Rio de Janeiro no ano de 1873. Empregou-se no Ministério da Agricultura e ensinou Português no Colégio Pinheiro. Mas foi no Jornalismo que se desenvolveu em atividades que o projetaram como um dos maiores contistas e teatrólogos brasileiros. Fundou publicações literárias, como A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum. Colaborou em A Estação, ao lado de Machado de Assis, e no jornal Novidades, junto com Olavo Bilac, Coelho Neto, entre outros. Neste tempo escreveu as peças dramáticas, O Liberato e A Família Salazar, que sofreu censura imperial e foi publicada mais tarde em volume, com o título de O escravocrata. Escreveu mais de quatro mil artigos sobre eventos artísticos, principalmente sobre teatro.


Em 1889, reuniu um volume de contos dedicado a Machado de Assis, seu companheiro na Secretaria da Viação. Em 1894, publicou o segundo livro de histórias curtas, Contos fora de moda, e mais dois volumes, Contos cariocas e Vida alheia. Morreu no Rio de Janeiro em 22 de outubro de 1908.

Fonte de origem:
http://www.cervantesvirtual.com/bib/portal/FBN/biografias/artur_azevedo/index.shtml

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Adalmir Oliveira Campos: A beleza da vida...


"A beleza da vida
está em saber
ser jardim, e em se deixar ser flor..."
____________________________________

A beleza da vida...



A beleza da vida está no zelo que se dá...

Está nos toques de amor...

E nas maneiras de se entregar.



Entregas a si, entregas ao outro.

Mundo e mar.

Está nos modos e trejeitos de amar.



A beleza da vida se iguala a um jardim.

Está no verde das folhas viçosas.

Está no tom amarronzado das folhas secas.

Está nas cores intensas e nas de suave beleza.
Está nos doces e fortes perfumes...
E atiça ao paladar quando se põe à mesa,
assim como quando se come os frutos.

É um conjunto de cores, cheiros, romances,
sabores e texturas...

A beleza da vida está nisto tudo...
Esta em saber ser jardim e se deixar viver...
Em se deixar ser flor.
Nascer, crescer, amar , semear e partir...

By Adalmir Oliveira Campos

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Miguel Rui:Mentiras daquela manhã:


Aquela manhã decorreu bela
Atravessou a cidade a procura dela

Não encontrou nada e não soube de nada

Imaginem uma cidade sem ninguém

Dizem-lhe sempre que está a sonhar

Que tem que colocar os pés neste Mundo

Mas ele recusa este quadro

Este retrato não é o fundo dos sonhos

Nem os sonhos de quem sonha

Solidão afugentada de medos

Noite fugidia aos trambolhões

Lágrimas que vertem dos seus olhos

Fingimentos ilusão das ilusões

Anseios desesperos toldados

Fantasias criadas com aguilhões
Sentimentos nunca encontrados
Num mundo virtual de milhões
Ele é algo daqueles que existem, mas não sofrem
Não amam, destroem, destroem, destroem!

M.R. "Pensamentos a Avulso" 2012

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede:João Paulo Bernardino:


As paredes conspiram

silenciosas

num murmúrio sagrado

e fatal.

A lua cresce

pelo vazio da noite

afagando de suor frio

todo o meu corpo

e a quietude que se agiganta

fecunda-me a imaginação

com larvas-de-medo

roendo-me subitamente
a razão.

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Pericles Tavares:QUATRO E VINTE:



Canabis! 
Padjinha, perseguida, padjinha.
Padjinha , tabaco, fumo, fumaça.
Padjinha, alecrim, arruda, chás, igual...
Tempos mudados, vontades trocadas.
Padjinha desembarcada, plantada, enraizada.
Padjinha, planta, arbusto Nacional.
Padjinha livre, Lei despenaliza padjinha. 


Padjinha!

Consumido, traficado, comercializado.

Padjinha,

S. Martinho, infeliz, levado penitenciado.

Padjinha,

Geração, padjinha.

Presidentes, magistrados, religiosos,

padjinhas assumidos.

Padjinha,

Mundo civilizado, padjinha medicado.

Padjinha,

Assimilada cultura, padjinha reprimida.

Padjinha,

Terceiro mundo, ignorante mundo.
Padjinha,
Cabo Verde, furo mundo.



Pericles O Tavares

Providence,04-12-2013

























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"O Grito da Alma" poesias e pensamentos
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Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Memo Cardona:En espera (fragmento):


No comiences los trazos de la noche que en el desvelo te sueñan,
ni te hagas brisa de olvido 

en la aridez de mi memoria... 

no seas sólo la inquietud dolosa que tanto amo, 

ni el llanto 

que me ahoga de silencios en toda tu ausencia…



sé solo esa simpleza que me complica el insomnio, 

sé esa sombra amiga de mis nostalgias y enemiga de tu voz, 

sé esa promesa que no pronuncias al llamarme,

sé esa falta de brillo en el andar desolado que me persigue, sin esperanza y sin fe…



no estés en mi sed de madrugada, 

ni en la piel de mis atardeceres 

como el color sin alma del muro que se aparta 

bajo el pulso que me tiembla, 

al reconocerte,
casualmente, 
tan lejana y en un vuelo así de cerca de lo imposible, 
del infierno…

sólo sé precisa, un embrujo de tiempo o 
el hechizo que me adormece el amor… 
sé una necesidad que mutile angustias, 
conviértete, así de exacta, en esa imposibilidad de mis furias y
tráeme, una vez más, 
el instante de complicidad en el que escapas de mi cordura…
Modo de espera (fragmento) não começar traçados na noite sem dormir você sonha, nem fazer você brisa do esquecimento na secura da minha memória... você não é apenas a preocupação fraudulenta tanto amam, nem chorando me sufocando o silêncio em sua ausência... sei apenas que a simplicidade que me complica insônia, sabe aquela sombra do amigo da minha nostalgia e inimigo da sua vozEu sei que prometem que você pronuncia para não me chamar, eu sei que a falta de brilho na marcha desolada que assombra-me, sem esperança e sem fé... não na minha sede no início da manhã, ou na pele do meu pôr do sol como a cor da parede que separa sob o pulso que abala-me para reconhecê-lo, sem alma, até agora e num voo bem como sobre o impossívelInferno, eu sei... só precisa, um feitiço do tempo ou o feitiço que me subjuga o amor... eu sei uma necessidade que mutilar ansiedades, tornar-se, assim exata, nesta impossibilidade de minha fúria e traga para mim, mais uma vez, o instante de cumplicidade em que você escapar da minha sanidade...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Poesia De Quinta Na Usina: Florbela Espanca: ERRANTE:



Meu coração da cor dos rubros vinhos Rasga a mortalha do meu peito brando E vai fugindo, e tonto vai andando
A perder-se nas brumas dos caminhos. Meu coração o místico profeta,
O paladino audaz da desventura, Que sonha ser um santo e um poeta, Vai procurar o Paço da Ventura... Meu coração não chega lá decerto...
Não conhece o caminho nem o trilho, Nem há memória desse sítio incerto... Eu tecerei uns sonhos irreais...

Como essa mãe que viu partir o filho, Como esse filho que não voltou mais!

Poesia De Quinta Na Usina: Paulo Leminski:



Pense depressa.
O que veio?
Quem vem? Bonito ou feio? Ninguém.

Poesia de quinta Na Usina: Machado de Assis: AS BRISAS:




Deu-nos a harpa eólia a excelsa melodia
Que a folhagem desperta e torna alegre a flor,
Mas que vale esta voz, ó musa da harmonia,
Ao pé da tua voz, filha da harpa do amor?
Diz-nos tu como houveste as notas do teu canto?
Que alma de serafim volteia aos lábios teus?
Donde houveste o segredo e o poderoso encanto

Que abre a ouvidos mortais a harmonia dos céus?

Poesia de Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: A Frescura:


Ah a frescura na face de não cumprir um dever!
Faltar é positivamente estar no campo!
Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!
Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros,
Faltei a todos, com uma deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que'eu saberia que não vinha.
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.
E tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,
Deliberadamente à mesma hora...
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o cigarro seguinte... Se é um gesto,

Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida.

Poesia de Quinta Na Usina:D'Araujo:Poema: Vivo.


                                                              Olhe e veja a minha dor
O meu coração sangra
com a tua ausência
Não me deixe neste
Mar de lagrimas.

Volte, pois tua presença
Acalma-me.
O rio que corre também
leva meus sonhos.
Por entre montanhas e vales 
Despejo meus ensejos de viver.

Então vejo o meu desejo
De tê-la novamente que
Faz-me desperta todas as manhãs.

Não me deixe neste mar de ilusões 
Volte a preencher este vazio que 
nunca cessa em meu doloroso coração.


D'Araujo.

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: Fosso:




Não a nada que possa adoçar,
a vida daqueles que se recolheram,
ao amargo  fosso de sua próprias amarguras.



D'Araújo.