quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: Versos a Corina:IV:




Tu que és bela e feliz, tu que tens por diadema
A dupla irradiação da beleza e do amor;
E sabes reunir, como o melhor poema,
Um desejo da terra e um toque do Senhor;
Tu que, como a ilusão, entre névoas deslizas
Aos versos do poeta um desvelado olhar,
Corina, ouve a canção das amorosas brisas,

Do poeta e da luz, das selvas e do mar.

Poesia De Quinta na Usina: Machado de Assis:X:


 Era chegado
O fatal prazo, o desenlace triste.
Tudo morre, — a tristeza como o gozo;
Rosas de amor ou lírios de saudade,
Tarde ou cedo os esfolha a mão do tempo.
Costeando as longas praias, ou transpondo
Extensos vales e montanhas, correm
Mensageiros que às tabas mais vizinhas
Vão convidar à festa as gentes todas.
Era a festa da morte. Índio guerreiro,
Três luas há cativo, o instante aguarda
Em que às mãos de inimigos vencedores,
Caia expirante, e os vínculos rompendo
Da vida, a alma remonte além dos Andes.
Corre de boca em boca e de eco em eco
A alegre nova. Vem descendo os montes,
Ou abicando às povoadas praias
Gente da raça ilustre. A onda imensa
Pelo arraial se estende pressurosa.
De quantas cores natureza fértil
Tinge as próprias feições, copiam eles
Engraçadas, vistosas louçanias.
Vários na idade são, vários no aspecto,
Todos iguais e irmãos no herdado brio.
Dado o amplexo de amigo, acompanhado
De suspiros e pêsames sinceros
Pelas fadigas da viagem longa,
Rompem ruidosas danças. Ao tamoio
Deu o Ibaque os segredos da poesia;
Cantos festivos, moduladas vozes,
Enchem os ares, celebrando a festa
Do sacrifício próximo. Ah! não cubra
Véu de nojo ou tristeza o rosto aos filhos
Destes polidos tempos! Rudes eram
Aqueles homens de ásperos costumes,
Que ante o sangue de irmãos folgavam livres,
E nós, soberbos filhos de outra idade,
Que a voz falamos da razão severa
E na luz nos banhamos do Calvário,
Que somos nós mais que eles? Raça triste

De Cains, raça eterna...

Poesia De quinta Na Usina:Fernando Pessoa:Não sei quantas almas tenho:


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: Pensar em Deus.


Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos! ...

Poesia de Quinta Na Usina: D'Araújo: Do abismo à luz:



Não importa o momento difícil que você esteja vivendo,
Crie a consciência de que viver vale sempre a pena em qualquer que seja as circunstâncias.
Mergulhe em um voo livre no abismo de si mesmo.
E resgate em ti aquele ser que um dia, sonhou, sorrio e sabia que tudo que seja feito nesta vida vale sempre a pena, desde que seja de sua livre escolha.
Seja ousado, provoque, insulte, a todos e principalmente a você mesmo.
Com tudo aquilo que lhe valha a pena, pois se você continuar a engrossar o cordão dos infelizes, fatalmente, morrerá muitos anos antes de ser sepultado.
Não espere não aceite, e não reprima nenhum sentimento.

Simplesmente, viva, viva... Pois a felicidade da plenitude do viver, não há dinheiro que pague.

Poesia De Quinta Na Usina:COVAS RASAS D'Araújo



Quando nos alinhamos ao medo,
sepultamos nossos nobres sonhos,
em covas rasas.
Na esperança que alguém os encontre
e os realize por nós...

D'Araújo
São Bernardo do Campo - Brasil.

Para acessar o Livro, clique no link:


Poesia De Quinta Na Usina:Joseph Conrad:





"Toda a ambição é legítima, salvo as que se erguem sobre as misérias e as crendices da humanidade.."





Fonte de origem:

http://pensador.uol.com.br/autor/joseph_conrad/

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Rosa Maria Santos: ROSAS E ROSAS:



Lindas, são as rosas tricolores

Com muita alegria, nas cores...

Cada rosa tão perfumada...
São demasiado lindas e delicadas



Rosas cor de esperança
Quem não as terá em lembrança
As rosas de cor amarela
Tão suaves e demasiado belas

As brancas cor de pureza
Fazem lembrar com delicadeza
Que as cor de laranja, tão garridas
Talvez sejam as mais apetecidas

As Encarnadas que paixão
Tão oferecidas de coração
Mas as rosas de cor rosa, tão suaves e macias
Tantas e tantas rosas, para oferecer
Não deixem uma senhora de mãos vazias
Ofereçam, ROSAS, nem que seja só por cortesia

Sines, 13 de Julho de 2014

Rosa Maria Santos

Quarta Na Usina:Poetisas Da Rede:Luciana Bianchini: Te rogo amor em preces:




Acordei pela manhã, me vi, num vácuo

num vazio, que me dava uma sensação, 

de arrepio.

Me levantei, de joelhos me dobrei e

minhas preces te roguei e com os

meus olhos lacrimejando, te implorei.

Eu pedi você de volta para mim. 

E humilhantemente , pedi a Deus,
humildemente.
Porque só tu saberás, que nunca te
esqueci, só tu saberás, que sempre estive
aqui, só tu saberás, que mau algum lhe
fiz. Só tu saberás, que é por você que eu
enlouqueci. Na verdade, fui fraca, não
consigo viver sem você. Se preciso for,
nas minhas madrugadas cinzentas, 
vou rogar novamente a Deus, porque
só tu saberás, o quanto isso me 
custou, só tu saberás, o que agora 
me restou. TE ROGO AMOR EM MINHAS 
PRECES.


Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Cida Baêta: Memórias:


Estas longe daqui, 


Tão dentro de mim, 

Tão arraigado,

Que ainda sinto sua mão 

A percorrer 
O meu corpo maltratado.

Estas longe daqui,
Tão dentro de mim,
Tão impregnado,
Que seu suor quente ainda pinga 
No meu ventre esfomeado.

Estas longe daqui,
Tão dentro de mim, 
Tão avivado, 
Que carrego sua marca nessa lágrima, 
Que escorre do meu peito sufocado.

Estas longe daqui, 
Tão dentro de mim, 
Tão aprumado,
Que sinto o trajeto de seus lábios 
Quando me beijava afobado.

Olho em volta e não estas;
É por perversidade que se tornou 
Tão distante do meu lado?

Cida Baêta

Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Carmo Vasconcelos: A VOZ DA PRIMAVERA:


Já vão partindo as noites invernosas,

Os dias tristes de humores enevoados,

Degelam as correntes, caudalosas,

Furam a terra os brotos encubados.
Regressam andorinhas migratórias,

Os céus revestem mantos de esplendor,

Ao Pai Celeste sobem oratórias,

Das aves em seus cantos de louvor!
É a nova Primavera a despontar,

Que, sem palavras, vem pra nos dizer,

Da natureza, o eterno renovar...

Que da aparente morte há renascer!
Ouça-se dela a fala da razão! 

- Que a morte é só… da vida uma estação!

Carmo Vasconcelos, IWA

Lisboa/Portugal


Quarta Na Usina: Poetisas Da Rede: Wilza Mayrink: PROFESSOR:


A presença do professor

Na vida do cidadão

Torna-se muito importante

Para o aprendiz e a nação


O professor auxilia

Traz luz, saber e alegria
Contribui ao ensinar
Para a aprendizagem aumentar

Precisamos comemorar
Com alegria e amor
Esta data especial
Que é o dia do professor

Parabéns ao professor
Que tem o dom de ensinar
Participando da evolução
Na vida do cidadão!


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Só é Eterno aquele que morreu:



Morreu hoje aos oitenta e dois anos.
Um pouco da verdade,
Um pouco do sorriso do outro,
Um pouco da vontade nossa.
Um pouco, do pouco que temos, que reflete o mundo.
Morreu.
Um pouco da provocação que fazia a alma alheia refletir sobre,
o que nos faz aceitarmos vivermos em um curral da consciência.
Morreu.
A vida que dava vida, as vozes que não falavam.
Mas ainda há vida em suas palavras.
Então que elas Não morram.
Hoje morreu a provocação, que move o ser em todas as direções.
Hoje, morreu, Antonio...Seu sobrenome, somos nós, a gritar as palavras que calam.
Hoje, Morreu.

Obrigado, por me dar o prazer de lhe ouvir, em palavras e gestos, ao vivo como um manifesto.

D'Araújo.

REVISTA EISFLUÊNCIAS - Outubro/2018 - 53ª Edição: SEGUNDO TEMPO: D'Araújo:




O tempo que separa o real do irreal.
O possível do impossível.
O medo da coragem.
O amar do odiar.
O desejo do indesejável.
A verdade da mentira.
A lealdade da traição.
A miséria da fortuna.
A fome da comida.
O amor da paixão......


Em simultâneo com o seu 9º ANIVERSÁRIO.
Aos digníssimos Escritores, residentes em 16 países, 
que nos privilegiaram com um total de 335 participações, 
das quais 9 são de NOVOS AUTORES.
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/revista/eisFluencias/53-Out18/eisFluencias_Out_2018_9_53-06.htm

Crônicas De Segunda Na Usina: D'Araújo: Consciência ou burrice adquirida:


A mais de três décadas venho acompanhando a trajetória política da nossa delapidada Pátria. Vejo hoje cidadãos indo as ruas para lutar pelos seus direitos.
Quem dera que os fossem.
Pois estamos todos assistindo de braços cruzados, a uma guerra política escandalosa.
Onde os abutres que se passam por políticos, se engalfinham para tirar proveitos próprios.
Essas legendas que alto intitulam partidos políticos, mas que a condutas dos seus colegiados estão longe disto, pois são apenas representantes de classe, em guerra para abocanhar uma fatia do bolo.
Todos estão pouco se lixando para os reais problemas da nação.
Que mim desculpe os menos avisado, ou mal informados, pois nestes casos a matemática é bem simples.
Qual estado da federação governado, seja pelo partido do governo ou da oposição.
Onde temos uma educação, Saúde ou segurança publica que possamos nos orgulhar.
Quando é que vamos deixar de brigar pela fatia maior do bolo, e vamos passar a lutar todos juntos pela igualdade de direito, já que os nossos nobres políticos fingem não conhecer a nossa constituição. e os órgãos responsáveis pelo o seu cumprimento fazem vistas grossas.
Até quando vamos ficar assistindo a um bando de hipócritas de todas as legendas fazerem banquete com o dinheiro publico.
Quando é que todos nós vamos criar vergonha na cara, e fingir que estamos preocupados com a nossa pátria, até receber as migalhas que eles deixam cair das gordas fatias de cada um deles.
Ou paramos de falar e passamos a fazer o que tem que ser feito.
Ou é questão de tempo, para que os efeitos colaterais estarão batendo a nossa porta.
Seja na saúde, seja na Educação, ou na segurança.
E pode acreditar você não vai achar um lugar seguro para fugir delas não.
Seja você rico pobre ou classe média. Ou trocamos a nossa santa hipocrisia política por consciência ou nossa pátria vai se transformar em terra de ninguém, ai caros amigos não adianta você aumentar a altura do muro, colocar grades ou blindar os seus luxuosos caros, pois os verdadeiros marginais moram ao seu lado no mesmo condomínio.
Espero que os meus netos não estejam daqui a umas três décadas discutidas soluções para estes velhos problemas.
O mundo não está ficando pior, estamos apenas colhendo os frutos podres da nossas própria falta de consciência da coletividade.  Se continuarmos agindo assim feito imbecil cada um correndo atrás do seu, e que o próximo se dane.

Estaremos rumando para um caos inevitável.
Ou acordamos ou vão nos colocar pra dormir a qualquer hora.

D'Araújo.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Domingo Na Usina: Biografias: Inglês de Souza:



Herculano Marcos Inglês de Sousa fez os primeiros estudos no Pará e no Maranhão. Diplomou-se em direito pela Faculdade de São Paulo, em 1876. Nessa época colaborava com a "Revista Nacional, de Ciências, Artes e Letras" e militava na "Tribuna Liberal". Foi professor da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros, deputado federal e presidente das províncias de Sergipe e Espírito Santo.

Literariamente, tornou-se conhecido como "O Missionário" (1891), que, como toda sua obra, revela influência do romance europeu realista e naturalista, principalmente dos autores Eça de Queirós (português) e Emile Zola (francês).

Nesse romance, descreve a vida numa pequena cidade do Pará, revelando agudo espírito de observação e capacidade de descrever a natureza e as cenas regionais. Todavia, tenta demonstrar uma tese, na qual a personagem é envolvida pelas circunstâncias, que a levam a um determinado desfecho. Ou seja, tenta demonstrar que é o destino quem determina o futuro das pessoas, subestimando, deste modo, as capacidades e os dramas interiores.

Além de advogado, banqueiro, professor, jornalista e romancista, foi também, contista. Seus "Contos Amazônicos" (1892), dedicados ao amigo Sílvio Romero, são não apenas um documento sócio-político da região amazônica, da época, como também a história do embate entre o homem e a natureza selvagem. Também foi membro da Academia Brasileira de Letras.


Outras obras: "O Cacaulista" (1876); "História de um Pescador" (1876) e "O Coronel Sangrado" (1877).

28/12/1853, Óbidos (PA) 
06/09/1918, Rio de Janeiro (RJ)

Fonte de origem:
http://educacao.uol.com.br/biografias/ingles-de-sousa.jhtm

Domingo Na Usina:Biografias:William Makepeace Thackeray:



 (Calcutá, 18 de julho de 1811 — Londres, 24 de dezembro de 1863), filho de Richmond Thackeray (1781–1815), secretário do Conselho de Receita da Companhia Britânica das Índias Orientais, e Anne Becher (1792–1864), cujo pai também serviu à Companhia como escritor, foi um romancista britânico1 de sucesso da Era Vitoriana, autor de obras renomadas como "Feira das Vaidades" (Vanity Fair), a "História de Henry Esmond" (The History of Henry Esmond) e "As Memórias de Barry Lyndon" (The Memoirs of Barry Lyndon, Esq., By Himself), esta última conhecida por sua adaptação para o cinema pelo cineasta Stanley Kubrick, que dirigiu o premiado Barry Lyndon.

Lista de Obras:
The Yellowplush Correspondence (1837-1838)
Catherine: A Story (1839-1840)
A Shabby Genteel Story (1840)
The Paris Sketchbook (1840)
Second Funeral of Napoleon (1841)
The Great Hoggarty Diamond (1841)
The Irish Sketchbook (1843)
The Luck of Barry Lyndon (1844) (As Memórias de Barry Lyndon)
Notes of a Journey from Cornhill to Grand Cairo (1846)
The Book of Snobs (1846-1847)
Mrs. Perkin's Ball (1846)
Vanity Fair (1847-1848) (Feira das Vaidades)
Dr. Burch and his Young Friends (1848)
Pendennis (1848–1850)
Rebecca and Rowena (1849)
The Kickleburrys on The Rhine (1850)
The English Humorists (Lições) (1851-1853)
The History of Henry Esmond (1851-1852)
The Newcomes (1853-1855)
The Rose and the Ring (1854)
The Virginians (1857–1859)
Roundabout Papers (1860-1863)
Lovel the Widower (1860)
The Four Georges (1860)
The Adventures of Philip (1861-1862)
Roundabout Papers (1863)

Denis Duval (1863-1864).

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Messias Indeciso - Raul Seixas

PRATA DA CASA INTERNATIONAL AWARD 2017: PRATA DA CASA - AUTOR

quinta-feira, 9 de março de 2017


PRATA DA CASA - AUTOR

PRATA DA CASA INTERNATIONAL AWARD 2017 PERSONALIDADE 2017 ANTÔNIO DE ARAÚJO SILVA - PARABÉNS! SUCESSO! Em Julho de 1994 se forma em Fotografia pela Associação de Belas Artes de São Bernardo do Campo. Em Janeiro de 1996 termina o curso de Introdução a Parapsicologia Aplicada, com o Professor Benjamim Bossa, na Paroquia São Geraldo Magela. Em julho de 2002 Ingressa na Humaniversidade Holística de São Paulo. Em novembro de 2003 recebe iniciação em Reiki nível I e II, na Humaniversidade Holística e centro Budista de Meditação. Em 2004 termina o curso de Naturopata, Massoterapia e Terapias complementares, pela Humaniversidade Holística de São Paulo, sendo que em setembro do mesmo conclui o nível III de Reiki. Em Setembro 2005 terminou sua formação de Primeiro Socorros em Quiropraxia, pela Universidade Livre Holística Casa De Bruxa em Santo André- São Paulo.......


PRATA DA CASA INTERNATIONAL AWARD 2017: PRATA DA CASA - AUTOR:
PRATA DA CASA INTERNATIONAL AWARD 2017 PERSONALIDADE 2017
ANTÔNIO DE ARAÚJO SILVA - PARABÉNS! SUCESSO!
 Em Julho de 1994 se forma em Fotograf...

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Domingo Na Usina: Biografias:Howard Allen O'Brien:


Mais conhecida como Anne Rice (Nova Orleans, 4 de outubro de 1941) é uma escritora norte-americana, autora de séries de terror e fantasia. Ela mesma escolheu 'Anne' como primeiro nome, ao entrar na escola. Em 1956 perdeu a mãe, Katherine, e dois anos depois, com o pai casado novamente, a família mudou-se para a cidade de Richardson, no Texas, onde Anne conheceu seu futuro marido, o poeta e pintor Stan Rice, já falecido.

Em seus mais de 30 livros ela invariavelmente apresenta seus vampiros como indivíduos com suas paixões, teorias, sentimentos, defeitos e qualidades como os seres humanos mas com a diferença de lutarem pela sua sobrevivência através do sangue de suas vítimas e sua própria existência, que para alguns deles, é um fardo a ser carregado através das décadas, séculos e até milênios.

Seu livro de maior sucesso é "Entrevista com o vampiro". Anne relata que escreveu esse livro em apenas uma semana, após a morte de sua filha por leucemia, retratada na personagem Cláudia. Entrevista com o Vampiro foi para as telas dos cinemas, sendo que Anne escreveu o roteiro e acompanhou de perto a produção. A decepção da autora foi quanto a escolha do ator para o personagem Lestat (Tom Cruise), sendo divulgado que ela o considerava apenas um rosto bonito e sua preferência era o ator Rutger Hauer (inclusive no livro A História do Ladrão de Corpos, através de uma fala de Lestat, ela indica isto).

Já no segundo filme, "A Rainha dos Condenados", Anne não teve qualquer participação em nenhuma etapa de sua produção, o que pode explicar a pouca repercussão que o filme obteve e as extremas "licenças" poéticas que os produtores tomaram a liberdade de fazer descaracterizando pontos importantes da saga dos vampiros.

Em 2005, Rice anunciou que, após o falecimento de seu marido Stan Rice, deixará de escrever obras sobre vampiros, bruxas e outros seres fantásticos, e agora irá se dedicar a outros gêneros literários. Anne havia se tornado cristã em 1998, quando quase veio a falecer por conta de diabetes do tipo 1. Após a morte de seu marido, em 2002, Anne reforçou ainda mais sua crença.

Em Christ The Lord: Out of Egypt, lançado em 2005, Rice despede-se dos seus temas habituais para escrever um retrato curioso de um Jesus aos sete anos de idade, partindo do Egito com a família, para voltar para sua casa em Nazaré.

Em 2010, Anne anunciou que estava deixando o cristianismo. Ela contou em entrevistas que, após doze anos, ela não conseguia encontrar as respostas na Bíblia para as ações da igreja nos dias atuais, porém mantém sua fé em Deus. É sabido que Anne abomina homofobia, seu próprio filho é gay, e é de acordo com os direitos da mulher e direitos reprodutivos, fatos que podem ser observados em suas obras.


Atualmente, Anne vive e trabalha na Califórnia. As experiências de vida e sua habilidade intelectual fornecem constante inspiração para seu trabalho.

fonte de origem:
http://www.annericebrasil.com.br/p/biografia.html

Domingo Na Usina:Biografias: José Veríssimo Dias de Matos:



(Óbidos, 8 de abril de 1857 — Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1916) foi um escritor, educador, jornalista e estudioso da literatura brasileira, membro e principal idealizador da Academia Brasileira de Letras.

Biografia
Nascido em Óbidos, na então província do Grão-Pará, filho de José Veríssimo de Matos e Ana Flora Dias de Matos, estudou as primeiras letras em Manaus e Belém. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1869, para continuar os estudos mas, adoecendo, retorna ao estado natal.

Em Belém colaborou em jornais, além de exercer o magistério. O ano de 1880 foi um marco em sua vida: viajando pela Europa, tomou parte do Congresso Literário Internacional, em Lisboa. Em outra viagem ao Continente europeu, em 1890, profere palestras onde fala da civilização marajoara e das riquezas da Amazônia.

Foi, em 1891, diretor de instrução do Pará (cargo hoje equivalente a Secretário de Educação). Neste ano volta ao Rio, onde leciona na Escola Normal e no atual Colégio Pedro II, do qual foi diretor.

Intensifica seus estudos sobre a literatura brasileira, republicando a Revista Brasileira - órgão que reunia o melhor das letras no país - e em cuja sede passaram a reunir-se os intelectuais que formaram o núcleo fundador da Academia Brasileira: Lúcio de Mendonça, Machado de Assis (de quem foi grande amigo e defensor), Visconde de Taunay, etc.

Afiliado ao Naturalismo, foi um dos expoentes na crítica literária e na historiografia das letras no Brasil. Como educador, teceu importantes análises sobre os problemas do sistema educacional do país na jovem República, herdeira de problemas como a recente escravidão, e tantos outros.

Veríssimo foi mais que um fundador do Silogeu brasileiro: talvez mesmo seu próprio idealizador, ao lado de Lúcio de Mendonça. A todas as reuniões preparatórias fez-se presente e um dos seus mais assíduos membros. Ele defendia uma academia voltada exclusivamente à literatura - e por seus pares haverem eleito um não-escritor (o político Lauro Müller), afasta-se de forma definitiva em 1912 desta Casa pela qual tanto lutara.

Bibliografia
Dentre suas obras sobre educação e sociologia, destacam-se:

A Amazônia (ensaio), 1892
Cenas da Vida Amazônica, 1899
História da Literatura Brasileira, 1916
Excerto da História da Literatura
Ao lado de Sílvio Romero e Araripe Júnior, seus contemporâneos, foi um dos primeiros e maiores historiadores da literatura brasileira.

De sua obra História da Literatura Brasileira assoma a crítica e, em especial, uma constante preocupação em se definir um caráter tipicamente nacional dos escritores do país.

Um exemplo de sua preocupação, ao historiar:


"Confesso haver hesitado na exposição da marcha da nossa literatura, se pelos gêneros literários, poesia épica, lírica ou dramática, história, romance, eloquência e que tais, consagrados pela retórica e pelo uso, ou se apenas cronologicamente, conforme a sequência natural dos fatos literários. Ative-me afinal a este último alvitre menos por julgá-lo em absoluto o melhor que por se me antolhar o mais consentâneo com a evolução de uma literatura, como a nossa, em que os fatos literários, mormente no período de sua formação, não são tais e tantos que lhes permitam a exposição e estudo conforme determinadas categorias. Nesse período e ainda no seguinte aqueles diferentes gêneros não apresentam bastante matéria à história, sem perigo desta derramar-se ociosamente. Ao contrário expor esses fatos na ordem e segundo as circunstâncias em que eles se passam, as condições que os determinam e condicionam e as feições características que afetam, parece fará mais inteligível a nossa evolução literária com a vantagem de guardar maior respeito ao princípio da última unidade da literatura. Nesta, como na arte e na ciência, é conspícua a função do fator individual. Um escritor não pode ser bem entendido na sua obra e ação senão visto em conjunto, e não repartido conforme os gêneros diversos em que provou o engenho."

Fonte de origem:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ver%C3%ADssimo

Domingo Na Usina: Biografias: Gustavo Ferreyra:



Dois livros foram suficientes para Gustavo Ferreyra para lançar as bases de um projeto narrativa que acabaria por estabelecer-se como uma das narrativas mais exclusivo da Argentina nos últimos anos: A proteção, publicado em 1994, e desamparo, cinco anos depois. Então veio gineceo, vértice eo principal, no qual Ferreyra continuou tentando diferentes combinações torções corpo a corpo com as palavras, tentando variações quando meticulosamente construir um mundo em toda a sua porosidade, isto é, furando tinta em cada dos seus poros, um um-; um mundo habitado por personagens que carregam sobre os seus ombros o peso dele. Engraçado como romances de leitura Ferreyra gera um efeito hipnótico óptico ou melhor, a imobilidade; mas a verdade é que seus parágrafos progressos sólidos, como o tempo, de forma contínua e imperceptível. Um mal-entendido semelhante faz o seu trabalho como um todo. Alguns vontade, comparando a memória turva das leituras, a ideia de que o estilo é inabalável e imutável Ferreyra, torna-se monótono. E, pouco afeto pela estridência, o movimento minuto de sua prosa rastrear a curvatura de um balanço do milímetro. Simplesmente voltar para os livros para testar se uma falsa impressão. Nesse sentido, a primeira pessoa do diretor, que por sua vez foi um dos personagens da Vertex, é de alguma forma germe Piquito ouro. Ou o germe de uma das suas duas metades. Por mais de um romance coral Piquito ouro parece um romance Siamese, duas cabeças de bloqueio (e diretor ficar dentro, uma outra novela Risos). Neste novo livro, existem dois tons narrativa que está passando o bastão da história: em primeiro lugar, Piquito monólogo, um trinta-algo sociólogo tarde, eles apenas espalhar as cinzas de seus pais; e, por outro, o médico de família Cianquaglini, que começou algumas semanas antes de o romance foi morto na rua à noite em circunstâncias pouco claras. Ferreyra, "Eu acho que eles são duas histórias que vão além do romance. Eles irão convergir em um ponto. Só que a convergência não aparece. Pode escrever no futuro pós-vértice. Mas nunca da esquina ... Há também a intenção de enfrentar, sem interagir aparentemente de esquerda cenário intelectual e nenhum mundo intelectual, armado com o senso comum na época, a opinião coletiva. Todos Piquito poder verbal, eu acho que, neste contexto, que é o horizonte sobre o qual ele pretende distinguir-se, a subir. "

filho único algo estragado e superprotegida, uma vez que os seus pais mortos, uma vez formado um casal com uma mulher um pouco mais velho, Piquito recapitula sua vida, retratada seres humanos com naturalista olho, e levanta a voz para cantar, um discurso exultante exasperado, momentos candida, momentos cheios de misantropia, que relembram a melhor Céline, para dar um nome. E que normalmente gera alguns livros não causou Ferreyra. Riso, que acrescentou ao balanço narrativa dá a história de uma fluidez e taxa inédita "From desde Ferdinand Piquito se enfurece, mas está intimamente ligada à sua oposição à ingenuidade de um protagonista de Walser. Squalor e criatividade, incapacidade de criança, de qualquer maneira. Bico, penso eu, é tão atual que pode levar o controle remoto ", diz ele. Ele acrescenta: "Meus personagens lutam contra a realidade, o que quer que a realidade. Cada novela foi se aproximando de mim a vulgaridade do presente, sem, espero, fazer o texto em si essa vulgaridade. Se Duhalde tinha aparecido em meu primeiro romance, suponho que teria manchado mas agora eu trazê-lo ao texto e que o coloca com um guindaste e separado de seu habitat. "Ferreya é que, no nosso país, é um dos poucos que são incentivados a redefinir o "realismo", um termo que deve ser reconhecida a muitas vezes tem uma conotação negativa quase reflexão como áspero, sem imaginação, a priori, da realidade. Mas a prosa de Ferreyra passa o teste para incorporar Adrian Suar Duhalde, por meio Kosteki e Santillan e do corralito, o diálogo mais trivial caseiro; incluindo o que é chamado de "gordo", que pode soar maneiras ou estereotipados, e fazer que com que a literatura.

Enquanto o futuro do Piquito Piquetera tende para a militância, família de classe média orbita o buraco acabado de sair Dr. Cianquaglini após sua morte. Uma terceira pessoa, que é muito próximo ao que Ferreyra chamados de "meus velhos vícios", conta os dias de mulheres e os três filhos do médico assassinado, a investigação policial, combinando algumas reviravoltas inesperadas reações esperado para um Ela provoca a morte dentro de uma família. Longe de tudo drama, longe do discurso da mídia (que constroem suas próprias histórias de morte "engenheiro" ou "arquiteto", como vítimas de "insegurança"), Ferreyra não vai escapar do pacote, processos tipos sociais e consegue desligá-los. Até pelo diálogos hilariantes e algumas situações, volta a mostrar o sorriso leitor. E é que o VA Ferreyra, especialmente cada vez lançado após a morte de seu pai. "Toda morte é desejado, é também uma libertação pessoal, familiar, social ... Mais intelectuais, também me interessa, eu estou interessado comum. Eu nunca vê-los como tipos sociais que tendem a entrar em subjetividade. I evitar estereótipos, porque eles só vêm em cima de mim, como acontece com qualquer um, a degluto e afundar-me até que desapareçam como estereótipos. Ele não leva muito algumas vezes para alterar a vista. Ele tem construído ao longo dos anos para ser um profundo dentro de mim que não pode digerir o que é dado e joga as coisas para que eles não são facilmente reconhecíveis. " 

fonte de origem:
https://inrockslibros.wordpress.com/2010/01/18/gustavo-ferreyra-piquito-de-oro/