terça-feira, 16 de março de 2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Milka Minkova:

 


SER EU!!!

Seja minha primavera,

que minha alma floresça,

para soprar o cheiro

Do lilás,

Para derramar o sorriso

No meu rosto.

Seja minha rosa do paraíso

jardim,

para segurá-la em minhas mãos,

e toque com meus lábios

Para ser adoçado pelo orvalho da manhã

Seja meu pássaro, codorniz

para ouvir a música do seu,

A voz gentil que coração

isso me abala,

e a alma cheira

Seja minha relva, como meus olhos

Seus verdes,

para deitar nela,

para ouvir seu riso frágil,

Para me trazer o cheiro

Do lilás,

A música do pássaro

codorniz,

o cheiro da rosa,

Campo com orvalho matinal..

Seja minha primavera.

Meu jardim do paraíso

para desfrutar do calor do seu corpo,

fonte de beleza..

Seja minha primavera..!!!

Milka Minkova

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Cristina Souza Poetisa:

 


O amor...

O amor é a ternura sublime

Que aos dias ilumina

É o bem que a alma exprime

É a centelha divina

É a flor que sobrevive ao deserto

Que ao mundo inteiro perfuma

É a certeza do abrigo neste mundo incerto

É o tudo que se dá sem cobrança nenhuma

É o abraço que vence a distância

Que em prece ou em pensamento...nos alcança

É a constância que vence nossa inconstância

O laço sublime que tão alto nos lança

É o ósculo que une nossa efemeridade

Ao que existe de mais eterno e pleno

E que beijando a eternidade

Gera completude em nosso ser...tão pequeno

O amor é a gota que pende do coração de Deus

É a prece que abraça o ser tão amado

Que não cobra nada aos eleitos seus

Amor é traço eterno...selo sagrado!

Ele preenche os espaços com seu elo forte

Nem o tempo o pode esgotar

Ele é a fagulha que vence a morte

A chave do céu... O amor é lugar...

Eterno e humilde ... Ele tudo crê

Vestido de luz... calçado de fé

O amor vai além do que se pode ver

Ele alcança infinitos ... porque ele é...

Cristina Souza Poetisa

15 de março de 2021

Quarta na Usina: poetisas da Rede: Ignez Freitas:

 


ABMLP

Minhas folhas

.

No outono minhas folhas,

ficaram amarelecidas,

caíram sobre as calçadas,

e alí ficaram sem vida!

Silêncio se fez na alma,

vendo o novo alvorecer,

lembrei-me os belos sonhos,

que povoavam meu ser.

Seja breve ó primavera,

não sei se voltarei a ver,

as  flores e as borboletas,

que enfeitavam meu viver.

Ignez Freitas.

Todos os direitos preservados pela lei federal e direitos autorais.

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Katica Zmijarevic:

 


Um abraço de silêncio

Me chamaram noites por uma amiga, uma noite chorei enquanto eu nasci, um mês mudou de cor, ela me disse antes do adeus. Não é um adeus para as lágrimas, é um sorriso doce quando vi a luz, eles pensam

Eu estava feliz.

Ela ainda não tinha nome, costuraram a capa de chuva dela, para que as lágrimas não parassem, deram-lhe uma injeção contra o tétano que ela era

doente, ela não gostava que ninguém a chorasse, ela adorava lágrimas.

Eles eram amigos dela na noite, eram tudo para ela, e foi assim que a minha felicidade recebeu o nome.

Ela lembra-se bem disso, e corre as bolhas sangrentas para o óleo, e ainda está com fome.

Eles dão-lhe ossos como um cão, de uma vadia

ruas sem números.

O batismo é do fluxo de despertar, como o diabo do incenso.

Eles fazem o esforço dela para se esticar como uma borracha mastigatória e assim até ao infinito.

Até ela cair a cortina no palco,

e acompanhei as velhas manhãs no nascimento com um sorriso

Em um dia jovem.

No Copyright respeitado

Katica Zmijarevic

10.02.2021.

CROÁCIA

Quarta na usina: Poetisas da Rede: Zainul Husain:

 


A MYSTIC DOVE

*****************

An innocent dove

From a mystic world

Comes to perch

Day after day

On the solitary terrace

Of my heart's dismay.

I ask her only one question

"Why do you visit so often

The terrace of my torn heart ?"

She smiles, she replies

I am compelled to return from my abode of seven skies

Hearing the mesmerizing notes of a poet's magical art.

Then I beseech the dove

To rise me to her heaven above

From all the bogs

Of earthly insanity

To her realm of

Blissful divinity

© Zainul Husain

   India

   16.03.2021

Uma pomba mística

*****************

Uma pomba inocente

De um mundo místico

Vem para o poleiro

Dia após dia

No terraço solitário

Do desânimo do meu coração.

Só lhe faço uma pergunta

′′ Porque é que visitas tantas vezes

O terraço do meu coração rasgado?"

Ela sorri, ela responde

Sou obrigado a voltar da minha morada de sete céus

Ouvindo as notas hipnotizantes da arte mágica de um poeta.

Então eu suplico a pomba

Para me elevar ao céu dela acima

De todos os pães

De insanidade terrena

Para o reino dela

Divindade abençoada

© Zainul Husain

Índia, Índia.

   16.03.2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Mariajb Brito:

 


PAGO PRA VÊ! Poema de Maria José de Brito - Surubim-PE)

Pago pra vê!

Você me esquecer!...

Pago pra vê !

Você, não mais me querer!...

Pago pra vê!

Você, não sentir saudades de mim!...

Pago pra vê!

Você sufocar esta saudade!...

Pago pra vê!

Você, não buscar a minha presença!...

Pago pra vê!

Você, não sentir a minha ausência!...

Pago pra vê!

Você, me retirar dos seus pensamentos!...

Pago pra vê!

Você esquecer dos nossos momentos!...

Pago pra vê!

Você deixar de me amar!...

Pago pra vê!

Você me arrancar do seu coração!!!

Pago pra  vê!

                  Pago pra vê!...

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Valdice Santana:

 


CHEGASTE

A tua chegada foi tão inesperada

Que quando notei ja estava encantada

Teu jeito de ser, tua forma de tocar

Tuas palavras que do nada vem alegrar

E teus gestos, quanta  grandeza

E em Ti a mais preciosa riqueza

Tudo acontece  no tempo  certo

E mesmo longe... sempre estás perto.

Será que realmente cheguei tarde?

Se teu coração para o meu faz alarde

Como explicar tamanho carinho?

E as flores que brotaram no caminho

Como ter todas as explicações?

Se dia a dia navego num mar de emoções

Tua presença estâ em cada canção

É Tu em cada batida do meu coração.

Trazes a alegria, e tudo vira poesia

Tudo tem rima, tudo é sol... anima

Teu carinho é suave como a brisa

Que chega e a saudade ameniza

A poesia me envolve em doce magia

Divago e chego a ti... que alegria

Quimera, sonho ou doce ilusão

Certeza.... é tua presença em meu coração.

                      Valdice Santana.

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Svetlana Petrina:

 


Ombro a ombro, alma a alma.

E o mundo congelou em um único gesto

Como é bom quando estamos juntos.

Todos os pensamentos vagam em negligee.

Se você sair, uma parte de mim também sairá.

Não, eu não vou morrer. Eu vou sobreviver.

Esqueça, talvez em setembro,

Vivenciando o dia em dias.

Tudo é diferente e a noite está vazia.

O sorriso se tornou como água

Aquele que é puro e profundo.

E salta para lá da ponte.

Eu direi: ′′ Eu não preciso de ninguém."

E vou costurar um saco para solidão,

Vagueia pelo mundo para ela, para ele...

E deveria ser um casaco de primavera.

E o nome... Qual é o teu e aquilo.

Svetlana Petrina

Svetlana Svetlana

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Denize Azevedo:



Diaba Devassa
 
___Agora você diz que sou sua diaba devassa, 
E eu confirmo que sou... Pra você me entrego sem culpa 
Me deixa louca quando diz que sou sua p... 
Da porta pra fora sou sua mulher Aquela recatada de fé, 
 Da porta pra dentro sou uma diaba intensa, Te faço perder o rumo 
E nem mais saber o que pensa... Não aceita me perder, 
 Porque sabe do que sou capaz de fazer entre quatro paredes 
 Te deixo extasiado de prazer... A química que rola entre nós é difícil de calcular, 
A fórmula tem quatro itens São eles a mistura de amor, paixão, desejo e muito tesão... 
Diz que desse jeito vou te matar, Jamais! Meu desejo é eternamente te amar, 
Só quero seu coração Seu corpo e sua alma roubar... 

Denize Azevedo🌹

domingo, 14 de março de 2021

D'Araújo: "INSÔNIAS"

 


Donzelas Formosas

A morte é serena e calma.

Ela se veste de donzela formosa

nas noites frias da alma,......

Poema na integra no livro:

"INSÔNIAS"

Crônicas de Segunda Na Usina: Alessandro Buzo: Direto do isolamento social:

.A imagem pode conter: 2 pessoas, incluindo Alessandro Buzo, texto e close-up


Crônica do dia #FiqueemCasa 22/5
> Devido a produção das Lives, tenho falado com muitas pessoas e percebo que cada uma está sentindo a quarentena de um jeito, pra alguns está suave, indo, levando, já outros está bem mais pesado, bate um certo desespero, incerteza e depressão, leve ou não.
Nunca iremos esquecer do primeiro semestre de 2020, onde o mundo mudou e sequelas vão ficar, duvido que depois disso não seguiremos lavando as mãos com frequência, evitando contatos desnecessários, sendo mais comedido.
No momento que ainda estamos no olho do furacão a meta é "sobreviver", evitar de ser infectado pelo Covid19 e quem pega o vírus, sobreviver a ele.
O segundo momento vai ser quando os números caírem e a vida voltar a normalidade, superar os problemas financeiros, esse também cada um sentiu de um jeito, uns tinham uma reserva e passou, quem paga aluguel de casa, foi pesado isso, já outros se endividaram com empréstimos, alguns só deixaram as contas "possíveis" sem pagar. Cada caso é um caso, o pobre e classe média baixo foi quem mais sofreu, porque já sofria antes e só apertou mais ainda.
Já o rico, esse sentiu a quarentena, mas com sucrilhos no prato, sem passar nenhum perrengue, pra esses o isolamento é mais de boa, sentem a privação de liberdade, o não poder viajar, o não ir nos restaurantes que frequenta, shoppings e por ai vai, mas com toda estrutura pra ficar de boa, em casa. Alguns quase que um hotel, ou um clube.
Enquanto isso na favela, 7, 8 pessoas amontoado em casa, de 1, 2, 3 cômodos no máximo, 1 só banheiro, as vezes falta água, dependendo da comunidade, operações policiais em plena Pandemia. Bem vindo ao Brasil da maioria dos brasileiros.
Eu vivo no meio termo, moro bem, a quase 6 anos vim morar no litoral norte de SP, São Sebastião-SP, a 600 metros de uma praia maravilhosa, não fiquei rico, longe disso. Mas na minha melhor fase na TV, compre uma casa própria, aqui.
Vim pro litoral norte pela "qualidade de vida" e na quarentena da Pandemia, agradeço a Deus todo dia, porque aqui, ao lado da natureza, com quintal grande, nem é tão massante ficar em casa, campinho de fut-tênis. Sou um privilegiado sim, apesar dos perrengue financeiro, não estava com uma reserva pra tanto tempo sem contratações artísticas (palestras, saraus, exibição dos meus filmes), que é meu ganha pão. O que salvou foi vender livros, não oferecia meu acervo antes nas redes sociais, passei a oferecer com frequência, meus livros e de outros autores e as vendas apesar de não ser suficiente pra pagar todas contas, salvou o básico.
A programação do meu dia é.... ver alguns episódios da série Merli na Netflix, tô na terceira e última temporada, é legendado do espanhol, gravado em Barcelona.
Preciso produzir as Lives Buzo Convida da semana que vem e providenciar a arte dos cartazes.
Ajudar nas tarefas da casa, moro com esposa e filho e aqui todos põe a mão na massa.
E às 18h30 entrevisto no Instagram @Alessandrobuzo , o desenhista e jornalista Alexandre de Maio do Catraca Livre.
Graças a Deus e minha família, tô bem, levando sem grandes pesos o isolamento social. De vez em quando a gente vai bater esse papo aqui, pra uns textão, pra outros uma troca de ideia.
Desejo a todos saúde e paz.
Alessandro Buzo
escritor e cineasta

E vcs amigos (as), como está o seu isolamento social, diz ai nos comentários se quiser participar do debate.

Agenda Buzo, sempre atualizada.
www.agendabuzo.blogspot.com

sábado, 13 de março de 2021

Domingo na Usina: Biografias: Rodrigo Otávio Filho:


 
Rodrigo Otávio Filho (Rodrigo Otávio de Langgaard Meneses Filho) advogado, poeta, crítico literário, ensaísta e orador, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 8 de dezembro de 1892, e faleceu na mesma cidade em 20 de abril de 1969. Presidiu a Academia Brasileira de Letras em 1956 e 1957. Presidiu a Academia Brasileira de Letras em 1955.
Era filho do Dr. Rodrigo Octavio de Laggaard Meneses, um dos fundadores da Academia, e de D. Maria Rita Pederneiras de Langgaard Meneses. Fez o curso secundário no Ginásio Nacional, hoje Colégio Pedro II, e no Colégio Alfredo Gomes, recebendo o grau de bacharel em Ciências e Letras em 1909. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1914, pela Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, e dedicou-se à advocacia.
Fundou, com seu pai, a Revista Jurídica, órgão que teve grande prestígio na vida jurídica do país e da qual foi redator-secretário. Participou ativamente da vida intelectual e literária do Rio de Janeiro, graças a uma inteligência privilegiada e sua irradiante personalidade humana. Integrou-se, no período inicial do século XX, na linha do Penumbrismo, herdeiro do Simbolismo, de que foi o cronista. Estreou na literatura em 1922, publicando o livro de poemas Alameda noturna. Assinava-se Otávio Filho. Amigo de Álvaro Moreira, fez parte do grupo de colaboradores da revista Fon-Fon. Colaborou em vários jornais, entre os quais o Correio da Manhã.
Foi membro da Comissão Legislativa do Governo Provisório. Fez parte do Conselho Superior do Instituto dos Advogados Brasileiros e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Foi um dos delegados brasileiros nos plenários do Conselho Interamericano das Câmaras de Comércio e Produção, realizados em Chicago (1948) e Santos (1950).
Foi orador oficial do Clube dos Advogados. Fundador e presidente da Sociedade Felipe d’Oliveira. Organizou e foi o secretário-geral do Congresso Brasileiro de Língua Vernácula, comemorativo do centenário de Rui Barbosa e promovido pela Academia Brasileira de Letras, em 1949. Foi um dos fundadores do PEN Clube do Brasil, do qual foi secretário-geral, vice-presidente e fez parte do seu Conselho da Presidência.
Na Academia Brasileira de Letras, foi segundo-secretário em 1945; primeiro-secretário em 1946 e 1950; secretário-geral em 1953 e 1954 e presidente em 1955.
Era membro efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros; da Sociedade Brasileira de Geografia; da Sociedade Brasileira de Direito Internacional; da Sociedade Capistrano de Abreu; sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Nacional de História da Argentina.
Segundo ocupante da cadeira 35, foi eleito em 10 de agosto de 1944, na sucessão de Rodrigo Otávio, seu pai, e recebido pelo acadêmico Pedro Calmon em 19 de junho de 1945. Recebeu os acadêmicos Ivan Lins e Aurélio Buarque de Holanda.
fonte de origem:

Domingo na Usina: Biografias: Rodrigo Octavio:

 


Rodrigo Octavio (Rodrigo Octavio de Langgaard Meneses), advogado, professor, magistrado, contista, cronista, poeta e memorialista, nasceu em Campinas, SP, em 11 de outubro de 1866, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28 de fevereiro de 1944. Participou, desde o início, do grupo de escritores que fundaram a Academia. É o fundador da cadeira n. 35, que tem como patrono Tavares Bastos. Na sessão inaugural da Academia, em 20 de julho de 1897, como primeiro-secretário, leu a “Memória histórica dos atos preparatórios”.
Foram seus pais o dr. Rodrigo Otávio de Oliveira Meneses, advogado e homem público filiado ao Partido Liberal, e d. Luísa Langgaard, filha do médico dinamarquês dr. Theodoro Langgaard, estabelecido no Brasil. Aos cinco anos veio, com sua família, para o Rio de Janeiro. Fez seus estudos de Direito na Faculdade de São Paulo, onde se formou aos 20 anos, em 1886. Iniciou a vida pública na magistratura, tendo sido nomeado, em 1894, secretário da Presidência da República no governo de Prudente de Morais (1894-1896). Posteriormente, exerceu a advocacia até 1929, data em que foi nomeado, pelo presidente Washington Luís, ministro do Supremo Tribunal Federal, cargo em que se aposentou em 1934.
Foi, desde 1896, professor da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade do Brasil. Fez conferências nas universidades de Paris, Roma, Varsóvia e Montevidéu, e um curso sobre os selvagens americanos perante o Direito, na Academia de Direito Internacional de Haia. Doutor Honoris Causa das universidades do México, La Plata, Buenos Aires, Lima, Arequipa e Havana.
Foi consultor-geral da República (1911-1929); delegado plenipotenciário do Brasil em diversas conferências Internacionais, como as de Haia, para o Direito relativo à Letra de Câmbio (1910 e 1912); de Bruxelas, para o Direito Marítimo (1909, 1910 e 1912); a Conferência Científica Pan-Americana de Washington (1916); da Paz, de Paris (1919), tendo assinado o Tratado de Versalhes; foi vice-presidente na I Assembléia da Liga das Nações (1920); membro da Comissão Internacional de Jurisconsultos Americanos, reunida no Rio de Janeiro (1927); presidente da Seção de Direito Internacional Privado; membro da Comissão Permanente para a Codificação do Direito Internacional e da Comissão Brasileira de Cooperação Intelectual.
Foi subsecretário de Estado das Relações Exteriores no governo Epitácio Pessoa (1920-1921).
Por diversas vezes foi presidente do Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros; presidente da Sociedade Brasileira de Direito Internacional; membro honorário e vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Na Academia Brasileira, além de primeiro-secretário (1897-1908), foi secretário-geral (1915-1924) e presidente (1927). Fez parte da Comissão de Bibliografia (1909-1910); da Comissão de Redação da Revista (1911-1912 e 1915-1916) e da Comissão de Publicações (1919).
Nos anos iniciais, as sessões ordinárias da Academia se realizavam no escritório de advocacia de Rodrigo Otávio, à rua da Quitanda 47.
Em 13 de novembro de 1905 Rodrigo Otávio propôs a criação da Biblioteca que hoje tem o nome de Biblioteca Acadêmica Lúcio de Mendonça.
Recebeu o acadêmico Alcides Maia.
fonte de origem:

Domingo na Usina: Biografias: Tavares Bastos:

 


Tavares Bastos (Aureliano Cândido Tavares Bastos), advogado, jornalista, político e publicista, nasceu na Cidade das Alagoas, hoje Marechal Deodoro, AL, em 20 de abril de 1839, e faleceu em Nice, França, em 3 de dezembro de 1875. É o patrono da cadeira nº 35, por escolha do fundador Rodrigo Otávio.
Era filho do bacharel José Tavares Bastos e de Rosa Cândida de Araújo. Fez os primeiros estudos com o pai, latinista e professor de filosofia, e concluiu os preparatórios em Olinda. Matriculou-se na Academia de Direito, em 1854, ano em que a antiga Faculdade de Olinda se transferiu para o Recife. No ano seguinte, acompanhou o pai, que fora nomeado presidente da província de São Paulo, e matriculou-se na Faculdade de Direito. Ali já se encontravam Lafayette Rodrigues Pereira, Silveira Martins, Paulino de Sousa, Ferreira Viana, Afonso Celso (pai), chegando, pouco depois, Tomás Coelho, Macedo Soares, Pedro Luís, entre outros. Ali participa ativamente das sociedades acadêmicas e colabora em revistas literárias e filosóficas, fazendo de Hegel o seu pensador predileto em matéria de estética. Recebeu o grau de Doutor em Direito em 1859; logo depois passou a residir no Rio de Janeiro, onde foi nomeado oficial de secretaria da Marinha, sendo exonerado do cargo em 1861, em represália contra o discurso que proferiu sobre os negócios da Marinha. Foi eleito deputado geral por Alagoas em três legislaturas, 1861-1863, 1864-1866 e 1867-1870, sendo, na primeira vez, aos 22 anos de idade, o mais jovem deputado no Parlamento, eleito juntamente com José de Alencar, João Alfredo, José Bonifácio, o Moço, entre outros.
A imprensa e a tribuna parlamentar eram o veículo ideal para a defesa das suas idéias. Ainda em 1861 publicou o panfleto Os males do presente e as esperanças do futuro, com o pseudônimo de “Um Excêntrico”. Sua carreira política foi marcada pela preocupação com as questões sociais e econômicas do seu tempo, sobretudo a escravidão, a imigração, a livre navegação do Amazonas, a educação, a questão religiosa. Tratava desses problemas nas “Cartas” que passou a publicar, sob o pseudônimo de “O Solitário”, no Correio Mercantil, de Francisco Otaviano, reunindo-as nas Cartas do Solitário, publicadas em 1862.
Em 1864, participou da Missão Saraiva ao Rio da Prata, como secretário, o que deu motivo a grandes polêmicas na Câmara. Depois partiu para o Amazonas, em viagem de estudos e observações, de que resultou o seu livro O vale do Amazonas, publicado em 1866. No Parlamento, predominavam as discussões relativas à liberdade religiosa e à separação entre a Igreja e o Estado, à imigração e à reforma eleitoral e parlamentar. A ele é atribuído o panfleto Exposição dos verdadeiros motivos sobre que se baseia a liberdade religiosa e a separação entre a Igreja e o Estado, que apareceu em 1866, sob o pseudônimo de Melásporo. Em 1867, Tavares Bastos publica Reflexões sobre a imigração, faz oposição ao Gabinete Zacarias, deixando de ser deputado ao dissolver-se a Câmara em 18 de julho de 1868. Passa a dirigir o Diário do Povo, com Lafayette Rodrigues Pereira, e colabora com o jornal A Reforma, do recém-fundado Clube da Reforma (1869). Em 1870, publica A Província, o seu livro mais importante e conhecido. É neste livro que ele se dedica a uma das suas ideias fundamentais: a da descentralização ou da federalização do Brasil, dando certa autonomia às províncias e acabando com o centralismo unitarista imperial, que as sufocava e lhes negava praticamente qualquer iniciativa.
Desinteressando-se de se candidatar mais uma vez, faz como escritor e jornalista a campanha pela reforma eleitoral. Em 1874, faz uma segunda e última viagem à Europa, com a esposa e a filha. Acometido de pneumonia, faleceu em 3 de dezembro de 1875, em Nice, no sul da França. Em 30 de abril de 1876, seu corpo chega ao Rio de Janeiro, a bordo do navio francês Henri IV, sendo então realizado seu enterro no Cemitério São João Batista.

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