quinta-feira, 10 de junho de 2021

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Lucio M. Varanda:

 


" ANDARILHO DO TEMPO "

Aut: Lucio M. Varanda

Aqui estou

Andarilho do tempo

Refletindo sobre a caminhada

Já avistando a estrada

Que me leva de volta pra casa.

Na bagagem,

Alguns aprendizados

Algumas contas pagas,

Outras por saldar

Dívidas passadas.

A minha espera

Velhos amigos

Companheiros de jornadas.

Um despertar novo

O abrir-se para o entendimento

Beber na fonte cristalina...Conhecimento.

Assim sou

entre idas e vindas...Eternidade

Espírito aprendiz

A caminho da luz.

Sexta na Usina: Poeta da Rede: Gonzalez Jr:

 


"Sonhei"

Sonhei com tua essência.

Sonhei com teu brilho.

Sonhei com teu sorriso.

Sonhei com teu amor.

Sonhei com teu beijo.

Sonhei com teu prazer.

Sonhei e vou continuar sonhando com você!

Direitos autorais reservados ao autor:

José Antônio Gonzalez De Oliveira Junior

05/04/2020

Poeta Gonzalez Jr

Direitos reservados a Lei - 9.610/98

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Du šan Kova čevi ć Batulja:

 


- Du šan Kova čevi ć Batulja -

Sérvia. 🌹🇷🇸 🌹🇷🇸

- A POMBA -

Eu costumava ser o teu pombo branco,

Alegria, felicidade da vida desejada.

Você é minha pomba branca.

Eles fizeram um ninho como qualquer pássaro.

Como é lindo no amanhecer cedo.

Enquanto o pombo guarda na janela,

o sol nasce lentamente, amarelo,

a beleza que todo mundo quer.

Eu acordo tranquilo ao teu lado,

por um novo dia de felicidade eu desejo,

Olhando para você, linda e sonhadora,

guardando essa memória dentro de mim.

Os dias daquela felicidade foram lindos,

bons sonhos são os que os capturámos,

as noites e amanhecer de setembro são lindas,

Aqueles seios eram lindos.

Você era minha pomba,

Este pássaro branco, pequeno, lindo,

Eu era, o tal, o pombo branco,

Quem ainda te quer?

Você partiu um dia,

Fugiu como um pássaro,

Ainda me pergunto hoje,

Onde está minha pomba?

O desejo existe, ainda está dentro de mim.

o coração espera por esta linda mulher,

Uma manhã no amanhecer cedo,

Eu quero que eles entrem na janela.

- Du šan Kova čevi ć Batulja -

Sérvia. 🇷🇸 🇷🇸

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Ricardo Melo:



 Solidão...!?

Teatro sólido e flácido.

Momentos de solidão.

Alguém aí ?

Não !

Só pode ser brincadeira.

Alguém aí ?

Oh! Solidão.

Acho que está faltando alguém aqui.....

Difícil é gritar ,

Sentado , fácil é compor.

Amar o invisível , Sim ou talvez não..

Plausível é esse frio que causa calor,

Ou ao contrário disso.

Calor que causa frio nessa luz e escuridão.

Da tal farta e escassa,

Solidão.....

Autor :Ricardo Melo.

O Poeta que Voa

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Elías Franklin Leiva Castañeda:


 

AMOR

Ven amor a mis brazos

aquí están tus besos,

callados, tristes, lejanos,

como un niño despiadado.

Ven pronto te pido

quiero tu cariño,

que se pierde en el río

se nubla en el horizonte.

Ven por favor vida

sé que también me amas

ambos somos fuego

como un volcán en erupción.

Ven pronto cariño

yo soy tu destino final

somos amantes fieros

desde años pretéritos.

Quiero sentir tu calor,

tu pétalos besar,

tus luceros mirar

tus pupilas admirar.

Quiero amarte mucho

recordemos el camino

lleno de flores y ríos limpios

seremos felices como ayer.

Déjate amar por un día,

ese será mi eternidad,

un consuelo, una ilusión,

que siento en mi corazón.

Cantaremos esa canción

que se pierde en el arco iris

reiremos con las gaviotas

nos amaremos como nunca.

Elías Franklin Leiva Castañeda

Derechos reservados del Autor

Perú

Esses 

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Benedito Junior:

 


Por Um Novo Nascimento!

A vida celebra o dom exclusivo 

Presente seleto de porte vital

Enredo distinto por excelência

Fonte bendita com seu cabedal

O Norte reserva o brilho fecundo

Entrega perene a cada manhã

Eterna procura sob o tormento

Vida fugaz em "razão" temporã

O sol ilumina o franco desterro

Caminho diverso à luz medular

Babel do Planeta como premissa

Fronteira distante sem alcançar... 

O tempo celebra o claro ditame

A nobre virtude recobra o dever

Quimera cativa pelo horizonte 

Um novo conceito para nascer

bjr

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Ademar Augusto Dos Santos:

 


Alvorecer da Poesia.

Postagem Semanal.

Referente ao Mês de Junho de 2021.

Data:08/06/2021.

À Convite De: Francisca Castro.

2ª. Postagem.

Autor: Ademar Augusto Dos Santos.

Olhar de menina, corpo de mulher

Você é muito sexy, muito linda e sensual,

Sua pele é de maçã, e o seu beijo sem igual.

Você é insinuante, provocante e atraente,

Faz o que te dá na telha, fala o que te vem na mente.

Você até inclusive, faz tudo o que quer de mim,

Eu em nada me oponho, na verdade gosto assim.

Você é mesmo única, pois sabe e faz tudo o que quer,

Pois ainda sendo jovem tem, olhar de menina, corpo de mulher.

Autor: Ademar Augusto Dos Santos. 

Sexta na Usina: Poetas da Rede: gustavo drummond:

 


SENTIR-SE

Por omissão,

negligência,

desdém,

ignoro o avesso,

de frente

para o espelho,

vejo o profundo,

o brincar do mundo.

Surge  a força,

diante da forca

da inquisição.

Fé com inconsciência,

Crença em xeque,

amo onde há vida,

habito onde mora o amor.

Teor com conteúdo,

Sobretudo, delicadamente

o que emerge da alma,

epicentro da mente;

Sou cego, cético, mudo.

(gustavo  drummond)

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Francisco De Almeida:

 


Desejo

Teus olhos

Me olham

Delicadamente

Teus beijos

Eu abandono

Sinto tuas mãos

Macias tocar suavemente

Enquanto me perco

No teu corpo

Ao tentar alcançar

O desejo

Vivemos

Nosso amor

Nossos delírios

Sentimos

Prazer

Sedução

Enquanto esquecemos

O mundo lá fora

Tua energia

Tuas loucuras

Tuas caricias

Teus delírios

Tuas palavras doces

Nos aconchega

Nossos corpos

Eles estão prontos pró

Desejo e prazer

Francisco De Almeida

08 / 06 / 2021

( Direitos reservados do autor  )

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:

 


Sabor

Inebriado com o sabor da tua dourada pele,
Fico a imaginar como seria,
o não querer,
O não ter,
o não poder....

Poema na integra no Livro:
"Entre Lírios e Promessas"

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:

 


Contexto

Como pode no mesmo peito, conviver com tanta complacência.
O amor, a alegria, a saudade, a tristeza e o medo, tudo no mesmo contexto.

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:




Calvário

Incontrolável aço,
Calafrio.
O vazio do depois,
A eterna lamina, do viver, sob o calvário do medo....

Poema na integra no Livro:
"Entre Lírios e Promessas"

Poesia de Quinta na Usina: Florbela Espanca:



 AMAR!

 

Eu quero amar, amar perdidamente!


Amar só por amar: aqui...além...

Mais este e aquele, o outro e toda a gente.... Amar!Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!... Prender ou desprender? É mal? É bem? Quem disser que se pode amar alguém Durante a vida inteira é porque mente!

 

Há uma primavera em cada vida: É preciso cantá-la assim florida,

Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar.

 

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada Que seja a minha noite uma alvorada, Que me saiba perder... pra me encontrar...

Poesia de Quinta na Usina: Florbela Espanca:




ALVORECER

 

A noite empalidece.Alvorecer... Ouve-se mais o gargalhar da fonte... Sobre a cidade muda, o horizonte

É uma orquídea estranha a florescer.

 

Há andorinhas prontas a dizer

A missa d´alva, mal o sol desponte. Gritos de galos soam monte em monte Numa intensa alegria de viver.

 

Passos ao longe...um vulto que se esvai... Em cada sombra Colombina trai...

Anda o silêncio em volta a q´rer falar...

 

E o luar que desmaia, macerado, Lembra, pálido, tonto, esfarrapado, Um Pierrot, todo branco, a soluçar...

Poesia de Quinta na Usina: Florbela Espanca:

 


SER POETA

 

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Aquém e de Além Dor! É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de infinito!

Por elmo, as manhãs de ouro e de cetim... É condensar o mundo num só grito!

 

E é amar-te, assim, perdidamente...

É seres alma e sangue e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente!

Poesia de Quinta na Usina: Luís de Camões:

 



063

Sentindo se tomada a bela esposa de Céfalo, no crime consentido, 
para os montes fugia do marido;
e não sei se de astuta, ou vergonhosa.
Porque ele, enfim, sofrendo a dor ciosa, de amor cego e forçoso compelido, 
após ela se vai como perdido,
já perdoando a culpa criminosa.
Deita se aos pés da Ninfa endurecida, que do cioso engano está agravada; 
já lhe pede perdão, já pede a vida.
Ó força de afeição desatinada! Que da culpa contra ele cometida, 
perdão pedia à parte que é culpada!

Poesia de Quinta na Usina: Luís de Camões:

 


034

Se pena por amar vos se merece, quem dela livre está? 
Ou quem isento? Que alma, que razão, qu'entendimento,
em ver vos se não rende e obedece?
Que mor glória na vida s'oferece que ocupar se em vós o pensamento? 
Toda a pena cruel, todo o tormento em ver vos se não sente, mas esquece.
Mas se merece pena quem amando contino vos está, se vos ofende,
o mundo matareis, que todo é vosso.
Em mim podeis, Senhora, ir começando, que claro se conhece e bem se entende 
amar vos quanto devo e quanto posso.

Poesia de Quinta na Usina: Luís de Camões:

 


053

 

Se tanta pena tenho merecida em pago de sofrer tantas durezas,

provai, Senhora, em mim vossas cruezas, que aqui tendes ua alma oferecida.

 

Nela experimental, se sois servida, desprezos, disfavores e asperezas; que mores sofrimentos e firmezas sustentarei na guerra desta vida.

 

Mas contra vossos olhos quais serão? Forçado é que tudo se lhe renda; mas porei por escudo o coração.

 

Porque em tão dura e áspera contenda, é bem que, pois não acho defensão, com me meter nas lanças me defenda.

 

 

terça-feira, 8 de junho de 2021

Quarta na Usina: Poetisas da Rede: Ana Mercedes Curra:

 


Meu silêncio

Meu silêncio foi sem fim

Foi tormento

Que lamento

Com ele consegui olhar

Bem dentro de mim

Do meu ego que domina

Força mística

Que inspira

A minh' alma Cristalina

Faz vibrar

E novamente

Meu ser se ilumina

E desbloqueia o meu silêncio

Não vacila para o tempo

Explode coração

O seu lamento

Que sofrimento

Não chores

Porque naquele momento

Meu silêncio

Não foi em vão.

Ana Mercedes Curra