quinta-feira, 15 de abril de 2021

Sexta na Usina: Poetas da Rede: José Alberto Sá:

 


Queria ser... Se...

Queria ser o trovador de um novo sentimento

Queria ser a canção de um novo amor

Fazer nascer dentro de mim o rio e o vento

Fazer nascer dentro de mim o sol e a flor

Queria ser...

Queria ser tudo ao alvorecer

Queria ser o tempo

Um tempo onde tudo podia acontecer

Queria ser o teu complemento

Queria ser...

Queria ser as pedras da tua calçada

Queria ser a brisa ou o cantar das aves

Fazer nascer das pedras a minha amada

Fazer-me entrar em ti com as minhas chaves

Queria ser o feiticeiro do carinho

Queria ser o perfume da poesia

Levar-te comigo a conhecer outro caminho

E somente tu seres a minha companhia

Queria ser...

Porque querendo penso conseguir

Porque querendo consigo o céu

Queria ser... Um rosto a sorrir

Queria ser... Se fosse teu

José Alberto Sá

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Gustavo Drummond:

 


AMAMOS ASSIM.

Amar imperfeito,

sabe não ser flor;

atritos, divergências.

ternura, cortesia.

Colaterais efeitos,

Essência  de amor.

Formosa inteligência,

Temos esta primazia.

Beijos versáteis,

Desejos inclementes,

Prazer imensurável.

Dois seres amáveis,

Calmos, indecentes.

Impossível, provável.

(Gustavo Drummond)

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Henrique Inocencio:

 


REENCONTRO

Por um instante me perdi de mim, numa confusão mental me envolvi.

Não sabia nem o que escolhi, muito menos o que decidi.

Andando em voltas, sempre chegando ao mesmo lugar.

Em nada consegui avançar.

Nesta roda viva da vida eu me vi.

Num certo momento eu parei...pensei...repensei...e ainda pensando...que vida louca é essa HP?

O que acontece com você?

Se apruma no seu proceder!

Relaxa ao menos um dia e vá tecer poesia.

E não é que deu certo?

Deixei de ser incerto, trilhei num caminho mais concreto.

Entrei na onda da poesia tipo que discreto....sem saber se era o certo!

Juntei meus retalhos de letras e teci minha poesia.

Foi daí que eu me reencontrei e me amei.

HP

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Denis De Oliveira:

 


....Coração  ligado....

Um doce amor vai se amar,

Emaranhado de assinantes,

Duas respirações ancoradas.

Em uma única alma...

Dois corações ligados,

Apenas a um ritmo.

Eu e Você estamos no mesmo sonho,

Dois em uma só paixão extremamente,

Eu e você apaixonado de coração.

Denis De Oliveira  

Direitos Imagem da internet

Autorais Reservados®

Lei 9.610/98

Sexta na Usina: Poetas da Rede: GELVINS FRANCO:

 


′′ O BRILHO DOS TEUS OLHOS ′′

Contemplando o brilho dos seus olhos

Eu vejo um reflexo de amor verdadeiro

Sinto muito puro e sincero demais.

que me aproximo de você com muita vontade

Você é o favo de mel que me provoca

aquele açúcar que adoça meu café

Você está divina da cabeça aos pés

Você é minha alma gêmea que me toca.

nos seus braços quero me derreter de paixão

Eu sinto desejos que meu coração pulsa

Eu quero ser o creme do seu chocolate

e conseguir saciar está grande tentação

meu amor por você é muito seguro

mais do que antes que chova para cima

era aquele anjo feito à minha medida

maravilhoso, doce, terno e puro.

GELVINS FRANCO

Venezuela 🇻🇪

Copyright. 2021.

Abril de 2021.-

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Francisco Almeida:

 


Beijo

Foi um beijo

Na , tua boca

Quente e úmido

Senti tuas mãos

Quentes me

Apertando

Fortemente

Meus dedos

Procuraram

A tua blusa

Onde teus seios

Firmes , beijo

Beijos

Quentes , úmidos

Prudentes

Ardentes

Delicados

Teus beijos , quentes

Teu corpo é fogo

Tu és o meu pecado

Nos teus , beijos

Quentes e úmidos

Quando te

Beijo

Francisco Almeida

15 / 04 /2021

(  Direitos reservados do autor )

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Agostinho Telles:

 


O melhor de nós!

Completas em mim a madrugada!

Deste tempo que por mim passou...

A teu lado eu estou.

Até quando? Não sei.

Só Deus o saberá!

Mas enquanto contigo estiver

Serás a mais bela das mulheres,

Que o amor me deu.

Serás minha, eu sou teu.

Com momentos de sorrisos nos lábios!..

Aquele teu olhar penetrante,

Que te caracteriza, nos apaixona,

Nos leva ao auge do prazer.

Ainda hoje teus lábios me excitam

Com o teu beijar.

Teu corpo é adrenalina, constante

Que me enlouquece, me fascina

Que me sacia, me deixa nas nuvens.

O que tu pensas, só tu sabes.

Não me dizes...

Ficas calada sorrindo!..

Sorriso esse, que é o prémio,

Desta exuberante história de amor;

Que um dia, começamos,

Fazendo das nossas vidas

Um templo de amor.

Deixando um legado

Para além do nosso tempo,

Que são os nossos filhos...

As flores mais lindas do nosso jardim.

São o melhor de ti, o melhor de mim.

Autor Memórias do Silêncio 15/04/2021

AGOSPERTELLES

Foto Agostinho Telles

Sexta na Usina: Poetas da Rede: Gileno moreno:

 


Não digas que a amas , se não sabes o que é o amor .
Sonhar é fácil . Amar e viver tem que aprender .
Que a presença do ser amado , seja mais que banho de águas quentes ,
que dão prazer . Amor deve ser , luz que tudo clareia , desperta ,
o que há de melhor , nela e em você .

Instagram :

gilenomoreno

Direitos reservados .

Image by internet .

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Poesia de quinta na Usina: D'Araújo:

 


Convicção

Algumas pessoas mentem com tanta convicção
que em determinado momento
até ela mesma acredita ser verdade.

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:

 




Amor eterno amor:

Queria eu que este dia não tivesse fim com
você a cuidar de mim, e tua pele feita seda à deslizar sobre o meu enlouquecer.
A chama eternamente acesa a me incendiar
esta minha vida alheia este teu corpo que me queima esta voz que me faz ferver.
Em ver-te feito canção a flutuar no ar no mar Ou chão,
sob os ventos que me levam a imaginar este seu olhar meigo
e sereno, que me toma feito veneno a percorrer minhas veias,.....

Poema na Integra no Livro:
"Entre Lírios e Promessas"

Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo:

 




Presença

Por entre nuvens e montanhas minha
alma flutua em busca de tua presença.
A noite cai e eu não tenho você para
Aquecer minha alma.
O frio da madrugada gela meu corpo.
O dia nasce e você é só um sonho que
não Termina.
Como posso continuar sonhando se já....

Poema na Integra no Livro:
"Entre Lírios e Promessas"

Poesia de Quinta na Usina: Laurindo Ribeiro:

 


III

 

Morrem as estações, morrem os tempos!

 

Morrem os dias, como as noites morrem:

 

Também acaba o homem —

 

E o Anjo do extermínio, desdenhoso,

 

Encara estultas pompas, que distinguem

 

O servo do senhor, o rei dos povos;

 

E fazendo correr-lhes pelas frontes

 

A rasoura da morte, traça o nível.

 

Que cabe aos homens todos.

 

Tudo no mundo expira:

 

Só sobranceiro à lousa o Gênio altivo

 

Nos vôos acompanha a eternidade!

 

Soberbo em seu poder persegue a morte,

 

E consegue vencê-la,

 

Mil vítimas lhe arranca,

 

E da imortalidade nos altares

 

As mostra coroadas.

 

Em vão do manto esquálido

 

A bárbara sacode o voraz verme

 

No cadáver do sábio;

 

Lá desce o Gênio intrépido,

 

Em vão as frias cinzas lhe arremessa

 

Nos abismos do olvido;

 

E, ao lume da lanterna da memória,

 

Ajunta as cinzas, sopra o fogo santo

 

Da santa poesia,

 

O sábio ressuscita e pasma o mundo!

Poesia de Quinta na Usina: Laurindo Ribeiro:

 




O GÊNIO E A MORTE

II

Que é feito, ó Primavera,
Das frescas odoríferas grinaldas
Que a fronte te adornavam?
Murchas caíram; jazem esmagadas
Aos pés de gelo do caduco inverno!
Os pomos sazonados,
Que pendiam das árvores frondosas,
Orgulho e pompa dos alegres prados,
Ei-los dispersos pelo chão molhado
Do pranto que em tristeza o céu derrama,
Ao ver-lhe a fronte merencória e pálida,
Debruçada do cume das montanhas,
Com lágrimas saudar do sol os raios,
Qual mísero vivente, a quem torturam
As galas da alegria.
Beijada pelos zéfiros — c’roada
De viçosas capelas, — pelos bosques,
Jardins, e prados, e alcantis dos montes,
Eu a vi passear; — vi toda a terra
De flores se cobrir, trajar verduras,
Ao toque de seus passos;
Vi... mas mudou-se da estação ridente
O quadro encantador; — e já bramidos
Dos desatados temporais proclamam —
Que é morta a Primavera.

Poesia de Quinta na Usina: Laurindo Ribeiro:

 




I

Sobre as asas de fogo
Da águia ardente que no espaço voa,
Saudado pelo cântico das aves,
De flores perfumado,
Entre nuvens de púrpura — risonho
Nos céus assoma o dia.
O exército dos astros afugentam
Seus coruscantes raios;
E passeia garboso pelo espaço,
Como triunfador pela campina,
Donde expulsara as hostes inimigas.
Lá no meio da arena do triunfo,
Como um olho de Deus devassa o mundo:
As plantas que a manhã de vida enchera,
Com seu intenso ardor, bárbaro cresta —
Qual jovem indiscreto, em loucos dias
De vulcânica idade,
No coração desseca, mata, extingue
Sentimentos que a infância alimentara...
Da glória ao grau supremo
Subiste, ó rei; humilha-te — vassalo
Também és do Senhor — descer te cumpre.
Ei-lo que abdicou — Já vai tardio
Pela estrada do ocaso, e já tristonha
Lhe escorre pelo rosto a luz enferma!
Sobre leito de chumbo se reclina, —
E, no momento extremo,
Seus olhos chamejantes
Extremo olhar saudoso à terra volvem.
Último arranco!... Cai desfalecido
Nos braços do crepúsculo.
Morreu o dia; — e a noite piedosa
Em seu manto de dó lhe envolve o túmulo.

Poesia de Quinta na Usina: Fagundes Varella:

 


O MESMO

Desde a quadra mais antiga De que rezam pergaminhos, Cantam a mesma cantiga Na floresta os passarinhos.

 

Têm o mesmo aroma as flores,

 

Mesma verdura as campinas,

A brisa os mesmos rumores,

Mesma leveza as neblinas.

 

Tem o sol as mesmas luzes,

 

Tem o mar as mesmas vagas,

O deserto as mesmas urzes,

A mesma dureza as fragas.

 

Os mesmos tolos o mundo,

 

A mulher o mesmo riso,

O sepulcro o mesmo fundo,

Os homens o mesmo siso.

 

E neste insípido giro,

 

Neste vôo sempre a esmo,

Vale a pena, em seu retiro,

Cantar o poeta, mesmo?

Poesia de Quinta na Usina: Fagundes Varela:

 


A UM MONUMENTO

Triste negra vassalagem

Do mais baixo servilismo,

Negreja no espaço a imagem

Consagrada ao despotismo.

 

E em torno dela agrupados,

 

Vergonha de nossa idade!

Estão os vultos sentados

Dos filhos da liberdade!

 

O povo curva-se e passa,

 

Porque não vê a ironia

Que encerra essa brônzea massa

Indigna da luz do dia.

 

Porque nunca leu a história

 

Das turvas eras passadas,

Folhas brilhantes de glória,

Mas de sangue borrifadas.


93

 

 

Porque não conhece o drama

 

Do mártir que ali morrera,

Por zelar a sacra chama

Que a liberdade acendera.

 

Pobre turba! Néscia e fátua,

 

Na sua soberania,

Beija os pés à fria estátua

Que há de esmagá-la algum dia!