Biblioteca
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segunda-feira, 21 de setembro de 2020
Grupos de Literatura da Rede: Bibliotecas Municipais de Oeiras:
domingo, 20 de setembro de 2020
"Segundos de Mim Mesmo" Ano de publicação:2020 Editora: Clube de Autores:
“Minha intenção nunca foi viver pra sempre, mas ser pra sempre em tudo que vivi”
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quinta-feira, 17 de setembro de 2020
Sexta na Usina: Poetas da Rede: Alexsandre Soares de Lima : VONTADE DE FAZER SEMPRE MAIS PELO AMOR:
Esse
teu sorriso me chama
E
eu vejo o amor brilhar
A
minha vida começa a despertar
Sou
a natureza sorridente
Sou
vida alegre como a natureza
Todos
os dias eu te conquisto
Ganhei
você
Ganhei
a vontade!...
Que
eu não desanimo!
Ganhei
esta paz
Esta
vontade de fazer sempre mais pelo amor
Sempre
mais por nós dois
Cada
passo que eu dou
Tudo
o que eu faço
É
pensando em nosso amor
Eu
ganhei a luz
Verdade
Determinação
O
amor é isso,
É
sempre brilhar
Nunca
se acomodar
Eu
estou vivo para o amor
E
viva o amor!
Ganhei
o meu dia
Quando
ganhei o seu olhar
Seu
olhar por mim
Nosso
olhar de luz
Pela
vida de amar.
(
Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima )
Sexta na Usina: Poetas da Rede: Jorge Manuel Ramos:
Não
desisto de mim,
Solto
os meus medos e receios
deixando
tudo o que me faz mal para trás,
Caminho
atordoado pelo fel amargo dos dias
ouvindo
o som do meu coração
escorrendo
palavras pela seiva da vida
entre
os silêncios das melodias da alma
e
o som resplandecente
das
marés e das brisas da serra,
O
mundo em constante mutação
oscila
entre os meus quereres
minhas
negações e minhas ausências,
entre
o que fui e o que sou
entre
todas as falsidades e aparências
entre
as minhas sanidades e demências,
Sorvo
a vida como uma seiva perdida
e
bebo do seu néctar espesso e natural
e
danço na sua corda bamba sem fim,
Mas…
nunca desisto de mim…
____________________________
Jorge
Manuel Ramos - Autor
Escorrendo
Palavras Pela
Seiva
da Vida - Poesias
Set/20
Sexta na Usina: Poetas da Rede: João Vale Lopes: AS ÁRVORES TOCAM AS SUAS SOMBRAS COM PAIXÃO:
As
tuas mãos tocam esplendorosamente a noite.
Abrem
as janelas azuis do meu corpo
E
acordam-me com um coágulo de luz fulminante
E
o corpo dança nos palcos da lua
E
ardem violentos de paixão os nossos beijos.
O
corpo roda sobre a auréola quente do leito,
Vela
a constância sublime da febre que nos abrasa,
Dobra
a pronúncia de prazer num instante absoluto,
Num
inseparável percurso de águas primaveris,
A
renda íntima de sombras num labirinto de alegria.
E
verde pulsar do germe de sol
Para
intensificar a fragrância impetuosa deste assombro
Na
inefável eternidade deste amor,
Onde
os sons melodiam luminosos debaixo da pele,
Numa
sincrónica intrusão de suavidade.
As
árvores tocam as suas sombras com paixão,
Permanecem
no reduto dormente da terra
Unidas
na errância do tempo pelo amplexo da folhagem
E
num tronco imanente de seiva e existência.
João Vale Lopes
15-09-2020
Arte de Edward J.
Reed
Sexta na Usina: Poetas da Rede: Belle silva: Somos apenas momentos...:
Tudo
é vão e passageiro de mensagens de amor mensageiros ...
Amar
sempre dói , queremos ser senhores comandantes do tempo mas somos apreciadores
e manipulados por ele ...
O
tempo é medida real , sentir é medida relativa , busco na poesia entendimento
sobre ser ou não ser...
Mas
para que somos apenas momentos ,Não conseguimos segurar a água nas mãos como
nem o tempo no chão...
Os
olhos levantam não para julgar so observar tanta gente má simplesmente a passar
como vácuo sem nada acrescentar ...
Corações
vazios que devastam pessoas , criam cicatrizes ...
Mas
tudo passa sempre passará so o real verdadeiro ficará...
(Belle
silva)
Sexta na Usina: Poetas da Rede: Carlos Alberto Soares:
Se tu
permitires...
Tu
serás só inspiração!
Serei Arquiteto
do
teu corpo em construção!
Engenheiro
responsável
de
tuas estruturas emocionais,
base
perfeita, para lidar comigo e os demais!
Ah!
Se tu me permitires...
Serei
um artista surrealista
com
uma única finalidade:
Deixar
todos com interrogações
Na
tela de tuas imagens!
Não havendo quem possa te decifrar!
Por
mais que te queiram entender.
Tu
serás um símbolo feminino
com
liberdade e sem domínio!
Serei
também um compositor clássico
para
criar com tua voz...
Uma
única obra!
E, ninguém poderá se lembrar
de
Chopin, Tchaikovski, Beethoven ou
Amadeus!
Muito
menos eu!
Tu
serás a melhor Sinfonia!
E,
como poeta escreverei em tua pele
a
mais linda poesia!
Se tu me permitires...
Terei
em minhas mãos barro para modelar!
Usarei
teu corpo para me inspirar!
Artesão
do teu destino
com
a imaginação de um menino!
Serei o ferreiro divino...Hefesto
Para
deixar no teu coração...
a
brasa, o desejo e o tesão!
Mas...como
tudo não posso ser,
e
nem tão pouco te transformar!
Sigo
com meus escritos...
na arte de... te imaginar!
Carlos
Alberto Soares-cal55
Sexta na Usina: Poetas da Rede: Geraldo Bernardo: BOM DIA:
Sobre
sexualidade:
pudor,
tabu e preconceito
com
isto educa o sujeito
em
nossa sociedade.
Amigos
na tenra idade
quando
a libido subia,
era
na zoofilia
que
dava a iniciação
de
toda uma geração,
dos
coroas no bom dia.
Na
Rua da Palha, perto
da
“Manga de Maximino”,
um
magote de menino,
cada
qual do mais esperto,
sem
querer ser descoberto
pelo
velho Zacaria.
Na
fila, um a um se “alivia”
em
Princesa, a jumentinha
que
o velho ranzinza tinha,
a
devassa do bom dia.
Texto
e imagem: Geraldo Bernardo.
Sexta na Usina: Poetas da Rede: Augusto Molarinho de Andrade: FALANDO AO VENTO!:
Sem
receio de seres ouvido
Nem
pudor de me ferir
Não
me escondas a verdade
Nem
me deixes iludido
Pois
quero-me prevenir
Tu
que o mundo percorres
Numa
constante viagem
Conta-me
tudo o que viste
Fala
alto, não sussurres
Descreve-me
a dura imagem
Dos
tormentos que assististe
Sei
que há vidas em perigo
Temendo
o vírus malvado
Que
teima em não abalar
Só
posso contar contigo
Que
entras por todo o lado
Pra
me poderes informar
Diz-me
se a esperança ‘inda mora
Na
alma de outros povos
Ou
se o temem ‘inda mais
Se
o sabes conta-me agora
Se
existem remédios novos
Ou
se ‘inda é cedo demais
O
vento nada me conta
Passa
por mim, indiferente
Como
se não me escutasse
Não
tomei como uma afronta
Pois
vai tocar tanta gente
E
temeu que o infectasse
Se
por ora o medo impera
É
com esperança que se aguarda
A
resposta da ciência
Este
mal não é quimera
E
como o remédio tarda
Há
que aguardar com paciência
Pra
lá das minhas questões
Queria
pedir ao vento
Que
espalhasse esta mensagem
Mas
perdi as ilusões
Não
me ouviu um só momento
E
seguiu sua viagem!
‘’Alentejano
e Poeta’’
Augusto
Molarinho de Andrade
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rights reserved
13
de Setembro de 2020
Sexta na Usina: Poetas da Rede: Flares Venerio Junior: AONDE QUERES QUE EU LEIA?:
Seja do outro lado do planeta ou bem na frente dos meus olhos, não importa quantas outras pessoas existam no mundo todo.
Nem
quantos quilômetros nos separam, nem mesmo que o vocabulário ou o idioma
enfraqueça a força da mensagem que quero te transmitir.
Poderia
até mudar cada letra do alfabeto, como
se fosse em russo, aínda assim a minha conexão com você seria muito maior
porque quando no profundo do seu olhar eu te olhar.
Não!
Não se preocupe, você não disse nada, eu escrevo. Não se encabule.
Sou
eu que ouço o meu coração pulsar diferente e de sentimento, ele entende.
Por
conta própria vou descrevendo, cada vez mais longe me envolvendo.
Só
se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos. Não lhe descrevo
por fora e nem eu próprio, não quero falar de superfície, mas por dentro, não
que por fora não importa, e nisso você já é fascinante.
Mas
o que quero lhe dizer, não preciso de livro de inglês, italiano ou português.
Importa
que teus olhos são meus livros. Que livro há aí melhor exite para que eu leia?
Qual
página que fala melhor de sentimentos? -
Me fale - Para que eu as leia.
Flores
me são teus lábios. Onde há mais bela flor? Já vi em seus vídeos, nas suas
fotos e nem aquelas que no campo que te rodeiam poderiam ter a doçura e o
singelo toque que em teus lábios se encontra e com a textura de uma pétala
flor. Com a cor que a imaginação pinta. Exalando o cheiro da pele.
Ah
Bella Donna, nada me é mais necessário
para que eu leia, nada mais é necessário que eu Escreva.
(Uma
homenagem)
Flares
Venerio Junior
14/09/2020
Sexta na Usina: Poetas da Rede: Fernando Leal: O Sentido:
O
sentimento que me habita,
Cala
mais alto em ferro, fogo e paixão.
...
Teu nome ele grita,
E
neste silêncio, estrondos surgirão...
...
Tudo arde em febre e dinamita,
Os
olhos do próprio coração.
Não
é fátuo, é fato que suscita...
E,
amor também é compaixão...
Tu
te calas. Oh, reescrita...
Despontando
o que então,
...
Na desventura que outrora foi maldita,
Retirando-me
a visão...
Quando
menos merecemos, regurgita...
O
amor em amplidão!...
Fernando
Leal
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo: O homem e a pedra:
O homem subiu até a pedra
A pedra subiu ao homem
Ou será que o homem era pedra
Ou a pedra que era o homem.
A brisa resfria a pedra
O sol aquece o homem
Que um dia foi pedra
E a brisa resfria a pedra
Que um dia também já foi o homem.
Aqui jaz o homem pedra
E a pedra que gera o homem.
Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo: Como!:
Como
extirpar um sentimento visceral e incontrolável!
Como
separar um ser, com um único desejo!
Como
matar o amor!
Como
excomungar a dor!
E como
tampar um vazio da alma!
Como
simplesmente livrar-se de si mesmo.
Poesia de Quinta na Usina: D'Araújo: Escravos do imaginário:

As correntes que outrora escravizavam
Almas alheias
Foram - se com os navios negreiros
Que submergiram em um vale de lágrimas
Restou o dinheiro
Que hoje torna homens de almas puras
Em escravos de uma consciência imaginária
Com artifícios incoerentes.
Voltaram-se as correntes
Que nem mesmo a gente quer acreditar
E às vezes chego a pensar que o Criador
Não escuta tanta dor neste imenso calor
E o ardor que chega a ser desumano
Por quê? Tanto engano.
E um ser a ladear faíscas de esperanças
No romper da aurora
De novos sonhos de liberdade
Pelo sangue derramado.
Poesia de Quinta na Usina: Alphonsus de Guimarães: Árias e canções III:
A suave castelã das horas mortas
Assoma à torre do castelo. As portas,
Que
o rubro ocaso em onda ensangüentara,
Brilham
do luar à Luz celeste e clara.
Como
em órbitas de fatais caveiras
Olhos
que fossem de defuntas freiras,
Os
astros morrem pelo céu pressago...
São
como círios a tombar num lago.
E
o céu, diante de mim, todo escurece...
E
eu nem sei de cor uma só prece!
Pobre
Alma, que me queres, que me queres?
São
assim todas, todas as mulheres.
Hirta e branca... Repousa a sua áurea cabeça
Numa almofada de cetim bordada em lírios.
Ei-la
morta afinal como quem adormeça
Aqui
para sofrer Além novos martírios.
De
mãos postas, num sonho ausente, a sombra espessa
Do
seu corpo escurece a luz dos quatro círios:
Ela
faz-me pensar numa ancestral Condessa
Da
Idade Média, morta em sagrados delírios.
Os
poentes sepulcrais do extremo desengano
Vão
enchendo de luto as paredes vazias,
E
velam para sempre o seu olhar humano.
Expira,
ao longe, o vento, e o luar, longinquamente,
Alveja,
embalsamando as brancas agonias
Na
sonolenta paz desta Câmara-ardente...
Poesia de Quinta na Usina: Alphonsus de Guimarães: Pulcra ut Luna II :
Celeste:... É assim, divina, que te chamas.
Belo nome tu tens, Dona Celeste...
Que
outro terias entre humanas damas,
Tu que embora na terra do céu vieste?
Celeste... E como tu és do céu não amas:
Forma
imortal que o espírito reveste
De
luz, não temes sol, não temes chamas,
Porque
és sol, porque és luar, sendo celeste.
Incoercível
como a melancolia,
Andas
em tudo: o sol no poente vasto
Pede-te
a mágoa do findar do dia.
E
a lua, em meio à noite constelada,
Pede-te
o luar indefinido e casto
Da
tua palidez de hóstia sagrada.
Poesia de Quinta na Usina: Alphonsus de Guimarães: Ossa Mea I :
Mãos de finada, aquelas mãos de neve,
De tons marfíneos, de ossatura rica,
Pairando
no ar, num gesto brando e leve,
Que
parece ordenar, mas que suplica.
Erguem-se
ao longe como se as eleve
Alguém
que ante os altares sacrifica:
Mãos
que consagram, mãos que partem breve,
Mas
cuja sombra nos meus olhos fica...
Mãos
de esperança para as almas loucas,
Brumosas
mãos que vêm brancas, distantes,
Fechar
ao mesmo tempo tantas bocas...
Sinto-as
agora, ao luar, descendo juntas,
Grandes,
magoadas, pálidas, tateantes,
Cerrando
os olhos das visões defuntas...
Poesia de Quinta na Usina: Primeiras trovas Burlescas: —11 —:
Em feia noite como esta
Enchendo
o ar de pavor!
Oiço,
oh! oiço entre os meus prantos
Alem
dos mares os cantos
Das
minhas aves de amor!
Oh
nuvem da madrugada,
Oh
viração do arrebol,
Leva
meu corpo á morada
D'aquella
terra do sol!
Morto
embora nas cadeias
Vai
poisal-o nas areias
D'aquelles
plainos d'alem,
Onde
me chiarem gemidos,
Pobres
ais, prantos sentidos,
Na
sepultura que tem 1
Escravo—não,
inda vivo,
Inda
espero a morte ali;
Sou
livre embora captivo,
Sou
livre, inda não morri!
Meu
coração bate ainda
N'esse
bater que não finda;
Sou
homem—Deus o dirá!
D'este
corpo desgraçado
Meu
espirito soltado
Não
partiu—ficou-me lá!
São
Paulo—1850.
NOTA.
0
Esta bella producção foi-nos dada pelo seu il-
Iustre
autor o Exm. Snr. Dr. José Bonifácio de Andrada
e
Silva, publicamol-a na frente do nosso obscuro
volume
para nos servir de Abracadabra, nos mares
tempestuosos
das censuras, e nas horridas ambages
do
sórdido egoísmo dos monopolistas.














