segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Quarta na Usina: Poetisa da Rede: Maria Helena Pazetto:

 


Desabafando com a poesia

Em linhas vou colocando

O que dita meu coração

Nos versos desabafando

Extravasando minha emoção...

Assim vou me revelando

De minha timidez fugindo

Sobre o que vou vivendo  rimando

E os poemas vão surgindo...

Falando do dia a dia

De tudo que estou sentindo

Todas as tristezas e alegrias

Nas rimas vou transmitindo...

Assim é que eu me sinto

Desabafando  com minha escrita

Verdadeira terapia não minto

Diálogando com minha poesia...

M.H.P

23/08/2021

Terça Na Usina: Blogs De Literatura Da Rede:Poesias, Poemetos,Prosas, Pensamentos e Frases :



Terça Na Usina: Blogs De Outros Autores e Autoras Da Rede:: Adeildo da Silva: Você ao meu lado


Queria ter você ao me lado neste instante! 
 Recordar aquelas musicas mais ouvidas... 
 Sentirmos aquelas emoções do primeiro beijo, Sorrir...

Terça Na Usina: Blogs de Outros Autores e Autoras Da Rede: Mineirinho: Inacessível:


Mineirinho: Inacessivel: Conhece infinito mar, Admirado pela onda, sem nunca navegar.  Encanto pelo sorriso, escondido da Gioconda, re...

Terça Na Usina: Blogs De Literatura Na Rede: CANTINHO DA CEIÇA LIMA: GOSTO DE TI ASSIM



CANTINHO DA CEIÇA LIMA: GOSTO DE TI ASSIM: Imagem Google GOSTO DE TI ASSIM... GRANDE, DISTANTE, AINDA CONFUSO GOSTO de ti assim... Porque GOSTO, Sem saber bem PORQU...

Terça Na Usina: Blogs de Outros autores e Autoras Da Rede: Penso, logo escrevo: Passagem


E quando acaba o dia Seja com dor ou alegria 
O palhaço fantasia O que a vida lhe devia Quando 
menos se espera O que seria já era No quadrado...


Terça Na Usina:Blogs De Outros Autores e Autoras Da Rede:PIERRE DA GAMA: O SUICÍDIO INTERIOR.




PIERRE DA GAMA: O SUICÍDIO INTERIOR.: O final de semana prolongado
 é fechado com a Páscoa Cristã. De volta do feriadão o dia mostra-se propício 
para uma reflexão sobre o signif...














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"O Grito da Alma" poesias e pensamentos
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Terça Na Usina: Blogs de Outros Autores e Autoras Na Rede:La Casa Que Soy: "El silencio de las horas" # 09


La Casa Que Soy: "El silencio de las horas" # 09: Dama de la noche I/  Artista Venezolano : Arturo Sosa Leal (Caracas 1959) Arquitecto (UCV 1985). Fotógrafo aficionado, poeta y cora...

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Diego Felber: CIELO:


Es tán profunda la soledad
que mis lagrimas se secaron solas,
es ahí dónde no existió consuelo
ni hubo manos que me acariciaran.





He visto la noche caer,

los cometas brillar

las estrellas enloquecer

y una luna triste llorar.





Llora por tu ausencia

por tu silencio

por tu lejanía

y tu olvido.


Autor: Diego Felber
Martes 21 de enero del 2014 11:30 am

Céu (autoria própria)


É tão profunda solidão

que minhas lágrimas secaram em paz,

é onde não havia nenhum consolo

Não havia nenhuma mão que acariciou-me.



Eu vi a noite cair,

brilho de cometas

estrelas ir selvagens

e um grito de lua triste.



Chora por sua ausência

pelo seu silêncio

pela sua distância

e seu esquecimento.



Autor: Diego Felber

Terça-feira, 21 de janeiro de 2014 11:30 (Traduzido por Bing)

Terça Na Usina: Blogs De Outros Autores e Autoras Da Rede: VERSOS DE AMOR E DOR: Esperei Por Ti


VERSOS DE AMOR E DOR: Esperei Por Ti: Esperei por ti Desde o início de minha existência Quando senti próxima tua presença Esperei por ti No silêncio das minhas palavras N...

domingo, 22 de agosto de 2021

INSÔNIAS: D'Araújo:

 


Rasgue-se

Rasgue o contexto.

O texto.

Rasgue o medo.

Rasgue a si mesmo.

Rasgue a paixão que passou,

mas não rasgue o amor.

Seja inconveniente, rasgue-se de gente indecente.

Seja verdadeiro, rasgue até dinheiro.

Só não rasgue..... 

Poema na integra no livro:
"INSÔNIAS"


Crônicas de Segunda na Usina: Auridan Dantas: SAGA DA RECUPERAÇÃO - NOVOS APARELHOS E EXERCÍCIOS:

 


Nesses dias, fui informado que passaria a utilizar dois novos aparelhos na fisioterapia e, consequentemente, fazer dois exer- cícios diferentes. Pelo nome dos dois, eu fiquei muito feliz e achando que seria moleza: balancinho e cama elástica. 
Que nada. São duas máquinas de tortura, e com nome de brinquedos de crianças. 
Na tal da cama elástica, você tem que ficar pulando que nem um saci, e exatamente com a perna que não consegue nem andar que preste. Você xinga até a mãe de pantanha. São 2 minutos diretos, e ainda tem que ficar se equilibrando. A sen- sação é a de que o seu joelho vai dissolver, exatamente como o antigo “calcion sandoz”. A batata da perna fica gratinada, sem necessidade de ir ao forno. 
Quando você está prestes a pisar no inferno, vem o danado do balancinho. 
O cidadão tem que ficar em um pé só, como se es- tivesse para estrear no Sítio do Pica-Pau Amarelo, e se equili- brando numa espécie de balança. E é também com a mesma perna que está avariada. Só que essa balança fica fixada em dois pés e por quatro correntes, e não tem quem faça ficar parada. É como se você fosse treinar para a corda bamba. 
Se pelo menos estivesse bêbado, você ia achar o maior “barato”. Quando você sai destes dois aparelhos, não consegue pisar no chão. É negócio para filho de goiamum.

Crônicas de Segunda na Usina: Auridan Dantas: SAGA DA RECUPERAÇÃO – NEM LIGHT E NEM DIET:

 


Um amigo me falou que nas últimas postagens estava tudo muito light, não tinha mais sofrimento e dor na fisioterapia. 
Ô boca de praga da peste. Só foi ele me falar isso e no mesmo dia eu retornar ao sofrimento e dor. 
Todos os pacientes desta clínica de fisioterapia e que já tem algum tempo de tratamento sabem quem são os (as) fisioterapeutas que tem mão pesada (isso significa muita dor), e ficam organizando os exercícios e o tempo para escapar deles e pegar alguém mais light. Pois bem, ontem fiquei me organizando para escapar da alemã invocada, e para fazer a parte difícil e que dói com outra fisioterapeuta (que é baixinha e magrinha). Errei o cálculo, pois parece que a danada faz MMA e musculação, e doeu até nos neurônios desativados. Estive pessoalmente conversando com São Jorge, e é por isso que ele aparece nas suas imagens em um cavalo empinando as patas dianteiras - foi o susto que tomou quando cheguei gritando e reclamando de dor lá no céu. Não deu tempo nem de São Pedro pedir o meu crachá de entrada, pois quando me viu naquele estado já abriu a porta de longe. 
Vou conversar mais não com esse cabra. Vareita.

Crônicas de Segunda na Usina: Auridan Dantas: SAGA DA RECUPERAÇÃO - MAIS UMA DO RECREADOR:

 


Recentemente, foram detectados dois edemas: um na lateral do joelho e outro na parte de cima. Estes edemas estavam difi- cultando os exercícios de alongamento e, consequentemente, a recuperação, e por isso foi indicado a colocação de bandagens. Tais bandagens serviriam para auxiliar na drenagem dos ede- mas, e teriam que ser fixadas do meio da canela até a virilha. Para tanto, fui encaminhado para uma sala individual. 
Lá chegando, fui recepcionado por uma senhora (PS: é bom lembrar que era uma “senhora”, que não tinha olhos claros, que usava óculos com grau alto e tinha idade acima de 50 - estou frisando isso, senão me lasco, e vou ser julgado no 1º tribunal do júri residencial, sem direito a recursos e nem pagamento de fiança). 
A primeira providência da cidadã, após dizer bom dia, foi mandar tirar a bermuda. E isso ocorreu exatamente no dia em que você, por pura preguiça, resolve pegar qualquer cueca na gaveta. 
Você, marmanjo que pode estar lendo isso, não minta: sempre tem aquela cueca que está furada, ou sem a menor tensão nos elásticos da cintura e das pernas ou toda man- chada. Aquela que quando você entra no quarto com ela, sua esposa diz logo (e com voz de criancinha) - hoje tá tão bom de dormir, né morzinho. Tira tesão até de freira. 
E foi justamente com uma cueca com os elásticos folgados que eu estava. Não se usa nem em casa. Já devia ter ido pro lixo, mas ninguém faz esta caridade. Só que quem tem que jogar no lixo é você, pois dá vergonha até de fazer isso (vai que alguém identifica o teu lixo). 
Nessas ocasiões, até o “recreador” fica encabulado. Se ele falasse, ia olhar profundamente nos seus olhos e dizer: na próxima transa eu te sacaneio, para você jamais se esquecer de me tratar bem, e não me fazer passar tanta vergonha.

Crônicas de Segunda na Usina: Auridan Dantas: SAGA DA RECUPERAÇÃO – CAMPO DE CONCENTRAÇÃO:


Comédia! Não tem outra palavra. 
Fui atendido por uma fisioterapeuta alemã, provavel- mente recém-chegada, pois nem fala em portunhol, é em java- nês. 
Os pacientes são chamados pelas fisioterapeutas atra- vés das fichas. Vi todo mundo sendo chamado, menos eu. 
De repente, olhei para a alemã, que estava só com uma ficha na mão, e com certeza tentando entender o meu nome, que já não é tão fácil para os brasileiros, imagine para a cidadã alemã. Ela olhava para a ficha e fazia: aurrrrr, aurrrr, e mais nada. Então, me aproximei e peguei a ficha, olhei que era meu nome, e na base da mímica, apontei o indicador para mim. Ela só fez indicar para onde eu ir. 
Desse momento em diante, eu me lasquei. Ela pensou que eu era judeu e mandou ver. 
De todas as outras sessões, essa foi a única que até respirar doeu. Como eu não entendia nada que ela fa- lava, e ela muito menos o que eu dizia, o prejuízo foi meu. Acho que ela é intercambista, e devia estar com raiva do Brasil, ou do sorteio das chaves da Copa do Mundo, ou descobriu que o namorado alemão passou-lhe um chifre, ou ficou presa no trânsito tranquilo de Lagoa Nova. Descontou tudo em mim. 
Resumo da ópera: quero que a Alemanha se lasque, e que essa alemãzinha vá a frente conduzindo a bandeira. 
No outro dia, avisei à chefe do setor que eu estava pior do que nos dias anteriores, e foram adotadas providências. Não vi mais a danosa.

Crônicas De Segunda Na Usina: Masoquismo futebolístico.


      É domingo o sol brilha com aquela intensidade que só um aficionado por futebol consegue enxergar, e para completar o seu time de coração, o seu pobre coração que a muito aprendeu a aguentar sofrimento, pois há dezoito anos que ele não ganha nem jogo de quermesse, com muita reza e propina, chegou novamente à final do campeonato nacional.
Então você não tem outra alternativa se não, a de comprar umas dez caixas de cerveja, uns quinze quilos de carne daquelas que nem abacaxi amacia.
Pois a rapaziadas que você jamais deixaria de convidar para assistir o jogo na sua residência, faz leão africano parecer vegetariano.
Nem preciso comentar a alegria da sua esposa com este acontecimento, porque a casa praticamente se transforma em um campo de batalha, pois na sua doce ingenuidade de torcedor fanático não lhe passa pela cabeça qualquer possibilidade de imaginar que seu querido clube, por sinal o melhor do mundo, na sua visão, claro.
Possa deixar passar esta oportunidade de vencer, afinal o adversário é baba.
A gente sabe que depois do jogo, ganhando ou perdendo, a cerveja e a carne de casa perdem o sabor. Então todos, menos a mulher, claro, vão comemorar ou se lastimar em desculpas que só você ver, bem ali no boteco da esquina.
E ai os restos daquela sangrenta batalha de xingamentos e palavrões, fica a cargo da digníssima esposa que não seria louca de reclamar na frente dos seus dóceis amigos.
Mas dessa vez ele resolveu fazer diferente, pois era um momento muito especial, então despachou a dona da pensão para a casa das amigas afinal mulheres adora secar jogo do time do marido, é a única vingança que elas têm contra aquele adversário invencível.
Assim a retirada dela é estratégica e necessária para o território ficar livre para todos.
Ele não pode correr o risco de ser achocalhado pelos amigos com aquelas indiretas infame de uma mulher insatisfeita, mesmo porque eu não sei o que leva o homem achar que quem manda em casa é ele.
Finalmente a arena esta montada a cerveja nem precisa ta gelada, a carne mal esquenta já tem alguém rasgando ela no dente, como se estivesse com uma fome de antes de ontem.
O jogo começa assim como a tensão só aumenta a carne desses de goela a baixo feito quiabo, que nem nos dentes tocam.
O seu time precisa da vitória, o primeiro tempo termina no zero a zero, não tem problema ali foi só pra aquecer, no segundo tempo ele vai da uma sacolada de gols no pobre coitado do adversário.
Começa o segundo tempo e a cerveja nem passa mais pela geladeira antes de beber,
Bem, a partir daí o negro nem olha mais para a churrasqueira, porque meu amigo, carne mau passada e cerveja quente fazem uma pressão no estomago que nem avestruz agüenta.
Depois de noventa minutos de desespero já nos acréscimos para ser mais exatos aos quarenta e seis do segundo tempo, seu time precisando ganhar, o juiz marca um pênalti duvidoso contra o seu time, o que leva todos ao desespero.
O atacante corre bate na bola e o goleiro salvador defende que alegria, que nada o juiz mandou voltar à cobrança o goleiro se mexeu da linha.
O atacante corre para a bola e com a escolha certa do canto da trave onde ele chutou a bola, nem mesmo ele saberia que ali naquele momento enterrava o lindo sonho de ser campeão daquele ingênuo e desconhecido torcedor.
Então lá se foram o seu lindo domingo, e pensar que ele antecede a dolorosa e inevitável segunda feira de pura gozação naquele trabalho que já lhe caia como uma tortura permanente.
Bem, o que lhe restava era torcer para aquela carne mal passada e a agora amarga cerveja não lhe cause uma dolorosa congestão.
E quando ele achou que tudo tinha acabado não é que lhe entra porta a dentro a sua querida esposa com aquele olhar sarcástico e o sorriso no canto da boca, de tanta satisfação e muita energia. Sabe-se La o que ela andou conversando com as amigas para estar naquele fogo todo, assim ignorando aquela situação ali estabelecida de repente ela pula encima dele pronta para lhe devorar.
Ainda meio desolado e furioso, ele busca algo que lhe dê motivação, quando ele vira o seu olhar para a TV qual a primeira imagem que ele vê, isso mesmo o juiz dando as suas explicações sobre a marcação do pênalti.
E daquela inanimada criação o individuo com uma mente perturbada pelos acontecimentos, ele logo imagina que aquele desalmado e infame juiz que lhe arrancou o sonho de ser campeão certamente tem uma esposa.
Então ele se veste com a capa dos insensatos e em segundos ele se transforma em um garanhão insaciável, em minutos ele devora a sua querida esposa com a maestria dos que nasceram para o sexo.
Então o seu doce amada em delírios de prazer, e incapaz de imaginar que pensamento povoava o seu amado, ela fica a imaginar porque ele não tem a mesma atitude quando o seu time ganha.
E ao final daquele bailar de corpos em chamas já lhe é impossível esconder o seu sorriso de intensa alegria, pois ali estava a sua doce vingança para aquele insensível que lhe arrancou o titulo.E assim ele segue arrastando suas ilusões de grandeza ao sabor do momento, até que recomece novamente o campeonato.
E a sua doce amada a lhe desejar que seu time nunca venha a ganhar.

sábado, 21 de agosto de 2021

Domingo na Usina: Biografias: Ma Jian:

 


Ma Jian (nascido em 18 de agosto de 1953) é um escritor britânico nascido na China .
Ma nasceu em Qingdao , uma cidade na província de Shandong na costa do Mar Amarelo da China, em 18 de agosto de 1953. Quando criança, ele foi aluno de um pintor que havia sido perseguido como direitista . Depois que sua educação escolar foi interrompida pela Revolução Cultural , ele estudou sozinho, copiando um dicionário chinês palavra por palavra. Aos quinze anos, ele se juntou a uma trupe de artes de propaganda e mais tarde foi designado a um emprego como aprendiz de relojoeiro. [1] Por alguns anos ele trabalhou em uma planta petroquímica perto de Pequim, então, em 1979, mudou-se para a capital e tornou-se fotojornalista de uma revista publicada pela Federação de Sindicatos de Toda a China . Durante este tempo, ele se juntou ao 'underground' No Namegrupo de arte, o grupo de poesia Yuanmingyuan e o grupo de fotógrafos de abril. Ele realizou exposições clandestinas de suas pinturas em seu barraco de um cômodo em Nanxiao Lane, que se tornou um ponto de encontro para artistas e escritores dissidentes de Pequim.
Em 1983, suas pinturas foram denunciadas durante a Campanha Anti-Poluição Espiritual , e ele foi colocado na prisão. Após sua libertação, ele se demitiu do emprego e partiu em uma jornada de três anos pela China, vendendo suas pinturas e histórias pelo caminho. Quando voltou a Pequim em 1986, escreveu Stick Out Your Tongue , uma novela inspirada em suas viagens pelo Tibete . [2] Sua publicação no jornal oficial People's Literature em fevereiro de 1987 coincidiu com uma repressão nacional às artes, e o governo denunciou publicamente o trabalho como um exemplo de liberalismo burguês. Todas as cópias do jornal foram confiscadas e destruídas, e uma proibição geral foi colocada nas futuras publicações dos livros de Ma Jian.
Pouco antes deste evento, Ma Jian mudou-se para Hong Kong, onde a liberdade de expressão é muito maior. Ele escreveu Bardo , um romance sobre dois amantes condenados que reencarnaram na história chinesa, e The Nine Crossroads , sobre um grupo de jovens enviados para uma montanha remota habitada por uma tribo primitiva.
Em 1989, Ma Jian voltou a Pequim e participou dos protestos pela democracia. Após o massacre de Tiananmen , ele permaneceu na capital e escreveu The Noodle Maker , uma sátira política sombria. [3] Nos anos seguintes, ele viajou entre Hong Kong e China, editando, brevemente, a revista de artes de Hong Kong, Wen Yi Bao, e criando a editora 'New Era' e o jornal literário 'Trends' , que publicou ensaios e romances proibidos na China.
Após a transferência de Hong Kong para a China em 1997, Ma Jian mudou-se para a Alemanha para assumir um cargo de professor de literatura chinesa na Universidade do Ruhr e para trabalhar em Beijing Coma , um romance sobre o massacre de Tiananmen e a década de repressão política e crescimento econômico que se seguiu. [4] Em 1999, ele se mudou para Londres e escreveu Red Dust , um relato ficcional de sua jornada pela China na década de 1980, que ganhou o prêmio Thomas Cook Travel Book em 2002 . Ele voltou à China regularmente e retomou o trabalho em Beijing Coma , que foi finalmente publicado em 2008 e ganhou o Índice de Censura T.R. Prêmio Fyvel Book e 2010Prêmio Atenas de Literatura . Em 2008–2009, ele viajou extensivamente pelo remoto interior da China para pesquisar The Dark Road, um romance que explora a Política do Filho Único , publicado pela Chatto & Windus e pela Penguin em 2013.
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Domingo na Usina: Biografias: Chan Koonchung:

 



Chan Koonchung (nascido em 1952) é um escritor de ficção científica chinês que já morou em Hong Kong, Taiwan e nos Estados Unidos. Ele atualmente mora em Pequim. Chan também possui cidadania canadense. Ele é o fundador da Green Power (綠色 力量), Green Garden Organic Farm (綠 田園 有機 農場) e da Hong Kong Film Directors Association (香港 電影 導演 會), entre outras organizações, e atualmente está no conselho internacional de diretores do Greenpeace . Anteriormente, ele trabalhou como repórter para o tablóide de Hong Kong, The Star . Em 1976, ele foi cofundador da City Magazine (號 外) com Qiu Shiwen e Deng Xiaoyu eHu Junyi . Na década de 1990, ele trabalhou como editor no exterior para o jornal literário do continente Dushu (读书), publicado pelo China Publishing Group (中国 出版 集团) e SDX Joint Publishing Company (生活 读书 新知 三联 书店). Em 1991, ele desempenhou o papel de Professor Liu Yuebai na adaptação de Yan Hao e Xu Ke do romance de Ah Cheng , The Chess Master , de 1984. Seu romance distópico The Fat Years (2009) foi publicado em inglês pela Doubleday em 2011. [1]
Em seu livro, The Unbearable Dreamworld of Champa the Driver (2014), o motorista tibetano e amante de uma mulher de negócios chinesa se apaixona por sua filha. É uma metáfora satírica das relações desequilibradas entre a China e o Tibete.
Koonchung nasceu em 1952 em Xangai , China. Koonchung obteve seu BA da Universidade de Hong Kong e concluiu o estudo de graduação na Universidade de Boston .
Prêmios e honrarias

Prêmio Jan Michalski de Literatura 2013 , finalista, The Fat Years [2]...
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Domingo na Usina: Biografias: Xuefei Jin:



Xuefei Jin ( chinês simplificado :金雪飞; chinês tradicional :金雪飛; pinyin : Jīn Xuěfēi ; nascido em 21 de fevereiro de 1956) é um poeta e romancista chinês-americano que usa o pseudônimo de Ha Jin (哈 金). Ha vem de sua cidade favorita, Harbin . Sua poesia está associada ao movimento Misty Poetry 
Ha Jin nasceu em Liaoning , China. Seu pai era um oficial militar; aos treze anos, Jin ingressou no Exército de Libertação do Povo durante a Revolução Cultural . Jin começou a se educar na literatura chinesa e no currículo do ensino médio aos dezesseis anos. Ele deixou o exército quando tinha dezenove anos, [2] quando entrou na Universidade de Heilongjiang e se formou em estudos de inglês. Isso foi seguido por um mestrado em literatura anglo-americana na Universidade de Shandong .
Jin cresceu no caos da China comunista primitiva. Ele era bolsista da Universidade Brandeis quando ocorreu o incidente de Tiananmen em 1989 . A repressão violenta do governo chinês apressou sua decisão de emigrar para os Estados Unidos e foi a causa de sua escolha de escrever em inglês "para preservar a integridade de seu trabalho". Ele finalmente obteve um Ph.D.
Carreira
Jin ambienta muitas de suas histórias e romances na China, na fictícia cidade de Muji. Ele ganhou o National Book Award for Fiction [3] e o PEN / Faulkner Award por seu romance, Waiting (1999). Ele recebeu três prêmios Pushcart de ficção e um Prêmio Kenyon Review . Muitos de seus contos apareceram nas antologias de The Best American Short Stories . Sua coleção Under The Red Flag (1997) ganhou o prêmio Flannery O'Connor de ficção curta , enquanto Ocean of Words (1996) recebeu o prêmio PEN / Hemingway . O romance Lixo de guerra(2004), ambientado durante a Guerra da Coréia , ganhou um segundo prêmio PEN / Faulkner para Jin, classificando-o assim com Philip Roth , John Edgar Wideman e EL Doctorow, que são os únicos outros autores a ganhar o prêmio mais de uma vez. War Trash também foi finalista do Prêmio Pulitzer .
Jin atualmente leciona na Boston University em Boston , Massachusetts . Anteriormente, ele lecionou na Emory University em Atlanta , Geórgia .
Jin foi Mary Ellen von der Heyden Fellow de Ficção na American Academy em Berlim , Alemanha, no outono de 2008. Ele foi nomeado para a American Academy of Arts and Letters em 2014...
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Domingo na Usina: Biografias: Dai Sijie:

 



Dai Sijie (nascido em 1954) é um autor e cineasta chinês-francês.
Dai nasceu em Chengdu, Sichuan , em 1954. Seus pais, o professor Dai Baoming e o professor Hu Xiaosu, eram professores de ciências médicas na West China University. Ele cresceu muito lendo e pensando. Dai se destaca em muitas coisas, incluindo ser um alfaiate habilidoso. O governo maoísta o enviou para um campo de reeducação na zona rural de Sichuan de 1971 a 1974 durante a Revolução Cultural. Embora, como único filho da família, ele fosse dispensado, ele foi para lá com a ideia de se submeter ao treinamento espartano. Muito dessa experiência foi a fonte de seu primeiro livro. Após seu retorno, ele completou seu certificado profissional como professor. Ele lecionou brevemente na No. 16 High School de Chengdu ao se matricular no Departamento de História da Universidade de Sichuan em fevereiro de 1978 (o chamado aluno de 77 graus), onde estudou história da arte.
Carreira
Em 1984, Dai deixou a China e foi para a França com uma bolsa para estudar no Institut des hautes études cinématographiques . Lá, ele adquiriu uma paixão por cinema e se tornou um diretor. Antes de começar a escrever, fez três longas-metragens aclamados pela crítica: China, My Sorrow (1989) (título original: Chine, ma douleur ), Le mangeur de lune (Moon Eater) e Tang, le onzième (The Eleventh Child) . Também escreveu e dirigiu a adaptação de seu romance Balzac e a Costureira Chinesa , lançado em 2002. Vive em Paris e escreve em francês.
O romance de Dai, Par une nuit où la lune ne s'est pas levée (Uma vez em uma noite sem lua), foi publicado em 2007. L'acrobatie aérienne de Confucius (As acrobacias aéreas de Confúcio) foi publicado em 2008.
Romances
O primeiro livro de Dai, Balzac et la petite tailleuse chinoise (Balzac e a Costureira Chinesa) (2000), foi transformado em filme em 2002, que ele mesmo adaptou e dirigiu. Ele conta a história de um par de amigos que se tornaram bons amigos de uma costureira local enquanto passavam um tempo em uma vila do interior para onde foram enviados para "reeducação" durante a Revolução Cultural (ver Movimento Down to the Countryside) Eles roubam uma mala cheia de romances clássicos ocidentais ilegais de outro homem que está sendo reeducado e decidem enriquecer a vida da costureira expondo-a à grande literatura. Esses romances também servem para sustentar os dois companheiros durante esse momento difícil. A história lida principalmente com a universalidade cultural da grande literatura e seu poder redentor. O romance foi traduzido para vinte e cinco idiomas e, finalmente, para sua língua materna após a adaptação para o cinema.
O segundo livro de Dai, Le Complexe de Di (O Complexo de Di) ganhou o Prix ​​Femina em 2003. Ele narra as viagens de um chinês cuja filosofia foi influenciada pelo pensamento psicanalítico francês. O título é uma brincadeira com "le complexe d'Oedipe" ou "o complexo de Édipo ". A tradução em inglês (lançada em 2005) é intitulada Mr. Muo's Traveling Couch...
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Domingo na Usina: Biografias: Xinran:

 


Xinran (em chinês: 薛欣然, pinyin: Xuē Xīnrán; Pequim, 19 de julho de 1958) é uma jornalista, radialista e escritora chinesa. Xinran foi apresentadora de um programa de rádio em Nanquim entre os anos de 1989 e 1997, denominado "Palavras na brisa noturna". Nele, discutia aspectos do cotidiano e dava conselhos aos ouvintes.[1]
É a autora do livro Sky Burial, romance que retrata a ida de uma chinesa em busca do marido desaparecido no Tibete. No Brasil, ele foi publicado em 2004 pela Companhia das Letras sob o título Enterro Celestial.[2]
Nascida em Pequim, em 19 de julho de 1958, no ano do Grande Salto Adiante, Xinran e seu irmão cresceram com os pais de sua mãe, membros de uma família abastada, culta e ocidentalizada.[3][4]
Seus pais foram presos durante a Revolução Cultural e durante os dez anos em que passaram na cadeia, as duas crianças foram mandadas para escolas militares, marcadas como "crianças negras", filhos de uma família antirrevolucionária e traidora da nação.[4]
Xinran obteve duas graduações enquanto esteve tutelada pelo Exército Militar, e posteriormente estudou Direito Internacional.[3]
Em 1988, começou a trabalhar no rádio, depois de 12 anos trabalhando no Exército. Com a reabertura econômica da China, o governo começou a relaxar o controle sobre a mídia e instalou várias antenas de rádio. Nesta época, Xinran começou o seu programa de rádio "Palavras na brisa noturna" e foi um dos primeiros a acontecer sem passar pela censura do Estado.[5] O programa de rádio foi ao ar de 1989 a 1997, todas as noites entre às 10 horas da noite e meia-noite.[3]
O programa passou a ter milhões de ouvintes e a jornalista começou a receber ligações e cartas todos os dias, com relatos de mulheres de todas as classes sobre suas vidas e suas experiências.[3][4][5]
Em 1997, mudou-se para Londres e começou a escrever as histórias das mulheres chinesas que entrevistou ao longo de sua carreira, resultando na publicação de seu primeiro livro, As Boas Mulheres da China, publicado em 2002. O livro traça um panorama sobre a condição feminina da China revolucionária, suas consequências e da China atual. Muitas das histórias foram retiradas do seu programa de rádio "Palavras na brisa noturna".[6]
Xinran escreveu para o jornal The Guardian entre os anos de 2003 e 2015[7] e atuou como professora na School of Oriental and African Studies da Universidade de Londres, entre os anos de 1997 e 2001.[3] Em 2004, Xinran fundou uma ONG, a The Mother's Bridge of Love, com o objetivo de auxiliar órfãos chineses e estreitar a compreensão entre Ocidente e China.[8]
Em 2009, Xinran e Ma Jian vieram ao Brasil como autores convidados para a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), sendo os primeiros autores a representarem a China neste evento literário.[5][9]
Xinran escreveu a maioria dos seus livros em mandarim, pois afirma que por serem livros de não-ficção ela sentiu a necessidade de escrever na voz dos próprios chineses. O único livro escrito originalmente em inglês foi O Que os Chineses Não Comem, por se tratar de uma coletânea de textos publicados na sua coluna no jornal The Guardian.[5]
Atualmente, Xinran faz parte do corpo docente da Faculty of Humanities and Social Sciences da Universidade de Nottingham (Ningbo, China), como professora honorária.[8]
Obras

As Boas Mulheres da China (2003, Companhia das Letras)

Enterro Celestial (2004, Companhia das Letras)

O Que os Chineses Não Comem (2008, Companhia das Letras)

Testemunhas da China (2009, Companhia das Letras)

As Filhas Sem Nome (2010, Companhia das Letras)...
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Domingo na Usina: Biografias: Shu Qingchun:




Shu Qingchun (3 de fevereiro de 1899 - 24 de agosto de 1966), conhecido pelo pseudônimo de Lao She , foi um romancista e dramaturgo chinês. Ele foi uma das figuras mais significativas da literatura chinesa do século 20 e é mais conhecido por seu romance Rickshaw Boy e a peça Teahouse (茶館). Ele era de etnia manchu , e suas obras são conhecidas especialmente [ carece de fontes? ] Por seu uso vívido do dialeto de Pequim .
Lao Ela nasceu Shu Qingchun (舒慶春) em 3 de fevereiro de 1899 em Pequim, em uma família manchu pobre do clã Sumuru pertencente à Bandeira Vermelha Simples . Seu pai, que era um soldado da guarda, morreu em uma batalha de rua com as Forças da Aliança das Oito Nações no decorrer dos eventos da Rebelião dos Boxers em 1901. "Durante minha infância", Lao She lembrou mais tarde, "eu não precisava ouvir histórias sobre ogros malignos comendo crianças e assim por diante; os demônios estrangeiros de que minha mãe me contou eram mais bárbaros e cruéis do que qualquer ogro de conto de fadas com uma boca enorme e grandes presas. E os contos de fadas são apenas contos de fadas, enquanto as histórias de minha mãe eram 100% factuais e afetaram diretamente toda a nossa família. " [1]Em 1913, ele foi admitido na Terceira Escola Normal de Pequim (agora Terceira Escola Secundária de Pequim), mas teve que sair após vários meses devido a dificuldades financeiras. No mesmo ano, ele foi aceito na Universidade Normal de Pequim , onde se formou em 1918. [2]
Ensinando e escrevendo carreira
Entre 1918 e 1924, Lao She esteve envolvida como administradora e membro do corpo docente em várias escolas primárias e secundárias em Pequim e Tianjin . Ele foi altamente influenciado pelo Movimento de Quatro de Maio (1919). Ele declarou: "[O] [Movimento] de Quatro de Maio deu-me um novo espírito e uma nova linguagem literária. Sou grato [ao] [Movimento] de Quatro de Maio, porque me permitiu tornar-me um escritor."
Ele passou a servir como professor na seção chinesa da Escola de Estudos Orientais (agora Escola de Estudos Orientais e Africanos ) na Universidade de Londres de 1924 a 1929. Durante sua estada em Londres, ele absorveu uma grande quantidade de inglês literatura (especialmente Dickens , a quem ele adorava) e começou sua própria escrita. Seu romance posterior 二 马 ( Sr. Ma e Filho ) baseou-se nessas experiências. [3] Também naquela época, o pseudônimo de Lao She mudou de She Yu para Lao She em seu segundo romance "A Filosofia do Velho Zhang" ou "A Filosofia de Lao Zhang" (Lao Zhang De Zhe Xue), [4] publicado pela primeira vez em Ficção Mensal (小说 月报). Durante 1925–28, ele viveu em 31 St James's Gardens, Notting Hill, Londres, W11 4RE, Royal Borough of Kensington e Chelsea. [5]
No verão de 1929, ele trocou a Grã-Bretanha por Cingapura, onde lecionou na Chinese High School . Entre seu retorno à China na primavera de 1930 até 1937, ele lecionou em várias universidades, incluindo a Cheeloo University e a Shandong University ( Qingdao ).
Lao She foi uma grande divulgadora da escrita de humor na China, especialmente através de seus romances, contos e ensaios para periódicos como The Analects Fortnightly de Lin Yutang (Lunyu banyuekan, est. 1932) e suas peças de teatro e outras artes performativas, notavelmente xiangsheng. [6]
Em 27 de março de 1938, a All-China Resistance Association of Writers and Artists (中华 全国 文艺界 抗敌 协会) foi estabelecida com Lao She como seu líder. O objetivo dessa organização era unir os trabalhadores culturais contra os japoneses, e Lao She era uma romancista respeitada que permaneceu neutra durante as discussões ideológicas entre vários grupos literários nos anos anteriores...
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Domingo na Usina: Biografias: Guan Moye:


Guan Moye (em chinês: 管謨業, em chinês simplificado 管谟业, em pinyin Guǎn Móyè) (17 de fevereiro de 1955) é um escritor chinês, mais conhecido pelo pseudônimo de Mo Yan (em chinês: 莫言, em pinyin Mò Yán), que significa "Não fale"[1]. É descrito como "um dos mais famosos, banidos e largamente pirateados escritores chineses".[2]
Foi laureado com o Nobel de Literatura em 2012,[3] "que com realismo alucinatório funde contos populares, história e contemporaneidade".[4]
Nasceu na província de Shandong, numa família de granjeiros, em um meio rural. Deixou a escola durante a Revolução Cultural para trabalhar numa fábrica de petróleo. Com 20 anos alistou-se no Exército Popular de Libertação, as atuais forças armadas do seu país, onde desempenhou um cargo de segurança e foi instrutor político de propaganda[3] e nessa época começou a escrever. Seu pseudônimo foi escolhido logo no início de sua carreira e significa "não fale". Numa entrevista recente explicou que o nome se refere ao período revolucionário da década de 1950, quando seus pais o instruíam a não falar tudo o que pensa quando em público.[5]
Em 1981, publicou o seu primeiro romance que tinha escrito enquanto soldado.[3]
Em 1984, obteve um posto na Escola de Arte e Literatura do Exército, o que lhe permitiu dedicar mais tempo a escrever.
Em 1987, edita o que seria um grande sucesso, "Red Sorghum", que foi adaptado ao cinema por Zhang Yimou. A película contou com os atores Gong Li e Jiang Wen, ganhando o Urso de Ouro do Festival Internacional de Berlim em 1988.[3]
Em 1996, publicou 丰乳肥臀 (traduzido em Portugal como "Peito grande, ancas largas" e editado pela Ulisseia, reeditado em 2007 pela Babel),[3] romance que foi proibido na China, e no que desde uma visão feminina, revisa quase um século da história do seu país. Devido ao teor sexual da história, o autor foi obrigado a escrever uma autocrítica ao seu próprio livro, tendo mais tarde sido obrigado a retirá-lo de circulação.[6]
Em 2009, numa conferência na Feira do Livro de Frankfurt, respondeu às acusações de falta de independência perante o poder: "Um escritor deve exprimir crítica e indignação perante o lado negro da sociedade e a fealdade da natureza humana, mas não devemos recorrer a formas de expressão uniformes. Alguns poderão querer gritar nas ruas, mas devemos tolerar aqueles que se escondem nos seus quartos e usam a literatura para transmitir as suas opiniões".[6] Nesse mesmo ano, o escritor ganha diversos prémios, entre eles Prémio Newman para literatura chinesa.[7]
Em 2011, ganhou o Prêmio Mao Dun, o mais importante galardão literário oficial do país, sendo depois eleito vice-presidente da Associação dos Escritores da China.[3][6][7]
O seu mais recente romance, "Frog", fala de um tema especialmente sensível: a prática de abortos forçados na China devido à política de controle da natalidade imposta há três décadas sob a politica de "um casal, um filho".[3]
Seu estilo é comparado com o realismo mágico de Gabriel García Márquez..
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Domingo na Usina: Biografias: Gao Xingjian:

 


Gao Xingjian (chinês: 高行健, pinyin: Gāo Xíngjiàn) (Ganzhou, 4 de janeiro de 1940) é um novelista, dramaturgo e crítico literário francês de origem chinesa. Também é um tradutor, sobretudo das obras de Samuel Beckett e Eugène Ionesco, além de se dedicar à pintura.
Gao Xinjian nasceu na cidade chinesa de Ganzhou, e cresceu em Taizhou, cidade da província de Jiangsu. Gao Xinjian naturalizou-se francês em 1997.
Foi agraciado com o Nobel de Literatura de 2000, por "uma obra de valor universal, de uma lucidez amarga e uma ingenuidade linguística que abriram novos caminhos para o romance e o teatro chineses".

Livros publicados em Portugal

A Montanha da Alma, Dom Quixote (2002)

Uma Cana de Pesca para o Meu Avô, Dom Quixote (2001)

Trabalhos Selecionados

Dramas e performances

《絕對 信號》 (Alarme de Sinal, 1982)

1982, no Teatro de Arte do Povo de Pequim

1992, em Taiwan

《車站》 (Bus Stop, 1983)

1983, no Teatro de Arte do Povo de Pequim

1984, na Iugoslávia

1986, em Hong Kong

1986, na Grã-Bretanha, University of Leeds, Inglaterra. Traduzido e dirigido por Carla Kirkwood

1991, nos Estados Unidos (Califórnia) Southwestern College, Chula Vista. Traduzido e dirigido por Carla Kirkwood.

1992, na Áustria

1997, nos Estados Unidos (Massachusetts) Smith College, Northampton. Traduzido e dirigido por Carla Kirkwood.

1999, no Japão

2004, na Universidade da Califórnia dos Estados Unidos (Califórnia) em San Diego. Traduzido e dirigido por Carla Kirkwood

《野人》 (Wild Men, "Savages", 1985)

1985, no Teatro de Arte do Povo de Pequim

1988, em Hamburgo, Alemanha

1990, em Hong Kong

《彼岸》 (The Other Shore, 1986)

1986, publicado na revista Out. (《十月》), Pequim.
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Domingo na Usina: Biografias: Jung Chang:

 


Jung Chang (chinês tradicional: 張戎; chinês simplificado: 张戎; Wade-Giles: Jung Chang, pinyin: Zhang Rong, nascida em 25 de março de 1952) é uma escritora chinesa (embora seja considerada cidadã britânica) que vive atualmente em Londres, conhecida pela sua autobiografia Wild Swans, sobre sua experiência na Revolução Cultural, que vendeu mais de 10 milhões de cópias mundialmente (mas foi proibida na China continental).
Sua biografia de Mao Tsé-Tung, Mao: A História desconhecida, escrito com o seu marido, o historiador britânico Jon Halliday, foi publicado em Junho de 2005 e é uma descrição muito crítica da vida de Mao e sua liderança.
Chang nasceu 25 março de 1952 em Yibin, Província de Sichuan, na China. Seus pais eram ambos funcionários do Partido Comunista da China, e seu pai estava muito interessado em literatura. Chang rapidamente desenvolveu interesse por leitura e escrita, compondo poesias quando era ainda criança.
Durante o Grande Salto Adiante, a vida de sua família era relativamente boa, seus pais trabalharam arduamente, e seu pai se tornou um sucesso como propagandista comunista a nível regional. Sua classificação foi formais como um "nível de 10 oficiais", significando que ele era um modo de 20000 ou mais importantes dirigentes, ou ganbu, no país. O Partido Comunista desde a sua família com um fogo em uma guardado, paredes compostas, uma empregada e motorista, bem como uma enfermeira e babá para as crianças. Este nível de privilégio na China, que era relativamente pobre em 1950 foi extraordinário.
Seu nome, Er-hong (二鸿"Segundo Cisne"), soa como a palavra chinesa para "o vermelho desvanecido". Como a cor vermelha estava profundamente associada ao comunismo, a jovem Er-hong, aos 12 anos de idade, pediu o pai para dar-lhe um novo nome. Ela queria um nome com conotação militar, então o pai sugeriu "Jung", que significa "assuntos marciais".
A Revolução Cultural
Como muitos de seus pares, Chang escolheu tornar-se uma Guarda Vermelha com 14 anos de idade, durante os primeiros anos da Revolução Cultural. Em Wild Swans ela disse que estava "empenhada em fazê-lo", "encantada pela minha braçadeira vermelha".[1] Nas suas memórias, Chang afirma que se recusou a participar nos ataques aos seus professores e outros chineses, e que depois de um curto período abandonou a Guarda Vermelha por achá-la muito violenta.
As falhas do Grande Salto Adiante levaram seus pais a opor-se às políticas de Mao Tsé-Tung, embora não o criticassem diretamente. Eles tornaram-se alvos durante a Revolução Cultural, como a maioria dos altos funcionários. Quando o seu pai criticou Mao diretamente (usando o seu nome), Chang escreveu em Wild Swans que este foi retaliado pelos apoiantes de Mao Tsé-Tung. Os seus pais foram publicamente humilhados - tinta foi derramada sobre as suas cabeças, foram obrigados a usar placas denunciando-os em torno de seus pescoços, ajoelharam-se no cascalho e dormiraram à chuva -, seguidos de prisão. O pai foi internado para tratamento por doenças mentais. As suas carreiras foram destruídas, e a família forçada a abandonar o seu lar....
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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Contos Sábado na Usina: Humberto de Campos: A NOIVA:



Após um dia de trabalho intenso, consumido no manuseio de velhos volumes adquiridos nos alfarrabistas para uma obra erudição, o poeta Silvestre de Morais vira desabrochar nas alturas, através da janela aberta, as primeiras estrelas daquela da noite de verão. Fora, no jardim, as árvores repousavam, imóveis, como se rezassem, mudas, preparando-se para adormecer. De espaço a espaço, um morcego cortava com a lâmina da asa o manto espesso da noite, como um pequenino aeroplano sinistro que se exercitasse, rápido, em funambulescos vôos de fantasia. 
Com os dedos da mão esquerda mergulhados nos cabelos revoltos, o poeta lia, debruçado sobre o volume, à luz da lâmpada suavemente velada, aquelas histórias de fogo e de sangue, quando, de repente, os seus olhos se contraíram diante de uma surpresa. Abaixou mais a cabeça, escancarou mais o livro, e viu: entre as duas páginas abertas, fulgia, como um risco de ouro, um fio de cabelo, brilhante, fino, quase imperceptível. Encantado com a descoberta, o sonhador arrancou-o, com a ponta de um alfinete, do esconderijo em que o tempo o sepultara, estendeu-o, cuidadoso, ao comprido da página lida, e quedou-se a olhar aquela réstia de luz cristalizada, admirando-lhe a maciez, o brilho, a delicadeza. 
- De onde teria vindo aquele misterioso raio de sol? Como teria caído ali, entre as páginas daquele volume de tragédias? Que cabeça feminina se teria curvado sobre aquelas folhas tenebrosas que reviviam, passados tantos séculos, os mais terríveis dramas de amor? 
Meditava assim o poeta, com os olhos fitos no faiscante fio de ouro, quando as suas pálpebras se cerraram, tocadas pelas mãos invisíveis do sono. E, como sempre acontece aos que sonham sem dormir, o sonho, continuou, no sono, o encanto da realidade. 
De olhos fechados, Silvestre de Morais continuava, por isso, a ver, como se os tivesse abertos, o dourado fio de seda. Olhava-o e, não sabe como, via-o, aos poucos, crescer, desdobrar-se, multiplicar-se. Intrigado, fitou melhor o raiozinho fulgurante, e recuou, com espanto. Agora não era mais o livro, o que via: em lugar da página amarelecida, o que lhe aparecia, cortado pelo cabelo de ouro, era um rosto feminino muito pálido, muito triste, macerado, como o das monjas. Atentou melhor, e viu, mais detidamente: diante dele, olhos em lágrimas, cabelos de ouro esparsos pela fronte úmida, havia uma mulher, jovem e linda, que lhe pedia, as mãos estendidas: 
- Meu senhor, eu venho buscar, convosco, a salvação da minh'alma. Há dois séculos espero, ansiosa, esta hora, este momento, o volver desta página, de que dependeu, até hoje, a minha felicidade. O meu destino está, neste instante, nas vossas mãos. E, por Deus, sede generoso! 
Atônito, maravilhado, sem compreender aquela aparição subitânea, Silvestre olhava, com a interrogação nas pupilas, a visão dolorosa, como a pedir-lhe, em silêncio, a explicação do mistério. Faces em lágrimas, olhos súplices, a moça adivinhou a inquietação, porque, de pronto, lhe explicou, estendendo para ele, como dois lírios de oratório, as mãos pequeninas e pálidas; 
- Tende piedade do meu infortúnio, meu senhor! Para que servirá, tão humilde, entre vossos dedos, esse fio de cabelo? Dai-mo, pois que me dareis, com ele, a minha salvação! 
Insensibilizado pela surpresa, e, não menos, pela graça triste daquela aflição infantil, o poeta quedou-se, imóvel, sem uma palavra de recusa ou de assentimento. E foi diante da sua insensibilidade que a visão maravilhosa lhe contou, sem conter as lágrimas nem recolher as mãos de pétala murcha, a história da sua infelicidade e o segredo da sua angústia. 
- Eu sou uma noiva que paga, meu senhor, num castigo que se eterniza, o tributo da sua ventura passageira. Meu noivo era um poeta, como vós. Um dia, líamos, os dois, como Paolo e Francesca, o livro que tendes em mão, quando um fio do meu cabelo voou, indiscreto, e pousou nos seus dedos. Galanteador e apaixonado, ele o levou aos lábios, beijou-o, e como nos chamassem do jardim onde líamos à claridade do crepúsculo, ele marcou, com o fio imprudente, a página do livro que nos encantava. No dia seguinte, porém, meu noivo adoeceu, e morreu, sem que eu o visse. Amedrontados com a sua morte repentina, os seus parentes dispersaram os seus móveis, as suas roupas, os seus livros, distribuindo-os pelos pobres. E, entre os volumes atirados ao oceano do mundo, foi esse que se acha, hoje, em vosso poder. 
- Continua... Continua... - pediu o poeta, pálido, com tremores nas mãos tateantes. 
- Anos depois, - prosseguiu a visão, nervosa, aflita, precipitando as palavras, - anos depois, eu, por minha vez, morri e fui, pelos anjos, levada à presença de Deus misericordioso. Era pura e havia, na terra, espalhado pelos humildes, pelos simples, pelos pobres, as flores do meu coração. O Senhor fitou-me, porém, severo, e perguntou onde estava um dos fios do meu cabelo. E como lhe contasse como o perdera, ele me fulminou com a sentença terrível: 
eu só entraria na mansão do eterno repouso, da perfeita bem-aventurança, no dia em que voltasse com o fio desaparecido; porque, nenhuma virgem é digna de viver entre os anjos, gozando as doçuras do paraíso, tendo deixado nas mãos de um homem um fio, que seja, do seu cabelo! 
- E por que não te apoderaste dele há mais tempo? - indagou, mais tranqüilo, o poeta. 
- Não foi possível, meu senhor. Há duzentos anos, quase, eu acompanho a marcha deste livro. Durante oitenta anos fiquei a seu lado, em uma biblioteca, esperando que alguém o pedisse, o abrisse, libertando o fio do meu cabelo. Ninguém o pediu, ninguém o abriu, ninguém o leu. Atravessei com ele o mar. Vi-o em várias mãos, sem que alguém, entretanto, folheasse a página de que dependia o meu destino. Sois vós o primeiro. Se, depois, recusardes o que vos suplico, morrerá, para mim, a última esperança de paz e libertação! 
E torcendo as mãozinhas murchas, pálidas, como duas flores de cera: 
- Tende piedade, meu senhor! Dai-me o fio do meu cabelo! 
Comovido, abalado pelo espetáculo daquela angústia, Silvestre estendeu-lhe, na ponta dos dedos, o raiozito de sol pedido com tanta sofreguidão, com tanta doçura, com tanta insistência, pela visão dolorida. 
- Toma. Leva-o... - disse, entregando-lho. 
Com o vento fresco da madrugada, o poeta acordou. Olhou o livro aberto, sobre o qual pousava, ainda, espalmada, a sua mão emagrecida. Procurou o fio de ouro, que vira marcando a página, antes de adormecer. Não o encontrou. 
O vento, com certeza, o havia levado...

Contos do Sábado na Usina: Machado de Assis: FREI SIMÃO I:





Frei Simão era um frade da ordem dos Beneditinos. Tinha, quando morreu, cinqüenta anos em aparência, mas na realidade trinta e oito. A causa desta velhice prematura derivava da que o levou ao claustro na idade de trinta anos, e, tanto quanto se pode saber por uns fragmentos de Memórias que ele deixou, a causa era justa. 
Era frei Simão de caráter taciturno e desconfiado. Passava dias inteiros na sua cela, donde apenas saía na hora do refeitório e dos ofícios divinos. Não contava amizade alguma no convento, porque não era possível entreter com ele os preliminares que fundam e consolidam as afeições. 
Em um convento, onde a comunhão das almas deve ser mais pronta e mais profunda, frei Simão parecia fugir à regra geral. Um dos noviços pôs-lhe alcunha de urso, que lhe ficou, mas só entre os noviços, bem entendido. Os frades professos, esses, apesar do desgosto que o gênio solitário de frei Simão lhes inspirava, sentiam por ele certo respeito e veneração. 
Um dia anuncia-se que frei Simão adoecera gravemente. Chamaram-se os socorros e prestou-se ao enfermo todos os cuidados necessários. A moléstia era mortal: depois de cinco dias frei Simão expirou. 
Durante estes cinco dias de moléstia, a cela de frei Simão esteve cheia de frades. Frei Simão não disse uma palavra durante esses cinco dias; só no último, quando se aproximava o minuto fatal, sentou-se no leito, fez chamar para mais perto o abade, e disse-lhe ao ouvido com voz sufocada e em tom estranho: 
- Morro odiando a humanidade! 
O abade recuou até a parede ao ouvir estas palavras, e no tom em que foram ditas. Quanto a frei Simão, caiu sobre o travesseiro e passou à eternidade. 
Depois de feitas ao irmão finado as honras que se lhe deviam, a comunidade perguntou ao seu chefe que palavras ouvira tão sinistras que o assustaram. O abade referiu-as, persignando-se. Mas 
os frades não viram nessas palavras senão um segredo do passado, sem dúvida importante, mas não tal que pudesse lançar o terror no espírito do abade. Este explicou-lhes a idéia que tivera quando ouviu as palavras de frei Simão, no tom em que foram ditas, e acompanhadas do olhar com que o fulminou: acreditara que frei Simão estivesse doido; mais ainda, que tivesse entrado já doido para a ordem. Os hábitos da solidão e taciturnidade a que se votara o frade pareciam sintomas de uma alienação mental de caráter brando e pacífico; mas durante oito anos parecia impossível aos frades que frei Simão não tivesse um dia revelado de modo positivo a sua loucura; objetaram isso ao abade; mas este persistia na sua crença. 
Entretanto procedeu-se ao inventário dos objetos que pertenciam ao finado, e entre eles achou-se um rolo de papéis convenientemente enlaçados, com este rótulo: "Memórias que há de escrever frei Simão de Santa Águeda, frade beneditino". 
Este rolo de papéis foi um grande achado para a comunidade curiosa. Iam finalmente penetrar alguma coisa no véu misterioso que envolvia o passado de frei Simão, e talvez confirmar as suspeitas do abade. 
O rolo foi aberto e lido perante todos. 
Eram, pela maior parte, fragmentos incompletos, apontamentos truncados e notas insuficientes; mas de tudo junto pôde-se colher que realmente frei Simão estivera louco durante certo tempo. 
O autor desta narrativa despreza aquela parte das Memórias que não tiver absolutamente importância; mas procura aproveitar a que for menos inútil ou menos obscura.