sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Pensamento do Dia:

"Onde a inspiração se perde, eu me encontro e me deleito.”


Esta e mais de 90 outras estão nesta obra.
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Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: Marcos Albert:



Minha alma tropa, tonta e adoentada,

É amordaçada nos abismos desta mente,

Foi feliz por ser viva só por hoje,

Mas condenada a ser triste para sempre.





















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Sexta Na Usina: Poetas da Rede: Raúl Ferrão:RIO DOS MEUS POEMAS:


Fui ver o rio pela manhã.
O cheiro a maresia brindou a minha chegada.
Um arrepio de prazer percorreu

esta embalagem de sonhos 

com que me visto e a que chamam poeta.



Bom dia Rio dos meus poemas.



Como eu queria 

ter um amor feito rio, 

Como eu queria amar no infinito
e ainda lá estar agora
envolto nos seus beijos e abraços.

É na varanda deste Tejo 
que entrego ao Rio as minhas lágrimas.
E peço aos ventos que me afagam
que te levem, tristeza, para bem longe de mim.

Vai-te embora tristeza por favor.
Quero ficar só.
Deixa-me só neste meu rio de poemas.
Deixa-me só como um barco abandonado
Deixa-me só na minha maré vazia
Deixa-me fazer parte de mim finalmente 
No meu esteiro de morte assim deitado

Deixa-me, tristeza em forma de gente.
Deixa-me sem piedade, nem dó.
Que a solidão é menos triste
que estar contigo e sentir-me só.

Raúl Ferrão

Sexta Na Usina: Poetas Da Rede: van Oliveira Melo:TORTURA:


Olho nas águas escuras a correnteza que vagueia

Carregando o lixo das ilusões em direção ao mar

Onde desemboca imperfeições que me fazem chorar

As derradeiras lágrimas que me improvisam e me cerceiam...



Sento-me no alto de uma pedra... O rio parece infinito!

As horas perambulam vazias e eu ali, solitário

Assistindo ao desfecho crônico de mais um dia

E uma pergunta sem resposta entravada na mente...
Posso eu mesmo perdoar-me? De repente, chuva... estou livre!

Sexta Na Usina: Poetas Da rede:Wilson De Jesus Costa:O telefone:


hoje, o telefone ficou em silêncio
ela não ligou, de capricho, não ligarei.

é noite, tudo muito quieto

sinto falta de sua voz dizendo:

'não me ligou amor?'

mas resisto. não vou ligar.

vou dormir. prefiro sonhar

sonhar é estar perto do real...

quando o telefone tocar

responderei com voz sonolenta 

dizendo estar cansado

não falarei com ela
serei durão como os fortes
afinal sou guerreiro
vencedor em todas batalhas
vou ficar elucubrando
afinal se ela não me ligou...
não quer falar comigo, e daí?
medito. conto até três
apanho o telefone
não resisto.
vou ligar pra ela.
Wilson de Jesus Costa

Sexta Na Usina:Poetas Da Rede:Júlio César Benjamin: JANELAS:



Janelas não são

janelas-

são os meus olhos

escancarados

que se escorrem para o mundo

são os meus olhos

que se fecham pra não ver.



Janelas-estas minhas imensas
Janelas
são portais magníficos
que dão para os sete ventos,
para o Setestrêlo,
para as Plêiades
e para dentro de tudo o que eu sou.

As minhas janelas
consomem o Infinito
e devolvem-me toda a paz de que
preciso
flutuando em líquido e doce amor.

Sexta Na usina: Poetas da Rede:Edson Moreira Costa:GAMAR:



8 de janeiro de 2013 13:11

Outra vez nos entregamos, com ardor, os mesmos pássaros cantavam lá fora, mais uma vez nos amamos ! E foi muito calor, eu te amo, e você só diz que me adora;

Trocamos juras de amor! Verdades e mentiras, meias palavras, juramos amor eterno e... Mais uma vez tivemos de nos despedir, eita amor bandido, que não finca raízes, um tesão que dá asas. Um amor, poluído, desconfiado, mas delicia de sentir.

E assim misturamos amores e desencontros, pegas, regaços e amores profanos, não posso me livrar dessa prisão de seu ventre, nem posso me livrar da chave de suas pernas e tronco e não posso cair de seus galopes, pois assim eu te amo.

Na mistura de nossos suores, uma escalada bendita, no entrelace de nossos corpos..nús, amor a queimar, gemidos que ensurdecem os silêncios, amor infinito, invado seu corpo, como um naufrago que nem sabe nadar.

Eu sinto os teus lábios percorrendo o meu corpo, como um leve resfriar que esquenta meu sexo, tua voz dengosa sussurrando seu gozo, balbucia impropérios e palavras sem nexo.

Teus olhos incisivos me deixam corpo e alma nua, invades meu eu sem respeito a minha intimidade, ufa, a gota d’agua, vem que esse corpo e vida, é propriedades sua, me pega, consome, me ama me queira, me coma, me traga.

Em mãos que acariciam lugares, que roubam de mim me suspiros de tesão! Depois de amar, rimos de tudo e de coisa alguma... acaricio seus seios , misturamos lágrimas e sorrisos, a distancia nos afasta, mundo cão , mesmo de longe, em palavras e sonhos falamos de nossos anseios...(Edson Costa) 22/10/2012














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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Revista eisFluências de Dezembro/2016: D'Araújo: ACORDE:

                                        

 Porque você vai continuar aí sentado?
Acorde levante-se. Corra!
O mundo está esperando por você para ser salvo.
Pule, grite se faça ouvir.
Porque o mundo só muda se você mudar.

Outros povos não podem te ver.
Mas poderão te ouvir se você não desistir.
Não fale aos que te ouvem
Mas sim, para aqueles que fingem ser surdos.

Vamos, mostre as verdades do mundo.
Para aqueles que fingem ser cegos.

Acorde!
Hoje temos mais uma manhã de primavera
E continuamos a sua espera.
Vamos juntos salvar o mundo da hipocrisia
Da falta de alegria e gritar heresias.

Para enlouquecer aqueles que em seus
Palacetes de Mármore,

Tão frios quanto os seus sentimentos.......

Poesia De Quinta Na Usina: Paulo Leminski:



Domingo

Canto dos passarinhos


Doce que dá para pôr no café.

Poesia De Quinta Na Usina: Paulo Leminski:



Só mesmo um velho
para descobrir,
detrás de uma pedra,

toda a primavera.

Poesia De Quinta Na Usina: Luís de Camões: Soneto: 114:



Ah! Fortuna cruel! Ah! duros Fados!
Quão asinha em meu dano vos mudastes!
Passou o tempo que me descansastes,
agora descansais com meus cuidados.
Deixastes-me sentir os bens passados,
para mor dor da dor que me ordenastes;
então na hora juntos nos levastes,
deixando em seu lugar males dobrados.
Ah! Quanto melhor fora não vos ver, gostos,
que assim passais tão de corrida, que fico duvidoso se vos vi:
 sem vós já me não fica que perder, se não se for esta cansada vida,

que por mor perda minha não perdi.

Poesia De Quinta Na Usina: Luís de Camões: Soneto:136:



A formosura fresca serra,
 e a sombra dos verdes castanheiros,
o manso caminhar destes ribeiros,
donde toda a tristeza se desterra;
 o rouco som do mar, a estranha terra,
o esconder do sol pelos outeiros,
o recolher dos gados derradeiros,
das nuvens pelo ar a branda guerra;
 Enfim,
tudo o que a rara natureza com tanta variedade nos oferece,
me está (se não te vejo) magoando.
 Sem ti, tudo me enoja e me aborrece;
sem ti, perpetuamente estou passando nas mores alegrias,

mor tristeza.

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: Fervor:


Com ar de controle e tranquilidade
escondemos no fundo do peito,
aqueles nossos desejos que nos
devoram feito fogo em nossos corpos e almas.

E nos deixamos levar em doces palavras
soltas aos ventos que nos conforta.

E assim evitamos pensar nas possibilidades
do imenso prazer de nos possuir.
Assim aos poucos vamos consumindo
o que nos consome, velando o prazer que nunca teremos


Conteúdo:





















Editora: www.perse.com.br

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: Sabor:



 Entre o tempo e o espaço
Fica o descompasso do meu desejo
Na eterna busca do sabor dos teus beijos

O calor da tua alma, e a beleza do teu ser...



Conteúdo do Livro:




















Editora: www.biblioteca24x7.com.br

Poesia De Quinta Na Usina:Fernando Pessoa: Andei léguas de sombra:




Andei léguas de sombra
Dentro em meu pensamento.
Floresceu às avessas
Meu ócio com sem-nexo,
E apagaram-se as lâmpadas
Na alcova cambaleante.
Tudo prestes se volve
Um deserto macio
Visto pelo meu tato
Dos veludos da alcova,
Não pela minha vista.
Há um oásis no Incerto
E, como uma suspeita
De luz por não-há-frinchas,
Passa uma caravana.
Esquece-me de súbito
Como é o espaço, e o tempo
Em vez de horizontal

É vertical.



                  Cancioneiro
Fernando Pessoa
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/cancioneiro.htm

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: A morte chega cedo:


 A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.
O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.
E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte

Que Deus deixou aberto.




Cancioneiro
 Fernando Pessoa
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/cancioneiro.htm

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: JÚLIA:




Teu rosto meigo e singelo
Tem do Céu terno bafejo.
Tu és a rosa do prado
Desabrochando ao albor
Abrindo o purpúreo seio,
Abrindo os cofres de amor.
Tu és a formosa lua
Percorrendo o azul dos céus,
Retratando sobre a linfa.
Os seus alvacentos véus.
Tu és a aurora formosa
Quando dalém vem surgindo;
E que se ostenta garbosa
Áureas flores espargindo.
Tu és perfumada brisa
Sobre o prado derramada
Que goza os doces sorrisos
Da formosa madrugada.
Tua candura e beleza
Tem de amor doce expressão
És um anjo, minha Júlia,
Donde nasce a inspiração.
Quando a terra despe as galas
E os mantos da noite veste,
Vejo brilhar tua imagem
Lá na abóbada celeste.
Nela vejo as tuas graças,
Nela vejo um teu sorriso
Nela vejo um volver d'olhos
Nascido do paraíso.
És ó Júlia, meiga virgem
Que temente ora ao Senhor;
São teus olhos duas setas.

O teu todo é puro amor.




Poesias dispersas

Textos-fonte:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. III,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Toda poesia de Machado de Assis. Org. de Cláudio Murilo Leal.
Rio de Janeiro: Editora Record, 2008.

Poesia de Quinta Na Usina: Machado de Assis:NO ÁLBUM DO SR. QUINTELA:




Faz-se a melhor harmonia
Com elementos diversos;
Mesclam-se espinhos às flores:

Posso aqui pôr os meus versos.




Poesias dispersas

Textos-fonte:
Obra Completa, Machado de Assis, vol. III,
Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1994.
Toda poesia de Machado de Assis. Org. de Cláudio Murilo Leal.
Rio de Janeiro: Editora Record, 2008.

Pensamento do Dia:



“Subestimar o seu semelhante, é mergulhar no abismo das possibilidades.”


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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Quarta Na Usina: Poetisas da rede:Elvira Juana Cocco: TE AGRADEZO POR AMARME:


Te agradezco por amarme

por darme tanta alegría,

quitar de mis ojos el llanto
y entregarme tú la vida.



La tristeza me embargaba
cuando llegaste a mi vida,
pusiste luz en mis sueños
iluminaste todos mis días.

Te agradezco por amarme
darme abrigo entre tus brazos,
alejando de mi ésta nostalgia
que lastimaba con saña mi alma.

Hoy me entrego a éste amor
me reflejo en tu tierna mirada,
caricias cálidas y enamoradas
de un profundo sentimiento.

Prometimos amarnos siempre
sin mirar para atrás al pasado,
sin rencor en nuestros corazones
juntos hacia ése futuro deseado.

Elvira Juana Cocco
Buenos Aires - Argentina
CHÁ vida por me amar Obrigado por me amar, me dando tanta alegria, remover as lágrimas dos meus olhos e me dá vida.


A tristeza que senti quando você entrou na minha vida, você colocar a luz em meu sonhos iluminaste todos os meus dias.



Obrigado por me amar, me dê abrigo em seus braços, afastando-me esta nostalgia machucando violentamente a minha alma.



Hoje entrego-me a amar-me a reflexão em seus olhos macios, caloroso e amoroso um profundo sentimento de carícias.



Prometemos sempre nos amar sem olhar para trás ao passado, sem rancor em nossos corações juntos para que o desejado futuro.



Elvira Juana Cocco Buenos Aires - Argentina