segunda-feira, 31 de julho de 2017

Crônicas De Segunda Na Usina: Machado de Assis: Miss Dollar:

Era conveniente ao romance que o leitor ficasse muito tempo sem saber
quem era Miss Dollar. Mas por outro lado, sem a apresentação de Miss
Dollar, seria o autor obrigado a longas digressões, que encheriam o papel
sem adiantar a ação. Não há hesitação possível: vou apresentar-lhes Miss
Dollar.
Se o leitor é rapaz e dado ao gênio melancólico, imagina que Miss Dollar é
uma inglesa pálida e delgada, escassa de carnes e de sangue, abrindo à
flor do rosto dois grandes olhos azuis e sacudindo ao vento umas longas
tranças loiras. A moça em questão deve ser vaporosa e ideal como uma
criação de Shakespeare; deve ser o contraste do roastbeef britânico, com
que se alimenta a liberdade do Reino Unido. Uma tal Miss Dollar deve ter o
poeta Tennyson de cor e ler Lamartine no original; se souber o português
deve deliciar-se com a leitura dos sonetos de Camões ou os Cantos de
Gonçalves Dias. O chá e o leite devem ser a alimentação de semelhante
criatura, adicionando-se-lhe alguns confeitos e biscoitos para acudir às
urgências do estômago. A sua fala deve ser um murmúrio de harpa eólia;
o seu amor um desmaio, a sua vida uma contemplação, a sua morte um
suspiro.
A figura é poética, mas não é a da heroína do romance.
Suponhamos que o leitor não é dado a estes devaneios e melancolias;
nesse caso imagina uma Miss Dollar totalmente diferente da outra. Desta
vez será uma robusta americana, vertendo sangue pelas faces, formas
arredondadas, olhos vivos e ardentes, mulher feita, refeita e perfeita.
Amiga da boa mesa e do bom copo, esta Miss Dollar preferirá um quarto
de carneiro a uma página de Longfellow, coisa naturalíssima quando o
estômago reclama, e nunca chegará a compreender a poesia do pôr-dosol.
Será uma boa mãe de família segundo a doutrina de alguns padres-
mestres da civilização, isto é, fecunda e ignorante.
Já não será do mesmo sentir o leitor que tiver passado a segunda
mocidade e vir diante de si uma velhice sem recurso. Para esse, a Miss
Dollar verdadeiramente digna de ser contada em algumas páginas, seria
uma boa inglesa de cinqüenta anos, dotada com algumas mil libras
esterlinas, e que, aportando ao Brasil em procura de assunto para escrever
um romance, realizasse um romance verdadeiro, casando com o leitor
aludido. Uma tal Miss Dollar seria incompleta se não tivesse óculos verdes
e um grande cacho de cabelo grisalho em cada fonte. Luvas de renda
branca e chapéu de linho em forma de cuia, seriam a última demão deste
magnífico tipo de ultramar.
Mais esperto que os outros, acode um leitor dizendo que a heroína do
romance não é nem foi inglesa, mas brasileira dos quatro costados, e que
o nome de Miss Dollar quer dizer simplesmente que a rapariga é rica.
A descoberta seria excelente, se fosse exata; infelizmente nem esta nem
as outras são exatas. A Miss Dollar do romance não é a menina romântica,
nem a mulher robusta, nem a velha literata, nem a brasileira rica. Falha
desta vez a proverbial perspicácia dos leitores; Miss Dollar é uma cadelinha
galga.
Para algumas pessoas a qualidade da heroína fará perder o interesse do
romance. Erro manifesto. Miss Dollar, apesar de não ser mais que uma
cadelinha galga, teve as honras de ver o seu nome nos papéis públicos,
antes de entrar para este livro. O Jornal do Comércio e o Correio Mercantil
publicaram nas colunas dos anúncios as seguintes linhas reverberantes de
promessa:
Desencaminhou-se uma cadelinha galga, na noite de ontem,
30. Acode ao nome de Miss Dollar. Quem a achou e quiser
levar à Rua de Mata-cavalos no..., receberá duzentos mil-réis
de recompensa. Miss Dollar tem uma coleira ao pescoço
fechada por um cadeado em que se lêem as seguintes
palavras: De tout mon coeur.
Todas as pessoas que sentiam necessidade urgente de duzentos mil-réis, e
tiveram a felicidade de ler aquele anúncio, andaram nesse dia com
extremo cuidado nas ruas do Rio de Janeiro, a ver se davam com a fugitiva
Miss Dollar. Galgo que aparecesse ao longe era perseguido com tenacidade
até verificar-se que não era o animal procurado. Mas toda esta caçada dos
duzentos mil-réis era completamente inútil, visto que, no dia em que
apareceu o anúncio, já Miss Dollar estava aboletada na casa de um sujeito

morador nos Cajueiros que fazia coleção de cães. 

Crônicas De Segunda Na Usina: D'Araujo: Perdas e danos: O peso do contraditório.

Dezembro de 2012, depois de um ano carregado de talvez, finalmente estava pra chegar o ano novo, e com ele novo sonhos, sonhos velhos reciclados, e ai veio 2013 e com ele uma tempestade em fúria, varrendo sonhos e possibilidades, como era a comemoração dos meus cinquenta anos bem vividos por sinal; Bem eu tinha acabado de mudar de endereço com o meu consultório, tudo é novo inclusive as possibilidades; O projeto era finalmente reconstruir minha casa que as águas de Março do ano anterior tinha levado; lançar meu novo livro, que na verdade era imprimir minha alma em versos e prosas. Segundo plano que vinha junto com o primeiro, oficializar minha união com minha amada no mesmo dia, e finalmente viajar pro nordeste para apresentar minha esposa há família: O primeiro semestre passou como um relâmpago, então veio o segundo, viajei pro nordeste sim, mas não foi pelo motivo que eu queria, fui sepultar o que eu tinha de mais precioso no meu viver, pra minha mãe, tinha chegado o seu tempo findo, eu sempre soube que este dia chegaria, mas jamais poderia imaginar a proporção da dor desta perda; Duas semanas depois me separei; Não me pergunte como tudo isso aconteceu, pois não sei, não tive tempo de respirar, então tudo que eu conhecia por purgatório diante dos acontecimentos se transformou em paraíso, parecia o fim: Como eu sempre acreditei naquele velho proverbio Chinês, que diz que no fim sempre da tudo certo, e se não deu certo é porque não é o fim; Parei refleti, e recomecei; Fato; Minha mãe cumpriu sua missão com louvores, então só tenho há agradecer ao criador por me concebido de uma criatura como ela, o tempo que passamos tão distante, foi minha escolha, a quando fazemos escolhas, arcamos com as consequências, bem meus relacionamentos tinham dito tudo que poderia ser dito, realizados tudo que tínhamos que realizarmos e vivido tudo que poderia ser vivido há dois, e como o meu primeiro relacionamento que durou 25 anos, sempre falo valeu cada segundo vivido, tenho convicção que o que faz duas pessoas ficarem juntas e felizes, não é amor, sexo, ou filhos, e sim um projeto de vida em comum. Eu não sei viver há dois pela metade eu sou intenso, então quando a insatisfação ou se resolve ou cada um segue seu caminho; Há o livro, não esse eu fiz, só um, não, escrevi dois, estão prontinhos para ser lançados, mas não quis agregar a minha alma a tanto desencontro junto; Eles saem juntos assim como os desencontros deste ano só que em janeiro. Não saiu nada como eu planejava, mas saiu melhor do que eu esperava isso mesmo, comecei refazer minha casa o mês passado, um projeto de louco, não poderia ser diferente. Bem casar não está nos meus planos da próxima década, pois um coração de 50 anos, não pode se dar ao luxo de tantas cicatrizes; Ainda bem que o criador sempre foi muito generoso comigo e sempre colocou pessoas maravilhosas na minha vida, amigos que no momento da tempestade me conduziram com segurança até o fim dela; "O que seria da minha vida sem esses Anjos e Fadas que me amparam há cada vez que ameaço cair" Planos pra 2014, apenas um, diante tudo que aconteceu na minha vida ressente, fazer cada segundo do meu viver, valer a pena." Aos que me amam, aos que me toleram e aos que me odeiam, um feliz Natal, e que o criador dê a cada um, em dobro tudo aquilo que for do seu merecimento. beijos poéticos a todos.

Pensamento do Dia:

“Apesar da imensidão do mundo das possibilidades, ninguém escapa ileso do implacável crivo da própria consciência.”


Esta e mais de 90 outras estão nesta obra.
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Sesc Petrolina apresenta programação do 13º Aldeia do Velho Chico:


O mês de agosto traz novos ares à cena cultural do Sertão Pernambucano. De 1º a 12, o Sesc Petrolina realiza o projeto Aldeia do Velho Chico – Festival de Artes do Vale do São Francisco. Em sua 13ª edição, a programação conta com shows, espetáculos teatrais e de dança, literatura, cinema, oficinas, gastronomia e artesanato.

Com o tema “…Enquanto é possível mergulhar”, o Festival propõe uma reflexão, por meio da arte, de questões ligadas à preservação do rio São Francisco, de gênero, étnicas, entre outras abordagens. Para isso, centenas de artistas regionais e nacionais se revezarão em polos localizados em Petrolina-PE, Lagoa Grande-PE e Juazeiro-BA, com uma programação que dialoga com o tema proposto. Consolidado como importante projeto multicultural do Vale, o Aldeia é um desdobramento do Palco Giratório, maior projeto de artes cênicas em circulação no país e que completa este ano 20 edições.


“O Sesc entende a importância de estimular e promover a produção e difusão artística. O Festival Aldeia do Velho Chico reafirma esse compromisso e faz do Sertão do São Francisco um importante polo cultural, transformando positivamente a sociedade por meio da cultura”, ressalta o gerente do Sesc Petrolina, Hednilson Bezerra....

domingo, 30 de julho de 2017

Domingo Na Usina: Biografias: Stephen Edwin King:


Nasceu em Portland, Maine, no ano de 1947. Foi o segundo filho de Donald e Nellie Ruth Pillsbury King. Após a separação de seus pais, Stephen e seu irmão, David, foram criados pela sua mãe. Stephen passou a infância em Fort Wayne, Indiana, onde moravam parentes de seu pai, e também em Stratford, Connecticut. Quando Stephen completou 11 anos, sua mãe voltou com ele e o irmão para Durham, no Maine, pois avôs viviam lá e precisavam da ajuda de sua mãe.
Stephen frequentou aulas em Durham e na Lisbon Falls High School, onde se graduou no ano de 1966. Então foi para Universidade de Maine, onde mantinha uma coluna semanal para o jornal escolar que tinha o nome de The Maine Campus. Stephen foi um estudante ativo, colaborando em questões políticas e servindo como membro do Student Senate. Ele se graduou em 1970 e obteve qualificação para lecionar.

O escritor casou-se com Tabitha Spruce no ano de 1971. Eles se conheceram na biblioteca da universidade quando ainda eram estudantes. Enquanto vendia pequenas histórias para algumas revistas, Stephen escreveu seu primeiro conto profissional “The Glass Floor” para a Startling Mystery Stories em 1967. Muitos destes contos foram compilados posteriormente na coletânea Night Shift (Sombras da Noite) ou apareceram em outras antologias.

No ano de 1973, a editora Doubleday & Co. aceitou a novela Carrie. A partir daí, Stephen consegue subsídio para deixar de lecionar e dedica-se à escrita em tempo integral. Neste mesmo ano, o escritor consegue sua segunda aceitação com a novela Salem’s Lot (A Hora do Vampiro). Neste período, a mãe do escritor morre de câncer aos 59 anos.

Um ano após a aceitação da editora, a novela Carrie é publicada, ao mesmo tempo em que Stephen se muda com a família para o Colorado. Viveram lá aproximadamente um ano, e nesse tempo Stephen escreve The Shining (O Iluminado), que foi levado aos cinemas pelo diretor Stanley Kubrick no ano de 1980. Retornam para Maine em 1975, onde o escritor finaliza The Stand (A Dança da Morte).

O escritor tem três filhos com sua esposa: Naomi Rachel, Joe Hill e Owen Phillip.

Em 2003, Stephen recebeu um título distinto da The National Book Foundation por contribuir com a literatura americana.

Livros de ficção publicados:

1974 - Carrie (Carrie)
1975 - A Hora do Vampiro (Salem's Lot)
1977 - O Iluminado (The Shining)
1978 - A Dança da Morte (The Stand)
1979 - A Zona Morta (The Dead Zone)
1980 - A Incendiária (Firestarter)
1981 - Cão Raivoso (Cujo)
1983 - Christine (Christine)
1983 - O Cemitério (Pet Sematary)
1983 - A Hora do Lobisomem (Cycle of the Werewolf)
1984 - O Talismã (The Talisman, escrito com Peter Straub)
1985 - Tripulação de Esqueletos (Skeleton Crew)
1986 - A Coisa (It)
1987 - Os Olhos do Dragão (The Eyes of the Dragon)
1987 - Angústia (Misery)
1987 - Os Estranhos (The Tommyknockers)
1989 - A Metade Negra (The Dark Half)
1990 - A Dança da Morte (expandida) (The Stand: The Complete & Uncut Edition)
1991 - Trocas Macabras (Needful Things)
1992 - Jogo Perigoso (Gerald's Game)
1992 - Eclipse Total (Dolores Claiborne)
1994 - Insônia (Insomnia)
1995 - Rose Madder (Rose Madder)
1996 - À Espera de Um Milagre (The Green Mile)
1996 - Desespero (Desperation)
1998 - Saco de Ossos (Bag of bones)
1999 - A Tempestade do Século
1999 - The Girl Who Loved Tom Gordon (não publicado no Brasil))
2000 - Riding the Bullet (não publicado no Brasil)
2001 - O Apanhador de Sonhos (Dreamcatcher)
2001 - A Casa Negra (Black House, escrito com Peter Straub)
2002 - Buick 8 (From a Buick 8)
2005 - O Rapaz do Colorado
2006 - Celular (Cell)
2006 - LOVE: A História de Lisey (Lisey’s Story)
2008 - Duma Key (Duma Key)
2009 - Under the Dome
2010 - Blockade Billy
Fontes:
http://www.stephenking.com/the_author.html
http://www.imdb.com/title/tt0081505/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Stephen_King


Fonte de origem:

Domingo Na Usina: Biografias:Domingos José Gonçalves de Magalhães:


Primeiro e único barão e visconde do Araguaia, (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1811 – Roma, 10 de julho de 1882) foi um médico, professor, diplomata, político, poeta e ensaísta brasileiro, tendo participado de missões diplomáticas na França, Itália, Vaticano, Argentina, Uruguai e Paraguai, além de ter representado a província do Rio Grande do Sul na sexta Assembleia Geral.
 Filho de Pedro Gonçalves de Magalhães Chaves.
 Morreu em Roma, onde exercia cargos diplomáticos junto à Santa Sé, no ano de 1882.
 Ingressou em 1828 no curso de medicina, diplomando-se em 1832. No mesmo ano estreou com "Poesias" e, no ano seguinte, parte para a Europa, com a intenção de se aperfeiçoar em medicina.
 Em 1838, é nomeado professor de Filosofia do Colégio Pedro II, tendo lecionado por pouco tempo.
 De 1838 a 1841 foi secretário de Caxias no Maranhão e de 1842 a 1846 no Rio Grande do Sul. Em 1847 entrou para a carreira diplomática brasileira. Foi Encarregado de Negócios nas Duas Sicílias, no Piemonte, na Rússia e na Espanha; ministro residente na Áustria; ministro dos Estados Unidos, Argentina e na Santa Sé, onde morreu.
Títulos nobiliárquicos e honrarias
Comendador da Imperial Ordem de Cristo e da Ordem de São Francisco I de Nápoles, dignitário da Imperial Ordem da Rosa e oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro.
 Barão do Araguaia
Título conferido por decreto imperial em 17 de julho de 1872. Faz referência ao rio Araguaia, que em tupi significa rio do vale dos papagaios.
 Visconde do Araguaia
Título conferido por decreto imperial em 12 de agosto de 1874.
 Foi pai de Antônio José Gonçalves de Magalhães de Araguaia, nascido cerca de 1858, que recebeu o título de "Conde de Araguaia", concedido pela Santa Sé[1] .
 Gonçalves de Magalhães e o romantismo[editar | editar código-fonte]
 Três renomados escritores brasileiros do século XIX. Da esquerda para direita: Gonçalves Dias, Manuel de Araújo Porto-Alegre e Gonçalves de Magalhães (1858).
Recém-formado em Medicina, viaja para a Europa, onde entra em contato com as ideias românticas, fator essencial para a introdução do movimento no Brasil.
 Sua importância está no fato de ter sido o introdutor do romantismo no Brasil, não obstante suas obras serem consideradas fracas pela crítica literária. Embora fosse voltado para a poesia religiosa, como fica claro em Suspiros poéticos e saudades, também cultivou a poesia indianista de caráter nacionalista, como no poema épico A Confederação dos Tamoios (esta obra lhe valeu agitada polêmica com José de Alencar, relativa à visão de cada autor sobre o índio), ambas bastante fantasiosas.
 Em contato com o romantismo francês, publicou em 1836 seu livro "Suspiros poéticos e saudades", cujo prefácio valeu como manifesto para o romantismo brasileiro, sendo por isso considerado o iniciador dessa escola literária no país. Em parceria com Araújo Porto-Alegre e Torres Homem, lançou a revista "Niterói", no mesmo ano. Introduziu ali seus principais temas poéticos: as impressões dos lugares que passou, cidades tradicionais, monumentos históricos, sugestões do passado, impressões da natureza associada ao sentimento de Deus, reflexões sobre o destino de sua Pátria, sobre as paixões humanas e o efêmero da vida. Ele reafirma, dentro de um ideal religioso, que a poesia tem finalidade moralizante, capaz de ser instrumento de elevação e dignificação do ser humano, condenando o estilo mitológico.
 Ao retornar ao Brasil, em 1837, é aclamado chefe da "nova escola" e volta-se para a produção teatral, que então era renovada com a produção de Martins Pena e os desempenhos de João Caetano. Escreve duas tragédias: "Antônio José" ou "O poeta e a Inquisição" (1838) e "Olgiato" (1839).
 Apesar de suas ideias, várias vezes as traiu por conta de sua formação neoclássica. O poema épico "Confederação dos Tamoios" foi escrito nos moldes de O Uraguai, retornando assim ao arcadismo. Esse fato gerou grande polêmica, tendo sido atacado por José de Alencar e defendido por Monte Alverne e pelo imperador Dom Pedro II.
 Psychologia e Physiologia
Segundo Massimi,[2] . Magalhães foi um dos precursores do ensino da psicologia no Brasil, quando essa ciência ainda se iniciava, transitando entre os estudos parapsicológicos e psicopatológicos. Professor do curso “Lições de Philosophie” (1837) do Colégio Imperial Pedro II com dois livros publicados sobre o tema (Os fatos do espírito humano, de 1865, e A alma e o cérebro, estudos de Psychologia e Physiologia, de 1876), típicos exemplares da influência francesa de filosofia espiritualista, segundo a autora .
 Em 1875, uma tese sobre o mesmo tema foi examinada pela banca e sumariamente recusada. Tratava-se da tese de conclusão de curso intitulada Funcções do cérebro de Domingos Guedes Cabral. Tal rejeição não foi aceita pelos alunos pois que, no ano seguinte, imprimiu-se em livro a referida tese vinculada às teorias darwinistas. Apesar de não se ter localizado uma manifestação específica de sua posição quanto a esse acontecimento, como se tem das questões indigenistas e especificamente sobre a “Confederação dos tamoyos”, é evidente que se posicionava pela impossibilidade de redução das faculdades intelectuais e morais do homem frente ao conhecimento prévio da natureza e dos animais.
Apesar do seu erro de imaginar que mesmo nas teorias sobre os múltiplos centros de decisão e pensamento de Franz Joseph Gall (1758 —1828) e outros frenologistas se anularia “ser único que em nós pensa, e que repele a anarquia de tantas forças primitivas” e que ao se tomar o estudo dos animais para melhor compreensão dos processos fisiológicos humanos no que concerne ao estudo do cérebro , estaríamos negando a especificidade da consciência tida como identidade do “eu”, e ação da vontade e força motriz vital Magalhães primava pelo estudo da moral e da sociedade. A psicologia, entendida como o estudo filosófico do conhecimento do homem, e a fisiologia, o seu estudo orgânico hierarquicamente subordinados, a seu ver, à frenologia, endossava as teorias fatalistas (contra o livre-arbítrio), segundo as quais o homem estaria submetido “ao império do destino”, “que ora o fixa ao escolho como uma ostra inerte, ora o eleva em turbilhão como a poeira”[3]
Massimi,[4] analisando o processo de substituição do conceito de "Alma" pelo estudo do "Eu", proposta pelos espiritualistas em refutação à impossibilidade de conhecer a subjetividade identificada por téoricos organicistas, destaca a posição de Gonçalves de Magalhães de deixar de lado as causas ocultas dos fenômenos internos da mesma forma que se pode estudar os fenômenos físicos sem entrar na indagação sobre a natureza íntima da matéria.
Obras
Suspiros poéticos e saudades, poesia (1836) — Considerada a obra inaugural do romantismo brasileiro
Discurso sobre a história da literatura do Brasil, manifesto publicado na revista Nictheroy (1836)
Antônio José ou O poeta e a Inquisição, peça de teatro (1838)
A confederação dos Tamoios, poema épico (1856)
Os mistérios, poesias (1857)
Os fatos do espírito humano, tratado filosófico (1858)[5] — Considerada obra pioneira da filosofia no Brasil[6]
Os indígenas do Brasil perante a História (1860)
Urânia, poesias (1862)
Cânticos fúnebres, poesias (1864)
A alma e o cérebro, ensaios (1876)
Comentários e pensamentos (1880).
fonte de origem:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gon%C3%A7alves_de_Magalh%C3%A3es

Domingo Na Usina: Biografias: Manuel Antônio de Almeida:


Nascido e falecido no Rio de Janeiro, Manuel Antônio de Almeida foi um importante fomentador das letras brasileiras. Seu romance mais famoso, Memórias de um Sargento de Milícias, foi publicado em formato de folhetim entre os anos de 1852 e 1853 no periódico Correio Mercantil do Rio de Janeiro. A ideia para a composição do romance surgiu após ouvir as histórias de um colega de jornal, um antigo sargento comandado pelo Major que inspirou o personagem homônimo do livro.
O romance é uma obra inovadora para sua época pois rompe com o retrato exclusivo da vida e dos hábitos da aristocracia para retratar o ambiente e a linguagem do povo em sua simplicidade. Além disso, Leonardinho, o protagonista, não é o protótipo do herói romântico, mas sim, um menino travesso que mais tarde se transforma em um jovem pícaro, dado à vadiagem e à malandragem no lugar de procurar uma ocupação.
O gênero picaresco
O gênero picaresco, na literatura, é caracterizado pela narrativa de um pícaro, sinônimo para malandro. O personagem é, geralmente, um garoto inocente e puro que é corrompido e desiludido à medida em que cresce e toma contato com a realidade do mundo adulto. Nas suas origens espanholas e medievais, o personagem sempre termina desiludido e adaptado às condições de um mundo na miséria ou em um casamento que não lhe proporciona nenhum tipo de prazer. No entanto, no romance brasileiro o "pícaro" Leonardinho difere um pouco do espanhol por não ser um personagem tão inocente e por terminar feliz em sua vida adulta e em seu casamento.
Se há tantas rupturas, o que faz de Manoel Antônio de Almeida um escritor do romantismo brasileiro? Embora haja muitas convenções do romance romântico em sua obra, tais como o tom irônico e satírico do narrador, o estilo frouxo, a linguagem descuidada e o final feliz do romance, o livro inova por envolve personagens das classes mais baixas da sociedade, o clero e a milícia além de não idealizar seus personagens.
O compadre quer ver Leonardinho instruído pois quer vê-lo como padre ou formado em Direito, diferentemente do romance pícaro original, em que os protagonistas precisam fazer trabalhos manuais (geralmente nas posições mais baixas como criado ou ajudante de cozinheiro) para garantir seu sustento. Além disso, ao final do romance, ele casa com seu amor e recebe "cinco heranças" sem precisar trabalhar para isso. O que faz de Leonardinho um pícaro com características à parte e o transforma em mais um tipo brasileiro.

O romance é considerado por alguns teóricos como o primeiro romance realmente de costumes brasileiro por retratar a sociedade em toda a sua simplicidade e Manoel Antonio de Almeida é por vezes considerado um autor de transição entre o Romantismo e o período seguinte, o Realismo. Além disso, o autor traz para o enredo elementos que até então não eram retratados pelos romancistas, como acampamentos de ciganos e bares frequentados pelas camadas sociais mais baixas.
Memórias de um Sargento de Milícias (1852)
Publicado em formato de folhetim, o romance narra a história de Leonardinho, filho dos portugueses Leonardo Pataca e Maria-da-Hortaliça que chegam ao Rio de Janeiro. Na viagem em direção ao Brasil, Leonardo dá uma pisadela em Maria, que retruca com um beliscão. "Nove meses depois, filho de uma pisadela e um beliscão, nascia Leonardo." Porém, abandonado pelos pais, acaba sendo criado pelo compadre barbeiro. Largado à vagabundagem, o personagem é o protótipo do malandro brasileiro. 
Veja trecho abaixo:
 Capítulo I - Origem, nascimento e batizado

(...)
 Sua história tem pouca coisa de notável. Fora Leonardo algibebe em Lisboa, sua pátria; aborrecera-se porém do negócio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de que o vemos empossado, e que exercia, como dissemos, desde tempos remotos. Mas viera com ele no mesmo navio, não sei fazer o quê, uma certa Maria da hortaliça, quitandeira das praças de Lisboa, saloia rechonchuda  e bonitona. O Leonardo, fazendo-se-lhe justiça, não era nesse tempo de sua mocidade mal-apessoado, e sobretudo era maganão. Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria, como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte  estavam os dois amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
 Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos: e daí a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão; sete meses depois teve a Maria um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói desta história.
 (...)
 Capítulo II - Primeiros Infortúnios
 (...)
 Logo que pôde andar e falar tornou-se um flagelo; quebrava e rasgava tudo que lhe vinha à mão. Tinha uma paixão decidida pelo chapéu armado do Leonardo; se este o deixava por esquecimento em algum lugar ao seu alcance, tomava-o imediatamente, espanava com ele todos os móveis, punha-lhe dentro tudo que encontrava, esfregava-o em uma parede, e acabava por varrer com ele a casa; até que a Maria, exasperada pelo que aquilo lhe havia custar aos ouvidos, e talvez às costas, arrancava-lhe das mãos a vítima infeliz. Era, além de traquinas, guloso; quando não traquinava, comia. A Maria não lhe perdoava; trazia-lhe bem maltratada uma região do corpo; porém ele não se emendava, que era também teimoso, e as travessuras recomeçavam mal acabava a dor das palmadas.

Assim chegou aos 7 anos.
Afinal de contas a Maria sempre era saloia, e o Leonardo começava a arrepender-se seriamente de tudo que tinha feito por ela e com ela. E tinha razão, porque, digamos depressa e sem mais cerimônias, havia ele desde certo tempo concebido fundadas suspeitas de que era atraiçoado. Havia alguns meses atrás tinha notado que um certo sargento passava-lhe muitas vezes pela porta, e enfiava olhares curiosos através das rótulas: uma  ocasião, recolhendo-se, parecera-lhe que o vira encostado à janela. Isto porém passou sem mais novidade.
Depois começou a estranhar que um certo colega seu o procurasse em casa, para tratar de negócios do oficio, sempre em  horas desencontradas: porém isto também passou em breve. Finalmente aconteceu-lhe por três ou quatro vezes esbarrar-se junto de casa com o capitão do navio em que tinha vindo de Lisboa, e isto causou-lhe sérios cuidados. Um dia de manhã entrou sem ser esperado pela porta adentro; alguém que estava na sala abriu precipitadamente a janela, saltou por ela para a rua, e desapareceu.
À vista disto nada havia a duvidar: o pobre homem perdeu, como se costuma dizer, as estribeiras; ficou cego de ciúme. Largou apressado sobre um banco uns autos que trazia embaixo do braço, e endireitou para a Maria com os punhos cerrados.
— Grandessíssima!...
E a injúria que ia soltar era tão grande que o engasgou... e pôs-se a tremer com todo o corpo.
A Maria recuou dois passos e pôs-se em guarda, pois também não era das que se receava com qualquer coisa.
— Tira-te lá, ó Leonardo!
— Não chames mais pelo meu nome, não chames... que tranco-te essa boca a socos...
— Safe-se daí! Quem lhe mandou pôr-se aos namoricos comigo a bordo?
Isto exasperou o Leonardo; a lembrança do amor aumentou-lhe a dor da traição, e o ciúme e a raiva de que se achava possuído transbordaram em socos sobre a Maria, que depois de uma tentativa inútil de resistência desatou a correr, a chorar e a gritar:
— Ai... ai... acuda, Sr. compadre... Sr. compadre!...
Porém o compadre ensaboava nesse momento a cara de um freguês, e não podia largá-lo. Portanto a Maria pagou caro e por junto todas  as contas. Encolheu-se a choramingar em um canto.
O menino assistira a toda essa cena com imperturbável sangue-frio: enquanto a Maria apanhava e o Leonardo esbravejava, este ocupava-se tranqüilamente em rasgar as folhas dos autos que este tinha largado ao entrar, e em fazer delas uma grande coleção de cartuchos.
Quando, esmorecida a raiva, o Leonardo pôde ver alguma coisa mais do que seu ciúme, reparou então na obra meritória em que se ocupava o pequeno. Enfurece-se de novo: suspendeu o menino pelas orelhas, fê-lo dar no ar uma meia-volta, ergue o pé direito, assenta-lhe em cheio sobre os glúteos, atirando-o sentado a quatro braças de distância.
— És filho de uma pisadela e de um beliscão; mereces que um pontapé te acabe a casta.

fonte de origem:
http://www.soliteratura.com.br/romantismo/romantismo11.php

Domingo Na Usina:Biografias:Joaquim Manuel de Macedo:



(1820-1882) foi escritor brasileiro. "A Moreninha" é considerado o primeiro romance verdadeiramente representativo da literatura brasileira. Foi professor de História do Brasil no Colégio Pedro II, e preceptor dos netos do Imperador Pedro II. É Patrono da cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras.
Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) nasceu em Itaboraí, Rio de Janeiro, no dia 24 de junho de 1820. Formou-se em Medicina, pela Faculdade do Rio de Janeiro, mas nunca exerceu a profissão, seduzido pela carreira literária e pelo magistério. Foi professor de História no Colégio Pedro II, e preceptor dos netos do Imperador Pedro II.
A obra de Macedo representa todo o esquema e desenvolvimento dos romances iniciais, com linguagem simples, tramas fáceis, descrição de costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições, pequenas intrigas de amor e mistério, um final feliz com a vitória do amor. Com o romantismo, nasce a prosa de ficção brasileira. "A Moreninha", foi seu primeiro romance, que teve grande aceitação. Joaquim de Macedo foi o autor mais lido na sua época.
Poeta e teatrólogo de grandes recursos, Macedo produziu inúmeros trabalhos literários, nesses dois gêneros, além de uma vasta coleção de romances que o colocaram entre os melhores e mais fecundos prosadores brasileiros.
Noutros gêneros, escreveu: Lições de História do Brasil (didático) (1861), Noções de Corografia do Brasil (didático) (1873), Ano Biográfico Brasileiro (1876), Efemérides Históricas do Brasil e Mulheres Célebres (1878). Depois da sua morte, ainda foi publicado o romance Amores de um Médico. Joaquim Manuel de Macedo é o patrono da Cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras.
Joaquim Manuel de Macedo morreu no Rio de Janeiro, no dia 11 de abril de 1882.
Obras de Joaquim Manuel de Macedo
A Moreninha, romance, 1844
O Moço Loiro, romance, 1845
Os Dois Amores, romance, 1848
Rosa, romance, 1849
O Cego, teatro, 1849
Cobé, teatro, 1852
Vicentina, romance, 1853
O Forasteiro, romance, 1855
A Carteira de meu Tio, 1855
O Fantasma Branco, teatro, 1856
A Nebulosa, poesia, 1857
O Sacrifício de Isaac, teatro, 1858
O Primo da Califórnia, 1858
Amor à Pátria, teatro, 1859
Luxo e Vaidade, teatro, 1860
O Novo Otelo, teatro, 1860
Os Romances da Semana, 1861
A Torre em Concurso, teatro, 1861
Lusbela, teatro, 1862
Um Passeio Pela Cidade do Rio de Janeiro, 1862-1863
O Culto de Dever, romance, 1865
Memórias do Sobrinho do meu Tio, 1868
O Rio do Quarto, romance, 1869
As Vítimas-Algozes, romance, 1869
A Luneta Mágica, romance, 1869
A Namoradeira, 1870
As Mulheres de Mantilha, romance, 1870
Romance de Uma Velha, teatro, 1870
Remissão de Pecados, teatro, 1870
Cincinato Quebra-Louças, teatro, 1871
Um Noivo e Duas Noivas, 1871
Ano Biográfico Brasileiro, 1876
Vingança por Vingança, 1877
Memórias da Rua do Ouvidor, 1878
Antonica da Silva, teatro, 1880

Informações biográficas de Joaquim Manuel de Macedo:
Data do Nascimento: 24/06/1820
Data da Morte: 11/04/1882

Morreu aos: 61 anos.

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Domingo Na Usina: biografias:Maria de França:


 "Marie de France" foi uma poetisa evidentemente nascida na França e que viveu na Inglaterra em fins do século XII. Praticamente nada é conhecido sobre sua vida anterior, embora ela escrevesse numa forma de Francês antigo que foi copiado pelos escribas anglo-normandos. Logo, muitos dos manuscritos de sua obra apresentam características anglo-normandas.
Identidade histórica
Os estudiosos desconhecem a verdadeira identidade da mulher que hoje chamamos Maria de França, sendo este nome derivado da forma como ela encerrou um de seus trabalhos ("Ysopet"):

"Al finement de cest escrit
Qu'en romanz ai traitié e dit,
Me numerai pur remembrance:
Marie ai nun, si sui de France"
Que se traduz por:

Ao final deste escrito
Que em romance foi tratado e dito,
Me apresento para lembrança:
Maria é meu nome, eu sou de França.
Várias personagens históricas foram sugeridas como candidatas. Entre aquelas levadas mais a sério, estão Marie, abadessa de Shaftesbury e meia-irmã de Henrique II, rei da Inglaterra; Marie, abadessa de Reading;[1] Marie de Boulogne e, a mais instigante de todas, Marie de Meulan, mulher de Hugh Talbot.[2] [3] [4]

Histórico
Quatro obras têm sido atribuídos à Marie de France, incluindo 12 "lais bretões" (ou lays), as fábulas "Ysopet", a Lenda do Purgatório de São Patrício e, mais recentemente, a vida de uma santa intitulada La Vie seinte Audree (ou A vida de santa Audrey). Estudiosos têm datado os trabalhos de Marie de cerca de 1160 até 1215, embora provavelmente eles tenham sido escritos entre 1170 e 1205. Um de seus "lais" é dedicado a um "nobre rei", outro a um "Conde William"; imagina-se que o rei em questão seja ou Henrique II da Inglaterra ou seu filho mais velho, conhecido como "Henrique, o Jovem Rei". O Conde William em questão é, muito provavelmente, William de Mandeville, 3º Conde de Essex, ou William Marshall. Como a esposa de Henrique II, Eleonor da Aquitânia era conhecida como patrona de trovadores e outros artistas, foi sugerido por alguns que Marie de France era integrante da corte dela.

Trívia
A poetisa inglesa Matilda Betham-Edwards escreveu um poema sobre Marie de France intitulado The Lay of Marie.
Referências
Ir para cima ↑ Rossi, Carla. Marie, ki en sun tens pas ne s'oblie; Maria di Francia: la Storia oltre l'enigma. Roma: Bagatto Libri, 2007.
Ir para cima ↑ Holmes, Urban T.. (1932). "New thoughts on Marie de France". Studies in Philology 29: 1-10.
Ir para cima ↑ Grillo, Peter R.. (1988). "Was Marie de France the Daughter of Waleran II, Count of Meulan?". Medium Aevum 57: 269-273.

Ir para cima ↑ Pontfarcy, Yolande de. (1995). "Si Marie de France était Marie de Meulan". Cahiers de Civilisation Medievale (Xe-XIIe Siecles) 38: 353-61.

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Domingo Na Usina: Biografias: Marguerite Yourcenar:


 Em 1983.
Data de nascimento       8 de junho de 1903
Local de nascimento      Bruxelas, Bélgica
Data de morte  17 de dezembro de 1987 (84 anos)
Local de morte Mount Desert Island, Maine, Estados Unidos
Magnum opus  Adriano
Prêmios               Primeira mulher eleita à Academia Francesa (cadeira nº 3) (1980)
Marguerite Yourcenar, pseudônimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour (Yourcenar é um anagrama de Crayencour) (Bruxelas, 8 de junho de 1903 — Mount Desert Island, 17 de dezembro de 1987), foi uma escritora belga de língua francesa.
Biografia
Marguerite Yourcenar foi educada de forma privada e de maneira excepcional: lia Jean Racine com oito anos de idade, e seu pai ensinou-lhe o latim aos oito anos e grego aos doze.

Em 1929, publicou seu primeiro romance, Alexis ou o Tratado do Vão Combate (Alexis ou le traité du vain combat) inspirado em André Gide[1] , escrito em um estilo preciso, frio e clássico. Trata-se de de uma longa carta em que um homem, músico renomado, confessa à sua esposa sua homossexualidade e sua decisão de a deixar. Após a morte de seu pai, em 1929, (depois de ter lido o primeiro romance de sua filha), Marguerite Yourcenar levou uma vida boêmia entre Paris, Lausana, Atenas, as ilhas gregas, Constantinopla e Bruxelas. Nesta época, Marguerite Yourcenar apaixonou-se pelo escritor e editor André Fraigneau[2] .

Na década de 1930, escreveu Fogos (1936), composto por textos com inspirações mitológicas ou religiosas, em que a autora trata de diversas formas o tema do desespero amoroso e dos sofrimentos sentimentais, tema retomado mais tarde em Le Coup de grâce (1939), romance curto sobre um triângulo amoroso durante a guerra russo-polonesa de 1920. Em 1939, ela publicou Contos Orientais, com histórias que fazem referência a suas viagens,

Também em 1939, dez anos depois da morte de seu pai e com a Europa conturbada pela proximidade da Segunda Guerra Mundial, ela mudou-se para os Estados Unidos, onde passou o resto de sua vida, obtendo a cidadania estado-unidense em 1947 e ensinando literatura francesa até 1949. Até 1979, Yourcenar morou com Grace Frick, professora de literatura britânica em Nova Iorque.

As suas Mémoires d´Hadrien (Memórias de Adriano), de 1951, tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Œuvre au Noir (A Obra em Negro, 1968), uma biografia de um herói do século XVI, chamado Zénon, atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atracção pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou La vision du vide (1981) e Comme l´eau qui coule (1982).

Marguerite Yourcenar foi a primeira mulher eleita à Academia Francesa de Letras, em 1980, após uma campanha e apoio activos de Jean d'Ormesson, que escreveu o discurso de sua admissão.

ObrasO Jardim das Quimeras (Le jardin des chimères) (1921);
Alexis ou o tratado do vão combate (Alexis ou le traité du vain combat) (1929, romance);
La nouvelle Eurydice (1931, romance);
Fogos (Feux) (1936, poemas em prosa);
Contos orientais (Nouvelles orientales) (1938);
Les songes et les sorts (1938);
Le coup de grâce (1939, romance);
Memórias de Adriano (Mémoires d'Hadrien) (1951);
Électre ou La chute des masques (1954);
A Obra ao Negro (L'Œuvre au noir) (1968);
Souvenirs pieux (1974);
O Labirinto do Mundo (1974-77);
Arquivos do Norte (Archives du Nord) (1977);
Mishima ou A Visão do Vazio (1981);
O Tempo, Esse Grande Escultor (1983);
D'Hadrien à Zénon : correspondance, 1951-1956 (2004), Paris : Gallimard. 630 p. Texto compilado e comentado por Colette Gaudin e Rémy Poignault ; com a colaboração de Joseph Brami e Maurice Delcroix ; edição coordenada por Élyane Dezon-Jones e Michèle Sarde ; pref. de Josyane Savigneau.
A Fundação Marguerite Yourcenar[editar | editar código-fonte]
A Fundação Marguerite Yourcenar, sob égide da Fondation de France, foi criada em 1982, por iniciativa de Marguerite Yourcenar. Esta fundação tem como objetivo proteger a fauna e a flora selvagens[3] , e contribuiu para a criação de uma reserva natural nos Monts de Flandre[4].

fonte de origem:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Marguerite_Yourcenar 

Domingo Na Usina: Biografias: Madame de Staël:


Anne-Louise-Germaine Necker nasceu em Paris, em 1766. Depois se tornaria a baronesa de Staël-Holstein, sendo mais conhecida por Germaine ou Madame de Staël.

Filha de político, Germaine foi acostumada a ver e participar de debates políticos, que aconteciam em sua residência desde que era uma menina. Seus pais eram protestantes calvinistas e seus amigos, os que participavam dos debates, eram todos de tendência liberal.

Germaine viveu ainda nos anos de reinado de Luís XVI, entrando na Revolução Francesa, na Era Napoleônica e chegando à restauração da monarquia dos Bourbons com Luís XVIII.

Ela era favorável a monarquia constitucional, mas as idéias que perseguia foram derrotadas pela maioria vitoriosa na Revolução, por Napoleão e pelos restauradores da monarquia.

E foi justamente Napoleão a figura que mais perseguiu Germaine. Representante da negação da liberdade que ela defendia, Napoleão entrou em atrito com a escritora várias vezes.

Em 1786, Germaine casou-se com o embaixador sueco Barão de Stael-Holstein. Mas seus casos ficaram conhecidos na história, principalmente com o romancista Benjamin Constant.

Dentre suas obras, se destacam “De la litterature consideree dans ses rapports avec les institutions sociales”, de 1800, “Delphine”, de 1802, “Corinne”, de 1807 e “De l'Allemagne”, de 1810.

Escreveu, além dessas obras, várias críticas literárias, romances e ensaios. Seus escritos tiveram forte influência na eclosão do Romantismo na França e também marcaram o início da crítica literária sociológica.

Madame de Staël faleceu em julho de 1817.

Acervo: 48 frases e pensamentos de Madame de Staël.

Frases e Pensamentos de Madame de Staël
O remorso é a única dor da alma, que nem a reflexão nem o tempo atenuam.
Madame de Staël
Compartilhar1316 Adicionar à minha coleção127O remorso é a única dor da alma, que nem a...
O desejo do homem é pela mulher, mas o desejo da mulher é pelo desejo do homem.
Madame de Staël
Compartilhar198 Adicionar à minha coleção106O desejo do homem é pela mulher, mas o desejo da...
A consciência é uma pequena lanterna que a solidão acende à noite.
Madame de Staël
Compartilhar141 Adicionar à minha coleção65A consciência é uma pequena lanterna que a...
A liberdade e o amor são incompatíveis. Quem ama é sempre escravo.
Madame de Staël
Compartilhar51 Adicionar à minha coleção43A liberdade e o amor são incompatíveis. Quem ama...
O ciúme pertence mais à vaidade do que ao amor.

Madame de Staël.

Fonte de origem:

Domingo Na Usina: Biografias:René Descartes:


(1596-1650) foi um filósofo, físico e matemático francês. Autor da frase "Penso, Logo Existo". É considerado o criador do pensamento cartesiano, sistema filosófico que deu origem à Filosofia Moderna. Sua preocupação era com a ordem e a clareza. Propôs fazer uma filosofia que nunca acreditasse no falso, que fosse fundamentada única e exclusivamente na verdade. Uma nova visão da natureza anulava o significado moral e religioso dos fenômenos naturais. Determinava que a ciência deveria ser prática e não especulativa.

A obra de Descartes, "O Discurso Sobre o Método", é um tratado matemático e filosófico, publicado na França em 1637 e traduzida para o latim em 1656. Em toda obra prevalece a autoridade da razão.

René Descartes (1596-1650) nasceu no dia 31 de março em La Haye, antiga província de Touraine, hoje Descartes, na França. Filho de Joachim Descartes, advogado e juiz, proprietário de terras, com o título de escudeiro, primeiro grau de nobreza. Era também conselheiro no Parlamento de Rennes na vizinha cidade de Bretanha.

René Descartes estudou no Colégio Jesuíta Royal Henry - Le Grand, que era estabelecido no castelo De La Flèche, doado aos jesuítas pelo rei Henrique IV. Na época o colégio mais prestigiado da França, com o objetivo de treinar as melhores mentes. Descartes, estudou entre 1607 e 1615.

Formou-se em Direito pela Universidade de Poitiers. Dois anos depois, ingressou no exército do príncipe Maurício de Nassau, na Holanda, onde estabelece contato com as descobertas recentes da Matemática. Aos 22 anos, começa a formular sua "geometria analítica" e seu "método de raciocinar corretamente". Rompe com a filosofia aristotélica adotada nas academias e, em 1619, propõe uma ciência unitária e universal, lançando as bases do método científico moderno.

Sua principal obra foi "O Discurso Sobre o Método" (1637), na qual apresenta o seu método de raciocínio, "Penso, logo existo", base de toda a sua filosofia e do futuro racionalismo científico. Nessa obra expõe as quatro regras para se chegar ao conhecimento: nada é verdadeiro até ser reconhecido como tal; os problemas precisam ser analisados e resolvidos sistematicamente; as considerações devem partir do mais simples para o mais complexo; e o processo deve ser revisto do começo ao fim para que nada importante seja omitido.

Em 1649, vai trabalhar como instrutor da rainha Cristina na Suécia. Com uma saúde frágil, René Descartes morre de pneumonia no dia 11 de fevereiro de 1650.

Obras de René Descartes
Regras Para Orientação do Espírito, 1628
O Discurso Sobre o Método, 1637
Geometria, 1637
Meditações Sobre a Filosofia Primeira, 1641
Princípios da Filosofia, 1644

Informações biográficas de René Descartes:
Data do Nascimento: 31/03/1596
Data da Morte: 11/02/1650

Morreu aos: 53 anos.

Fonte de origem: