quinta-feira, 29 de junho de 2017

Revista eisFluências do mês de Junho/2017 na sua 47ª Edição:

Como sempre para mim, é uma imensa hora participar:
ENCONTRO
D'Araújo

Este teu olhar que desnuda a minha alma,
perco minha calma, mesmo que tardia,
em saber que finalmente chegou o dia
em que o terno se torna eterno.

Teu sorriso me acende um ser que repousa
sobre a sombra do esperar eterno.

O calor do teu corpo me traz para a vida
que parou um dia, e a felicidade brota em
meu peito feito grama em solo fértil..

Teu cheiro me faz delirar em pensamentos
profanos, me vejo em outro plano.

A busca termina num solo eterno a tua
voz soa como um bálsamo dos deuses
que acalma e sustenta o meu ser.

Informação nº 03/Junho/2017

Estimados leitores,

É com imenso prazer que lhes trazemos a Revista eisFluências do mês de Junho/2017 na sua 47ª Edição
a qual  leva acoplado o Suplemento Junino.
Aos digníssimos Escritores, residentes em 13 países, que nos privilegiaram com um total de 339 participações,
agradecemos a prestimosa e honrosa colaboração.

Para Ler a Revista clicar em:
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/revista/eisFluencias/47-Jun17/eisFluencias_Jun_2017_7_47.htm

NOTA: No final desta página (link acima) encontrarão o link para o Suplemento Junino:
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/revista/eisFluencias/47-Jun17/eisFluencias_Jun_2017_7_47--SUPLEMENTO.htm



Todas as Revistas já editadas, podem ser consultadas a qualquer momento na FÉNIX, sob o link que criámos para o efeito:
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/revista/eisFluencias/publicacoes.htm

Agradecemos que deixem os vossos comentários no Livro de Visitas da Revista eisFLUÊNCIAS:
http://www.livrodevisitas.com.br/ler.cfm?id=135599

Nunca será demais repetir que ficaremos sempre gratos se cada leitor fizer a divulgação que lhe for possível
no seu site ou blogue, se o tiver, ou por qualquer outro meio ao seu alcance.
Esperando que tenham uma agradável leitura, e gratos por estarem connosco, as nossas saudações literárias

O Director
Victor Jerónimo
(Portugal/Brasil)
*
A Directora Cultural
Carmo Vasconcelos
(Portugal)
*
O Web Designer
Henrique Lacerda Ramalho
(Portugal)
*
A Proprietária
Mercedes Pordeus
(Brasil)
*

Em 26 de Junho/2017
Fonte de origem:

Poesia De Quinta Na Usina:Machado de Assis:Horas Vivas.


Noite; abrem-se as flores...
Que esplendores!
Cíntia sonha amores
Pelo céu.
Tênues as neblinas
Às campinas
Descem das colinas,
Como um véu.
Mãos em mãos travadas
Animadas,
Vão aquelas fadas
Pelo ar;
Soltos os cabelos,
Em novelos,
Puros, louros, belos,
A voar.
— "Homem, nos teus dias
Que agonias,
Sonhos, utopias,
Ambições;
Vivas e fagueiras,
As primeiras,
Como as derradeiras
Ilusões!
— Quantas, quantas vidas
Vão perdidas,
Pombas malferidas
Pelo mal!
Anos após anos,
Tão insanos,
Vêm os desenganos
Afinal.
— Dorme: se os pesares
Repousares.
Vês? — por estes ares
Vamos rir;
Mortas, não; festivas,
E lascivas,
Somos — horas vivas
De dormir. Espero-te, amanhã.

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis; Poema: ÁLVARES D'AZEVEDO

AO SR. DR. M. A. D'ALMEIDA

Vejo em fúnebre cipreste
Transformada a ovante palma!
PORTO ALEGRE.
Morrer, de vida transbordando ainda,
Como uma flor que ardente calma abrasa!
Águia sublime das canções eternas:
Quem no teu vôo espedaçou-te a asa?
Quem nessa fronte que animava o gênio,
A rosa desfolhou da vida tua?
Onde o teu vulto gigantesco? Apenas
Resta uma ossada solitária e nua!
E contudo essa vida era abundante!
E as esperanças e ilusões tão belas!
E no porvir te preparava a pátria
Da glória as palmas e gentis capelas!
Sim, um sol de fecunda inteligência
Sobre essa fronte pálida brilhava,
Que à face deste século de indústria
Tantos raios ardentes derramava!
E pôde a morte destruir-te a vida!
E dar à tumba a tua fronte ardente!
Pobre moço! saudaste a estrela d’alva,
E o sol não viste a refulgir no Oriente!
Morrer, de vida transbordando ainda,
Como uma flor que ardente calma abrasa!
Águia sublime das canções eternas:
Quem no teu vôo espedaçou-te a asa?
Voltaste à terra só — Não morrem Byrons,
Nem finda o homem na friez da campa!
Homem, tua alma aos pés de Deus fulgura,
Teu nome, poeta, no porvir se estampa!
Não morreste! estalou a fibra apenas
Que a alma à vida de ilusões prendia!
Acordaste de um negro pesadelo,
E saudaste o sol do eterno dia!
Mas cá fica no altar do pensamento
Teu nome como um ídolo pomposo,
Que a fama com o turíbulo dos tempos
Perfuma de um incenso vaporoso!
E ao ramalhete das brasílias glórias,
Mais uma flor angélica se enlaça,
Que a brisa ardente do porvir passando
Trêmula beija e a murmurar abraça!
Byron da nossa terra, dorme embora
Envolto no teu fúnebre sudário,
Murmure embora o vento dos sepulcros
Junto do teu sombrio santuário.
Resta-te a c’roa santa de poeta,
E a mirra ardente da oração saudosa,
E pelas noites calmas do silêncio
Os séculos da lua vaporosa!
Ela te chora, e ali com ela a pátria,
Pobre órfã de teus cânticos divinos,
E das brisas na voz misteriosa,
Da saudade e da dor sagram-te os hinos!
Dorme junto de Chatterton, de Byron,
Frontes sublimes, pra sonhar criadas,
Almas puras de amor e sentimento,
Harpas santas, por anjos afinadas!
Dorme na tua fria sepultura
Guarda essa fronte vaporosa, ardente,
Tu, que apenas saudaste a estrela-d'alva

E o sol não viste a refulgir no Oriente!

Poesia De quinta Na Usina: Fernando Pessoa: 59:


"Os Deuses, se são justos em sua injustiça, nos conservem os sonhos ainda quando sejam
impossíveis, e nos dêem bons sonhos, ainda que sejam baixos."

* * *


Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares
Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: Aqui.


 Aqui, neste misérrimo desterro
Onde nem desterrado estou, habito,
Fiel, sem que queira, àquele antigo erro
Pelo qual sou proscrito.
O erro de querer ser igual a alguém
Feliz em suma — quanto a sorte deu
A cada coração o único bem

De ele poder ser seu.

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: Fosso:




Não a nada que possa adoçar,
a vida daqueles que se recolheram,
ao amargo  fosso de sua próprias amarguras.



D'Araújo.

Poesia De Quinta Na Usina:D'Araujo: Poema:Subtrair.

          
         Que nenhum outro acariciar, subtraia as marcas
das minhas caricias, quando deslizo pelo seu
corpo a sede do meu desejo.

Por entre teu belo caminhar, que me leva
aos mais belos bosques que alimenta a criação.

D'Araujo.

Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo: Como!




Como extirpar um sentimento visceral e incontrolável!
Como separar um ser, com um único desejo!
Como matar o amor!
Como excomungar a dor!
E como tampar um vazio da alma!

Como simplesmente livrar-se de si mesmo.


Conteúdo do livro:




















Editora: www.perse.com.br