
8 de janeiro de 2013 13:11
Outra vez nos entregamos, com ardor, os mesmos pássaros cantavam lá fora, mais
uma vez nos amamos ! E foi muito calor, eu te amo, e você só diz que me adora;
Trocamos juras de amor! Verdades e mentiras, meias palavras, juramos amor
eterno e... Mais uma vez tivemos de nos despedir, eita amor bandido, que não
finca raízes, um tesão que dá asas. Um amor, poluído, desconfiado, mas delicia
de sentir.
E assim misturamos amores e desencontros, pegas, regaços e amores profanos, não
posso me livrar dessa prisão de seu ventre, nem posso me livrar da chave de
suas pernas e tronco e não posso cair de seus galopes, pois assim eu te amo.
Na mistura de nossos suores, uma escalada bendita, no entrelace de nossos
corpos..nús, amor a queimar, gemidos que ensurdecem os silêncios, amor
infinito, invado seu corpo, como um naufrago que nem sabe nadar.
Eu sinto os teus lábios percorrendo o meu corpo, como um leve resfriar que
esquenta meu sexo, tua voz dengosa sussurrando seu gozo, balbucia impropérios e
palavras sem nexo.
Teus olhos incisivos me deixam corpo e alma nua, invades meu eu sem respeito a
minha intimidade, ufa, a gota d’agua, vem que esse corpo e vida, é propriedades
sua, me pega, consome, me ama me queira, me coma, me traga.
Em mãos que acariciam lugares, que roubam de mim me suspiros de tesão! Depois
de amar, rimos de tudo e de coisa alguma... acaricio seus seios , misturamos
lágrimas e sorrisos, a distancia nos afasta, mundo cão , mesmo de longe, em
palavras e sonhos falamos de nossos anseios...(Edson Costa) 22/10/2012
