quinta-feira, 13 de julho de 2017

Poesia De Quinta Na Usina:Joseph Conrad:





"Toda a ambição é legítima, salvo as que se erguem sobre as misérias e as crendices da humanidade.."





Fonte de origem:

http://pensador.uol.com.br/autor/joseph_conrad/

Poesia De Quinta Na Usina: Fernando Pessoa: Pensar em Deus.


Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos! ...

Poesia De Quinta Na Usina:: Fernando Pessoa; Vendaval:


Ó vento do norte, tão fundo e tão frio,
Não achas, soprando por tanta solidão,
Deserto, penhasco, coval mais vazio
Que o meu coração!
Indômita praia, que a raiva do oceano
Faz louco lugar, caverna sem fim,
Não são tão deixados do alegre e do humano
Como a alma que há em mim!
Mas dura planície, praia atra em fereza,
Só têm a tristeza que a gente lhes vê
E nisto que em mim é vácuo e tristeza
É o visto o que vê.
Ah, mágoa de ter consciência da vida!
Tu, vento do norte, teimoso, iracundo,
Que rasgas os robles — teu pulso divida
Minh'alma do mundo!
Ah, se, como levas as folhas e a areia,
A alma que tenho pudesses levar -
Fosse pr'onde fosse, pra longe da idéia
De eu ter que pensar!
Abismo da noite, da chuva, do vento,
Mar torvo do caos que parece volver -
Porque é que não entras no meu penssamento
Para ele morrer?
Horror de ser sempre com vida a consciência!
Horror de sentir a alma sempre a pensar!
Arranca-me, é vento; do chão da existência,
De ser um lugar!
E, pela alta noite que fazes mais'scura,
Pelo caos furioso que crias no mundo,
Dissolve em areia esta minha amargura,
Meu tédio profundo.
E contra as vidraças dos que há que têm lares,
Telhados daqueles que têm razão,
Atira, já pária desfeito dos ares,
O meu coração!
Meu coração triste, meu coração ermo,
Tornado a substância dispersa e negada
Do vento sem forma, da noite sem termo,
Do abismo e do nada!

Poesia De Quinta Na Usina: Poema: Sempre mais:





Deleitando-se do enredo de uma vida de ambiguidades.
Deitamos os nossos ensejos na sala ao lado onde 
exala o pesado cheiro do pecado


Ficamos sitiados no convés dos desejos e vamos 
jogando os nossos sonhos a sorte do acaso, 
no profundo raso, abismo do medo de querer sempre mais...

D'Araujo.



Pensamento do Dia:

“Prefiro o extremo esforço de pular a Janela da felicidade, que padecer encostado na porta das inconveniências.”


Esta e mais de 90 outras estão nesta obra.
Para baixar o livro Grátis é só clicar no Link abaixo:

Poesia De Quinta Na Usina: Florbela Espanca: CEGUEIRA BENDITA:



Ando perdida nestes sonhos verdes De ter nascido e não saber quem sou, 
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou! Não vejo nada, tudo é morto e vago... 
E a minha alma cega, ao abandono Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho... 
Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo E não ver nada nesse mar sem fundo, 
Poetas meus irmãos, que triste sorte!...

E chamam-nos a nós Iluminados! Pobres cegos sem culpas, sem pecados, 
A sofrer pelos outros té à morte!

Poesia De Quinta Na Usina: Florbela Espanca: ERRANTE:



Meu coração da cor dos rubros vinhos Rasga a mortalha do meu peito brando E vai fugindo, e tonto vai andando
A perder-se nas brumas dos caminhos. Meu coração o místico profeta,
O paladino audaz da desventura, Que sonha ser um santo e um poeta, Vai procurar o Paço da Ventura... Meu coração não chega lá decerto...
Não conhece o caminho nem o trilho, Nem há memória desse sítio incerto... Eu tecerei uns sonhos irreais...

Como essa mãe que viu partir o filho, Como esse filho que não voltou mais!

Poesia De Quinta Na Usina: Paulo Leminski:



Os dentes afiados da vida preferem  a carne
na mais tenra infância quando
as mordidas doem mais
e deixam cicatrizes indeléveis quando
o sabor da carne
ainda não foi estragado pela salmoura do dia a dia é quando
ainda se chora é quando
ainda se revolta é quando

ainda...

Poesia De Quinta Na Usina: Paulo Leminski:



Pense depressa.
O que veio?
Quem vem? Bonito ou feio? Ninguém.

Poesia de Quinta Na Usina: D'Araújo: Do abismo à luz:



Não importa o momento difícil que você esteja vivendo,
Crie a consciência de que viver vale sempre a pena em qualquer que seja as circunstâncias.
Mergulhe em um voo livre no abismo de si mesmo.
E resgate em ti aquele ser que um dia, sonhou, sorrio e sabia que tudo que seja feito nesta vida vale sempre a pena, desde que seja de sua livre escolha.
Seja ousado, provoque, insulte, a todos e principalmente a você mesmo.
Com tudo aquilo que lhe valha a pena, pois se você continuar a engrossar o cordão dos infelizes, fatalmente, morrerá muitos anos antes de ser sepultado.
Não espere não aceite, e não reprima nenhum sentimento.

Simplesmente, viva, viva... Pois a felicidade da plenitude do viver, não há dinheiro que pague.