quinta-feira, 27 de julho de 2017

Poesia De Quinta Na Usina:Machado de Assis; Reflexo:




Olha: vem sobre os olhos
Tua imagem contemplar,
Como as madonas do céu
Vão refletir-se no mar
Pelas noites de verão
Ao transparente luar!
Olha e crê que a mesma imagem
Com mais ardente expressão
Como as madonas no mar
Pelas noites de verão,
Vão refletir-se bem fundo,

Bem fundo — no coração!

Poesia De Quinta Na Usina: Machado de Assis: A LUZ:




Eu sou a luz fecunda, alma da natureza;
Sou o vivo alimento à viva criação.
Deus lançou-me no espaço. A minha realeza
Vai até onde vai meu vívido clarão.
Mas, se derramo vida a Cibele fecunda,
Que sou eu ante a luz dos teus olhos? Melhor,
A tua é mais do céu, mais doce, mais profunda,

Se a vida vem de mim, tu dás a vida e o amor.

Poesia De quinta Na usina:Fernando Pessoa: 84:


"Meditei hoje, num intervalo de sentir, na forma de prosa de que uso. Em verdade, como
escrevo? Tive, como muitos têm tido, a vontade pervertida de querer ter um sistema e uma
norma. É certo que escrevi antes da norma e do sistema; nisso, porém, não sou diferente dos
outros.
Analisando-me à tarde, descubro que o meu sistema de estilo assenta em dois princípios, e
imediatamente, e à boa maneira dos bons clássicos, erijo esses dois princípios em fundamentos
gerais de todo estilo: dizer o que se sente exactamente como se sente - claramente, se é claro;
obscuramente, se é obscuro; confusamente, se é confuso - ; compreender que a gramática é

um instrumento, e não uma lei."



Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares
Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/

Poesia De quinta Na Usina: Fernando Pessoa: 71:


"Aquilo que, creio, produz em mim o sentimento profundo, em que vivo, de incongruência
com os outros, é que a maioria pensa com a sensibilidade, e eu sinto com o pensamento.
Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir

não é mais que o alimento de pensar."






Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares
Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa)
Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~magno/

Pensamento do Dia:



Se você parar para observar, vai ver que existe beleza em toda parte, 
e sempre está ao seu alcance, e melhor, 

o único custo é olhar com os olhos e sentir com a alma.


D'Araújo.

Poesia De Quinta Na Usina:D'Araujo: Poema: Fervor:


Com ar de controle e tranquilidade 
escondemos no fundo do peito, 
aqueles nossos desejos que nos 
devoram feito fogo em nossos corpos e almas.

E nos deixamos levar em doces palavras 
soltas aos ventos que nos conforta.

E assim evitamos pensar nas possibilidades 
do imenso prazer de nos possuir.
Assim aos poucos vamos consumindo 
o que nos consome velando o prazer que nunca teremos.

D'Araujo.


Para adquirir o livro, acesse o site da editora: www.perse.com.br
Conteúdo do livro:
















Poesia de quinta Na Usina: D'Araújo:O que resta:



A dolorosa nuvem do anoitecer já é vista a olho nu. 

Eu apenas me recolho ao doce desejo, 

de sentir teu cheiro, 

tocar teu corpo, e me vestir,

com a tua bela alma. 

Para assim adormecer com a serenidade dos justos,

por entre teus belos seios.

D'Araújo.

Conteúdo do livro:


Poesia De Quinta Na Usina: D'Araújo:Tudo que nasce um dia morre:



Houve um tempo em que não havia preconceito e o racismo.
Houve um tempo no qual nasceu o preconceito e o racismo.
Houve um tempo onde o preconceito e o racismo era uma normalidade.
Houve um tempo onde o preconceito e o racismo, tornou-se uma anormalidade.
Nos tempos de hoje, o preconceito e racismo é crime.
Haverá um tempo, em que o preconceito e o racismo, fatalmente envelhecerão.
Logo, haverá um tempo onde o preconceito e o racismo inevitavelmente morrerão assim como tudo que nasce.

E o mundo novamente voltará a ser de homens livres.

D'Araújo.

Conteúdo do Livro:


















Editora: www.perse.com.br