domingo, 16 de abril de 2017

Domingo na Usina: Biografias: Helena Gomes:



É jornalista, professora universitária e autora de vários livros com adoção em escolas e selecionados por programas de governo. Fui duas vezes finalista do Prêmio Jabuti e três livros dela já receberam o selo Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil). 
Tem contos publicados em antologias como Geração Subzero (Record, 2012), Ficção de Polpa 3 (Não Editora, 2009), O Livro Negro dos Vampiros (Andross, 2007), Dias Contados (Andross, 2009), Marcas na Parede (Andross, 2009) e Meu Amor é um Vampiro (Draco, 2010).

Obras:

33. A Tríade (Rocco Digital, 2015)

Quarto volume inédito da série de e-books A Caverna de Cristais. Como em um jogo de espelhos, a verdade sobre a guerra entre nergals e eloras é desvendada aos poucos. Nada é o que parece ser. Dillon, o mago elora, é a peça de um grande desafio para os bruxos britons: derrotar a assustadora Tríade.
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sexta-feira, 21 de novembro de 2014
32. Retalhos (GEAC, 2014)

Viver é aprender. Com este tema, o Grupo de Estudos para Atualização Cultural “Dagmar Flosi Ferreira” (GEAC) vem desde 1991 reunindo senhoras em cursos diversificados sobre os mais variados conteúdos.
Retalhos, organizado por Helena Gomes, traz vários textos escritos por essas mulheres fantásticas nas aulas de Criação de Histórias, provando que talento não tem idade.
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sábado, 19 de julho de 2014
31. Aquarela - Contos e crônicas (Andross, 2014)

Luz, sombras. Formas, linhas. E cores. Elas que trazem vida às ideias, iluminam, ocultam, criam e recriam.
É nesta paleta de tintas que seus autores expõem estilos próprios, imaginam e registram em palavras, frases, textos e contextos. Matizes variados, livres em sua essência e prontos para ganhar o mundo.
Antologia organizada por Helena Gomes e Carla Yanagiura.
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quinta-feira, 12 de junho de 2014
30. O jardim de Iácabus (Elementar, 2014)

Um helicóptero levando um importante advogado desaparece misteriosamente em alto-mar, no Litoral Norte de São Paulo. O único sobrevivente é seu filho de 14 anos, Rafael, resgatado por dois pescadores. Sem um arranhão e qualquer lembrança do que aconteceu, ele vai morar com a ex-madrasta paisagista e a filha dela, Tuíla, de 14 anos, na chácara que elas mantêm, contra todas as expectativas, entre os prédios gigantescos de uma movimentada avenida na cidade de Santos.
Rafael, então, revela uma personalidade diferente, como se não fosse mais a mesma pessoa. No momento em que verdades tão antigas quanto o tempo vêm à tona, Tuíla descobre que uma nova realidade pode ser ainda mais perigosa do que tudo que imagina conhecer.
Uma viagem repentina a Portugal provoca uma reviravolta e deixa os dois adolescentes em fuga para cumprir uma arriscada missão: impedir que o mais implacável dos adversários coloque as mãos numa tecnologia capaz de aniquilar a raça humana. As ilustrações são de Cecília Murgel.
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quinta-feira, 5 de junho de 2014
29. Preta, parda e pintada (Berlendis, 2014)

Um dos livros selecionados pela FNLIJ para representar a literatura infantojuvenil brasileira no catálogo da Children's Book Fair 2015, em Bolonha, Preta, parda e pintada reúne nove recontos inspirados na tradição oral dos índios bororo, um povo que hoje, em grande parte, habita o Mato Grosso. Helena Gomes recria lendas e mitos, apresentando um modo de vida integrado à natureza, que valoriza o fogo como recurso para a sobrevivência e que fala da importância de se ter coragem e de se usar a esperteza para combater a força — representada aqui pelo monstro sucuri e, principalmente, pela figura da onça, seja ela preta, parda ou pintada.
Onça essa que está presente na maioria das histórias, aparecendo como protagonista, vilã, figurante ou apenas como uma simples lembrança. Uma personagem que refletirá a visão muito especial dos bororo sobre o mundo. As ilustrações são de Luciano Tasso.
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terça-feira, 27 de maio de 2014
28. Erik Vermelho - Os vikings na América (Berlendis, 2014)

Não é à toa que, recentemente, tem-se evitado a expressão "descoberta da América": em primeiro lugar, é claro, porque neste continente já havia milhões de habitantes indígenas. Mas há também uma segunda razão para isso. Muito antes de Cristóvão Colombo fazer seu famoso "achado", certos povos europeus... já conheciam a América há séculos!
A narrativa desses eventos chegou até nós não como um livro escrito pelo que hoje chamaríamos um historiador, mas em uma forma literária muito explorada nos países nórdicos durante a Idade Média, a saga islandesa. Helena Gomes partiu da leitura das mais importantes sagas sobre a colonização viking da América - a Saga de Erik Vermelho e a Saga dos Groenlandeses - para recriar sua própria versão dessa aventura. As ilustrações são de Julio Carvalho.
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E-books da saga A caverna de cristais (Rocco Digital, 2014)
Primeira saga de Fantasia a ser publicada por uma autora nacional no Brasil e agora a primeira a ser publicada exclusivamente em formato e-book, A caverna de cristais está de volta pela editora Rocco. Os volumes 1, O arqueiro e a feiticeira, 2, A Aliança dos Povos, e 3, O despertar do dragão, já foram lançados. Há também três histórias, A herança da bruxa, O primeiro guerreiro e A adaga mágica, contos que fazem parte do universo da saga e são disponibilizados gratuitamente para os leitores.


Sinopse de A herança da bruxa:
Décadas antes do nascimento do arqueiro Thomas, a jovem e inexperiente bruxa Couchet luta para sobreviver em Britanya, um reino dominado pelo preconceito e pela ignorância. Com a ajuda do elfo Razeel, a última bruxa da Ilha Média terá de se tornar a mestra de um poderoso guerreiro, peça-chave na luta desesperada que os aguarda no futuro contra os temidos nergals.

Sinopse de O primeiro guerreiro:
Sequência de A herança da bruxa, este conto traz a história de Kirian, o primeiro dos guerreiros eloras que renascem no reino medieval de Britanya. Filho de Couchet, última bruxa da Ilha Média, e tendo como mentor o misterioso elfo Razeel, o rapaz terá seu primeiro e definitivo confronto com os temidos nergals.

Sinopse de A adaga mágica:
Sequência de O primeiro guerreiro. Após anos trancafiado no mundo dos elfos, Razeel ganha o melhor presente de aniversário da fada Lyriel: a liberdade, mesmo que temporária. Sua aventura, no entanto, ganha um novo rumo. Levado ao passado para salvar a vida de Drake, ele terá que enfrentar um ambicioso mago nergal.
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sábado, 5 de outubro de 2013
27. Livre para voar - Contos e Crônicas (Andross, 2013)
Esta antologia, organizada por Helena Gomes e Carla Yanagiura, reúne contos e crônicas que abarcam os mais diversos temas, desde alienígenas, devaneios e bichos de estimação. Cada autor aqui pôde deixar as ideias e as palavras fluírem livremente para o papel – ou para a tela do computador –, sem ter de se preocupar em seguir uma linha específica. Todos nós somos livres e capazes de voar. Só precisamos dar o primeiro passo: usar a imaginação.
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terça-feira, 24 de setembro de 2013
26. Pedro e Inês (Escrita Fina, 2013) - Selo Altamente Recomendável da FNLIJ

Este livro recebeu o prêmio Excelência Gráfica na categoria Livro Texto do prêmio Werner Klatt 2014. Uma das mais belas e emocionantes de todos os tempos, a história de amor entre Inês de Castro e Pedro I, de Portugal, é considerada o maior mito literário português, tema de grande importância na memória popular e também na cultura erudita.
Estudada por inúmeros pesquisadores e reconstituída por cronistas, poetas, escritores, pintores, dramaturgos e cineastas, ela seduz gerações desde o século XIV, quando a tragédia transformou esse amor proibido e transgressor numa história atemporal, que atravessa as barreiras da própria vida.
Em um período marcado por guerras, fome, miséria e pela temida peste negra, esta trama complexa reuniu assassinatos, vinganças e mistérios que até hoje desafiam os historiadores. Elementos que Helena Gomes nos apresenta numa narrativa vigorosa e emocionante, indicada para o jovem leitor. Uma ficção baseada tanto nas lendas e nos mitos quanto nos fatos históricos. As ilustrações são de Julio Carvalho.
Veja aqui o book trailer.
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sexta-feira, 22 de março de 2013
25. A donzela sem mãos e outros contos populares (Escrita Fina, 2013) - Selo Altamente Recomendável da FNLIJ

Selecionado para o PNBE 2014, este livro, com belíssimas ilustrações do Kako, reúne histórias de reis, príncipes e princesas, personagens que sempre povoaram o imaginário popular. Nestes contos, eles nos levam a reinos distantes e tempos remotos.
Helena Gomes reconta do seu jeito cinco histórias muito antigas, ora seguindo as versões originais ora se afastando delas, a cada momento procurando dar sentido às lacunas deixadas pela tradição oral e pelos folcloristas que a recolheram. Acima de tudo, valorizando a magia responsável por conquistar inúmeros fãs através dos séculos.
Confira aqui o book trailer.
Postado por Helena Gomes às 23:42 3 comentários:
domingo, 6 de janeiro de 2013
24. Sopa de Letras - Contos e Crônicas (Andross, 2013)

Uma das melhores coisas da vida é saborear uma reconfortante sopa caseira, preparada com carinho por nossa mãe ou pela avó-coruja. E se for de letrinhas, melhor! Ganhamos em diversão nas inúmeras tentativas de formar palavras e buscar significados. Uma brincadeira que nos liga à leitura e à escrita, que indiretamente nos remete à tecelagem de frases, sentidos, textos e, quem sabe, histórias. Letras traduzem sentimentos, revelam sensações, defendem ideias, mexem com a imaginação do leitor. Cativam e conquistam. Têm poder. Nesta antologia organizada por Helena Gomes (que também publica um conto, Kendra), elas contam as mais diferentes histórias, letras escritas por vários autores com total liberdade para escolher a própria temática. Contos e crônicas reunidos numa ampla e intrigante sopa de letrinhas.
Postado por Helena Gomes às 16:22 Um comentário:
sábado, 16 de junho de 2012
23. Entrelinhas - Contos e Crônicas 2 (Andross, 2012)

Organizada por Helena Gomes, esta antologia reúne contos e crônicas de 44 autores escolhidos a dedo, gente talentosa que investiu em temáticas variadas para apresentar formas, abordagens e estilos diversos.
Uma antologia do jeito que a Helena gosta: com liberdade para criar e inventar. Ela participa com o conto A mulher perfeita.
Postado por Helena Gomes às 13:44 4 comentários:
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
22. A Graça Garça (Escrita Fina, 2011)

Este livro infantil, com ilustrações da talentosa Fernanda Morais, conta a história da Graça, uma princesinha mimada que faz pirraça sem parar. Até que um dia, muito mal-educada, a menina tromba com uma bruxa que estava passando. A bruxa, então, resolve lhe dar uma lição e a transforma... numa garça! E só assim, Graça, que vivia em seu castelo rodeado por uma muralha, descobre as dificuldades de um mundo tão desigual...
Postado por Helena Gomes às 18:58 Um comentário:
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
21. Sabor de Sangue e Chocolate (Escrita Fina, 2011)

É apenas mais um dia no colégio e na vida de um dos alunos, Alex. Tudo promete ser como sempre até que um assalto provoca no adolescente de 17 anos uma reação inesperada. Com ela, vem à tona uma insana vontade de beber sangue.
Desesperado, Alex acredita que está enlouquecendo. E a situação só piora quando a mãe o obriga a viajar para Nova Guanaja, uma cidadezinha próxima a Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul. Lá, ele fica hospedado na casa de Miranda, dona da melhor chocolateria da cidade. A tranquilidade do lugar, porém, logo deixa de existir. Um rapaz é decapitado numa das praças da cidade. Uma jovem tem todo o sangue extraído de seu corpo. E novas mortes ocorrem sem que ninguém possa impedi-las. Alex acaba preso a uma trama cheia de mistérios e perigos, tecida por uma bruxa que não medirá esforços para saciar sua ambição. Nem que isto signifique atrair para Nova Guanaja a mais terrível das criaturas.
Confira o book trailer
Para ler o primeiro capítulo, clique aqui. A senha é sabor
Uma curiosidade: a história anterior de dois personagens principais do livro está no conto A Sombra do Lobo, publicado na antologia Marcas na Parede (Andross, 2009, organização de Hanna Liis-Baxter).
Postado por Helena Gomes às 20:23 4 comentários:
domingo, 10 de abril de 2011
20. Conexão Magia (Rocco, 2011)


E se a magia existir aqui, agora, sem varinhas mágicas ou vassouras voadoras? E se muito pouco for preciso para se enxergar além do véu que esconde o inacreditável, oculta a conexão com a magia? E se os povos mágicos existiram entre nós o tempo todo, seus poderes disfarçados para não serem perseguidos, dizimados, queimados em fogueiras?
Neste segundo livro escrito por Helena Gomes e Rosana Rios, os clãs pertencentes à magia estão pelo mundo e nas cidades brasileiras, como São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, carregando tradições, convivendo com a modernidade – e ainda recordando as palavras de poder ancestral.
Gael, um estranho adolescente que foi adotado ainda bebê por uma família humana, descobre que é alguém que jamais deveria ter nascido. Caçado como um animal, ele precisará correr contra o tempo para escapar da morte e salvar sua família adotiva. Enquanto isso, uma terrível guerra entre os clãs mágicos está prestes a explodir, sem que os humanos sequer desconfiem do perigo que estão correndo.
Postado por Helena Gomes às 02:38 11 comentários:
sábado, 13 de novembro de 2010
19. Olhos de Fogo (Escrita Fina, 2010)

Escrita por Helena Gomes e Kathia Brienza, esta trama de suspense resgata uma batalha infelizmente esquecida pela História oficial, a Batalha das Heroínas de Tejucupapo. Na aventura, passada no século 17, em plena invasão holandesa em Pernambuco, uma jovem mestiça é encontrada morta às margens de um rio, no vilarejo de Tejucupapo. Os olhos da vítima foram queimados. Com medo, o povo acredita que ela foi vítima de Anhangá, um espírito errante com olhos de fogo. Mas Jussara, uma índia potiguar de 14 anos, tem uma teoria diferente. Para ela, os sinais de estrangulamento da vítima mostram que não há nada de sobrenatural naquela morte. A jovem, então, passa a desconfiar de Pim Kiurlings, um adolescente holandês que tem sonhos estranhos, com olhos de fogo. Um deles lhe diz que ele é o assassino... Mas as mortes não param aí e um perigo muito maior se aproxima. Os holandeses, acuados no Forte Orange, na Ilha de Itamaracá, preparam um ataque-surpresa ao vilarejo. Planejam chegar em um domingo, quando a maioria dos homens está numa feira distante. Restará apenas um povoado indefeso, cheio de mulheres e crianças. E um assassino capaz de tudo para não ser desmascarado.
Confira o book trailer
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18. Comunidades (2010)

Ser humano é, como dizem, viver em sociedade. É pertencer a um lugar, nem que hoje ele exista somente em nossas lembranças. É fazer parte, integrar, agir, crescer como gente. É definir e ser definido. Redefinir.
Este livro mostra um recorte de vida: três comunidades de Santos e uma de Guarujá, cidades do litoral de São Paulo, em reportagens feitas pelos alunos do curso de Jornalismo Multimídia do Centro Universitário Unimonte.
Textos e fotos resgatam essências, ações e pensamentos. E provam que, mesmo vivenciando realidades diferentes, o ser humano sempre será ao mesmo tempo único e plural, individual e coletivo.
Comunidades foi produzido durante as aulas de Jornalismo Literário, na disciplina Redação em Jornalismo, de Helena Gomes, de Produção Gráfica, na disciplina Infografia, de André Reis, e de Jornalismo Comunitário, na disciplina Trabalho Interdisciplinar Dirigido IV, de Chrystianne Leite.
Para fazer o download do livro, clique aqui. A senha é livro12
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
17. Sangue de Lobo (DCL, 2010) - Finalista do prêmio Jabuti 2011

Selecionado pelo PNBE 2011 e finalista do prêmio Jabuti 2011, este é o primeiro dos livros escritos pela parceria formada por Helena Gomes e pela premiada escritora Rosana Rios. O antigo original de um livro, contando uma história de mistério e morte, jaz esquecido num pequeno museu em um restaurante em Passa Quatro, no sul de Minas Gerais. Duas jovens, Ana e Cris, em viagem com a família de Ana, encontram-no e leem a história, assombradas, pois o enredo do livro reflete um jogo de que elas participaram com amigos em São Paulo, e se passa exatamente na cidade aonde vão passar as férias. Foi lá que ocorreram crimes em série, no início do século XX. E no mesmo local, cem anos depois, volta a acontecer uma sequência sinistra de mortes – envolvidas a intrigas, crueldade, e oito macabras bonecas de porcelana, que parecem corresponder às vítimas de um insano assassino serial. As histórias do presente e do passado se misturam a partir do lobisomem Hector, um rapaz inglês do passado que luta contra a maldição da Lua Cheia. Mais informações no blog.
Postado por Helena Gomes às 21:03 16 comentários:
16. Tratado Secreto de Magia (Andross, 2010)

Quarenta e nove contos sobre feitiçaria, magia e bruxaria estão nesta antologia organizada por Helena Gomes e que tem a participação especial dos autores Adriano Siqueira e Leandro Reis. São contos que mostram estilos e visões diferentes da magia, por vezes doce e cativante, por outras, cruel e terrível. A magia ainda passa pela sedução e aventura, pelo amor e ódio. Claramente inocente ou culpada. Mas também cheia de nuances, como a própria vida, em que nada se resume somente a heróis e vilões. É como se diz: entre o branco e o negro há variados tons de cinza...
Postado por Helena Gomes às 20:55 5 comentários:
15. Histórias de Vida (2010)

Esta obra nasceu de uma ideia bem simples: trabalhar a criatividade na disciplina Leitura e Interpretação de Textos, ministrada por Helena Gomes e dirigida aos alunos do Primeiro Módulo dos cursos de Cinema e Audiovisual e Publicidade e Propaganda e também aos alunos de Jornalismo, Propaganda e Marketing e Rádio e TV, pendurados em adaptações e dependências, do Centro Universitário Unimonte. Durante todo o primeiro semestre de 2010, foram desenvolvidas várias atividades com o objetivo principal de incentivar o processo criativo. Escrever o livro foi a última etapa. Helena reuniu, no total, 76 textos feitos pelos alunos, entre crônicas e poesias que mostram histórias de vida. Histórias apenas captadas por olhares atentos e que passam despercebidas na correria de nossas rotinas.
Para fazer o download do livro, clique aqui. A senha é livro12
Postado por Helena Gomes às 20:46 Nenhum comentário:
14. Tristão e Isolda (Berlendis, 2010) - Finalista do prêmio Jabuti 2011 e Selo Altamente Recomendável da FNLIJ

Selecionado para o PNBE 2013 e Apoio ao Saber, do governo do estado de São Paulo, e considerado um dos melhores infanto-juvenis pela FNLIJ, este livro foi finalista do Prêmio FNLIJ 2011, na categoria Tradução/Adaptação Reconto, e também do Prêmio Jabuti 2011, na categoria Juvenil. Traz a adaptação de uma das mais bonitas histórias de amor e aventura de todos os tempos: suas origens se perdem no tempo e remontam às narrativas orais dos povos celtas. Diversos autores a contaram, como Thomas, Béroul, Gottfried de Estrasburgo e Bédier, entre outros. Na versão criteriosa de Helena Gomes, feita a partir dos textos originais, a história ganhou um ritmo ágil, quase cinematográfico, com ação e romance na medida certa. As belas e delicadas ilustrações foram feitas por Renato Alarcão, designer com prêmios no Brasil e no exterior.
Para ver o book trailer do livro, clique aqui. A produção é dos Galacticos, do curso de Publicidade e Propaganda da Unimonte.
Postado por Helena Gomes às 20:32 11 comentários:
13. Kimaera – Dois mundos (Jambô, 2009)

Duas histórias interligadas se desenvolvem em mundos diferentes e simbolicamente opostos. No primeiro deles, um mundo de clima árido e quente, está a jovem Ytsar, uma escrava que sonha com a liberdade, apesar de viver em uma rígida sociedade patriarcal. No segundo mundo, um lugar gelado e de características medievais, está Aleph, um rapaz que busca um sentido para sua vida numa sociedade cansada do domínio opressivo dos batalhões. Há uma profecia que atingirá os dois mundos: o retorno de Kimaera, um mundo de luz perdido no princípio dos tempos quando o masculino e o feminino se separaram. Este despertar, porém, terá como consequência a terrível ameaça trazida pela escuridão. Kimaera investe numa trama repleta de elementos de ação, suspense, mistério, humor e romance, numa mistura na medida certa para leitores que gostam de um bom livro de aventura. Além disso, suas entrelinhas trazem um mergulho nas religiões antigas, nos registros do nosso inconsciente coletivo e nos anseios que integram a natureza humana. Todos nós, no fundo, sonhamos com o Paraíso. Sonhamos com quimeras. Sonhamos com Kimaera.
A sequência é Kimaera - Guerreiros da Luz, que a Jambô lançará em breve.
Postado por Helena Gomes às 20:08 9 comentários:
12. Dimensões.BR – Contos de Literatura Fantástica no Brasil (Andross, 2009)

São 56 contos nesta antologia organizada por Helena Gomes e que traz como convidados os escritores Luis Eduardo Matta e Rosana Rios. São histórias de fantasmas, bruxas, vampiros, lobisomens, anjos, demônios, monstros do imaginário coletivo, alienígenas e suas naves, viagens no tempo, mundos paralelos e muito mais. Uma antologia genérica com liberdade total para apresentar os mais diferentes elementos fantásticos, tudo em um cenário livre o suficiente para abrigar os estilos mais variados e os tons mais criativos. Um cenário chamado Brasil.
Helena e Rosana publicam nesta obra o conto Lobos, que mostra uma parte do passado misterioso do lobisomem Hector, o personagem principal do livro Sangue de Lobo (DCL, 2010), escrito pelas duas autoras. Mais informações no blog.
Postado por Helena Gomes às 19:58 Um comentário:
11. O Arqueiro e a Feiticeira (Idea, 2009 / Rocco Digital, 2014)
Relançamento em 2014 pela Rocco, em formato e-book, do volume 1 da série A Caverna de Cristais, numa edição revista, com cenas inéditas, publicada anteriormente em livro pela Idea. Thomas, um jovem bruxo de um distante reino medieval, é o único que pode deter os terríveis nergals, seres que se transformam em anjos com poderes malignos. Mais informações no blog da série.
Postado por Helena Gomes às 19:25 5 comentários:
10. Código Criatura (Rocco, 2009)

Aguardada continuação de Lobo Alpha, a história traz uma nova ameaça, os caçadores. Após anos de ostracismo, eles voltaram a caçar de verdade e nada poderá impedir sua sede de perseguição, sangue e morte – a aniquilação de todos os clãs de mutantes por meio de um vírus mortal. Wolfang, o lobo branco, está ao lado de Amy para que ela possa cumprir seu destino. Porém, a força da Derkesthai começa a ser dividida de maneira inesperada e decifrar o Código Criatura torna-se uma ação premente para atingir o caminho da salvação neste thriller de tirar o fôlego do início ao fim.
Postado por Helena Gomes às 19:14 3 comentários:
9. Assassinato na Biblioteca (Rocco, 2008)

Esta obra foi selecionada para o PNBE 2009. Na sexta edição da Machado de Assis Magazine, foi um dos livros que representou a literatura juvenil brasileira no 35o. Salão do Livro de Paris, em 2015. Na história, a bibliotecária da escola é assassinada justamente na manhã em que o adolescente Igor se esconde na biblioteca para fugir da aula. Para descobrir o assassino, o garoto se envolve numa trama de mistério, perigo, suspense, reviravoltas e novos assassinatos que podem estar ligados a um crime ocorrido 37 anos antes, durante um período obscuro da história brasileira: a ditadura militar.
Postado por Helena Gomes às 19:03 20 comentários:
8. Vidas em Pauta (2008)

O livro, organizado por Helena Gomes, reúne as grandes reportagens produzidas pelos alunos do curso de Jornalismo do Centro Universitário Unimonte. Os textos são o resultado prático das aulas da disciplina Jornalismo Literário, ministradas pela Helena. Já os alunos do curso de Design Gráfico, também da Unimonte, foram os responsáveis pela capa, sob supervisão do professor Maurício Martins.
Para fazer o download do livro, clique aqui. A senha é livro12
Postado por Helena Gomes às 18:57 Nenhum comentário:
7. Anno Domini – Manuscritos Medievais (Andross, 2008)

Bruxas, dragões, cavaleiros e magia são alguns dos elementos presentes nesta antologia organizada por Helena Gomes e pelo escritor Claudio Brites. A obra reúne contos de 49 autores, entre eles Raphael Draccon, Claudio Villa, Nazarethe Fonseca e Madô Martins. Vendida em tempo recorde, ganhou status de esgotada na editora. Helena participa ainda com dois contos: Desata-me! e Do pó ao pó.
Postado por Helena Gomes às 18:48 Um comentário:
6. Nanquim – Memórias de um cachorro da Pet Terapia (Paulinas, 2008)

Este é o primeiro livro infantil da Helena Gomes. Nanquim é um enorme cachorro negro, muito egoísta, que se acha o centro do universo. Tudo vai muito bem até que, um dia, o fofo conhece a Maia, uma menina que sofre de câncer. Nosso herói descobre, então, que o mundo branco, aquele onde ele mora, não é exatamente o que parece ser... E que ele é o único que pode fazer a diferença quando a tristeza nos impede de enxergar a esperança.
As ilustrações caprichadas são da Semíramis Paterno.
Postado por Helena Gomes às 18:26 Um comentário:
5. O Despertar do Dragão (Idea, 2008 / Rocco Digital, 2014)

Relançado em 2014 pela Rocco, no formato e-book, o volume 3 da série A Caverna de Cristais foi publicado anteriormente em livro pela Idea.
Na trama, dois novos inimigos se unem a um temido nergal nesta aventura que explora o perigoso passado do cavaleiro Vince De Angelis. Em sua luta para consolidar as bases de um novo mundo, o arqueiro Thomas descobre um universo onde a magia poderá ser sua única arma. Mais informações no blog da série.
Postado por Helena Gomes às 18:11 5 comentários:
4. A Aliança dos Povos (Idea, 2007 / Rocco Digital, 2014)

Relançado em 2014 pela Rocco, no formato e-book, o volume 2 da série A Caverna de Cristais foi publicado anteriormente em livro pela Idea.
Na trama, Thomas, Erin e Vince partem de seu mundo medieval com um único objetivo: encontrar aliados na luta desesperada contra os nergals. Além da fenda espacial, entre o tecnológico povo de Gaia e estranhos alienígenas, os três jovens enfrentam novos perigos, traições e até a própria morte. Mudu-za, líder dos nergals, espera apenas o momento certo para atacar. Mais informações no blog da série.
Postado por Helena Gomes às 18:04 2 comentários:
3. Lobo Alpha (Rocco, 2006)

Na história, Wolfang é um rapaz que tem o poder de se transformar em lobo e nada pode fazer contra a sua sina. Apesar de ser o mais fraco e insignificante de seu clã, acaba salvando a vida de Amy, uma jovem que, sem saber, carrega um segredo capaz de definir o futuro das criaturas — seres com poderes de mutação, que vivem anonimamente pelo mundo. Juntos, eles descobrem traições, enfrentam inimigos poderosos e vivem um romance de grandes aventuras ao redor do mundo. Com uma narrativa densa e envolvente, Lobo Alpha tem linguagem cinematográfica e mistura textos, reportagens e HQs, trazendo várias referências ao universo nerd.
Para ler o primeiro capítulo, clique aqui. A senha é lobo12
Postado por Helena Gomes às 17:58 7 comentários:
2. O Arqueiro e a Feiticeira (Devir, 2003)

Edição hoje esgotada do volume 1 da saga A Caverna de Cristais. Relançada em 2014 no formato e-book pela Rocco, é primeira história de ficção escrita por Helena Gomes, além de ser considerada a primeira saga de literatura fantástica publicada no país por uma autora brasileira.
Tudo começa em um remoto mundo de brumas azuis, quando a guerra entre dois povos termina com a vitória dos cruéis nergals. Desesperada, Loxian, a rainha dos eloras, ordena a seus três melhores guerreiros o impossível: evitar que os inimigos, liderados por Mudu-za, deixem seu rastro de destruição e morte em civilizações inocentes. A missão, entretanto, fracassa. Milênios depois, em um reino medieval perdido em um planeta chamado Terra, uma jovem Sacerdotisa chega em busca do Herdeiro, o único capaz de deter o terror nergal que agora ameaça a raça humana. Mais informações no blog da série.
Postado por Helena Gomes às 17:24 5 comentários:
1. Memórias da Hotelaria Santista (1997)


Escrito em parceria com a jornalista e escritora Viviane Pereira e o pesquisador Laire José Giraud, este livro de não-ficção resgata a história da hotelaria na cidade de Santos, litoral de São Paulo. A pesquisa oferece suporte às imagens de antigos e raros cartões-postais.

Fonte de origem:
http://helenagomes-livros.blogspot.com.br/

Domingo Na Usina:Biografias:Babi Dewet:



Sobre a autora:

Eu nasci em 30 de Dezembro de 1986, de Capricórnio, e era a única criança na maternidade no Rio de Janeiro no dia. Era véspera de Ano Novo e meu primeiro feito no mundo foi impedir minha mãe de curtir as badaladas festas cariocas.

Minha mãe, dona de escolas e uma grande professora desde que me entendo por gente, sempre me deu livros de presente. Eu fui uma criança muito quieta, quase não chorava, não incomodava ninguém e isso acompanhou minha infância toda. Com três anos de idade eu li meu primeiro livro que chamava Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, li sozinha, sentada num quarto de brinquedos que eu e minha irmã dividíamos. Enquanto as crianças passavam o tempo caindo do escorrega eu me desgastava em cadernos, canetas, giz de cera e letras. Não que eu também não brincasse, claro. Aos cinco anos eu escrevia tudo que uma criança da primeira série escrevia. Era sempre retirada de sala de aula porque terminava tudo primeiro e as professoras queriam me adiantar porque, o que uma criança faz no Jardim II sabendo o mesmo que crianças da Classe de Alfabetização? Eu nunca fui adiantada na escola, graças a Deus. Mas obriguei minha irmã e amigas de infância a brincarem de “escolinha” comigo. Ursos e bonecos eram alunos e haja saco pra redigir uma redação pra cada um! Não é à toa que elas me evitavam… Meus livros prediletos, desde então, eram os da Bruxa Onilda, os sobre o Rei Arthur (meu filme preferido era o desenho A Espada era a Lei, da Disney) e vários outros que meus colegas não conseguiam ler.

Meu pai, músico e Beatlemaníaco desde que existe (toca baixo em uma banda cover de Beatles, Brazilian Beetles), também professor e uma pessoa extremamente bondosa e carinhosa, sempre me incentivou a falar em inglês (só me chamava de “baby”, chamava ele mesmo de “dad”, etc), a cantar músicas, a fazer vídeos caseiros e tudo mais. Eu e minha irmã nos juntávamos todo fim de semana pra interpretar a Escolhinha do Professor Raimundo (eu era o Professor Raimundo e minha irmã mais nova o Seu Boneco!) e ele filmava. Com quase oito anos eu gravei uma novela chamada Despedida de Solteiro (Wikipédia) e neguei um convite pra desfilar com a Xuxa (é, eu era loira, pequena e super fofinha, mas não era idiota). Meu pai briga comigo até hoje por conta disso. Nunca tive veia artística pra música então, com meus dez anos, eu quis ser paleontóloga.

Admito que quando Harry Potter entrou na minha vida (eu tinha uns 14 anos) a coisa toda começou a mudar. De nerd eu passei a super nerd e meu passatempo predileto era passar os dias na internet discada da casa que morava lá em Alto Paraíso (cidade mística em Goiás). Lá não tinha shopping nem livrarias e eu esperava dias a fio pelos livros da saga que meu pai comprava no Rio e me mandava pelo Correio. Enquanto isso eu lia O Mundo de Sophia, os livros de Paulo Coelho (O Alquimista é meu favorito) e as aventuras da Molly Moon. Ouvia Gun´s and Roses, música eletrônica (Alto Paraíso é o berço das raves e das religiões alternativas do Brasil então a gente frequentava festas e Trancendences desde novinhas) e muito Beatles. Muito. Nessa época eu tinha um caderno que eu escrevia loucamente várias aventuras de personagens que inventava. Eram bruxos, vampiros, mágicos e segredos escondidos pra todos os lados. Sempre vivi nesse mundinho à parte.

Eu também sempre fui mais boba que as outras pessoas. Sempre tive muita paciência (minha irmã é a prova viva disso!), nunca brigava com ninguém, era amiga de todo mundo e passava mais tempo sozinha do que outra coisa. Tive e tenho muitos amigos. Sou uma muito desleixada, por sinal. Sempre esqueço aniversário, não sei consolar ninguém e se me contar problemas é capaz de eu fazer piada em cima deles porque simplesmente não sei lidar com essas coisas. Jeito Chandler de viver, sabe? Não sei lidar com perda, com injustiças e com coisas que na minha cabeça sempre foram “de gente grande”.

Com meus dezesseis anos eu comecei a escrever fanfics de Harry Potter com um codinome esquisito, que todo mundo acabou me conhecendo por: Luna Pankiston. Era uma loucura, a gente tinha eventos sempre, muitos amigos e muita, mas muita fanfic. Sempre fui à favor de Voldemort, Comensais da Morte e Draco Malfoy, só pra constar. Minhas histórias eram basicamente sobre isso. Se quiser, veja algumas vergonhas online que ficaram no Fanfiction.net aqui. Muitas outras foram evaporadas de antigos sites como 3Vassouras e Beco Diagonal.

Com uns dezoito anos, estudante de Cinema (louca por Tim Burton e Hitchcock) e fã de Westlife com minhas amigas, conheci McFLY e então minha vida mudou completamente. O McFLY Addiction surgiu, Fanfic Addiction surgiu e a possibilidade de escrever interativamente surgiu. Minha primeira fanfic de McFLY foi Um Bem Mal Entendido e foi uma honra ter podido iniciar o FFADD com ela. Leia as fanfics que ainda estão por lá. Pegando o gosto pela coisa (e irreversivelmente Jones!) passei a escrever outras histórias, entre elas Sábado à Noite. E era tanta influência de todos os lados! Os marotos de Harry Potter, as patricinhas de Meninas Malvadas, Os Três Mosqueteiros, músicas e músicas, Kevin e meninos de boyband… que foi uma epifania total de vontades e SAN se tornou minha história de amor predileta. Sempre fui confusa com as coisas, indecisa e chorona. Sempre adorei fazer amigos, mas nunca fui muito sociável. E eu já tive meus momentos de popularidade na escola, que hoje só me trazem lembranças engraçadas (quem vai de salto alto e mochila de rodinhas pra escola na sétima série sendo as únicas que a diretora permitia esse feito?).
Gosto de escrever sobre tudo. Desde romances adolescentes e personagens complicadas, até histórias fantásticas de personagens sobrenaturais e esquisitos. Gosto da linguagem adolescente, engraçada, com muitos diálogos e imaginação. Sou péssima em descrição e meu professor de Roteiro desgostava de tudo que eu escrevia por causa disso. “Isso aqui é cinema, não livro. Em livro pode ter muito diálogo, não em roteiro!” Tudo bem, professor, eu faço um livro.
 A idéia de fazer com que SAN virasse livro foi sendo empurrada por anos (sempre recebi muito amor e apoio dos fãs de McFLY) e a gente só se toca das coisas quando a oportunidade bate na porta. Eu gosto de livros e pra mim foi o começo da realização de um sonho poder lançar, com a ajuda dos meus amigos, a versão independente da história. A primeira edição saiu em Julho de 2010 e levei pra São Paulo, na Bienal do Livro, experimentar a reação dos leitores. Foi o máximo! Vendi 200 livros sozinha, sendo cara de pau e querendo muito vencer num meio que estava começando a crescer para os independentes.
 No fim de 2011, com os mil livros esgotados, assinei com a editora Évora para o lançamento da versão definitiva de SAN em todas as livrarias pelo selo Generale! Você já pode buscar nos sites ou nas próprias lojas físicas! E se SAN não estiver por lá, faça escândalo!
 Também gravamos no começo desse ano um booktrailer no maior estilo “filme” mostrando Sábado à Noite com atores de verdade (mentira, eram meus amigos!), que foi lançado! Veja só…
 Ao mesmo tempo, fã de Kpop e de aparecer em vídeos, me reuni com meu amigo Pedro Bricio e, juntos, lançamos a GD Entretenimento, uma pequena ideia de produtora que faz dois webshows: Fantastic Baby, sobre o Kpop e GDQG, onde falamos de tudo. Uma época chegamos a gravar o SANTV, que mostrava bastidores do meu livro, mas não deu muito certo.
 Hoje com 27 anos (ai, Jesus!), formada em Cinema, dona e professora de um curso (Curso Raion) com um projeto de reeducação para adolescentes com dificuldades de aprendizado, fã de histórias de terror e livros do André Vianco, adoradora de músicas, shows e, claro, fanfictions, eu me vejo imaginando um futuro que espero poder partilhar com todos vocês em breve!

Na verdade, eu sempre quis ser um rockstar. Mas acabei escrevendo um livro.

Fonte de origem:
http://www.babidewet.com/sobre-2/

Domingo Na Usina:Biografias:Charles Dickens:


Charles John Huffam Dickens (Landport, Portsmouth, 7 de fevereiro de 1812 — Gravesham, Kent, 9 de junho de 1870) foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana.1 . No início de sua atividade literária também adoptou o pseudónimo Boz. A fama dos seus romances e contos, tanto durante a sua vida como depois, até aos dias de hoje, só aumentou. Apesar de os seus romances não serem considerados, pelos parâmetros actuais, muito realistas, Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa.
Entre os seus maiores clássicos estão "David Copperfield" e "Oliver Twist".1
Infância e Juventude[editar | editar código-fonte]
Dickens nasceu numa sexta-feira na cidade de Portsmouth (condado de Hampshire, Inglaterra), filho de John Dickens, funcionário perdulário da Armada, e de esposa Elizabeth Barrow. Quando fez cinco anos, a família mudou-se para Chatham, no condado de Kent.
Descrever-se-ia a si mesmo, mais tarde, como uma criança "muito pequena e não muito mimada".2 Educado pela sua mãe, que lhe ensinava diariamente inglês e latim,2 passava muito do seu tempo a ler infindavelmente – e, com especial devoção as novelas picarescas de Tobias Smollett e Henry Fielding. Entre os livros da sua infância encontravam-se também obras de Daniel Defoe, Goldsmith, bem como o "Dom Quixote", "Gil Blas" e "As Mil e uma noites". A sua memória fotográfica serviria, mais tarde, para conceber as suas personagens e enredos ficcionais, baseando-se muito nas pessoas e acontecimentos que foram marcando a sua.
A sua família era remediada em termos económicos, o que lhe permitiu frequentar uma escola particular durante três anos. A situação piorou, contudo, quando o seu pai foi preso por dívidas, depois de gastar os recursos da família no afã de manter uma posição social periclitante. Com dez anos de idade, a família mudou-se para o bairro popular de Camden Town em Londres, onde ocupavam quartos baratos e, para fazer face aos gastos, empenharam os talheres de prata e venderam a biblioteca familiar que tinha feito as delícias do jovem rapaz. Com doze anos, Dickens já tinha a idade considerada necessária para trabalhar na empresa Warren’s onde se produzia graxa para os sapatos com betume, junto à actual Estação ferroviária de Charing Cross. O seu trabalho consistia em colar rótulos nos frascos de graxa, ganhando, por isso, seis xelins por semana.3 Com o dinheiro, sustentava a família, encarcerada na prisão para devedores, em Moure onde ia dormir.

Alguns anos depois, a situação financeira da família melhorou consideravelmente, graças a uma herança recebida pelo seu pai. A sua família deixou a prisão, mas a mãe não o retirou logo da fábrica, que pertencia a um amigo. Dickens jamais perdoaria à mãe por essa injustiça. O tema das más condições de trabalho da classe operária inglesa tornar-se-ia, mais tarde, um dos mais recorrentes da sua obra.
Início de carreira:
Em agosto Dickens começou a trabalhar num escritório, emprego que lhe poderia valer, mais tarde, a posição de advogado. Não gostou, no entanto, do trabalho nos tribunais e, depois de aprender taquigrafia, foi, por um breve período, estenógrafo do tribunal. Com dezoito anos de idade, começou outro período de leituras intensas tendo-se inscrito na biblioteca do British Museum. Por esta altura, apaixona-se pela filha de um banqueiro, Maria Beadnell. Os pais da menina desaprovaram, contudo, o idílio amoroso devido ao passado dos pais de Dickens. A própria Maria tornar-se-á indiferente a Charles depois de uma viagem "educativa" à França. Dickens levará um ano a superar este desgosto amoroso.
Charles Dickens - Project Gutenberg:
Tornou-se, depois, jornalista, começando como cronista judicial e, depois, fazendo relatos dos debates parlamentares e cobrindo as campanhas eleitorais pela Grã-Bretanha fora, de diligência. Os seus Sketches by Boz ("Esboços de Boz" - Boz era a alcunha do seu irmão mais novo que não era capaz de pronunciar devidamente "Moses" - Moisés, em inglês) são fruto desta época e são constituídos por pequenas peças jornalísticas em forma de retratos de costumes, originalmente escritas para o "Morning Chronicle" em 1833.4 Ao longo da sua carreira, Dickens continuou, durante muito tempo, a escrever para jornais.
Com pouco mais de vinte anos, o seu The Pickwick Papers (Os Documentos Póstumos do Clube Pickwick) estabeleceu o seu nome como escritor. A ideia inicial desta obra era que Dickens escrevesse comentários a ilustrações desportivas. De 1831 a 1834, a New Sporting Magazine comprovou o sucesso desta receita editorial com a sua série "Jorrock´s Jaunts and Jollities" sobre um comerciante cockney que quer a todo o custo ser reconhecido como o bom caçador que não era. Querendo seguir a mesma ideia, Robert Seymour propôs aos editores Chapman and Hall criar uma série semelhante sobre um tal de "Clube Nimrod" (Nimrod é uma personagem bíblica descrita como sendo um grande caçador) onde também se troçaria dos caçadores inexperientes, mas cheios de si mesmos. Procuraram-se escritores para "complementar" as imagens com textos. A terceira opção, perante a recusa dos dois primeiros, era Dickens, que escrevera os seus Esboços para a mesma editora. Dickens rapidamente tomou conta do projecto e rejeitou a ideia de um clube de caçadores - a ideia não lhe agradava. Criou, pelo contrário, um clube de observadores de curiosidades, o que afastou definitivamente o ilustrador que tivera a ideia inicial, Seymour, que viria a suicidar-se na sequência destes acontecimentos. Procurou-se outro ilustrador. É curioso que tenha sido rejeitado um tal de William Makepeace Thackeray que se tornaria outro vulto de importância no romance vitoriano (geralmente colocado logo a seguir a Dickens, na opinião de muitos estudiosos da literatura inglesa - ou mesmo superior a Dickens, na opinião de outros). O novo ilustrador, conhecido pela alcunha de Phiz, deu conta do recado.
A fama[editar:
Ilustração da primeira edição de "A Christmas Carol".
A 2 de Abril de 1836 (três dias depois da publicação do primeiro fascículo de "Pickwick"), casou-se com Catherine Hogarth, com quem teve dez filhos.1 A recepção do público a Pickwick não foi calorosa desde o início. Só quando aparece a personagem de Sam Weller, o criado de Pickwick e que acompanha as aventuras do seu amo ao jeito de um Sancho Pança ao lado de Dom Quixote, é que as vendas sobem de 400 exemplares para 40 000.
Em 1838, em decorrência do sucesso de Pickwick, propõe a publicação de "Oliver Twist" onde, pela primeira vez, apontava para os males sociais da era vitoriana. O romance, divulgado em folhetins semanais, terá também o seu ilustrador: Cruikshank.1
Em 1842 viajou com a sua esposa para os Estados Unidos. A viagem foi descrita, depois, no curto relato de literatura de viagens American Notes, existindo também influências da mesma em alguns episódios de Martin Chuzzlewit. Ao entusiasmo com que foi recebido, de início, nos Estados Unidos, seguiu-se uma estadia menos calorosa, devido às críticas que teceu à política editorial deste país, acusando os editores de plágio em relação à literatura produzida na Grã-Bretanha.
Em 1843, publicava o seu mais famoso livro de Natal, "A Christmas Carol" ("Canção de Natal"), ao qual se seguiriam outros, com a mesma temática, como "The Chimes" (1844), que escreveu em Génova na sua primeira grande viagem ao estrangeiro (se descontarmos a breve incursão aos Estados Unidos). Em 1845, "The Cricket on the Hearth" ("O Grilo da lareira") torna-se também um dos seus maiores sucessos natalícios.
Em 1848 publicava "Dombey and Son", escrito principalmente no estrangeiro, onde descreve o meio dos transportes ferroviários - outro tema estreitamente relacionado com a Revolução Industrial que conformava a sociedade vitoriana.
Em 1849 publicou aquele que viria a ser o mais popular dos seus romances, David Copperfield, onde se inspirava, em grande parte, na sua própria vida. As amizades literárias de Dickens incluíam, em 1854, Thomas Carlyle, a quem dedicará o seu romance "Tempos Difíceis".
A revista semanal Household Words, onde viria a publicar, em folhetins, alguns dos seus romances, foi fundada também por ele, em 1850, e chegou a vender 40 mil cópias por semana.3 A revista seria reformulada em 1859, mudando de nome para "All the year round".
Os livros de Dickens tornaram-se extremamente populares na época e eram lidos com grande expectativa por um público muito fiel à sua escrita. O seu sucesso permitiu-lhe comprar Gad’s Hill Place, perto de Chatham, em 1856. Esta casa fazia parte do imaginário de Dickens, desde que por ela tinha passado, em criança – sonhando que um dia poderia lá viver. O local tinha ainda um significado especial porque algumas cenas do Henrique V de Shakespeare localizam-se nesta mesma área. Essa referência literária agradava de sobremodo a Dickens.
Últimos anos de vida[editar | editar código-fonte]
Dickens separou-se da sua mulher em 1858. O divórcio era um acto altamente reprovável durante a era vitoriana, principalmente para alguém com a notoriedade dele. Continuou, contudo, a pagar-lhe casa e sustento durante os restantes anos em que ela viveu. Ainda que tivessem sido felizes no seu início de vida conjugal, Catherine parecia não partilhar a energia de viver sem limites de Dickens. O trabalho de cuidar dos dez filhos do casal, aliado à pressão resultante de ser a esposa e dona de casa de um romancista mundialmente reconhecido não ajudava. A sua irmã, Georgina, tinha mudado para casa de Dickens, para ajudar Catherine no seu trabalho doméstico – há, contudo, rumores de que teve um caso amoroso com o cunhado. Georgina manteve-se com Dickens após a separação para cuidar dos filhos do casal. Podemos encontrar um indício da insatisfação marital de Charles num encontro que este teve em 1855 com Maria Beadnell, o seu primeiro amor.

Charles Dickens
A 9 de Junho de 1865, estando de regresso de França, onde fora visitar Ellen Ternan, Dickens viu-se envolvido no acidente ferroviário de Staplehurst, em que as seis primeiras carruagens do comboio caíram de uma ponte em reparação. A única carruagem de primeira classe que se manteve na linha foi, por coincidência, aquela onde seguia Dickens. O escritor mostrou-se ativo a cuidar dos feridos e moribundos antes de chegarem os esforços de salvamento. Quando se preparava para abandonar o lugar trágico lembrou-se, ainda a tempo, de que tinha deixado dentro do comboio o manuscrito inacabado do seu romance Our Mutual Friend (O nosso amigo comum) e voltou à carruagem para o buscar.
Já que se tornaria público que seguia viagem com Ellen Ternan e a sua mãe, a opinião púbica rapidamente a apontaria como a causa da separação de Catherine. Ellen foi, para todos os efeitos, a mulher que acompanhou Dickens até ao final dos seus dias, apesar de a união nunca ter sido reconhecida oficialmente.1
Ainda que tivesse escapado ileso do acidente, nunca chegou a recuperar totalmente do choque. Isso é evidente no ritmo da sua produção que decresce bastante depois deste episódio. Levará algum tempo a completar Our Mutual Friend e a começar a sua obra incompleta, The Mystery of Edwin Drood, onde se notam influências de Wilkie Collins, que fazia parte do círculo de amigos de Dickens e que é considerado um dos pioneiros do romance policial. A partir de 1858, os seus últimos anos de vida serão ocupados principalmente com leituras públicas. Esse género de espectáculos, que consistia apenas em ouvir Dickens a ler as suas suas obras mais conhecidas, tornaram-se incrivelmente populares. Note-se que na altura era comum ler em voz alta em família ou em grupos – a leitura expressiva era muito valorizada. E Dickens, com a sua interpretação apaixonada e a forma como se entregava à narração, não só arrebatava gargalhadas (e, principalmente, lágrimas) das audiências, como se arrebatava a si mesmo, exaurindo as suas forças. O esforço despendido nestes espectáculos é, muitas vezes, apontado como uma das causas da sua morte. Em 1867 foi convidado a voltar aos Estados Unidos para uma digressão das suas leituras.
Morreu de morte cerebral em junho de 1870. Foi sepultado no Poets' Corner ("Esquina dos Poetas"), na Abadia de Westminster. Na sua sepultura está gravado: "Apoiante dos pobres, dos que sofrem e dos oprimidos; e com a sua morte, um dos maiores escritores de Inglaterra desaparecia para o mundo."5
Na década de 1980, a histórica Eastgate House (casa Eastgate), em Rochester, em Kent, foi convertida num museu dedicado a Charles Dickens. Anualmente realiza-se na cidade o Festival Dickens. A casa onde nasceu, em Portsmouth é, também, um museu actualmente.
Filhos:
Teve dez filhos de Catherine Thompson Hogarth, os nomes remetem quase sempre para referências literárias:
Charles Culliford Boz Dickens (6 de Janeiro de 1837 - 1896).
Mary Angela Dickens (6 de Março de 1838 - 1896).
Kate Macready Dickens (29 de Outubro de 1839 - 1929).
Walter Landor Dickens (8 de Fevereiro de 1841 - 1861).
Francis Jeffrey Dickens (15 de Janeiro de 1844 - 1886).
Alfred D'Orsay Tennyson Dickens (28 de Outubro de 1845 - 1912).
Sydney Smith Haldimand Dickens (18 de Abril de 1847 - 1872).
Henry Carl Potchovesk Dickens Molovei(15 de Janeiro de 1849 - 1933).
Dora Annie Dickens (16 de Agosto de 1850, 1851).
Edward Bulwer Lytton Dickens (13 de Março de 1852 - 1902).
Obra[editar | editar código-fonte]
Contexto social[editar | editar código-fonte]
Quando Dickens começa a publicar os seus romances, tem à sua disposição um público formado pela revolução industrial. Londres tem mais de um milhão e meio de habitantes, devido à explosão demográfica e a um êxodo rural que expulsa os camponeses dos seus terrenos que ficam cercados em "enclosures" dedicadas à pecuária, mais especificamente, à criação de ovinos. A indústria têxtil servirá de emprego para estes espoliados. O trabalho infantil torna-se uma das características mais pungentes da economia inglesa. Em 1845, Engels publicará "A situação da classe operária em Inglaterra", onde toda esta situação é analisada. Dickens aflorará estes problemas, é certo, mas conquistará o público burguês porque não se assumirá nunca como um revolucionário… As suas personagens, quando melhoram de vida, devem essa melhoria às circunstâncias e acasos da vida, mais que à sua luta pela justiça social.
Por outro lado, a população anglófona é a mais alfabetizada do mundo. Por isso, Dickens terá um público potencial muito alargado, não só na Grã-Bretanha como além do Atlântico.
Características gerais[editar | editar código-fonte]
A escrita de Dickens é caracterizada por um estilo poético.
A maior parte dos principais romances de Dickens foram escritos mensal ou semanalmente, em episódios publicados em jornais como o Household Words e que depois foram reunidos nas obras completas, tal como as conhecemos actualmente. A publicação em episódios separados tornava as histórias mais acessíveis a um público mais extenso que ia aumentando à medida que as situações por resolver se sucediam, episódio por episódio, criando expectativa entre o público. O talento de Dickens residia também nesta sua capacidade em aliar uma narrativa episódica a um romance coerente na sua totalidade. Os episódios mensais eram acompanhados de ilustrações de vários artistas.
A sua escrita manteve sempre um alto nível de qualidade, sem se distanciar de um estilo tipicamente "dickensiano" que não era incompatível com a experimentação de novos temas e géneros. A reacção do público a estas experiências era irregular – e mesmo as críticas e a percepção pública da sua obra variou ao longo do tempo. A publicação dos seus textos em periódicos permitia-lhe auscultar as reacções do público à sua escrita, de forma que podia mudar o rumo à narrativa, de acordo com o que o público esperava ou não. Um bom exemplo encontra-se em Martin Chuzzlewit, onde foram incluídos episódios passados na América, em resposta ao decréscimo nas vendas dos primeiros capítulos. Em Our Mutual Friend, a inclusão da personagem Riah, retratando positivamente uma personagem judia, resultou das críticas à personagem de Fagin no seu Oliver Twist.
Os romances de Dickens eram, entre outros aspectos, obras de crítica social. Nas suas narrativas são tecidos comentários ferozes a uma sociedade que permitia a pobreza extrema, as más condições de vida e de trabalho e a estratificação social abrupta da era vitoriana, a par de uma empatia solidária pelo homem comum e uma atitude céptica em relação à alta sociedade.
A escrita de Dickens é hoje considerada excessivamente sentimentalista e melodramática: a morte de personagens de quem gostamos particularmente, como a pequena Nell em The Old Curiosity Shop ("Loja de antiguidades"), ou a costureirinha do "Conto de Duas Cidades", são exemplo disso. Mesmo quando a história tem características marcadamente pungentes para as principais personagens, como em Bleak House ("Casa Desolada"), Dickens tentava equilibrar o conjunto com personagens e situações satíricas e que permitiam sorrisos e gargalhadas no meio das lágrimas derramadas pela triste sorte das outras personagens. Outra crítica recorrente ao estilo de Dickens refere-se à inverosimilhança do enredo que se sustenta quase sempre em coincidências muito pouco prováveis. Se é assim, de facto, a verdade é que Dickens procurava, acima de tudo, o entretenimento e não o realismo. Pretendia, de certa forma, recuperar o espírito do romance gótico e das novelas picarescas que lia na sua juventude. Efectivamente, quando escrevia um romance mais realista, a recepção do público mostrava-se bastante mais fria e indiferente. Além do mais, não era a sua própria história algo inverosímil, com as suas constantes reviravoltas (uma infância feliz seguida de pobreza, depois, uma herança inesperada e, finalmente, fama internacional e reconhecimento público)? Afinal, estão constantemente a acontecer histórias inverosímeis no mundo…
É normal que um escritor incorpore elementos autobiográficos nas suas narrativas ficcionais. O caso torna-se particularmente interessante em Dickens, até porque este sempre teve a preocupação de velar aquilo que considerava vergonhoso no seu passado. As muitas cenas de tribunal que aparecem em "A Casa sombria" são bem reveladoras do seu passado como cronista judicial. Em "A Pequena Dorrit" volta a aparecer o tema da prisão para devedores – onde Marshalsea, onde a sua família esteve retida, também serve de espaço narrativo. Pensa-se também que a pequena Nell de a Loja de Antiguidades poderá representar a sua cunhada. O pai de Nicholas Nickleby e Wilkins Micawber são directamente inspirados no seu pai. Pip, a personagem principal de Grandes Esperanças, com a sua mistura de pedantismo e remorsos, é semelhante ao próprio Dickens. Ele era um péssimo escritor antes e depois virou um ótimo.
Temas e personagens[editar | editar código-fonte]
Os temas mais recorrentes em Dickens correspondem a uma vontade de reformar a sociedade exploradora que pertencia e que se concretizava nos asilos para órfãos, nos locais de trabalho degradados, nas escolas que mais se assemelhavam a locais de tortura e no ambiente sórdido das prisões.
Ilustração metafórica da época, onde Dickens recebe as suas personagens.
Ao comparar os órfãos a acções da bolsa, pessoas a barcos rebocadores, ou convidados para jantar a peças de mobília, Dickens conseguia resumir numa imagem o que descrições mais complexas não conseguiriam transmitir. Satirizou o pedantismo da aristocracia britânica com especial sarcasmo, usando imagens semelhantes a estas.
As próprias personagens estão entre as mais memoráveis da literatura em inglês. Ebenezer Scrooge, Fagin, Mrs. Gamp, Wilkins Micawber, Pecksniff, Miss Havisham, Wackford Squeers , entre outros, são tão conhecidos do público anglófono que quase se assumem como identidades próprias (Scrooge, por exemplo, deu origem ao Tio Patinhas). As excentricidades destas personagens não monopolizam, contudo, a narrativa. Algumas destas personagens são grotescas, seguindo o estilo do romance gótico do século XVIII, que Dickens também apreciava, ainda que, na altura, o gênero já fosse um pouco ridicularizado (por exemplo, através de Northanger Abbey, de Jane Austen, que parodia este tipo de romance). Pode-se considerar, todavia, como a mais onipresente das personagens de Dickens, a própria cidade de Londres, revelando aspectos que só poderiam ser descritos por quem conhecesse profundamente cada rua da cidade.
A delinquencia provocada geralmente por pessoas órfãs e pela exploração desenfreada do ser humano por outros seres humanos é o ingrediente base de "Oliver Twist" e "Nicholas Nickleby", onde faz também a denúncia das condições de muitos estabelecimentos de ensino. "Casa Sombria" será um libelo contra a corrupção e a ineficiência do sistema jurídico inglês, tal como em "A pequena Dorrit". Menos conhecido, este romance é uma obra prima de sátira acerba, recheada de enganos, além de contar a típica história do pobre que enriquece.
Aventurou-se também pelo romance histórico, de que é exemplo "Barnaby Rudge", de 1841 - a obra é, contudo, dominada pela ficção e apenas em alguns pontos serve o desígnio do que se costuma chamar "romance histórico". De facto, nenhuma das personagens tiveram existência real, excetuando Lord Gordon. O seu "Conto de duas cidades", sobre a Revolução Francesa, de cariz diverso do resto da sua obra é, contudo, um dos mais celebrados romances históricos ingleses.
Dickens era fascinado pelo teatro, que considerava como uma forma de refúgio psicológico perante as adversividades da vida. Em Nicholas Nickleby aparecem personagens ligadas ao meio teatral. A mulher que o acompanhou nos últimos anos de vida era atriz, e ele mesmo teve uma carreira ligada ao palco, durante as suas leituras públicas dos seus próprios romances, que o levou a percorrer a Grã-Bretanha e os Estados Unidos em digressões muito concorridas. Sua escrita, ao conjugar realidade com fantasia, a crítica social com o melodrama, e a reflexão sobre o destino humano com o humor. Outros, porém, consideram David Copperfield o seu melhor romance – é também aquele onde se encontram mais elementos autobiográficos.
Legado[editar:
A sua popularidade pouco decresceu desde a sua morte. Continua a ser um dos autores ingleses mais lidos e apreciados. Pelo menos cerca de 180 filmes e adaptações para televisão das suas obras documentam ainda o seu sucesso entre o público actual. Já durante a sua vida se tinham adaptado algumas das suas obras para o palco. Em 1913 já os produtores cinematográficos se lançavam na produção de um filme mudo denominado The Pickwick Papers. As suas personagens eram de tal forma sugestivas que pareciam ganhar vida própria, tornando-se, mesmo, proverbiais. A língua inglesa ganhou alguns neologismos à sua conta. "Gamp" é um termo usado na gíria para "guarda-chuva", devido a uma personagem – a senhora Gamp. "Pickwickiano", "Pecksniffiano", etc., podem ser usadas para se referir ao mesmo tipo de pessoa que as personagens referidas.
O seu conto "Canção de Natal" é talvez a sua história mais conhecida. As adaptações são inúmeras, para quase todos os gêneros de comunicação: cinema, banda desenhada, televisão, teatro, outras adaptações literárias, etc, criam um fenómeno de popularidade que transcende a obra original. Segundo alguns, esta história, patética, moralista e bem humorada, resume o verdadeiro significado do Natal, eclipsando todas as outras histórias de Dickens sobre o tema.
Numa altura em que o Império Britânico era a maior potência política e económica do mundo, Dickens conseguiu apontar para a vida dos esquecidos e desfavorecidos, mesmo no coração do império. Na sua breve carreira de jornalista já tinha batalhado pelo saneamento básico e pelas condições de trabalho, mas foram, claramente, as suas obras ficcionais que mais despertaram a opinião pública para estes problemas. À conta de um contexto literário bem humorado e de vendas avultadas, denunciava a vida agreste dos pobres e satirizava os indivíduos que permitiam que tais abusos continuassem e conseguia mover opiniões. Crê-se que a sua influência foi importante para o fecho das prisões de Marshalsea e da Prisão de Fleet.
Dickens terá tido, talvez, a esperança de ver nos seus 10 filhos o início de uma dinastia literária, pelo facto de todos terem nomes que remetem para a história da literatura inglesa. Seria, efectivamente, difícil aproximar-se sequer do sucesso do seu pai. Alguns parecem ter herdado do pai de Dickens a tendência para esbanjar o dinheiro. Alguns escreveram as suas memórias, centradas, claro está, na figura do pai, além de organizarem a sua correspondência de forma a poder ser publicada. Apenas a sua bisneta, Monica Dickens, seguiria as suas pegadas, e dedicar-se-ia à escrita de romances.
A própria era vitoriana pode-se designar de era dickensiana, se pensarmos na forma como foi perenemente descrita por este escritor. Depois da sua morte em 1870 a literatura inglesa tornou-se muito mais realista, talvez em reacção à tendência de Dickens para o picaresco e o ridículo. Outros romancistas da era vitoriana que o seguiram, como Samuel Butler, Thomas Hardy ou George Gissing demonstram-se claramente influenciados por Dickens, ainda que a sua escrita seja mais sóbria e menos melodramática.
Dickens continua, contudo, a ser um dos mais geniais criadores da literatura mundial de todos os tempos, sendo dificilmente superado na popularidade e acessibilidade da sua escrita.
No cinema português podemos contar com a adaptação do seu "Hard Times" por João Botelho (no filme "Tempos Difíceis").6
Encontra-se colaboração da sua autoria, publicada postumamente na revista A Leitura7 (1894-1896).
Obras:
Romances principais[editar | editar código-fonte]
The Pickwick Papers ("As aventuras do sr. Pickwik") (1836)
Oliver Twist (1837–1839)
Nicholas Nickleby (1838–1839)
The Old Curiosity Shop ("Loja de Antiguidades") (1840–1841)
Barnaby Rudge (1841)
Os Livros de Natal:
A Christmas Carol ("Canção de Natal" ou "Um conto de Natal") (1843)
The Chimes (1844)
The Cricket on the Hearth (1845)
The Battle of Life (1846)
The Haunted Man and the Ghost's Bargain (1848)
Martin Chuzzlewit (1843-1844)
Dombey and Son (1846–1848)
David Copperfield (1849–1850)
Bleak House ("A Casa Abandonada", "Casa desolada" ou "Casa sombria") - (1852–1853)
Hard Times ("Tempos Difíceis") (1854)
Little Dorrit ("A pequena Dorrit") - (1855–1857)
A Tale of Two Cities ("Um conto de duas cidades") (July 11, 1859)
Great Expectations ("Grandes Esperanças") - (1860–1861)
Our Mutual Friend (1864–1865)
The Mystery of Edwin Drood (inacabado) (1870)
Outros[editar | editar código-fonte]
Sketches by Boz (1836)
American Notes (1842)
A Child’s History of England (1851–1853)
Contos[editar | editar código-fonte]
"A Christmas Tree";
"A Message from the Sea";
"Doctor Marigold";
"George Silverman’s Explanation";
"Going into Society";
"Holiday Romance";
"Hunted Down";
"Mrs. Lirriper’s Legacy";
"Mrs. Lirriper’s Lodgings";
"Mugby Junction";
"Perils of Certain English Prisoners";
"Somebody’s Luggage";
"Sunday Under Three Heads";
"The Child’s Story";
"The Haunted House";
"The Haunted Man and the Ghost’s Bargain";
"The Holly-Tree";
"The Lamplighter";
"The Seven Poor Travellers";
"The Trial for Murder";
"Tom Tiddler’s Ground";
"What Christmas Is As We Grow Older";

"Wreck of the Golden Mary".

Fonte de Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Dickens